Arquivos Minas Gerais - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/minas-gerais/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 11 Aug 2026 01:04:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, assina carta-compromisso das entidades representativas dos servidores públicos estaduais https://www.poderpopularmg.org/professor-tulio-lopes-candidato-do-pcb-ao-governo-de-minas-gerais-assina-carta-compromisso-das-entidades-representativas-dos-servidores-publicos-estaduais/ https://www.poderpopularmg.org/professor-tulio-lopes-candidato-do-pcb-ao-governo-de-minas-gerais-assina-carta-compromisso-das-entidades-representativas-dos-servidores-publicos-estaduais/#respond Thu, 30 Jul 2026 23:43:27 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77211 O post Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, assina carta-compromisso das entidades representativas dos servidores públicos estaduais apareceu primeiro em PCB/MG.

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O candidato do PCB ao governo do Estado de Minas Gerais, Professor Túlio Lopes, participou na última terça-feira, 28/07, da sabatina realizada no Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais (Sindafa-MG) em conjunto com 23 associações e sindicatos do funcionalismo público estadual. Túlio esteve acompanhado do candidato a vice-governador, Warlen Nunes, que também participou do evento.

A “Conversa com o Candidato” foi uma ação promovida pelas entidades para pactuar com os concorrentes ao governo a valorização dos quadros estaduais, a realização de concursos, a garantia de direitos e a consolidação das instituições públicas. A participação do Professor Túlio Lopes e de Warlen Nunes pode ser conferida na íntegra no canal da AFFEMG no YouTube.

Confira a entrevista na íntegra:

Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público Mineiro

Na ocasião, representantes das 24 entidades entregaram aos candidatos a Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público Mineiro, que reúne as principais pautas e diretrizes das categorias. Construída de forma consensual entre os sindicatos e associações, a carta sintetiza as principais reivindicações do funcionalismo público estadual.

Os candidatos do PCB, Professor Túlio Lopes e Warlen Nunes, assinaram a Carta-Compromisso na íntegra. Túlio relembrou sua trajetória à frente da Associação dos e das Docentes da UEMG (ADUEMG) e reafirmou seu compromisso com a valorização dos servidores, com todos os pontos elencados no documento e as propostas apresentadas. 

Conheça os pilares fundamentais da Carta-Compromisso:

  • Política salarial e valorização: Respeito à data-base de 1º de outubro, recomposição das perdas inflacionárias acumuladas e atualização dos planos de carreiras.
  • Fortalecimento do Ipsemg: Aumento de aportes estaduais, realização de concursos públicos e expansão da rede de atendimento à saúde no interior.
  • Previdência e seguridade social: Fim da contribuição de aposentados e pensionistas, além da revisão das regras estaduais de pensão por morte.
  • Proteção do serviço público: Fim da terceirização em funções típicas de Estado, realização de seleções periódicas e interrupção de privatizações.
  • Justiça fiscal: Transparência e revisão da política de isenções fiscais a grandes empresas, com o objetivo de assegurar o equilíbrio das contas sem penalizar o funcionalismo.

Confira na íntegra o conteúdo da Carta-Compromisso:

“Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público do Estado de Minas Gerais – Manifestação unificada das entidades sindicais e representativas do serviço público estadual dirigida aos candidatos e candidatas ao Governo de Minas Gerais.

Ex.mo Sr. Túlio Lopes,

Com o intuito de contribuir com o debate democrático que se intensifica na atual conjuntura eleitoral, as entidades representativas dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais encaminham a presente Carta-Compromisso, construída a partir do consenso entre as mais diversas categorias do funcionalismo estadual.

O serviço público de Minas Gerais tem resistido, no decurso dos últimos anos, ao aprofundamento da desvalorização das carreiras públicas e ao sucateamento de órgãos e serviços essenciais, com a expansão irrestrita das terceirizações, inclusive para funções típicas de Estado, e crescente desequilíbrio na política fiscal, o que submeteu as políticas públicas de Minas Gerais a uma década de severas vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal, fragilizando os serviços imprescindíveis, sobretudo, às populações mais vulneráveis socioeconomicamente.

Diante do contexto, torna-se primordial estabelecer um novo pacto em defesa do Estado e dos serviços prestados à população mineira. Nesse sentido, as entidades signatárias apresentam as reivindicações conjuntas a seguir, com o intuito de robustecer as proposições necessárias frente aos desafios que a próxima administração enfrentará.

  1. Política salarial e valorização das carreiras — A revisão geral anual da remuneração dos servidores constitui obrigação prevista no art. 37, X, da Constituição Federal e na Lei Estadual nº 19.973/2011, que instituiu a política remuneratória dos servidores públicos estaduais e fixou a data-base em 1º de outubro. O descumprimento dessa obrigação produziu perdas salariais históricas e ampliou desigualdades entre as carreiras. Reivindicamos: (I) assegurar a revisão geral anual na data-base de 1º de outubro, conforme determina a norma; (II) elaborar um plano estadual de recomposição das perdas inflacionárias acumuladas desde a instituição da política remuneratória estadual; (III) atualizar os planos de carreira vigentes, reduzindo distorções e promovendo maior isonomia entre as categorias; (IV) cumprir integralmente os acordos coletivos firmados entre o Estado e as entidades representativas das categorias, inclusive aqueles homologados judicialmente e ainda pendentes de implementação; (V) fortalecer a negociação coletiva por meio da instituição de Mesa Permanente de Negociação com as entidades representativas; (VI) garantir vencimento básico nunca inferior ao salário mínimo nacional.
  2. Fortalecimento do IPSEMG — A preservação do IPSEMG é condição essencial para assegurar assistência à saúde aos servidores públicos estaduais. Reivindicamos: (I) ampliar os investimentos e a participação do Estado no IPSEMG; (II) realizar concurso público para recomposição dos quadros do Instituto; (III) fortalecer o Hospital Governador Israel Pinheiro e as unidades em funcionamento; (IV) criar novas unidades regionais e ampliar as unidades da rede própria; (V) expandir a rede credenciada em todo o estado, contemplando mais especialidades, exames e procedimentos; (VI) reestruturar as unidades regionais do IPSEMG para atendimento aos servidores.
  3. Previdência e Seguridade Social — essenciais para garantir segurança financeira e dignidade humana após décadas de dedicação e contribuição ao serviço público. Reivindicamos: (I) revogar a contribuição previdenciária incidente sobre aposentados e pensionistas, com imediata suspensão de sua cobrança; (II) constituir grupo de trabalho destinado à elaboração de propostas de aperfeiçoamento das regras previdenciárias, abrangendo, entre outros temas, a revisão das tabelas progressivas, a ampliação do teto de isenção da contribuição previdenciária, o aperfeiçoamento das regras de aposentadoria decorrente de acidente de trabalho, o reconhecimento da conversão do tempo de serviço prestado em condições de insalubridade e a revisão das regras aplicáveis à pensão por morte.
  4. Defesa do serviço público e do patrimônio público — O fortalecimento da Administração Pública exige a valorização dos seus servidores e a preservação das instituições públicas que prestam serviços estratégicos. Reivindicamos: (I) interromper imediatamente a política de terceirização no serviço público e a substituição de servidores efetivos por contratos precários em atividades permanentes; (II) realizar concursos públicos para recomposição da força de trabalho; (III) fortalecer as carreiras públicas como garantia de continuidade, eficiência e impessoalidade administrativa; (IV) proteger as empresas estatais mineiras e interromper os processos de privatização em curso, considerando seus impactos sociais, econômicos e estratégicos.
  5. Justiça fiscal e fortalecimento das finanças públicas — O equilíbrio fiscal não pode ser alcançado exclusivamente mediante restrições aos serviços públicos e aos direitos dos servidores, enquanto cresce o volume de benefícios fiscais concedidos sem adequada transparência na avaliação de seus resultados. Reivindicamos: (I) rever a política estadual de benefícios fiscais, com ampla transparência e avaliação periódica do cumprimento das contrapartidas, e de seus impactos econômicos e sociais, como geração de emprego, renda e desenvolvimento regional; (II) suspender imediatamente a concessão de benefícios fiscais que comprometam a arrecadação estadual ou perpetuem as restrições decorrentes da Lei de Responsabilidade Fiscal, com prejuízo à qualidade dos serviços públicos; (III) construir um modelo de equilíbrio fiscal que distribua de forma justa os esforços entre despesas e receitas públicas, preservando a capacidade do Estado de investir em seus servidores e na ampliação da prestação de serviços à população.

