Arquivos Eleição 2020 - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/eleicao-2020/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 01 Dec 2020 13:22:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Comunistas saem das eleições com a cabeça erguida. Destaque é Ipatinga https://www.poderpopularmg.org/comunistas-saem-das-eleicoes-com-a-cabeca-erguida/ https://www.poderpopularmg.org/comunistas-saem-das-eleicoes-com-a-cabeca-erguida/#respond Tue, 01 Dec 2020 13:22:52 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75333 LEONARDO GODIM

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Daniel Cristiano, na porta da Usiminas, em Ipatinga, agradece os votos ao PCB

De Leonardo Godim para o Poder Popular MG.

Ontem, dia 29 de novembro, deu-se fim ao segundo turno das eleições municipais de 2020. O PCB, que participou das eleições com candidaturas em Belo Horizonte, Betim, Sabará, Ipatinga, Uberaba e Juiz de fora, aglutinou 5794 votos em chapas próprias do PCB em todo o estado. O destaque é Ipatinga, onde a chapa dos comunistas alcançou 3521 votos. Em Juiz de Fora, o partido declarou, no segundo turno, apoio à candidatura de Margarida Salomão (PT), que saiu vitoriosa contra o empresário Wilson Rezato (PSB).

O resultado eleitoral no estado de Minas Gerais confirma a tendência nacional de fortalecimento dos partidos de direita e centro-direita. A composição das Câmaras Municipais segue a mesma direção, acentuada pela nova legislação que impede coligações nas eleições para o parlamento, diminuindo a força dos pequenos partidos no legislativo. Os trabalhadores mineiros, dessa forma, deverão se preparar para anos de duras lutas contra a investida da burguesia em sua contrarreforma do Estado, projeto que vê grande espaço nos partidos burgueses fisiológicos, comumente chamados de “centrão”.

O bolsonarismo, apesar de não ter arrastado nessas eleições tantos votos quanto em 2018, também não deve ser subestimado. Cidades estratégicas, como Ipatinga e Betim, ficaram na órbita do presidente, a primeira com um candidato projetado por Bolsonaro e o segundo com um candidato cujo partido, o PSD, faz parte do compromisso entre o governo federal e o “centrão”, cujo preço foi a concessão de cargos no governo.

Apesar da derrota de um projeto alternativo à reacionária contrarreforma do Estado, as eleições também sinalizam um amadurecimento da esquerda socialista no terreno eleitoral. Em Ipatinga, cidade onde o PCB tem seu melhor desempenho nas eleições em nível nacional, o grande mérito do partido foi apresentar novos nomes e aglutinar uma base mais ampla para a construção do Bloco do Poder Popular. Em Belo Horizonte, a chapa composta por PCB, UP e PSOL alcançou 103.115 votos na eleição para prefeitura, ficando na quarta posição, com uma votação expressiva dos respectivos partidos também nas eleições proporcionais.

Daniel Cristiano, candidato a vereador de Ipatinga, afirma que

“o PCB avaliou a grandeza da militância de Ipatinga, que se colocou a disposição tanto na chapa majoritária, com Diego Arthur e Bruno Anastácio, quanto a importância das mulheres, aposentados, trabalhadores informais, professores e professoras que se colocaram à disposição [de construir] a chapa proporcional”.

Segundo Daniel, que foi o segundo vereador mais votado da cidade mas não foi eleito, o partido avalia que uma chapa completa, com militantes convictos, poderá construir os votos necessários para atingir o quociente eleitoral e eleger legítimos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras para o parlamento municipal de Ipatinga em um próximo momento.

“Para o próximo período – afirmou o secretário político do PCB Ipatinga, Daniel Cristiano –, [nossa tarefa] é continuar a inserção nos movimentos populares, sindicais, esportivos e culturais, para que o partido cresça cada vez mais e para que possamos amplificar a ressonância das pautas do conjunto da classe trabalhadora”.

Com esse direcionamento, o partido buscará atravessar a conjuntura sombria que assola o país e fortalecer a luta da classe trabalhadora rumo ao poder popular e o socialismo.

As eleições do dia 15 de novembro em Ipatinga foram conturbadas. Diversas denúncias de boca de urna foram feitas por fiscais que trabalharam nas eleições. Esse ano, segundo um dos fiscais presentes, esse tipo de atividade ilegal não foi em nada combatida, seja pelo poder judiciário, seja pela polícia. Em diversos momentos os agentes públicos que poderiam ter intervido – visto que a boca de urna é crime – foram alertados, mas a resposta foi nula, levantando questionamentos sobre a conivência destes agentes públicos com o crime eleitoral.

Em Belo Horizonte, a chapa do Partido Comunista Brasileiro recebeu 1052 votos, com destaque para Diego Miranda e Marianna Versiani, jovens comunistas que participaram das eleições pela primeira vez e receberam juntos 675 votos. Mesmo sem eleger um tribuno popular para o parlamento, o PCB  fortaleceu seu diálogo com diferentes setores da cidade através de suas 10 candidaturas, como estudantes, professores, aposentados, trabalhadores do transportes, torcidas antifascistas, mulheres operárias e a classe trabalhadora como um todo.

Em Sabará e Juiz de Fora, o partido lançou duas candidaturas para o legislativo, as do Professor Luis Fernando e a de Patrick, e compôs a chapa majoritária com o PSOL. Em Betim, além do candidato a vereador Amaury Alonso, apresentou a candidatura de Zulu para prefeitura da cidade. Já em Uberaba, foram duas candidaturas nas eleições proporcionais, com Brenda e Beto. Expandir a participação do PCB na vida política das cidades para todas as regiões de Minas Gerais é um dos objetivos do partido neste momento.

