Em resposta ao Sind-UTE/MG, Diego Arthur (PCB), candidato a prefeitura de Ipatinga, assina termo de compromisso com os trabalhadores da educação. No termo, o candidato garante um planejamento responsável para o retorno das aulas presenciais, a valorização dos profissionais, uma gestão democrática e a implementação de um regime próprio de previdência social para os servidores públicos de Ipatinga.

O termo de compromisso foi enviado para todos os candidatos à prefeitura em forma ofício, requisitando uma resposta até o dia 12 deste mês.  O sindicato dos trabalhadores da educação expõe sua análise da atual situação da educação em Ipatinga, abordando os graves impactos da pandemia do coronavírus e ressaltando a importância de garantir as necessárias melhorias na educação pública.

Falando sobre as responsabilidades do próximo prefeito de Ipatinga, os trabalhadores falam sobre a necessidade do cumprimento das diretrizes que já existem para o município, como, “em especial, o Plano Municipal de Educação – Lei n° 3.491, de 28 de agosto de 2015, que determina metas para melhorar a qualidade da educação em Ipatinga até 2024, estabelece que o município precisa ampliar as vagas em creches, para crianças até 3 anos de idade. Outra meta” – afirma o documento –  “trata da alfabetização das crianças. Pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estipula o que deve ser ensinado em todas as escolas, a alfabetização deve ocorrer até o 2º ano do ensino fundamental.”

Diego Arthur (21) afirma que “a proposta de construção do Poder Popular passa por construir espaços de diálogo coletivo, o que engloba, sem dúvidas, os trabalhadores da educação e suas entidades de classe, como o Sind-UTE”. Segundo o candidato, seu objetivo não é governar para o povo, mas governar com o povo, fortalecendo as organizações independentes da classe trabalhadora e todas iniciativas de auto-organização e luta.

Além de Diego Arthur, assinam a carta os candidatos à vereança Daniel Cristiano (21.210), Duda das Cadeiras (21.244), Bruna Thariny (21.211) e Nanna Forseti (21.147). O ato simbólico é um compromisso de todos os comunistas, dentro e fora das eleições, com a luta dos professores, suas reivindicações e seus acúmulos de discussão enquanto categoria. O PCB esteve nas principais lutas da educação em todo o Brasil nos últimos anos e se orgulha de levantar a bandeira da educação pública, gratuita e estatal desde as primeiras tentativas de privatização e terceirização do ensino público e de seus trabalhadores.

Os comunistas reforçam ainda a defesa do movimento sindical e de suas conquistas. A política institucional deve reconhecer toda organização sindical que represente um conjunto de trabalhadores e reconhecer suas demandas enquanto legítimas expressões das necessidades da classe trabalhadora. As práticas antissindicais, como bem destaca o documento, são nocivas à realidade brasileira e prejudicam gravemente a capacidade dos trabalhadores de levar a cabo suas lutas coletivas. Essas lutas, muito frequentemente, são o único motor para melhoria do desenvolvimento de uma região e da condição de vida dos trabalhadores, sendo atacadas pelas classes dominantes reacionárias justamente por seu poder de mudança.