As entidades signatárias apresentam esta pauta como expressão dos interesses permanentes do Estado Democrático e da sociedade mineira. Esperamos dos candidatos e candidatas o compromisso público com sua incorporação aos respectivos programas de governo, reafirmando que a valorização dos servidores públicos, o fortalecimento das instituições estatais e a responsabilidade fiscal socialmente equilibrada são condições indispensáveis para um projeto de desenvolvimento sustentável, democrático e comprometido com os direitos da população de Minas Gerais.

Nós, representantes das trabalhadoras e trabalhadores do serviço público mineiro, permaneceremos unidos, mobilizados e à disposição para construção conjunta das soluções aqui propostas. Assinam, respeitosamente, as seguintes entidades sindicais: 

ADUEMG – Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais.
AFFEMG – Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas.
APPMG – Associação de Professores Públicos de Minas Gerais.
ASCON-IPSEMG – Associação de Contribuintes do Regime Próprio de Previdência e Assistência Social dos Servidores Públicos do Estado de Minas Gerais e Pensionistas.
ASIVERDE – Associação Integrada dos Servidores Públicos do Meio Ambiente e Correlatos de Minas Gerais.
ASSEMINAS – Associação dos Exatores do Estado de Minas Gerais.
ASSIMA – Associação dos Servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária.
ASTHEMG – Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais.
SINDAFA – Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.
SINDEPOMINAS – Sindicato dos Delegados de Polícia Civil no Estado de Minas Gerais.
SINDIFISCO – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, Fiscais e Agentes Fiscais de Tributos do Estado de Minas Gerais.
SINDPOL – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais.
SINDPÚBLICOS – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público no Estado de Minas Gerais.
SINDPROS – Sindicato do Profissional de Enfermagem, Auxiliar de Apoio da Saúde, Técnico Operacional da Saúde, Analista de Gestão e Assistência à Saúde. 
SIND-SAÚDE – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais.
SINDSEMA – Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente no Estado de Minas Gerais.
SINFAZFISCO – Sindicato dos Gestores e Auditores Fiscais do Estado de Minas Gerais.
SINDSISEMG – Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado de Minas Gerais.
SINTDER/ SINTTOP – Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Transporte e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais.
SISIPSEMG – Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais.

Belo Horizonte, 28 de julho de 2026.”

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Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Minas Gerais oficializa chapa para eleições de 2026 em Convenção Partidária na ALMG https://www.poderpopularmg.org/partido-comunista-brasileiro-pcb-de-minas-gerais-oficializa-chapa-para-eleicoes-de-2026-em-convencao-partidaria-na-almg/ https://www.poderpopularmg.org/partido-comunista-brasileiro-pcb-de-minas-gerais-oficializa-chapa-para-eleicoes-de-2026-em-convencao-partidaria-na-almg/#respond Sun, 26 Jul 2026 23:31:46 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77200 O post Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Minas Gerais oficializa chapa para eleições de 2026 em Convenção Partidária na ALMG apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último sábado, dia 25 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou a chapa que disputará as eleições de 2026 em Minas Gerais em sua Convenção Partidária. A chapa própria dos comunistas é encabeçada pelo ex-presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG), Professor Túlio Lopes, como candidato a governador e conta com Warlen Nunes como candidato a vice-governador. A chapa conta também com três candidaturas próprias para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais: Jéssica Carvalho, José Augusto Bernardes (Zulu) e Mário Mariano.

A Convenção Partidária foi realizada no período da tarde, no Auditório José de Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento contou com saudações de representantes do Comitê Central do PCB, da corrente sindical do partido, a Unidade Classista, da juventude do PCB, a União da Juventude Comunista (UJC), do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM), da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL).

Militantes históricos do movimento comunista também estiveram presentes, como Arutana Cobério Terena, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte pelo PCB, José Francisco Neres, ex-vereador de Sabará e último preso político da ditadura a ser libertado em Minas Gerais, Antônio Almeida, líder histórico do Movimento Comunitário Ecológico, e Diva Moreira, cientista política e ativista do movimento negro. Por fim, foi feita uma homenagem à camarada Maria Emília, falecida no último mês. Maria Emília foi militante histórica do movimento comunista, participando da Resistência Armada contra a Ditadura Empresarial-militar brasileira e chilena, que ingressou posteriormente no PCB contribuindo decisivamente na reorganização do Partido nos anos noventa. 

Quem é Túlio Lopes

A pré-candidatura do professor Túlio Lopes é uma alternativa de esquerda e popular que surge da luta dos docentes da UEMG e dos servidores públicos estaduais em construção conjunta com lideranças de movimentos sindicais, populares, estudantis, ambientais e culturais. Túlio é professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e ex-presidente da Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG) – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional. Atualmente, é secretário político (Presidente) do PCB em Minas Gerais e integrante do Comitê Central do Partido.

Túlio já foi o candidato do PCB a governador de Minas Gerais nas eleições de 2014 tendo como vice o advogado Roberto Auad. Em 2018 candidatou-se a senador tendo como suplentes a advogada Eloísa Aquino e o sindicalista Emanuel Bonfante.

Quem é Warlen Nunes

O pré-candidato a vice-governador de Minas Gerais, Warlen Nunes, é integrante do Comitê Central e do Comitê Estadual do PCB. Warlen é graduado em Filosofia pela PUC-Minas, mestre e doutorando em Filosofia pela UFMG. Também integra o Núcleo de Educação Popular 13 de maio e o Conselho Estadual do Instituto Caio Prado Junior (ICP-MG).

Warlen Nunes já foi presidente do Diretório Acadêmico de Filosofia da PUC-Minas e membro da coordenação nacional da União da Juventude Comunista (UJC), juventude do PCB, além de atuar na base do SindUTE-MG e no movimento dos pós-graduandos. 

Eleições proporcionais

Jéssica Carvalho é graduada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei e mestre em História. Atua no movimento estudantil, na construção do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e na luta das mulheres mães estudantes pela garantia da permanência materna nas instituições de ensino superior, defendendo condições concretas para que a maternidade não seja um obstáculo ao acesso e à permanência na educação. 

José Augusto Bernardes, conhecido popularmente como Zulu, é natural de Itaúna e vive em Betim desde 1976. Zulu foi um dos fundadores do sindicato dos metalúrgicos de Betim e participa ativamente da vida política e cultural da cidade desde a década de 1980. Foi diretor da Casa da Cultura do município entre 1989 e 1996 e assumiu a defesa da cultura e dos trabalhadores betinenses como projeto de vida. 

Mário Mariano é professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri em Diamantina. Nos últimos anos, Mário se dedicou à formação de professores e ao fortalecimento da luta sindical e popular. Esteve ao lado de mobilizações por moradia popular na cidade de Diamantina e dos movimentos de defesa do meio ambiente e dos parques mineiros contra a sanha da privatização.

O partido definirá posteriormente sobre eventuais apoios a candidaturas ao Senado e à Câmara Federal.

Confira na íntegra o discurso do Professor Túlio Lopes que encerrou o evento:

“Boa tarde camaradas do PCB, companheiros, companheiras, amigos(as), apoiadores(as) e familiares! Hoje, 25 de julho de 2026, é um dia histórico para os comunistas de Minas Gerais. Pela quarta vez em nossa história centenária iremos homologar uma chapa própria do PCB para o Governo de Minas Gerais. Nós, comunistas, não somos uma seita e nem um pequeno agrupamento de conspiradores. Apresentamos e defendemos nossas posições políticas, tendo como objetivo estratégico a luta pela revolução social e pela emancipação humana. O presente é de lutas e o futuro nos pertence!