Com esse resultado, cabe aos comunistas manter a cabeça erguida e a firmeza nas fileiras do partido e se prepararem para as próximas lutas, partindo de todo acumulo histórico dos comunistas de luta e de defesa do socialismo. Com a inserção nos movimentos operário, popular e cultural, fortalecendo os instrumentos de luta da classe trabalhadora e se preparando para as batalhas decisivas, o PCB poderá contribuir para as mudanças revolucionárias que o Brasil exige e para o desenvolvimento histórico da humanidade até o socialismo.

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Diego Arthur (21), candidato à prefeito de Ipatinga, assina compromisso com trabalhadores da educação https://www.poderpopularmg.org/diego-arthur-21-compromisso-trabalhadores-educacao/ https://www.poderpopularmg.org/diego-arthur-21-compromisso-trabalhadores-educacao/#respond Thu, 12 Nov 2020 19:49:50 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75313 LEONARDO GODIM

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Em resposta ao Sind-UTE/MG, Diego Arthur (PCB), candidato a prefeitura de Ipatinga, assina termo de compromisso com os trabalhadores da educação. No termo, o candidato garante um planejamento responsável para o retorno das aulas presenciais, a valorização dos profissionais, uma gestão democrática e a implementação de um regime próprio de previdência social para os servidores públicos de Ipatinga.

O termo de compromisso foi enviado para todos os candidatos à prefeitura em forma ofício, requisitando uma resposta até o dia 12 deste mês.  O sindicato dos trabalhadores da educação expõe sua análise da atual situação da educação em Ipatinga, abordando os graves impactos da pandemia do coronavírus e ressaltando a importância de garantir as necessárias melhorias na educação pública.

Falando sobre as responsabilidades do próximo prefeito de Ipatinga, os trabalhadores falam sobre a necessidade do cumprimento das diretrizes que já existem para o município, como, “em especial, o Plano Municipal de Educação – Lei n° 3.491, de 28 de agosto de 2015, que determina metas para melhorar a qualidade da educação em Ipatinga até 2024, estabelece que o município precisa ampliar as vagas em creches, para crianças até 3 anos de idade. Outra meta” – afirma o documento –  “trata da alfabetização das crianças. Pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estipula o que deve ser ensinado em todas as escolas, a alfabetização deve ocorrer até o 2º ano do ensino fundamental.”

Diego Arthur (21) afirma que “a proposta de construção do Poder Popular passa por construir espaços de diálogo coletivo, o que engloba, sem dúvidas, os trabalhadores da educação e suas entidades de classe, como o Sind-UTE”. Segundo o candidato, seu objetivo não é governar para o povo, mas governar com o povo, fortalecendo as organizações independentes da classe trabalhadora e todas iniciativas de auto-organização e luta.

Além de Diego Arthur, assinam a carta os candidatos à vereança Daniel Cristiano (21.210), Duda das Cadeiras (21.244), Bruna Thariny (21.211) e Nanna Forseti (21.147). O ato simbólico é um compromisso de todos os comunistas, dentro e fora das eleições, com a luta dos professores, suas reivindicações e seus acúmulos de discussão enquanto categoria. O PCB esteve nas principais lutas da educação em todo o Brasil nos últimos anos e se orgulha de levantar a bandeira da educação pública, gratuita e estatal desde as primeiras tentativas de privatização e terceirização do ensino público e de seus trabalhadores.

Os comunistas reforçam ainda a defesa do movimento sindical e de suas conquistas. A política institucional deve reconhecer toda organização sindical que represente um conjunto de trabalhadores e reconhecer suas demandas enquanto legítimas expressões das necessidades da classe trabalhadora. As práticas antissindicais, como bem destaca o documento, são nocivas à realidade brasileira e prejudicam gravemente a capacidade dos trabalhadores de levar a cabo suas lutas coletivas. Essas lutas, muito frequentemente, são o único motor para melhoria do desenvolvimento de uma região e da condição de vida dos trabalhadores, sendo atacadas pelas classes dominantes reacionárias justamente por seu poder de mudança.

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Daniel Cristiano (21.210) intensifica campanha rumo à Câmara de Vereadores de Ipatinga https://www.poderpopularmg.org/daniel-cristiano-21210-intensifica-campanha-vereador-ipatinga/ https://www.poderpopularmg.org/daniel-cristiano-21210-intensifica-campanha-vereador-ipatinga/#respond Wed, 11 Nov 2020 23:52:51 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75302 LEONARDO GODIM

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Na reta final da disputa para vereança de Ipatinga, Daniel Cristiano intensifica o diálogo nas ruas. Com um longo histórico na cidade e apoiadores convictos, o candidato chega com força nas eleições desse ano, com grandes chances de um resultado vitorioso. Após 10 anos de militância no partido e de construção de laços de confiança com a população trabalhadora, Daniel se tornou uma grande figura da cidade, mesmo em um cenário difícil para os comunistas nacionalmente.

A possibilidade de eleição de um vereador comunista nessas eleições é a efetivação de uma construção de anos. Com a vitória, o PCB espera ampliar seu diálogo com a classe trabalhadora de Ipatinga e constituir uma sólida base nos setores estratégicos que operam na cidade. Sede da Usiminas, Ipatinga faz parte da Região Metropolitana do Vale do Aço e é um dos centros dinâmicos do grande capital monopolista brasileiro.

Mas, por enquanto, nada está garantido. Daniel busca consolidar-se como referência com uma campanha implacável nas ruas, portas de fábrica, garagens de ônibus, caminhões de som e na internet. Ontem, 10 de novembro, Daniel iniciou o dia às 4h30 na porta da Saritur, dialogando com os trabalhadores do transporte urbano que demonstraram conhecer e apoiar a candidatura. Em seguida, o candidato e seus apoiadores foram para porta da Usiminas, marcando sua presença. Em meio a uma torrente de panfletos, comum nessa reta final de campanha, Daniel manteve sua identidade – esteve lá com placas, dialogando com os trabalhadores e panfletando para aqueles que demonstravam interesse na candidatura. Depois das 7h, a panfletagem foi nas ruas de Ipatinga, prezando pela conversa e pelo convencimento.

