Camaradas trabalhadores e trabalhadoras,

O Brasil está passando por um momento de crise aguda que se expressa nas dimensões sociais, políticas e econômicas. Ademais, no presente momento situação do povo trabalhador vem sendo fortemente agravada pela pandemia do COVID-19, e, por conseguinte, pela desastrosa política sanitária do Governo Federal, que tem deixado um rastro de morte afetando a população a nível nacional, estadual e municipal. Diante disso, o PCB – Partido Comunista Brasileiro – Betim, tem por obrigação com a sociedade e com os trabalhadores, trazer à tona um manifesto contendo sua análise da atual conjuntura política nacional e municipal. 

Com o golpe parlamentar de 2016, que pôs fim aos governos de conciliação de classe da era petista que combinavam políticas sociais focalizadas de redução da pobreza-extrema com ações  que destinavam vultuosas somas de recursos públicos para os empresários através das parcerias público-privada, a sociedade brasileira entrou numa era de incertezas onde crises institucionais permanentes que se somam a constantes ataques aos direitos dos trabalhadores materializados na contrarreforma trabalhista, na contrarreforma da previdência e na rapinagem operada sobre o fundo público para atender os interesses do grande capital.

Os resultados das eleições de 2018, foram catastróficos para a sociedade de uma forma geral, e para os trabalhadores em particular. O Governo de Bolsonaro representa uma alternativa autoritária, anti-popular, entreguista e reacionária, que pretende liquidar os direitos sociais para atender o lucro privado. Sobre tal ótica, o que se visa é um Estado policialesco, ou seja, uma ditadura aberta do grande capital contra os trabalhadores e suas organizações. 

Há de ressaltar que assim como a eleição presidencial, as eleições de João Doria em São Paulo, Wilson Witzel no Rio de Janeiro e Romeu Zema em Minas Gerais, representam um retrocesso social para o povo brasileiro. Pois, foram marcadas pela manipulação, pela leniência da “justiça” pelas Fake News financiadas por inescrupulosos esquemas de caixa e por empresários. 

Se a situação está muito ruim nacionalmente, em Betim não poderia ser diferente, principalmente com a eleição do atual prefeito Vittorio Medioli que tem conduzido os destinos do município, com a visão ultraliberal, que visa reduzir os investimentos, públicos em áreas como saúde, educação e assistência social onde a visão econômica em favor dos empresários locais prevalece em detrimento de políticas sociais.

O atual prefeito foi eleito sem apresentar um projeto bem elaborado, onde as receitas econômicas fossem destinadas em benefício dos moradores da cidade. O que se arrecada no município é mal e porcamente gasto em “arremedo” de obras que não produz ganhos financeiros ou ganhos sociais para a sociedade betinense.

Com um orçamento de mais de 2 bilhões para 2020, os gastos são praticamente em obras que não beneficiam em quase nada os moradores da periferia, onde reside a maior parte da população. Passou-se três anos de mandato sem apresentar obras para a cidade, e em 2020 que é o ano de novas eleições, corre-se contra o tempo para mostrar alguma coisa, tentando enganar a sociedade betinense.

O município está tão abandonado, que a vários anos a população vem sofrendo com a epidemia da Dengue – em 2019, segundo dados da Vigilância Epidemiológica, Betim confirmou 42.989 casos de dengue e registrou 18 óbitos – sem que a prefeitura apresentasse um projeto que pudesse ser implantado ao longo dos anos e reduzir drasticamente esse mal que assola o município. 

Como se não bastasse, o prefeito mostra que seu compromisso é somente com os empresários, deixando em segundo plano a saúde e o bem-estar dos betinenses. Em meio a pandemia, diversos trabalhadores viram-se obrigados a voltarem ao trabalho, principalmente os trabalhadores do comércio, transporte público e indústria, contrariando assim todas as recomendações das autoridades da área da saúde – manter o isolamento social como forma de evitar o contágio por coronavírus. Dessa forma, milhares de trabalhadores e trabalhadoras expõe suas vidas e de seus familiares, uma vez que havendo contágios desses trabalhadores e trabalhadoras, seus familiares sofrem diretamente as consequências.

Betim precisa de um projeto de crescimento sustentável, que priorize a periferia, que perceba a questão das políticas para mulheres como imprescindível, que tome a educação pública como investimento indispensável, que enxergue a saúde pública como vital e que tenha as políticas sociais como foco principal. Assim, a sociedade betinense tem de ter participação nas discussões de onde e de como melhor empregar os recursos públicos. 

O PCB – Partido Comunista Brasileiro vem afirmar que no atual momento devemos apoiar as iniciativas de auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da formação de brigadas de solidariedade, comitês populares de luta por direitos e de autodefesa contra o fascismo, além de fortalecer associações e movimentos populares, entidades estudantis e sindicatos classistas.

Fora Bolsonaro e Mourão!

Fora Zema!

Fora Medioli

O PCB CONVIDA A VOCÊ A SE ORGANIZAR EM TORNO DE UM PROJETO DE PODER POPULAR!