Somos dezenas, centenas, milhares e milhões de pessoas em todos os países do mundo. Somos internacionalistas e nossa pátria é a humanidade! Lutamos contra o militarismo, as guerras imperialistas, pelo socialismo e pela paz mundial. O Governo fascista de Trump ameaça a humanidade com uma nova guerra mundial. Repudiamos com veemência as agressões imperialistas contra todos os povos do Mundo e o genocídio praticado pelo Governo Sionista de Israel contra o povo palestino. Defendemos Cuba Socialista e manifestamos, sem nenhuma moderação, nosso apoio incondicional ao povo, ao Governo e ao Partido Comunista Cubano (PCC).

O atual governo brasileiro liderado pelo Presidente Lula acerta quando combate a extrema-direita e defende o fim da escala 6 x 1. Mas, erra quando apresenta um novo arcabouço fiscal, cede aos interesses do agronegócio e concilia com as forças políticas da direita brasileira. Derrotamos a extrema-direita nas eleições gerais de 2022 e mantivemos nossa independência política em relação ao Governo Lula. No primeiro turno das eleições gerais de 2026, o PCB apresenta sua chapa própria nas eleições presidenciais com o economista Edmilson Costa e a professora Cleusa Santos.

Em Minas Gerais, protagonizamos diversas lutas contra os sucessivos governos que mantiveram políticas neoliberais de austeridade fiscal privilegiando os interesses dos grandes empresários, industriais, banqueiros e latifundiários. Esta minoria social é a maioria política nas prefeituras, câmaras municipais, na Assembleia Legislativa e no Governo do Estado de Minas Gerais. Precisamos derrotar o projeto ultraliberal e autoritário e construir uma alternativa de esquerda e popular na perspectiva de um Governo dos(as) Trabalhadores(as). 

Precisamos fortalecer a nossa resistência e garantir a eleição de parlamentares comprometidos com as lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares. Por isso, apresentamos nossa bancada comunista composta por três pré-candidaturas ao legislativo estadual, que representam lutas fundamentais desenvolvidas em diversas frentes de trabalho como cultura, juventude, educação, mulheres e universidades públicas: Jéssica Lopes, Mário Mariano e Zulu são pessoas imprescindíveis e revolucionárias. 

Nossa pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais surge de quatro pontos que convergem. Primeiro – da luta dos docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) protagonizada pela ADUEMG, em que eu tive a tarefa de estar na presidência nos últimos quatro anos e que teve a participação de toda comunidade universitária. Segundo – da luta dos servidores públicos estaduais contra as políticas do Governo Zema-Simões. Lutamos contra as privatizações da CEMIG, CODEMIG, GASMIG e da COPASA, em defesa das empresas públicas, das autarquias, dos serviços públicos e dos servidores. Terceiro – da luta dos movimentos populares e da juventude. Desde minha adolescência nos anos noventa participo das lutas da juventude e dos movimentos populares, e é do povo trabalhador que tiramos nossa força. Quarto – do Partidão, o único partido centenário do Brasil e de Minas Gerais. O PCB sempre esteve ao lado do povo trabalhador mineiro e nos últimos anos acertou na análise política identificando Zema e seus aliados como inimigo político que deveria e foi combatido desde seu primeiro dia de governo. Por isso e outros motivos não apoiamos e não fazemos alianças com partidos da base de apoio ao Governo Zema-Simões.

O PCB foi fundado em 25 de março de 1922 e, em Minas Gerais, no ano de 1925. Ao longo destes cem anos o PCB esteve presente em diversas lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares. As forças da repressão assassinaram diversos militantes e cassaram diversos mandatos parlamentares e sindicais de nossos filiados e militantes. Grupelhos esquerdistas e oportunistas tentaram dividir e liquidar o Partido. Mas é impossível acabar com o Partidão e conseguimos sempre superar dialeticamente diversas crises em diferentes momentos históricos. Na atualidade é cada vez mais necessário fortalecer o partido de novo tipo, o príncipe moderno, o partido revolucionário, o Partido Comunista. Precisamos crescer com qualidade. Aumentar a quantidade de elementos qualitativos. Estamos construindo um partido forte, vivo e atuante nas principais lutas de nossa classe em Minas Gerais.  

Nasci em Belo Horizonte, morei em Mariana, Diamantina e Sete Lagoas. Atualmente, moro em Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais. Sou apaixonado por Minas Gerais. Sou professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Compartilho minha vida com minha camarada Jéssica Carvalho e tenho dois filhos maravilhosos. Sou americano de coração e meu time de direção é o Proletários Futebol Popular. Minha juventude começou no Grêmio Estudantil, passou pela UMES-BH, CAHIS-UFOP, DCE-UFOP, UEE-MG, APG, UJC e FMJD. Muitas lutas, vitórias, derrotas, empates, resistências e conquistas. Atuei na base e nos conselhos do SindUTE e na ADUEMG desde sua fundação. 

Aprendi que a luta coletiva é necessária, que possibilidades existem e que temos que trabalhar para ampliarmos as probabilidades. Me diziam que era impossível ter o passe livre para os estudantes em BH, conquistamos este direito. Me diziam que era impossível urbanizar a favela São José, foi urbanizada. Me diziam que tinham que aumentar o valor da refeição na UFOP, não aumentaram. Me diziam que a UEMG iria ser descredenciada, não foi. Me diziam que iriam privatizar a UEMG, não privatizaram. Me diziam que iriam vender mais de 350 imóveis das empresas públicas e das autarquias de Minas Gerais, não venderam. Fazemos história de acordo com as circunstâncias, que podem e devem ser alteradas. 

Em 2014, participamos pela primeira vez da disputa pelo Governo de Minas Gerais e em 2018, disputamos o Senado Federal. Já tivemos 1% dos votos em Minas Gerais e iremos batalhar para apresentamos nosso programa comunista e fazer a disputa política necessária e irmos para o segundo turno. 

Aos camaradas da velha guarda comunista de Minas Gerais, afirmo: Sonhos não envelhecem! Reafirmo meu compromisso com nossa luta: jamais iremos abandonar a luta pelo fim da exploração, das opressões, em defesa da vida e do meio ambiente. 

Aos camaradas sindicalistas e à juventude comunista: vale a pena lutar! Enquanto houver miséria e exploração, ser comunista é a solução. 

Aos apoiadores e apoiadoras: lutamos pelo bem comum, por uma sociedade sem classes sociais, sem injustiças, exploração e opressões. Uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Pelo socialismo na perspectiva do comunismo.

Aos familiares, agradeço imensamente o apoio dado nos últimos anos e a paciência em lidar com nossos erros e limitações. Seguimos superando dialeticamente nossas insuficiências. 

Por fim agradeço a confiança e a camaradagem da militância do PCB. Como sempre foi nas últimas duas décadas e meia: tarefa dada é tarefa cumprida. A hora é essa! Vamos à luta! Venceremos!”

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Edital de convocação para convenção para eleições gerais 2026 https://www.poderpopularmg.org/edital-de-convocacao-para-convencao-para-eleicoes-gerais-2026/ https://www.poderpopularmg.org/edital-de-convocacao-para-convencao-para-eleicoes-gerais-2026/#respond Wed, 22 Jul 2026 02:40:44 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77184 O post Edital de convocação para convenção para eleições gerais 2026 apareceu primeiro em PCB/MG.

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O Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro – PCB em Minas Gerais, por intermédio de seu Secretário Político, na forma do Estatuto Partidário e da Lei nº 9.504/1997, da Resolução TSE nº 23.609/2019, e demais normas eleitorais vigentes, convoca os seus filiados e convencionais para comparecerem à Convenção Partidária que será realizada no dia 25 de julho de 2026, às 14h horas, tendo por local o Auditório José de Alencar, no andar térreo do Palácio da Inconfidência, sede Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com endereço na Rua Rodrigues Caldas, nº 30, Bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte/MG, com a seguinte ORDEM DO DIA:
  1. Deliberação sobre formação de chapa própria a eleição majoritária, definição de sua composição, caso aprovada, e demais deliberações correlatas.;
  2. Escolha dos candidatos ao cargo de Deputado Estadual.;
  3. Deliberação sobre os números de urna dos candidatos às eleições proporcionais;
  4. Deliberação sobre outras matérias relacionadas ao processo eleitoral de 2026, inclusive substituição de candidaturas, preenchimento de vagas remanescentes, complementação das chapas, indicação de representantes e delegados, ajustes necessários ao registro de candidaturas perante a Justiça Eleitoral e demais providências decorrentes das deliberações da Convenção, observada a legislação eleitoral vigente.