Além da candidatura de Daniel, o PCB em Ipatinga conta com mais 13 candidaturas para vereança. Entre as buzinas e palavras de apoio que os apoiadores recebem durante a panfletagem, têm sido comum carros adesivados com material de outros/as camaradas. O destaque é Duda das Cadeiras, cuja campanha tem mobilizado muitos apoiadores e se enraíza nos bairros periféricos. Candidata pela primeira vez e recém-ingressa no partido, Duda é um dos nomes da nova geração de comunistas de Ipatinga que seguirão com o trabalho que Daniel e outros camaradas constroem há uma década.

Os candidatos dos comunistas em Ipatinga tem chamado a atenção das classes dominantes. Ataques e difamações aumentam nessa reta final, vindas principalmente da extrema-direita. Ipatinga, pela sua importância no cenário nacional, é palco de disputas do bolsonarismo, com interferência do próprio presidente. Ainda sim, a integridade de Daniel Cristiano e a confiança que o candidato inspira no povo trabalhador são as maiores defesas para estes ataques.

O resultado do dia 15, ao mesmo tempo que pode consumar o trabalho de anos em uma possível eleição de Daniel, apresenta desafios para os comunistas. Após décadas sem grandes tribunos populares atuando nos parlamentos, o PCB visualiza a possibilidade de ter dois vereadores/as eleitos/as. Ao mesmo tempo que a experiência parlamentar será um grande aprendizado para a atual geração do partido, surge a possibilidade de ampliar a influência do PCB no Vale do Aço e constituir uma forte base operária para as lutas futuras da classe trabalhadora. São avanços e aprendizados significativos, que deverão triunfar enquanto a atuação parlamentar for um ponto de apoio para as lutas da classe trabalhadora de Ipatinga, cuja composição operária em um setor do grande capital a coloca na vanguarda das lutas de classe do país.

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Candidatos do PCB em BH assinam carta-compromisso com trabalhadores da educação https://www.poderpopularmg.org/candidatos-do-pcb-em-bh-assinam-carta-compromisso-com-trabalhadores-da-educacao/ https://www.poderpopularmg.org/candidatos-do-pcb-em-bh-assinam-carta-compromisso-com-trabalhadores-da-educacao/#respond Fri, 06 Nov 2020 18:11:23 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75272 Diego Miranda (21.000) fala sobre o compromisso com comunistas com a educação Candidaturas do Partido Comunista Brasileiro em Belo Horizonte […]

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Diego Miranda (21.000) fala sobre o compromisso com comunistas com a educação

Candidaturas do Partido Comunista Brasileiro em Belo Horizonte assinaram hoje, dia 6 de novembro, a carta-compromisso publicizada pelo Sind-REDE/BH, sindicato dos trabalhadores da rede municipal de educação. Na carta, os candidatos se comprometem à 24 pontos, entre eles a defesa da ampliação das verbas para a educação, a garantia do piso salarial e o fim das tercerizações dos serviços da educação.

Assinaram a carta até o momento os candidatos Diego Miranda (21.000), Pedro Gabriel (21.614), Thiago Camargos (21.420) e Thomás Carrieri (21.888), todos vinculados às lutas em defesa da educação em Belo Horizonte. Diego é pedagogo e professor da rede municipal há 3 anos. Thiago Camargos é ex-liderança do movimento secundarista e estudante de graduação. Thomas estava membro da coordenação geral do Diretório Central dos Estudantes da UFMG até as eleições municipais. Pedro é militante do Movimento por uma Universidade Popular.

Da esquerda para direita: Pedro Gabriel (21.614), Thomás Carrieri (21.888) e Thiago Camargos (21.420)

“Os pontos da carta-compromisso que assinamos são acúmulos históricos das lutas em defesa da educação, das quais os comunistas participaram ativamente, desde o ensino superior ao ensino infantil. Essas bandeiras são frutos de um acúmulo das lutas da classe trabalhadora e são prioritárias para enfrentar os principais problemas do nosso país”, afirma Diego Miranda. Diego faz parte da atual diretoria do Sind-REDE/BH e está licenciado para participar das eleições pelo PCB. “Nosso compromisso se comprova nas nossa presença, na nossa prática e na nossa dedicação nas lutas da cidade”, conclui o candidato.

O compromisso não é somente de algumas candidaturas, mas de todo Bloco do Poder Popular. O programa do PCB, que orienta todas as candidaturas, também é fruto desse histórico de lutas em defesa da educação no Brasil e aponta, além da defesa do caráter público da educação básica e da valorização de todos profissionais das escolas, um projeto de educação popular que vise a educação integral e universal na perspectiva politécnica.

Confira os 24 pontos da carta na íntegra:

“1- Compromisso com a ampliação a ampliação das verbas para a educação. De acordo com a lei orgânica do município deve se aplicar 30% de impostos e transferências na educação pública municipal, no entanto este percentual não tem sido cumprido nos últimos anos.

2- Ser parte de uma luta efetiva para que o piso salarial nacional seja pago de acordo com os termos da lei e não a partir de interpretações: para jornada de até 40h, no primeiro nível da carreira (primeiro nível da tabela salarial) para trabalhadores de nível médio. O piso não deve ser considerado teto salarial.

3- Fim da terceirização dos serviços da Educação. Mais nenhum trabalhador (a) em educação deve ser admitido sem concurso público. Para que os atuais trabalhadores terceirizados não sejam responsabilizados deve haver uma transição, os mesmos devem permanecer contratados, diretamente pela prefeitura, sendo assegurado a eles direitos e benefícios isonômicos aos trabalhadores concursados.

4- Equiparação da carreira das(os) professoras(es) da educação infantil com o ensino fundamental.

5- Garantia de 7 horas de planejamento para os professores dentro das escolas.

