Nas últimas semanas, verificamos o agravamento da crise social, política e econômica, com o aumento dos casos de infecção e morte ocasionadas pela pandemia global do COVID-19. Dados oficiais de 27 de maio indicam, respectivamente, o número de pessoas infectadas e mortas:  MUNDO 5.552.675 / 348.092 – AMÉRICA LATINA – 751.595 / 40.543 – BRASIL – 367.906 / 22.965 – MINAS GERAIS – 6.962 / 230. Os casos suspeitos não estão sendo divulgados e existem fortes indícios de subnotificações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) segue recomendando a adoção do isolamento social e ainda não foi divulgado nenhum estudo de base científica que indique um medicamente capaz de superar o COVID-19. Mesmo com o agravamento da crise, seguem os ataques dos Governos Federal e Estadual aos direitos dos trabalhadores e crescem as ameaças às liberdades democráticas. O desemprego, a precarização, a informalidade e a miséria social vem crescendo cada vez mais. A tendência é o acirramento da luta de classes e a polarização política. Devemos estar preparados para futuros embates, fortalecendo a organização e a luta popular. 

No momento em que o Brasil se tornou um dos epicentros da pandemia global, precisamos defender o isolamento social como forma de defender a vida, que deve estar acima dos lucros! Bolsonaro e seu ministério seguem atendendo aos interesses dos banqueiros e agroindustriais, atacando e ameaçando o povo trabalhador brasileiro com mais privatizações e retirada de direitos. E o Governo de Minas e diversas prefeituras municipais estão desrespeitando as recomendações da OMS quanto ao isolamento social. Zema segue atacando os servidores públicos estaduais não atendendo às suas reinvindicações e forçando a volta às aulas sem condições básicas para o processo do ensino e aprendizagem. Neste cenário, devemos exigir a manutenção da estabilidade do emprego e defender o pagamento da renda básica emergencial para o povo trabalhador brasileiro. Repudiar o fato de que o Governo Zema em meio à crise sanitária propõe a privatização da COPASA e vem desrespeitando os direitos e atrasando o pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais. Saudar os projetos de leis aprovados pelos mandatos populares na ALEMG em defesa das mulheres, dos povos originários e quilombolas e exigir o cumprimento dessas leis, por parte do governo mineiro. E, avançar no processo de reorganização da classe trabalhadora, intensificando o trabalho de base, fortalecendo o movimento sindical classista, as organizações do movimento popular e praticando cotidianamente a solidariedade de classe. 

O momento é de isolamento social e não de sectarismo e isolamento político. A unidade na luta para derrotar os Governos Bolsonaro e Zema é fundamental. Vamos construir um amplo movimento popular contra as políticas desses governos e manifestar nosso apoio a proposta dos movimentos populares de ”Impeachment” de Bolsonaro. A esquerda mineira deu o primeiro passo neste sentido, com a formação do Fórum de Partidos de Esquerda congregando, em Minas Gerais, os partidos de oposição aos atuais governos estadual e federal. Resguardando as diferenças táticas/estratégicas e de cultura política, dois eixos convergem neste espaço de unidade de ação: a luta contra as privatizações e a defesa dos direitos e das liberdades democráticas. No primeiro ato político (“Live”) do Fórum de Partidos de Esquerda realizado em 25/05/2020, participaram representantes do PCB, PSOL, PSTU, UP, PSB, PRC, PCdoB e do PT. O Fórum dos Partidos de Esquerda seguirá trabalhando e buscando ampliar esta articulação unitária junto aos movimentos sindicais, estudantis e populares e também apoiando as lutas dos parlamentares do campo da esquerda em defesa do povo trabalhador e contra esses governos. 

FORA ZEMA! FORA BOLSONARO E MOURÃO! Impeachment já!

Contra a privatização da REGAP, do Banco do Brasil e da CODEMINAS!

Em defesa dos direitos do povo trabalhador e das Liberdades Democráticas!

Pelo Poder Popular e pelo Socialismo!

Belo Horizonte, 25 de maio de 2020.