 
Poderão participar da Convenção todos os militantes filiados ao Partido Comunista Brasileiro – PCB regularmente inscritos, observado que terão direito a voto os convencionais definidos pelo Estatuto Partidário, atualmente representados pelos membros do Comitê Regional.

Belo Horizonte/MG, 21 de julho de 2026

Confira o edital original em PDF.

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PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/#respond Tue, 31 Mar 2026 21:02:57 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77150 O post PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último domingo (29/3), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) comemorou seu aniversário de 104 anos com o lançamento de três pré-candidaturas a deputado estadual em Minas Gerais: Jéssica Carvalho, Thomas Carrieri e Mário Mariano. Eles se juntam à chapa encabeçada pelo professor Túlio Lopes, pré-candidato do PCB ao governo de Minas Gerais.

Realizada no Sindicato dos Trabalhadores Ativos e Aposentados em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Agentes Autônomos (Sintappi-MG), em Belo Horizonte, a atividade contou com militantes históricos do Partidão, como José Francisco Neres, Maria do Carmo Souza Dantas e Emanuel Bonfante; integrantes do Comitê Central e do Comitê Regional do Partido; representantes dos coletivos partidários, como União da Juventude Comunista (UJC), Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e Unidade Classista (UC); e diversos apoiadores e amigos do PCB.

Com 104 anos de luta em defesa da classe trabalhadora, o Partidão apresenta uma chapa aguerrida de pré-candidatos à Assembleia Legislativa:

Jéssica Carvalho

Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei, atualmente mestranda em História na linha Poder e Cultura, também na UFSJ, pesquisa o movimento feminista internacional a partir da perspectiva do trabalho reprodutivo. Iniciou a militância na UJC e hoje constrói de forma coletiva o CFCAM e o coletivo de mães estudantes ‘Mães Resistem’, que luta por políticas públicas de acesso e permanência de mães no ensino superior.

Mário Mariano

Professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, educador popular, já foi presidente e vice presidente da Associação de Docentes da UFVJM e atualmente é tesoureiro da entidade. Foi primeiro vice presidente da Regional Leste do ANDES SN atuando na luta docente de universidades, institutos federais e CEFET de Minas Gerais.

Thomás Carrieri

Professor de matemática pela UFMG, foi coordenador geral do DCE UFMG, é estudante de artes plásticas na UEMG, Brigadista Florestal Voluntário e Membro da diretoria da Associação Cultural José Marti MG de solidariedade a Cuba.

Os três estarão junto ao pré-candidato do PCB ao governo de Minas, professor Túlio Lopes, em atividades pelo estado.

Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais(UEMG), Túlio Lopes atuou no movimento comunitário em BH, no Movimento Estudantil, e atua no Movimento Sindical. Atualmente, Túlio Lopes é presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) e Secretário Político (presidente) do PCB em Minas Gerais.

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Luta de classes e os trabalhadores da educação básica de Minas Gerais: o dilema das forças que hegemonizam o aparelho sindical https://www.poderpopularmg.org/luta-de-classes-educacao-basica-minas-gerais/ https://www.poderpopularmg.org/luta-de-classes-educacao-basica-minas-gerais/#comments Thu, 01 Feb 2024 20:16:28 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77040 O post Luta de classes e os trabalhadores da educação básica de Minas Gerais: o dilema das forças que hegemonizam o aparelho sindical apareceu primeiro em PCB/MG.

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Osvaldo Teodoro
Mestre em Educação, Professor efetivo de História da Rede Estadual de Minas Gerais, Militante da Unidade Classista e do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

 

“O que se vê habitualmente é a luta das pequenas ambições (do próprio [interesse] particular) contra a grande ambição (que é inseparável do bem coletivo)”.
Antonio Gramsci

Nos primeiros dias de fevereiro, milhares de trabalhadores da rede básica estadual de educação retornarão às escolas para o início do ano letivo. Em 2023, infelizmente, a categoria colecionou derrotas. Não conseguimos, mais uma vez, avançar para que o estado de Minas Gerais cumpra a legislação vigente e garanta o pagamento do piso salarial, as designações de trabalhadores da educação – expressão da atual precarização das relações de trabalho – seguem naturalizadas (cada ano de forma mais selvagem), o reajuste salarial, efetivado apenas no segundo semestre, estabeleceu-se abaixo do indicado e a categoria ainda sofreu com o pagamento do retroativo em muitíssimas parcelas. Não bastasse, nos últimos dias do ano, os trabalhadores da educação receberam a notícia da negação do rateio do FUNDEB[1]. Na esteira das grandes ameaças, anexa-se o projeto Somar[2], a municipalização das escolas e a inserção de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Vale ressaltar, esta última, asfixiaria direitos vitais para toda a população mineira.

Ora, mas o que estaria obstaculizando, de forma frequente, os avanços mais imediatos da categoria? É verdade que passamos, nos primeiros anos do século XXI, um período de apassivamento da classe ou se preferirmos, para utilizar uma expressão do genial Florestan Fernandes, experimentamos uma “democracia de cooptação[3] forjada na esfera federal, porém, não afastando-se das contradições, reverberando nas relações entre estados e munícipios. O tortuoso desenvolvimento desta via que priorizava a governabilidade como estratégia e, para tanto, na medida em que cedia para setores, entre outros, monopolistas, do agronegócio e do capital financeiro, era obrigado a restringir as demandas populares. O limite deste caminho deu-se em 2016, quando os próprios setores do capital, tão bem tratados neste período, decidiram romper o pacto estabelecido, evidenciando assim os limites da estratégia adotada na última quadra.

A partir de 2016, setores dominantes no Brasil não conseguem manter seus padrões de acumulação, intensifica-se ascensão de uma agenda ultraliberal, assim, pútridas criaturas que habitavam os esgotos emergem à superfície, ganham protagonismo e assumem o poder político. No estado de Minas Gerais o roteiro é muito similar e, nesta toada, eleva-se à condição de governador um personagem caricato e infame, Romeu Zema, eleito através do partido NOVO que possui como bandeira, entre outras atrocidades, a defesa da anarquia do mercado, a gestão empresarial do Estado, as privatizações, a precarização das leis trabalhistas e a supressão dos direitos sociais. Pois bem, seria então a atual conjuntura e as pautas ultraliberais do atual governo mineiro que arrefeceram os avanços das demandas dos trabalhadores da educação de Minas Gerais?

Parece-nos que a resposta desta questão não pode ser construída de forma superficial; é inegável que um governo ultraliberal vai de encontro, ainda de forma mais descarada, aos interesses dos trabalhadores. Entretanto, trabalhadores da educação, muitos deles, ligados ao movimento sindical, insistem na aligeirada ideia de que a culpa da ascensão do atual governo mineiro é de determinados setores da população, inclusive seus companheiros(as) de trabalho, que por “ignorância ou insensatez” elegeram o então mandatário. Essa ladainha, fomentada por setores da atual direção do sindicato da categoria, nos mantém reféns das fracassadas políticas de conciliação do último período.

Essa posição se afirma por uma profunda incompreensão do que é o Estado, assim, não se apanha este aparelho como a expressão das relações sociais de produção, bastaria, desse modo, que a grande maioria da população apoiasse um governo, à primeira vista, mais alinhado com as demandas populares e assim seria possível resolver as assimetrias entre governo e a população. Para além de não se buscar uma compreensão que abarque o contexto histórico, de passar longe do entendimento de uma categoria fundamental, ou seja, a ideologia, nega-se o movimento da formação da consciência de classe que avança e/ou recua de acordo com o grau de desenvolvimento da luta de classes. Assim, não se reflete porque trabalhadores apoiaram determinados projetos, amoldando-se em ideias contrárias aos seus próprios interesses e, muito menos, faz-se possível distinguir os trabalhadores desiludidos com últimos governos de conciliação dos reais inimigos de classe. Verificamos, nesta concepção, um posicionamento antipedagógico (diga-se de passagem, algo alarmante, sobretudo, tratando-se de trabalhadores da educação).