6- Garantia de tempo de estudo e planejamento para trabalhadores da Escola Integrada e acompanhantes ao educando.

7- Redefinição o piso salarial dos atuais trabalhadores terceirizados e definição de uma carreira para os mesmos.

8- Retorno dos berçários e horário integral nas EMEIs. A política de geração de vagas produzida pela SMED a partir do fechamento de turmas integrais nas EMEIS foi absolutamente danosa à população atendida pelas EMEIS.

9- Instituir um plano para que em 10 anos no máximo a rede própria absorva toda a demanda de educação infantil da cidade.

10- Instituir um plano para que em 10 anos as escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte funcionem como escolas em tempo integral, sem coabitação de espaço, com profissionais concursados, capacitados e valorizados.

11- Retomada da legislação para que retornem os cargos de auxiliar de secretaria e biblioteca. Com jornada semanal de 25h semanais.

12- Todas as escolas devem ter acessibilidade garantida em um prazo máximo de 5 anos.

13- Instituir o ensino de Libras em todas as escolas da REDE para todas as turmas como segunda língua oficial.

14- Instituição de uma sala de Atendimento Educacional Especializado em todas as escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte.

15- Institucionalização imediata do tempo de reuniões pedagógicas coletivas nas escolas, dentro do horário de trabalho.

16- Fim da terceirização da perícia médica.

17- Descentralização dos recursos financeiros para as escolas.

18- Garantia de acesso digital a todas as comunidades escolares.

19- Garantia de acesso a equipamentos que garantam a inclusão digital a todos os trabalhadores em educação e estudantes.

20- Garantia de acesso às escolas a todos os estudantes.

21- Posicionamento contrário ao aumento da alíquota previdenciária.

22- Garantia que se posicionara contrário a qualquer alteração no plano de carreira e estatuto que dificulte o acesso dos trabalhadores a ele.

23- Se posicionará contrário às leis da mordaça que se intitulam de escola sem partido. E será parte da luta pela implementação de educação sexual em todas as escolas. Os profissionais responsáveis pelo trabalho deverão participar de formações específicas para tal, organizadas pelos próprios trabalhadores em educação em conjunto com representantes da comunidade escolar. A garantia de estrutura e financiamento para a formação deverá se dar pela secretaria de educação.

24- Defesa de um projeto que determine que o salário de um vereador não deve ser superior à média salarial dos professores da rede municipal de Ensino de Belo Horizonte, assim como a redução da verba de gabinete a 1/3 do que é hoje.”

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União da Juventude Comunista lança candidaturas de Thomás Carrieri e Pedro Gabriel em BH https://www.poderpopularmg.org/uniao-da-juventude-comunista-lanca-candidaturas-de-thomas-carrieri-e-pedro-gabriel-em-bh/ https://www.poderpopularmg.org/uniao-da-juventude-comunista-lanca-candidaturas-de-thomas-carrieri-e-pedro-gabriel-em-bh/#respond Wed, 04 Nov 2020 20:26:56 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75264 LEONARDO GODIM

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Por Leonardo Godim para O Poder Popular. Fotos por Richardson Pontone.

Assim como em outras cidades do país, em Belo Horizonte, entre as candidaturas do Partido Comunista Brasileiro para as eleições municipais deste ano, estão dois nomes vinculados organicamente à União da Juventude Comunista. Thomás Carrieri (21.888), 22 anos, e Pedro Gabriel (21.614), 24 anos, são candidatos pela primeira vez, concorrendo para vereadores no município. Ambos são estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais nos cursos de matemática e cinema de animação, respectivamente, e participam do movimento estudantil da universidade, onde constroem o Movimento por uma Universidade Popular.

A participação de jovens nas chapas do Partido Comunista Brasileiro por todo o país é uma expressão do amadurecimento da União da Juventude Comunista, que tem formado quadros em diversas cidades. Segundo Gustavo Bechara, atual dirigente da UJC em Minas Gerais, as candidaturas de jovens comunistas são uma forma de apresentar nosso projeto como uma alternativa aos velhos grupos que controlam a política nacional há anos. Para a organização, as eleições são apenas um dos momentos, ainda que importante, da luta por uma nova sociedade onde seja abolida a exploração de seres humanos por seres humanos.

Para Thomás Carrieri, a conjuntura que vivemos é de uma profunda precarização das condições de vida da juventude e dos trabalhadores, resultado de anos de crise capitalista que apenas se agravou com a pandemia do coronavírus. Para o candidato, é um dever de todo comunista intensificar a agitação e a propaganda revolucionária em torno de bandeiras que transformem a indignação com o atual estado de coisas em combustível para as lutas em todo o país. Nas eleições, essa tarefa é ainda mais importante, não cabendo aos comunistas reduzir suas propostas ao possível. Ao contrário, Thomás entende que todas as propostas devem ir à raiz dos problemas e apontar soluções que, se não forem atendidas pelo Estado, surgirão como reivindicações do movimento de massas e da luta revolucionária.

Pedro Gabriel avalia que a campanha eleitoral tem sido desafiadora na medida em que o PCB participa das eleições com autonomia financeira enfrentando grandes máquinas partidárias financiadas pela burguesia. Ainda sim, Pedro considera que as candidaturas têm sido bem recebidas nas atividades de campanha, mesmo com o anticomunismo que existe na sociedade. O saldo tem sido positivo, avalia, reafirmando que os comunistas  não têm ilusões com a democracia burguesa mas que usarão todos os espaços possíveis para disputar um programa revolucionário para o Brasil. “Nesse momento em que parcela da classe trabalhadora se dispõe ao debate político e à escutar as propostas dos partidos, é nossa tarefa ampliar a influência dos comunistas e nos preparar para as lutas futuras”, afirma o candidato.

