No dia 02 de maio de 2022, a militância do PCB, UJC, CFCAM e Unidade Classista, bem como do MUP e MEP em Diamantina – MG esteve presente no ato contra o preço das passagens do transporte público da cidade.

Não é de hoje que as trabalhadoras e trabalhadores da cidade, bem como a juventude sofrem com os preços abusivos dos ônibus e microônibus que circulam pelas ruas da cidade histórica mineira.

O poder público e a empresa que explora a concessão pública de transporte na cidade se negam a fazer um debate amplo sobre o preço, a qualidade dos serviços e o direito ao transporte.

Os e as comunistas estiveram presente desde a organização do ato em dialogo com outras entidades, em especial, do movimento estudantil da cidade. Em Diamantina temos a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Minas Gerais. Também temos algumas universidades privadas, além das escolas da educação básica.

Pensem só: R$ 4,10 para ir e mais 4,10 para voltar. De segunda a sexta e muitas vezes aos sábados. Num contexto em que o desemprego, fruto das políticas neoliberais de Bolsonaro e Zema e também com a política de descaso do prefeito Juscelino Roque, impacta a vida da maioria dos diamantinenses, pagar o ônibus pode significar ficar sem o almoço ou a janta. Como comprar os materiais escolares? Livros?

Mas quem disse que as elites da cidade pensam nisso?

Somos nós, trabalhadores e trabalhadoras que precisamos nos organizar e se movimentar!

Foi nesse sentido que fizemos no dia 01 de maio, Dia Internacional de Luta das trabalhadoras e trabalhadores, uma atividade de confecção de cartazes que animou os participantes, muitos dos quais, se aproximando pela primeira vez da luta política.

Levamos para esse ato nossa posição de que a luta contra os preços abusivos precisa estar ligada ao horizonte de garantia plena do transportes para a necessidade da vida, estudo e trabalho da classe trabalhadora.

Fizemos a denúncia de que a passagem de ônibus aprofunda a precarização da vida da classe trabalhadora na cidade, já assolada pelos altos preços dos alimentos, alugueis, gasolina, gás de cozinha e outras necessidades do dia a dia.

Ressalta-se que são as mulheres, os negros e negras, a população LGBTQIA+ e a juventude trabalhadora que vivenciam essa condição de modo mais brutal. A cidade que se projeta como vitrine para a atividade turística é comandada por uma elite que trata os que mais precisam com profundo descaso.

Nesse sentido é que a nossa militância dará continuidade ao fortalecimento da luta popular em Diamantina-MG, única saída para construímos nosso futuro em que nossas vidas estejam em primeiro lugar! Fortalecer o Poder Popular até a vitória de toda classe trabalhadora!