Neste sentido, é necessário mudar o ângulo da análise e nos perguntarmos: qual é a nossa responsabilidade neste conjunto de derrotas? Nesta trama, destacamos o aparelho sindical como essencial. Sabemos dos limites da luta sindical, expostos tão bem por Lenin[4], mas, ao mesmo tempo, não é possível negligenciar a sua importância histórica no desenvolvimento da luta de classes. Nas palavras de Lenin (1977, p. 294):

Os sindicatos representam um progresso gigantesco da classe operária nos primeiros tempos de desenvolvimento do capitalismo, uma vez que significavam a passagem da dispersão e da impotência dos operários aos rudimentos da união de classe. Quando a forma superior de união de classe dos proletários começou-se a desenvolver-se, o partido revolucionário do proletariado (que não merecerá este nome enquanto não souber ligar os líderes à classe e às massas em um todo único e indissolúvel), os sindicatos começaram a manifestar fatalmente certos traços reacionários, certa estreiteza gremial, certa tendência ao apoliticismo, certo espírito rotineiro, etc. Mas o desenvolvimento do proletariado não se realizou e nem podia realizar-se em nenhum país de outra maneira senão por meio dos sindicatos e por sua ação conjunta com o partido da classe operária.

Decerto, é possível notar, quando direções sindicais defendem determinadas posições empobrecidas, destaca-se, como citado acima, traços reacionários, estreiteza gremial, e uma certa tendência ao apoliticismo. Ao passo que não se pode atribuir exclusivamente o conjunto de derrotas da categoria as incipientes ações sindicais, ao mesmo tempo, não podemos deixar de estabelecer conexões. No último período, para além de ouvir que “a culpa é do Zema[5] ou “a culpa é de quem votou no Zema” (refletindo a posição simplificada de que bastaria ter votado em outro), obtivemos adesões insatisfatórias às paralisações, constatamos a incondicional aposta no poder judiciário – ignorando o seu conteúdo de classe –, observamos a tutela das demandas dos trabalhadores para determinados deputados, ou seja, o confinamento da luta de classes à via institucional.

Ora, não há como lutar apenas com as armas concedidas pelos inimigos, não se pode circunscrever o movimento ao burocratismo, pode-se, menos ainda, afastar as bases da direção. O que modifica a correlação de forças nas quadras mais difíceis da história é a pressão popular, é o movimento de massas, é a ação organizada dos trabalhadores e um sindicato legitimamente classista tem um papel preponderante nesta articulação. Neste sentido, a partir do verificado, é possível apanhar um dilema; por um lado, ou as forças políticas que hegemonizam a luta sindical dos trabalhadores da educação básica de Minas Gerais se fundamentam na ausência de táticas que estejam articuladas com qualquer estratégia concreta ou, por outro lado, se estabelece, entre esses companheiros(as), a crença otimista nas possibilidades da pequena política.[6].

No rol das ameaças já citadas, em boa medida, só foi possível frear, ainda que de forma momentânea”, o RRF pelo protagonismo da Frente Mineira em Defesa do Serviço Público, um agrupamento de várias entidades e movimentos sociais no qual estão inseridas organizações que não se pautam apenas pelas articulações palacianas, tampouco apostam todas as suas cartas em ações judiciais e, algumas delas, não costumam rifar a sorte dos trabalhadores entre os interesses dos deputados. A prática social deve ser encarada como artífice para a elaboração das nossas lutas, ou fazemos e refazemos autocrítica de forma constante das nossas ações, dando um giro no nosso aparelho sindical, radicalizando nossas ações, inserindo-se na batalha das ideias, conectando-se com outras categorias na busca por unidade, envolvendo a juventude, mediando o avanço da consciência de nossos companheiros(as) a partir de ações que devem ser construídas de baixo para cima, isto é, num total intercâmbio entre a base e a direção, ou, neste ano que começa, a categoria dos trabalhadores da educação básica de Minas Gerais estará fadada a colecionar mais derrotas.

 

Referências:

  1. I. LÉNINE. Obras Escolhidas de V. I. Lénine. Edição em Português da Editorial Avante, 1977, t3, pp 275-349. Traduzido das Obras Completas de V. I. Lénine; 5ª Ed. russo t.41 pp 1-104

 

[1] Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

[2] O Projeto Somar tem como objetivo transferir a administração de escolas estaduais para a iniciativa privada. É um claro movimento de drenar recursos públicos para iniciativa privada, além de intensificar a formação dos filhos da classe trabalhadora a partir de ideologias ultraliberais.

[3] Para Fernandes […] a democracia de cooptação tem como função a integração esterilizante das pressões dos de baixo, permitindo a articulação política “entre os mais iguais” em nova forma; promove, ao mesmo tempo, o consentimento das classes; pressupõe interesses-valores variados em conflito na cena política, a institucionalização do poder político excedente, abertura para os “de baixo”, para os movimentos de protestos, promovendo a manutenção de um capitalismo dependente bem como um sistema democrático restrito. Ver: FERNANDES, Florestan. A revolução Burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

[4] Ver: LENIN. Que fazer? Problemas candentes de nosso tempo. Expressão Popular, 2015.

[5] Vale lembrar o destaque que Marx fez no livro I d’O Capital: “De modo algum retrato com cores róseas as figuras do capitalista e do proprietário fundiário. Mas aqui só se trata de pessoas na medida em que elas constituem a personificação de categorias econômicas, as portadoras de determinadas relações e interesses de classes. Meu ponto de vista, que apreende o desenvolvimento da formação econômica da sociedade como um processo histórico-natural, pode menos do que qualquer outro responsabilizar o indivíduo por relações das quais ele continua a ser socialmente uma criatura, por mais que, subjetivamente, ele possa se colocar acima delas (2017, p. 115-116).

[6] A pequena política está relacionada a manutenção e/ou a legitimação das conexões de poder entre dirigentes e dirigidos, está prática estaria ligada a política cotidiana, das intrigas, dos jogos que se dão no interior dos palácios, apresentando-se sempre de forma parcial e por dentro de uma estrutura determinada. Ver: GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Vol. 3. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2013.

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Todo apoio e solidariedade à ocupação Maria do Arraial https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-e-solidariedade-a-ocupacao-maria-do-arraial/ https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-e-solidariedade-a-ocupacao-maria-do-arraial/#respond Tue, 01 Aug 2023 19:04:26 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76992 O post Todo apoio e solidariedade à ocupação Maria do Arraial apareceu primeiro em PCB/MG.

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O Comitê Regional do PCB em Minas Gerais vem manifestar seu apoio e solidariedade aos trabalhadores(as) que no último dia 28 de Julho, ocuparam um imóvel abandonado na região central de Belo Horizonte com o objetivo de transformar o espaço em um local destinado a moradias populares.

A crise social agravada com os efeitos da pandemia de Covid-19, ampliaram as condições de pobreza e desigualdade na sociedade brasileira, aumentando consideravelmente a quantidade de famílias que vivem em condições precárias nas ruas das grandes cidades devido ao aumento do desemprego e do custo de vida. Esse processo impactou as condições de existência das famílias mais pobres, principalmente nas grandes cidades, que sentem ainda mais essa contradição pela falta de políticas públicas para habitação, geração de emprego e renda, entre outros.

Os imóveis abandonados nos grandes centros urbanos só servem para a especulação imobiliária e muitos desses imóveis além de não cumprirem o seu sentido social, ainda possuem débitos tributários milionários que vão se acumulando ad infinito ou são o resultado da massa falida de empresas inadimplentes com suas obrigações com o INSS e a Justiça do trabalho.

O direito a moradia digna é um direito constitucional que deveria ser garantido a toda a população brasileira, em um país aonde há mais imóveis fechados do que gente nas ruas e que na prática alimenta cada vez mais a segregação com a população de rua, intensificando a violência e a discriminação social.