Thomás e Pedro Gabriel avaliam que as principais bandeiras nessa eleição são a defesa da educação pública e dos direitos da juventude trabalhadora. “Na Câmara Municipal, é urgente a defesa de uma escola sem censura, frente aos ataques que os profissionais da educação e o ensino laico têm sofrido”, afirmam. O passe-livre para todos os estudantes também é uma bandeira central, resgatando todo o histórico de lutas pelo transporte público e pelo direito à cidade que já ocorreram em Belo Horizonte. Frente à precarização das condições de vida e trabalho da juventude proletária, os comunistas defendem a criação de Frentes de Trabalho voltadas para garantia do emprego formal e do salário digno.

Com o crescimento da uberização das relações de trabalho, obrigando a juventude a jornadas de mais de 10 horas de trabalho diário, com salários de fome e completa ausência de direitos trabalhistas, os comunistas defendem a criação de um aplicativo de entregas municipalizado, sob controle dos trabalhadores. Criando parcerias com o comércio local, o aplicativo autônomo é uma forma de garantir empregos dignos e de diminuir a dependência aos grandes monopólios estrangeiros, que apenas visam a exploração do trabalho.

Thiago Camargos (21.420) compõe, junto com Thomás e Pedro, o Bloco da Juventude dentro das fileiras do PCB. Além de Belo Horizonte, a União da Juventude Comunista lança candidatos em Uberaba, Sabará, Juiz de Fora e Ipatinga. Em Ipatinga, a chapa para prefeitura é composta por dois militantes da juventude comunista, Diego Arthur e Bruno Anastácio.

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Em Uberaba, Brenda 21021 e Beto 21000 são candidatos a vereadores pelo PCB https://www.poderpopularmg.org/uberaba-brenda-21021-e-beto-21000-candidatos-vereadores-pcb/ https://www.poderpopularmg.org/uberaba-brenda-21021-e-beto-21000-candidatos-vereadores-pcb/#respond Tue, 03 Nov 2020 13:33:07 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75257 Brenda é natural de Uberaba (MG), tem 24 anos, é filha de mãe empregada doméstica e de pai motorista, e […]

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Brenda é natural de Uberaba (MG), tem 24 anos, é filha de mãe empregada doméstica e de pai motorista, e tem dois irmãos. Nasceu, cresceu e vive na Vila Arquelau, bairro periférico da cidade. Sente na pele o descaso das elites regionais e do poder público municipal. Ainda que a sua vivência seja na periferia do interior mineiro, a qual não se assemelha às das grandes cidades, a realidade periférica brasileira sempre revela os seus graves problemas socioeconômicos.

É graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), experiência que a possibilitou vislumbrar as múltiplas necessidades do uberabense e do brasileiro. Inseriu-se nas discussões políticas desde muito cedo, participando ativamente do movimento estudantil. Mulher preta, jovem e trabalhadora, Brenda integra e é secretária política do Coletivo Negro Minervino de Oliveira (CNMO), espaço em que atua cotidianamente denunciando o racismo estrutural.

Devido a sua trajetória pessoal e política, Brenda deseja pautar ações que contemplem o povo trabalhador de Uberaba que não tem acesso a direitos básicos. Na saúde, por exemplo, os trabalhadores do município lidam cotidianamente com o descaso e o desrespeito da iniciativa privada e de seus gestores que querem acabar com a saúde pública.

Além disso, quer discutir políticas voltadas para as mulheres que são oprimidas diariamente em uma cidade tão conservadora como Uberaba. E, sobretudo, Brenda se coloca na linha de frente da luta cotidiana por uma sociedade mais justa, igualitária, antirracista e antimachista.

Beto nasceu em São Borja (RS), tem 50 anos, é casado e tem dois filhos. Seu pai trabalhava como bancário no Banco do Brasil, e a mãe era dona de casa. Trabalhou 22 anos no campo, mas também foi churrasqueiro, assessor sindical e trabalhador autônomo. Essa trajetória o pôs em contato desde muito cedo com a dura realidade do interior do Brasil, onde o esforço de muitos trabalhadores garante a riqueza de poucos patrões. É licenciado em História pela também Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e já atuou como professor na rede pública e privada.

Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) desde a sua reorganização em Uberaba, no ano de 2010, Beto conhece a dura realidade dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo e da cidade.  Além disso, experiencia os problemas enfrentados pela classe trabalhadora local, que sobrevive do seu baixíssimo salário. Entende o que é o descaso de um sistema capitalista injusto e desigual, cuja dinâmica é a de  favorecimento dos ricos, “em troca”, da  exploração do trabalho dos pobres.

Os trabalhadores de Uberaba, principalmente os que moram nas periferias e no campo, sabem muito bem das dificuldades: é o transporte público caro e de má qualidade; a educação sucateada com professores mal pagos; é a saúde sem recursos, com desperdício de material e constantes queixas da população; os bairros sem a infraestrutura mínima para uma vida  digna e decente, dentre outros problemas.

É por isso que Beto convida todos e todas a construírem, de maneira coletiva, o  Poder Popular. Pois só o povo organizado é que vai resolver os seus próprios problemas e transformar essa sociedade injusta numa outra que venha a acolher a todos, com justiça e dignidade.

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BH e os Moradores de Rua https://www.poderpopularmg.org/bh-e-os-moradores-de-rua/ https://www.poderpopularmg.org/bh-e-os-moradores-de-rua/#respond Thu, 22 Oct 2020 14:25:20 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75205 EMANUEL BONFANTE

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A cada dia que passa, o número de moradores de rua em BH cresce assustadoramente.

O “grande” Prefeito Kalil, como medida mitigadora para esse grave problema, teve a “brilhante” ideia de pavimentar, em baixo dos viadutos da Cidade, com pedras pontiagudas, na vã esperança de que o problema seria resolvido.

Acontece que a demanda por locais de moradia na Cidade é tão absurdamente grande, que as pessoas estão colocando tábuas por cima das pedras pontiagudas e ocupando estes locais como nunca se viu em Belo Horizonte.

