O sindicato dos professores da UFMG, APUBH, realiza nos dias 7 e 8 de outubro de 2020 o processo eleitoral para a escolha da sua Diretoria Geral, do Conselho de Representantes das unidades e do Conselho Fiscal. A Corrente Sindical Unidade Classista apoia e indica o voto crítico à chapa “Travessias na luta: defender, mobilizar, ousar, sonhar” que conta com professoras e professores progressistas, comprometidos com a defesa do direito à educação superior pública de qualidade e com a luta por melhores condições de trabalho para a categoria docente.

O APUBH foi fundada em 1977 com o nome original de Associação dos Professores Universitários de Belo Horizonte. Em 2007, o sindicato aprovou o atual estatuto, alterando o nome para Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros, mas mantendo a sigla histórica APUBH.

Esta eleição é a primeira desde 2012 que conta com apenas uma chapa. As eleições de 2014 e 2016 foram marcadas por uma disputa entre a antiga situação, caracterizada pelo imobilismo, e a chapa de oposição sindical de orientação classista, APUBH Viva, que contou com a participação de militantes da Unidade Classista da UFMG e a aprovação de 40% da sua categoria. Em 2018, uma nova chapa de oposição sindical composta por forças progressistas e classistas da categoria docente, finalmente, rompeu com os alicerces do burocratismo sindical instalado na APUBH, vencendo as eleições com o apoio da Unidade Classista.

Em linhas gerais, a gestão 2018-2020 foi marcada pela transformação política do sindicato APUBH que voltou mobilizar a categoria e a construir alianças sindicais e com o Diretório Central dos Estudantes da UFMG para as lutas particulares e gerais da classe trabalhadora e da juventude. Os anos de 2018 e 2019 foram marcados por enormes manifestações de rua em defesa da educação e contra o fascismo. O APUBH esteve presente em todos os atos contra o atual governo, denunciando o projeto de sucateamento das universidades públicas, as ameaças à liberdade de ensino-aprendizagem e em defesa da UFMG. Por outro lado, a atual gestão não avançou nas pautas e agendas de luta do APUBH a partir das reais questões manifestadas pela base da nossa categoria. As pautas sindicais, como o reajuste salarial, a carreira e processo de trabalho docente foram secundarizadas no debate do APUBH; e questões de ordem tática da luta sindical da categoria, como o isolamento do sindicato no movimento docente nacional, foram tratadas de forma a aproximar a direção sindical de novas arenas, mas a evitar qualquer tomada de posição da nossa categoria.

Em 2020, com a pandemia do coronavírus, as eleições do APUBH foram adiadas de maio para outubro, com o consequente prolongamento do mandato da atual gestão. O sindicato viu-se obrigado a fazer uso de assembleias virtuais devido à política necessária de isolamento social. Neste período, o APUBH, acertadamente, contribuiu com a sua estrutura para os serviços assistenciais administrados pela UFMG para o enfrentamento desta pandemia, mas recuou ao aprofundar a discussão sobre o chamado Ensino Remoto Emergencial para além da conjuntura sanitária. Também foi tímida a participação do sindicato nas manifestações de rua que ocorreram neste ano contra o fascismo em Belo Horizonte.

É preciso retomar a luta pela base da nossa categoria! Retomar as manifestações virtuais e presenciais – com os devidos cuidados sanitários. Para tanto, a Unidade Classista convoca todas e todos os docentes da UFMG a votarem nas eleições para o APUBH na chapa “Travessias na Luta”. Se ainda não estiverem filiados, conclamamos a filiarem-se no sindicato e participarem das atividades e das lutas que virão. São muitos os desafios que precisamos enfrentar no atual contexto, como o congelamento de investimentos públicos, o projeto do Future-se, a privatização, a censura, e projeto de destruição do patrimônio público realizado pelo governo Bolsonaro.

Para fazer frente e este conjunto de desafios, esperamos que a gestão 2020-2022, da chapa Travessia, retire o APUBH do isolamento no movimento docente nacional, abrindo um processo de retorno do APUBH para a base do ANDES-Sindicato Nacional. Precisamos lembrar que a segunda maior universidade federal do país, a UFMG, não pode ficar à margem do movimento sindical de docentes do ensino superior, cujo maior sindicato é o ANDES-SN. A ausência da UFMG apenas enfraquece a própria universidade e o movimento docente como um todo.

Comitê de Base da Corrente Sindical Unidade Classista das IFES de Belo Horizonte (UFMG e CEFET)

PROFESSORAS E PROFESSORES DA UFMG: VOTEM NA CHAPA “TRAVESSIAS NA LUTA” PARA REFERENDAR A GESTÃO DO APUBH 2020-2022!

PELO RETORNO DO APUBH/UFMG AO ANDES-SN!

PELA UNIVERSIDADE POPULAR!