As ocupações são legítimas e necessárias para evidenciar esse descalabro social e a cumplicidade de governos locais com a especulação imobiliária e seus beneficiados.

O PCB manifesta seu apoio ao Movimento de Vilas, Bairros e Favelas e as demais organizações que estão resistindo na ocupação Maria do Arraial e soma-se em defesa da luta pela reforma urbana necessária para pôr fim ao déficit habitacional, em especial com as famílias mais pobres.

PCB-MG

Julho de 2023

Ocupação Maria do Arraial, no Centro de Belo Horizonte | Foto: Comunicação MLB

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Todo apoio à greve das trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da construção civil e das portarias da UFMG https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-a-greve-das-trabalhadoras-e-trabalhadores-terceirizadas-os-da-construcao-civil-e-das-portarias-da-ufmg/ https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-a-greve-das-trabalhadoras-e-trabalhadores-terceirizadas-os-da-construcao-civil-e-das-portarias-da-ufmg/#respond Wed, 04 Jan 2023 15:56:35 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76881 O Partido Comunista Brasileiro, a União da Juventude Comunista, a Unidade Classista e o Movimento por uma Universidade Popular manifestam […]

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O Partido Comunista Brasileiro, a União da Juventude Comunista, a Unidade Classista e o Movimento por uma Universidade Popular manifestam apoio à organização e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras da construção civil e das portarias da UFMG – trabalhadores terceirizados da Conservo – pela garantia dos seus direitos: recebimento de salário e melhores condições de trabalho na UFMG.

Desde o dia 13 de dezembro, os trabalhadores estão em greve pelo não recebimento de salários e benefícios garantidos em contrato entre a Reitoria e a empresa terceirizada. A categoria tem se mobilizado em atos diários conduzidos pelo sindicato da Construção Civil nas portarias do campus Pampulha e nas unidades da Universidade pressionando os responsáveis pela Conservo por respostas sobre a situação da empresa e pelo imediato pagamento dos salários e benefícios atrasados.

As lutas das trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da construção civil e das portarias da UFMG é um movimento de resistência e enfrentamento da classe trabalhadora ante os recentes cortes e contingenciamentos dos repasses financeiros assumidos pelo governo neoliberal de Bolsonaro e Mourão às universidades públicas; das decisões da Reitoria da UFMG em burocratizar o pagamento dos contratos de sua força de trabalho; e ainda da empresa Conservo em surrupiar os salários e benefícios trabalhistas das categorias.

Durante os últimos anos, as universidades brasileiras sofreram diversos cortes e contingenciamentos, sendo o mais recente de montante aproximado de 1,6 bilhão de reais (R$ 1.600.000.000) do MEC. Além disso, ano a ano, o nefasto Teto de Gastos vem impondo cada vez mais limites à educação superior e aos direitos sociais da classe trabalhadora. Ambos os ataques são responsáveis pelo sucateamento da educação pública e representam, em última instância, um projeto privatizante de Universidade. Estes problemas se tornam ainda maiores quando as próprias Administrações das Universidades se subsumem às engrenagens que dão movimento ideológico e material para o capital se reproduzir nas suas estruturas.

Os desdobramentos das políticas neoliberais de precarização do trabalho e da vida, como o teto de gastos, a Reforma Trabalhista e a Reforma Previdenciária, são evidentes na realidade da Universidade. As mobilizações simultâneas dos terceirizados, exigindo seus salários, e de estudantes trabalhadores, exigindo o pagamento das bolsas após o contingenciamento de verbas do MEC, sinalizam que é momento de lutar com unidade, tendo como reivindicação central a revogação das políticas neoliberais de precarização do trabalho nos serviços públicos.

Hoje, a UFMG tem diversos contratos com empresas terceirizadas que são responsáveis pela manutenção e organização da nossa Universidade. Da limpeza à segurança; das reformas à construção; da pintura e iluminação ao paisagismo, trabalhadoras e trabalhadores são contratados sob o tacão de ferro da precarização. Elas/Eles não têm voz nos espaços de deliberação da Universidade ou reconhecimento enquanto parte da comunidade interna acadêmica. As trabalhadoras e os trabalhadores terceirizados, além de direitos suprimidos, sofrem violências e abusos diários de seus empregadores, quase sempre, invisibilizados pela Universidade. Isso se evidencia na relação recente da empresa Conservo com o pessoal da construção civil e portaria. Além das denúncias de assédio moral no trabalho por supervisores também terceirizados, esta empresa não pagou salários e fugiu das negociações com o Sindicato da categoria. Ousadia maior foi a Conservo ameaçar decretar situação de falência no limite das necessidades das trabalhadoras e trabalhadores.

Defendemos uma Universidade que seja voltada verdadeiramente às necessidades da classe trabalhadora: pública, gratuita, inclusiva, de qualidade e de reconhecimento de classe; livre das terceirizações ou de quaisquer outras formas de exploração da força de trabalho das frações estudantis, de professores e de técnicos.

Mobilizar as nossas forças para a composição das lutas, neste momento, em aliança com sindicatos e organizações independentes das categorias terceirizadas, para a garantia do pagamento dos salários e benefícios confiscados dos trabalhadores e trabalhadoras da UFMG, é tarefa imediata e fundamental para avançarmos nas lutas gerais da classe trabalhadora.

Enquanto houver terceirização na UFMG, haverá organização e resistência de estudantes, técnicos administrativos e professores com a classe trabalhadora organizada contra os ataques aos seus direitos.

Pela responsabilidade direta da UFMG e da Conservo no pagamento imediato dos salários e benefícios das trabalhadoras e trabalhadores!

Pelo fim das terceirizações!

Todo o Poder à classe trabalhadora!

Unidade Classista, futuro socialista!

Por uma Universidade Popular! Pelo Poder Popular!

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Expandir sem privatizar: contra a privatização do metrô de BH https://www.poderpopularmg.org/expandir-sem-privatizar-contra-a-privatizacao-do-metro-de-bh/ https://www.poderpopularmg.org/expandir-sem-privatizar-contra-a-privatizacao-do-metro-de-bh/#respond Fri, 23 Dec 2022 19:44:06 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76893 Ignorando as reivindicações e a mobilização da classe, o governo Zema efetuou, no dia 22 de dezembro, o leilão do […]

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Ignorando as reivindicações e a mobilização da classe, o governo Zema efetuou, no dia 22 de dezembro, o leilão do metrô de Belo Horizonte, concedendo-o à iniciativa privada. Pelo valor irrisório de R$ 25,7 milhões, o Grupo Comporte adquiriu a concessão do governo estadual para gerir o transporte público da região metropolitana pelos próximos 30 anos.

Para resistir a este ataque, durante todo o ano de 2022 os metroviários mineiros se mobilizaram contra a privatização, entendendo que esta significa o enfraquecimento dos direitos trabalhistas, o encarecimento do transporte e a priorização dos lucros, em detrimento da mobilidade. Apesar disso, a vitória do projeto privatista se deu com a anuência de Geraldo Alckmin, líder da equipe de transição do governo federal.

A questão da mobilidade urbana está diretamente ligada ao direito à cidade, bandeira central para os comunistas e para toda a classe. De forma imediata, é fundamental garantir a todas as trabalhadoras e os trabalhadores o acesso ao trabalho, aos serviços públicos e ao lazer. Um jovem trabalhador da região metropolitana deve ter o direito de acessar, por exemplo, o parque municipal no centro da cidade, sem grandes dificuldades. Assim como deve ser capaz de acessar o campus da UFMG, maior universidade federal do estado, na região da Pampulha.

Compreendemos o direito à cidade, para muito além do mero acesso, como a participação e a transformação do espaço público sem limites mercadológicos, com o trabalhador agindo sob sua autonomia em uma sociedade sem a divisão por classes.

A periferização e a exclusão dos sujeitos das cidades é um movimento concreto do capitalismo, principalmente em sua forma neoliberal de acumulação. O transporte sequer deveria ser mercantilizado e muito menos os trabalhadores subtraídos dos seus direitos de transitar e de intervir.