E pasmem: o “home” quer se reeleger.

Como bom empresário que é, ele está se lixando para a população mais desprotegida da Cidade. E ainda propaga que as “obras” dele são obras para o Coração.

O fato é que o Poder Público tem a obrigação de proteger os mais carentes e garantir a vida para toda a população da Cidade: ABRIGO E ALIMENTOS PARA TODOS!

É um absurdo que, diante desses dados, o número de locais de moradia desocupada em nossa Cidade é quatro vezes maior do que a população em situação de rua.

Pela Construção do Poder Popular

Os trabalhadores, a juventude, os desempregados e os subempregados deverão participar ativamente na construção do Poder Popular.

Esse poder se caracterizará pela participação do povo em Conselhos Municipais que se formarão nos bairros, locais de estudo e de moradia, com poder deliberativo no processo de tomada de decisão e de execução dos programas e ações da Prefeitura e da Câmara.

Para quem questionar, alegando que no Regime Capitalista isso é impossível, mostraremos o exemplo do Orçamento Participativo, quando, em Belo Horizonte, o povo decidia quais as obras prioritárias a serem construídas na Cidade.

Nesta época, desempenhávamos a função de Diretor de Controle Urbano da Regional Nordeste e participamos efetivamente de todo esse processo de democratização do Poder Popular.

Em determinada época do ano, reuníamos o povo dos bairros, vilas e favelas nos Conselhos do Orçamento Participativo e tudo ocorria em perfeita ordem e demonstração de democracia participativa.

Essa participação, além de democratizar o poder, é extremamente pedagógica e mostra aos desassistidos que eles também podem influir nos destinos da nossa Cidade.

E assim, vamos educando o povo trabalhador no rumo do Socialismo!

Emanuel Bonfante – 21210

Candidato a Vereador por BH

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Vote comunista! Veja o mapa de candidaturas do PCB em Minas Gerais https://www.poderpopularmg.org/vote-comunista-mapa-candidaturas-pcb-mg/ https://www.poderpopularmg.org/vote-comunista-mapa-candidaturas-pcb-mg/#respond Mon, 19 Oct 2020 14:27:17 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75192 LEONARDO GODIM

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O Partido Comunista Brasileiro afirma mais uma vez seu compromisso com a classe trabalhadora e apresenta candidaturas comunistas nas principais cidades onde está inserido em Minas Gerais. Túlio Lopes, secretário político do PCB em Minas e membro do Comitê Central, afirma que

“nesse momento, as candidaturas comunistas irão expressar com seus símbolos, com suas propostas e com o direcionamento de construir o Poder Popular, uma alternativa para o povo trabalhador em suas respectivas cidades”.

O destaque é Ipatinga, onde foram lançadas 14 candidaturas para vereador, além de uma chapa própria para prefeitura. A expectativa de eleger uma bancada comunista para o parlamento da cidade é forte, com nomes de peso como Daniel Cristiano (21.210), Duda das Cadeiras (21.244) e Bruna Thariny (21.211). À frente da disputa para prefeito estão os camaradas Diego Arthur e Bruno Anastácio (21). Veja no mapa de candidaturas todos os 14 os candidatos e candidatas.

São 10 candidaturas para a Câmara Municipal em Belo Horizonte, onde os comunistas fortalecem a Frente de Esquerda na eleição majoritária, encabeçada por Áurea Carolina (PSOL) e Léo Péricles (UP). A velha guarda do partido está representada por Emanuel Bonfante (21.210), Almeidão do Partidão (21.922) e Souza Dantas (21.800). A juventude também aparece com força nas candidaturas de Diego Miranda (21.000), Thiago Camargos (21.420) e Mariana Versiani (21.902), Gabriela Marreco (21.180), Thomás Carrieri (21.888) e Pedro Gabriel (21.614). Wellington Lemos (21.123) também compõe a chapa.

Em Betim, importante cidade operária, Amaury Alonso (21.123) sai como candidato a vereador e Zulu (PCB – 21) é candidato a prefeito, com Dogival (PCB) como vice.

Em Uberaba, o partido fortalece a candidatura de Maria Sandra (PSOL) e Maíra Rosa (PSOL), representando a Frente de Esquerda Socialista, e lança Beto Brandi (21.000) e Brenda Rodrigues (21.021) na disputa para uma cadeira no parlamento municipal.

Em Juíz de Fora, o camarada Patrick Carvalho (21.210) assume a tarefa de candidato a vereador, enquanto Kaizim (PCB) assume como candidato a vice-prefeito em chapa com o PSOL, encabeçada por Lorene Figueiredo (50).

Já em Sabará, o Professor Luís Fernando (21.000) participa da disputa por uma cadeira na Câmara dos Vereadores. Sua candidatura dá grande ênfase na defesa da educação pública, de qualidade e popular.

Em Governador Valadares, o PCB está junto com Xabier (PSOL – 50) na disputa para prefeitura, fortalecendo o Bloco da Esquerda Socialista.

“O PCB vem se organizando nos últimos anos nas principais cidades-polo de Minas Gerais, e como reflexo dessa construção partidária e desse trabalhado base, apresentamos candidaturas em duas cidades operárias, com Diego Arthur (21) em Ipatinga e Zulu (21) em Betim. Nas outras cidades, estamos construindo, em unidade com as forças de esquerda, como o PSOL e a UP, alternativas populares, o que se concretizou em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Governador Valadares e Uberaba. Em outras cidades, o PCB irá indicar o apoio à candidaturas da esquerda vinculadas aos movimentos sociais e populares”,

afirma Túlio Lopes.

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Conheça Bruna Thariny 21211 candidata a vereadora pelo PCB em Ipatinga https://www.poderpopularmg.org/conheca-bruna-thariny-21211-candidata-a-vereadora-pelo-pcb-em-ipatinga/ https://www.poderpopularmg.org/conheca-bruna-thariny-21211-candidata-a-vereadora-pelo-pcb-em-ipatinga/#comments Thu, 15 Oct 2020 13:20:01 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75170 LEONARDO GODIM

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Leonardo Godim para O Poder Popular. Fotos por Ana Vieira.