Isto posto, sabemos que não basta uma gestão pública para que as contradições desapareçam. Sendo a segregação do espaço urbano um fenômeno próprio do capitalismo, independente do processo de privatização, a classe trabalhadora das periferias belorizontinas tem sido apartada da cidade. Atualmente, o metrô de Belo Horizonte é inacessível para a maior parte da população, tendo em vista a existência de uma única linha, que corre a distância entre algumas poucas estações. A expansão e ampliação das linhas do metrô é uma demanda urgente.

Os defensores da concessão alegam que a expansão das linhas de forma a ampliar o acesso de trabalhadores ao transporte seria impossível sem a entrega do metrô para a iniciativa privada. Esta defesa, porém, não se sustenta quando confrontada pela própria realidade. Para as obras de ampliação, está previsto o investimento público de R$ 3,6 bilhões, enquanto apenas R$ 240 milhões serão investidos pela empresa vencedora do leilão. Deste modo, a privatização não desonera o estado, mas retira a possibilidade de participação pública dos espaços decisórios.

É também mentiroso afirmar que o setor privado possui melhor capacidade de administração dos recursos. Fosse esta uma preocupação real, a responsabilidade não estaria sendo entregue ao Grupo Comporte, que em seus 20 anos de existência, nunca geriu quaisquer serviços de transporte metroviário. O metrô do Rio de Janeiro nos dá um exemplo de como tal argumento está falido: após duas décadas de privatização, a classe trabalhadora carioca enfrenta as consequências do sucateamento, do isolamento das regiões periféricas e do aumento de mais de 1.000% dos preços das tarifas.

A não-expansão do metrô de Belo Horizonte pela administração pública não é consequência de uma suposta incapacidade ou ineficiência do estado, mas representa a escolha política de sucatear os serviços públicos para posterior entrega destes à iniciativa privada. O patrimônio do metrô, com custo estimado em R$ 2 bilhões, foi entregue por apenas 1% do seu valor, cerca de R$ 25,7 milhões. O condicionamento da expansão do metrô à privatização não passa de uma desculpa covarde para o roubo a céu aberto efetuado nesse leilão.

A privatização não traz para a classe trabalhadora quaisquer avanços na sua luta pelo acesso e pelo direito à cidade. Pelo contrário, ela aprofunda o cenário de segregação e periferização, piorando as condições do transporte para os setores mais pauperizados e precarizando o trabalho dos metroviários.

Os comunistas repudiam este ataque do governo Zema, em conluio com o governo Bolsonaro e a burguesia nacional, e a concordância tácita do governo eleito. A UJC seguirá lutando junto às trabalhadoras e trabalhadores do metrô contra toda forma de privatização e pela estatização de todo o transporte público!

EXPANSÃO SEM PRIVATIZAÇÃO!

TODO APOIO À LUTA DOS METROVIÁRIOS!

EM DEFESA DO DIREITO À CIDADE!

Coordenação Estadual da União da Juventude Comunista – Minas Gerais

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Publicada 2ª edição do livro “NERES! DA LUTA CONTRA A DITADURA À RECONSTRUÇÃO DO PCB” https://www.poderpopularmg.org/livro-neres-segunda-edicao/ https://www.poderpopularmg.org/livro-neres-segunda-edicao/#respond Tue, 25 May 2021 12:40:15 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75422 PABLO LIMA

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Acaba de ser publicada a segunda edição do livro Neres: da luta contra a ditadura à reconstrução do PCB, organizado pela historiadora Paloma Silva e pelo historiador Pablo Lima, pesquisadores do Instituto Caio Prado Jr. em Minas Gerais, em parceria com a editora Raízes da América, de São Paulo.

O livro é resultado de dez anos de pesquisas sobre a história de vida do comunista José Francisco Neres, 86 anos, militante da célula da Velha Guarda do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Belo Horizonte. Filho da classe trabalhadora e da população negra, em sua juventude e início da vida adulta Neres foi jogador de futebol, tecelão, liderança sindical. Filiou-se ao PCB em 1961 e foi eleito vereador em Sabará em 1962, onde exerceu seu mandato em defesa dos interesses da classe trabalhadora.

Aí veio o Golpe Militar de 1964. Neres teve seu mandato cassado, perdeu o emprego e foi preso por 11 dias. Continuou a militância no contexto tenebroso da Ditadura Militar, Terrorista e Assassina (1964-1989) que se abateu sobre o país. Em 1976, no auge da repressão, Neres foi sequestrado e preso novamente, desta vez por 2 anos, 10 meses e 8 dias, sendo submetido a diversos tipos de tortura. Foi alvo da Operação Bandeirantes, um mecanismo de repressão ilegal, porém institucionalizado, dentro do Estado brasileiro. Na prisão, Neres e outros militantes também organizaram a resistência, realizando greves de fome e conseguindo passar as condições desumanas às quais estavam submetidos aos veículos de comunicação mais progressistas. Em 1979, Neres foi o último preso político libertado em Minas Gerais no contexto da Anistia.

Na década de 1980, Neres retomou a militância, organizando o jornal União Sindical e reconstruindo o PCB. Após a crise no sistema socialista soviético (1989-1991) e o racha no Partidão (1992), Neres manteve-se firme no PCB, que conquistou seu registro eleitoral definitivo em 1996. Desde este período, Neres tem uma intensa militância no movimento de ex-perseguidos e anistiados políticos do movimento sindical em Minas Gerais.

A primeira edição do livro saiu em novembro de 2019, com apenas 100 exemplares. Todos foram vendidos e muito bem recebidos pelo público. Em 2020, José Francisco Neres financiou, com seus próprios recursos, uma segunda edição de 400 exemplares, revista e ampliada, que acaba de ser publicada em abril de 2021. O livro conta com dois capítulos autobiográficos escritos por Neres, um prefácio de Ivan Pinheiro, e outros capítulos de Fábio Bezerra, Fernando Gautereto Lamas, Igor Dias Domingues de Souza, Milene Lopes Costa, Pablo Lima, Paloma Silva e Túlio César Dias Lopes, cobrindo a história de Neres como jogador de futebol, sindicalista e militante comunista nas últimas seis décadas de história do Brasil. A diagramação é assinada pelo artista gráfico e designer Julião Villas, com revisão de língua portuguesa pela professora Andrea Lima. A produção editorial foi feita por Gabriel Landi, em São Paulo. O PCB agradece a todas e todos que construíram esta obra e convida o público a conhecer a história do movimento sindical e comunista em Minas Gerais por meio da trajetória e militância política de José Francisco Neres.

O livro está à venda por R$ 36,00. Interessados devem enviar mensagem de whatsapp ou sms para (31)99298-2916 para combinar a forma de pagamento e informar o endereço para postagem ou outra forma de entrega.

Leia alguns trechos da obra:

Neres foi de quase tudo um pouco: jogador de futebol, operário, parlamentar, músico, eletricista, jornalista de fato. Mas, antes de tudo, sempre um comunista. Habilidoso, gentil e carismático nas relações pessoais, o camarada atuava entre o proletariado e no ambiente sindical como um peixe dentro d’água. Preso político durante três anos, foi o último mineiro a sair dos cárceres da ditadura, em março de 1979, reintegrando-se imediatamente à militância. (Ivan Pinheiro)

As trajetórias da militância são fundamentais não apenas para se conhecer o movimento da atuação concreta na realidade, mas também para se construir as mudanças do estado de coisas na sociedade brasileira. Nesse sentido, o exemplo de vida e militância de José Francisco Neres leva à reflexão sobre os percalços e avanços das lutas sindicais e populares em Minas Gerais e no Brasil. (Pablo Lima e Paloma Silva)

No capítulo Porque sou Comunista, José Francisco Neres registra sua trajetória de vida pessoal e os movimentos que o levaram à consciência de sua condição de filho da classe trabalhadora, como jogador de futebol, militante sindical e sua entrada para o PCB em agosto de 1961. (…) Em O Golpe de 1964 e Luta Contra a Ditadura Militar, o próprio Neres relata o cotidiano de perseguição e repressão (…). Em Fatos e situações: a perseguição do SNI contra Neres durante a Ditadura Militar, Terrorista e Assassina (1964-1989), Pablo Lima analisa a Certidão 6280 fornecida pela Agência Brasileira de Inteligência a Neres em 2003, que contém os registros sobre ele nos arquivos deste órgão fundado na Ditadura como Serviço Nacional de Informações (SNI). Uma leitura crítica do documento permite constatar a permanência do aparato de repressão, monitoramento e perseguição de comunistas após a Anistia, em 1979, durante a década de 80 e mesmo após a Constituição de 1988, evidência da continuidade das estruturas fascistas e ditatoriais no Estado brasileiro. (…) Em Memórias de um sindicalista, Milene Lopes Costa narra a trajetória político-ideológica de José Francisco Neres, sindicalista e preso político durante a ditadura militar-civil brasileira. (…) Em A relação entre futebol e sindicalismo em Minas Gerais nas décadas de 1950 e 1960, Fernando Gaudereto Lamas foca especificamente o início da trajetória sindical de Neres. Analisa a íntima relação que havia entre lazer e sindicalismo, abordando nomeadamente a relação entre a prática do futebol e o sindicalismo (…). Em Neres e o VI Congresso do PCB: organizar as massas contra a ditadura pela base, Igor Dias Domingues de Souza, examina a atuação do PCB nas Organizações de Base durante os anos de 1964 a 1968 (…). Em Neres e os valores e convicções da moral comunista, Fábio Bezerra narra episódios vividos com José Francisco Neres que marcaram sua militância e também são significativos para o PCB nesses últimos anos. O último capítulo, de Túlio Lopes, intitulado Neres: persistente e sempre presente na luta!, é dedicado à militância de Neres durante as últimas décadas no campo dos direitos humanos e da luta pela verdade e justiça em relação aos crimes cometidos pela Ditadura Militar e pelo Estado brasileiro contra cidadãos, por motivos políticos. (Pablo Lima e Paloma Silva)

 

 

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Comunistas saem das eleições com a cabeça erguida. Destaque é Ipatinga https://www.poderpopularmg.org/comunistas-saem-das-eleicoes-com-a-cabeca-erguida/ https://www.poderpopularmg.org/comunistas-saem-das-eleicoes-com-a-cabeca-erguida/#respond Tue, 01 Dec 2020 13:22:52 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75333 LEONARDO GODIM

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Daniel Cristiano, na porta da Usiminas, em Ipatinga, agradece os votos ao PCB

De Leonardo Godim para o Poder Popular MG.

Ontem, dia 29 de novembro, deu-se fim ao segundo turno das eleições municipais de 2020. O PCB, que participou das eleições com candidaturas em Belo Horizonte, Betim, Sabará, Ipatinga, Uberaba e Juiz de fora, aglutinou 5794 votos em chapas próprias do PCB em todo o estado. O destaque é Ipatinga, onde a chapa dos comunistas alcançou 3521 votos. Em Juiz de Fora, o partido declarou, no segundo turno, apoio à candidatura de Margarida Salomão (PT), que saiu vitoriosa contra o empresário Wilson Rezato (PSB).

O resultado eleitoral no estado de Minas Gerais confirma a tendência nacional de fortalecimento dos partidos de direita e centro-direita. A composição das Câmaras Municipais segue a mesma direção, acentuada pela nova legislação que impede coligações nas eleições para o parlamento, diminuindo a força dos pequenos partidos no legislativo. Os trabalhadores mineiros, dessa forma, deverão se preparar para anos de duras lutas contra a investida da burguesia em sua contrarreforma do Estado, projeto que vê grande espaço nos partidos burgueses fisiológicos, comumente chamados de “centrão”.

O bolsonarismo, apesar de não ter arrastado nessas eleições tantos votos quanto em 2018, também não deve ser subestimado. Cidades estratégicas, como Ipatinga e Betim, ficaram na órbita do presidente, a primeira com um candidato projetado por Bolsonaro e o segundo com um candidato cujo partido, o PSD, faz parte do compromisso entre o governo federal e o “centrão”, cujo preço foi a concessão de cargos no governo.

Apesar da derrota de um projeto alternativo à reacionária contrarreforma do Estado, as eleições também sinalizam um amadurecimento da esquerda socialista no terreno eleitoral. Em Ipatinga, cidade onde o PCB tem seu melhor desempenho nas eleições em nível nacional, o grande mérito do partido foi apresentar novos nomes e aglutinar uma base mais ampla para a construção do Bloco do Poder Popular. Em Belo Horizonte, a chapa composta por PCB, UP e PSOL alcançou 103.115 votos na eleição para prefeitura, ficando na quarta posição, com uma votação expressiva dos respectivos partidos também nas eleições proporcionais.

Daniel Cristiano, candidato a vereador de Ipatinga, afirma que

“o PCB avaliou a grandeza da militância de Ipatinga, que se colocou a disposição tanto na chapa majoritária, com Diego Arthur e Bruno Anastácio, quanto a importância das mulheres, aposentados, trabalhadores informais, professores e professoras que se colocaram à disposição [de construir] a chapa proporcional”.

Segundo Daniel, que foi o segundo vereador mais votado da cidade mas não foi eleito, o partido avalia que uma chapa completa, com militantes convictos, poderá construir os votos necessários para atingir o quociente eleitoral e eleger legítimos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras para o parlamento municipal de Ipatinga em um próximo momento.

“Para o próximo período – afirmou o secretário político do PCB Ipatinga, Daniel Cristiano –, [nossa tarefa] é continuar a inserção nos movimentos populares, sindicais, esportivos e culturais, para que o partido cresça cada vez mais e para que possamos amplificar a ressonância das pautas do conjunto da classe trabalhadora”.

Com esse direcionamento, o partido buscará atravessar a conjuntura sombria que assola o país e fortalecer a luta da classe trabalhadora rumo ao poder popular e o socialismo.

As eleições do dia 15 de novembro em Ipatinga foram conturbadas. Diversas denúncias de boca de urna foram feitas por fiscais que trabalharam nas eleições. Esse ano, segundo um dos fiscais presentes, esse tipo de atividade ilegal não foi em nada combatida, seja pelo poder judiciário, seja pela polícia. Em diversos momentos os agentes públicos que poderiam ter intervido – visto que a boca de urna é crime – foram alertados, mas a resposta foi nula, levantando questionamentos sobre a conivência destes agentes públicos com o crime eleitoral.

Em Belo Horizonte, a chapa do Partido Comunista Brasileiro recebeu 1052 votos, com destaque para Diego Miranda e Marianna Versiani, jovens comunistas que participaram das eleições pela primeira vez e receberam juntos 675 votos. Mesmo sem eleger um tribuno popular para o parlamento, o PCB  fortaleceu seu diálogo com diferentes setores da cidade através de suas 10 candidaturas, como estudantes, professores, aposentados, trabalhadores do transportes, torcidas antifascistas, mulheres operárias e a classe trabalhadora como um todo.

Em Sabará e Juiz de Fora, o partido lançou duas candidaturas para o legislativo, as do Professor Luis Fernando e a de Patrick, e compôs a chapa majoritária com o PSOL. Em Betim, além do candidato a vereador Amaury Alonso, apresentou a candidatura de Zulu para prefeitura da cidade. Já em Uberaba, foram duas candidaturas nas eleições proporcionais, com Brenda e Beto. Expandir a participação do PCB na vida política das cidades para todas as regiões de Minas Gerais é um dos objetivos do partido neste momento.

Com esse resultado, cabe aos comunistas manter a cabeça erguida e a firmeza nas fileiras do partido e se prepararem para as próximas lutas, partindo de todo acumulo histórico dos comunistas de luta e de defesa do socialismo. Com a inserção nos movimentos operário, popular e cultural, fortalecendo os instrumentos de luta da classe trabalhadora e se preparando para as batalhas decisivas, o PCB poderá contribuir para as mudanças revolucionárias que o Brasil exige e para o desenvolvimento histórico da humanidade até o socialismo.

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