Aos 26 anos, Bruna Thariny compõe a chapa do Partido Comunista Brasileiro para as eleições em Ipatinga, concorrendo à cadeira de vereadora. Jovem comunista, fundadora da Intervenção Poética Popular Revolucionária – IPPR, dona de um estúdio de tatuagem e formada em matemática, Bruna é uma das melhores representantes da nova geração de comunistas que querem construir uma cidade radicalmente democrática, onde o povo trabalhador discuta e decida sobre os rumos das políticas que os afetam diretamente.

Sua participação na política começou pela cultura, com o IPPR se reunindo no Teatro de Arena e organizando apresentações artísticas e culturais abertas. Essa forma de discutir a política na rua forjou muito do que Bruna hoje defende para Ipatinga. Para ela, o mais importante não é eleger uma ou outra candidatura, mas criar espaços democráticos onde o povo trabalhador de Ipatinga possa discutir e deliberar sobre as iniciativas do poder público, assumindo o comando da cidade.

Seguindo todas recomendações dos órgãos de saúde, Bruna Thariny (21211) e os demais candidatos estão firmes na campanha nas redes sociais e nas ruas.

Para isso, Bruna propõe a reformulação dos Conselhos Municipais. Atualmente, estes conselhos, que deveriam ser espaços para sociedade civil orientar e fiscalizar o poder público, têm metade de suas cadeiras ocupadas por indicados da prefeitura, e não possuem poder deliberativo. A candidata propõe que todos os membros do Conselho sejam eleitos por bairro, representando os trabalhadores de sua região, sem intervenções da prefeitura. Também defende que os Conselhos se tornem espaços deliberativos, obrigando a prefeitura a acatar decisões dos Conselhos. Hoje, a prefeitura pode acatar as decisões dos Conselhos ou não, tirando deles todo potencial democrático.

Esse conjunto de propostas, que institui eleições para conselheiros por bairro, com Conselhos 100% autônomos em relação à prefeitura e com plenos poderes deliberativos, busca transformar os atuais Conselhos Municipais em Conselhos Populares, que sejam expressão do Poder Popular na cidade. Para isso, é fundamental resgatar as Associações Comunitárias em todos os bairros da região, de forma que os conselheiros eleitos representem verdadeiramente o interesse dos trabalhadores dos bairros.

Além disso, ela se compromete a tornar seu mandato, caso eleita, em um espaço para os movimentos sociais de Ipatinga na Câmara dos Vereadores, abrindo o plenário para intervenções e posicionamentos de organizações dos trabalhadores. Nas principais decisões a serem tomadas pelos parlamentares, a candidata defende que sejam realizados plebiscitos e referendos, ampliando a voz dos trabalhadores nas tomadas de decisão do poder público.

Outro eixo de sua candidatura é a desmercantilização da vida. Direitos básicos para uma vida digna, como saúde, educação, transporte público, alimentação, luz e saneamento básico, não podem ser mercadorias. Por isso, Bruna se posiciona contrária à privatização do sanamento básico – processo que acontece em todo país, após lei do Congresso Nacional – por ser uma forma de transformar uma necessidade básica da população em uma enorme fonte de lucros para poucos empresários.

Bruna defende uma educação 100% pública e de qualidade, do ensino básico ao ensino superior. A candidata afirma que é fundamental um maior investimento em escolas e creches, que hoje são poucas em Ipatinga e não atendem nem 1/3 das crianças da cidade. Para melhoria da qualidade do serviço e ampliação das vagas, ela defende a municipalização das creches, que hoje são conveniadas. Para o ensino superior, propõe a instalação de um campus de alguma das universidades estaduais na cidade. “A inserção da iniciativa privada é um sintoma da falência do serviço público”, afirma Bruna.

Outra de suas propostas é a criação de linhas de crédito para cooperativas e iniciativas de economia solidária. Segundo Bruna, a zona rural de Ipatinga é extensa e cumpre um papel fundamental na produção de alimentos para todo o município. Cabe ao poder público estimular essa produção agrícola local, com estímulos de crédito e assessoria técnica para melhoria da produtividade e desenvolvimento de técnicas agroecológicas de plantio. Existem muitas terras ociosas que são propriedade do município, segundo Bruna, e que poderiam ser utilizadas como terras coletiva de produção agrícola – sem que essas terras sejam apropriadas privadamente –, ampliando a oferta de alimentos na cidade e criando empregos.

Bruna se diz confiante na campanha que os comunistas estão fazendo em Ipatinga. Com força e inserção popular, mas sem perder o conteúdo revolucionário de suas propostas, os comunistas querem eleger tribunos populares para defender o interesse dos trabalhadores no parlamento municipal. Bruna é um dos nomes fortes para essa disputa e demonstra ter todo o preparo para assumir essa responsabilidade. Será uma oportunidade histórica para os comunistas de Ipatinga de colocar à frente suas bandeiras e mostrar ao povo trabalhador da cidade que não recuaremos, até a vitória.

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Duda das Cadeiras 21244, candidata a vereadora de Ipatinga, apresenta suas propostas https://www.poderpopularmg.org/duda-das-cadeiras-candidata-a-vereadora-de-ipatinga-apresenta-suas-propostas/ https://www.poderpopularmg.org/duda-das-cadeiras-candidata-a-vereadora-de-ipatinga-apresenta-suas-propostas/#respond Fri, 09 Oct 2020 21:13:14 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75157 LEONARDO GODIM

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Leonardo Godim para O Poder Popular.

Fotos por Ana Vieira.

“Tudo que eu tenho eu devo ao meu trabalho e à força da população de Ipatinga, e me senti na obrigação de retribuir para a cidade nesse momento”. Assim Edelzuita Ferreira, mais conhecida como Duda das Cadeiras, descreve sua candidatura para vereadora. Criada desde os 6 anos de idade em Ipatinga, Duda quer lutar para que a juventude tenha oportunidades de emprego, esporte, cultura, saúde e, acima de tudo, de uma perspectiva de futuro.

Sua história de vida é uma prova de sua luta e perseverança. Mora no bairro Canaã desde 1972, quando o bairro ainda era uma zona rural, segundo ela. Seu pai era pedreiro e sua mãe, dona de casa, até seu pai adoecer e a mãe ter que garantir a renda da família. Mesmo com a infância difícil, como a da maioria das trabalhadoras brasileiras, Duda foi incentivada pela família a estudar. Assim, superando barreiras, se formou atleta, professora do magistério e técnica em mecânica e processamento de dados, o que a levou a trabalhar como metalúrgica na Usiminas. Mas seu gosto era a arte, e foi para São Paulo tentar ser artista cênica. Após três anos na capital paulista, voltou para Ipatinga e abriu seu próprio negócio, um bar. Trabalhando e usando esse espaço para impulsionar a cultura local, ficou por 10 anos no ramo, até começar a empresa que a consagrou em Ipatinga como “Duda das Cadeiras”. Com a locação de cadeiras para eventos, fez sua carreira profissional e vive até hoje dessa atividade.

Duda diz que sempre foi militante, defendendo os trabalhadores, as mulheres, a população negra e a juventude. Entrou no PCB pela confiança que tinha na construção do Poder Popular e num novo horizonte para os trabalhadores e trabalhadoras. E unindo sua personalidade combativa com o compromisso dos comunistas com a classe trabalhadora, Duda apresenta propostas para uma Ipatinga que valorize o que é fundamental: dar todo suporte aos profissionais que estão na ponta do serviço público – como na saúde, educação e assistência social –, que trabalham para que os direitos básicos de cada cidadão sejam garantidos, e ações de estímulo ao emprego, ao esporte e à cultura, que abram os horizontes da juventude de Ipatinga e estimulem a formação humana, social e cultural.

A educação está no topo do seu programa político. Para Duda, a educação pública deve ser de excelência e para todos, e não um serviço de má qualidade voltado somente para os pobres. Ela defende a valorização dos professores, com aumento salarial acima da inflação, buscando igualar o piso dessa categoria ao de profissionais valorizados na sociedade, como engenheiros e médicos. E junto à valorização dos profissionais de educação, defende a criação de escolas técnicas e programas de estágio remunerado que incentivem a juventude da cidade a continuar seus estudos. Ela ainda defende a retomada das feiras de ciências e de tecnologia que já existiram em Ipatinga mas foram descontinuadas.

Como ex-atleta, Duda destaca a importancia do esporte como espaço de inclusão, de formação pessoal e de fomento à saúde. Buscando retomar iniciativas desportivas na cidade, Duda propõe a reedição dos torneiros e campeonatos locais, incentivando nas escolas a formação de equipes. Olimpíadas desportivas são, para Duda, importantes instrumentos de fomento ao esporte, abrindo oportunidades para profissionalização de atletas, além de envolver escolas, município, comércios locais e o conjunto da população. Para isso, é fundamental um melhor uso das estruturas e aparelhos que existem na cidade, usando ao máximo a estrutura do município para oferecer políticas públicas para a população.

No âmbito da cultura, Duda vê a necessidade de criação de um Teatro Municipal em Ipatinga. O único teatro público existente hoje é um Teatro de Arena, sem estrutura para receber apresentações mais complexas, como apresentações musicais. Duda quer com essa proposta recuperar o protagonismo cultural da cidade, com festivais de teatro, música e poesia que coloquem Ipatinga no mapa da produção cultural de Minas Gerais. Para isso, leis municipais de incentivo à cultura irão cumprir um papel importante, valorizando os profissionais da cultura e abrindo oportunidades para artistas locais.

Duda também quer impulsionar políticas públicas de inclusão da comunidade LGBT e de pessoas com deficiência, questões que assume que Ipatinga ainda tem muito a avançar. São urgentes políticas que dialoguem com as demandas da comunidade LGBT, fortalecendo o SUS e o combate à discriminação de gênero. A comunidade LGBT possui um dos maiores índices de suicídio, e políticas voltadas à saúde mental são muito importantes para enfrentar esse problema.

Por fim, Duda também apresenta um projeto de criação de um Hospital Veterinário público, com cursos profissionalizantes que cubram a demanda por profissionais nessa área. Segundo ela, é cada vez mais comum animais de estimação fazerem parte das famílias de Ipatinga, e isso cria uma demanda de controle de zoonozes e oferta de serviços de castração e de saúde animal públicos. O acolhimento de animais abandonados também é uma demanda importante que poderia ser suprida com um Hospital Veterinário.

São muitas propostas, e Duda quer com elas combater o discurso dominante que tem comparado o orçamento público com a renda de uma família, que tem que contar as moedas para chegar ao fim do mês. Duda diz que Ipatinga é uma cidade rica, com um orçamento anual de mais de um bilhão de reais. Um orçamento dessa proporção tem que ser direcionado para melhorar a qualidade de vida da população da cidade, e suas propostas vão todas nesse sentido.

Em todas as propostas, há um pouco da sua história de vida. Talvez seja por isso que, para todas elas, Duda fala com segurança e argumenta firmemente. A candidata conhece a cidade, e diz que já visitou cada canto do Vale do Aço na sua atividade profissional. Suas reivindicações não são ideias tiradas da cabeça, mas necessidades que viu aparecerem na vida dos trabalhadores de Ipatinga durante décadas. Com essas demandas na ponta da língua, a candidata de primeira viagem surge como uma real voz dos trabalhadores de Ipatinga para ocupar a Câmara dos Vereadores.

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