Belo Horizonte, sábado, 29 de maio de 2021 – A Praça da Liberdade, histórica sede do governo mineiro em Belo Horizonte, foi o ponto de encontro, nesta manhã de sábado, da maior manifestação popular contra Bolsonaro realizada na capital após o início da pandemia de Covid19. Uma presença extremamente plural da população brasileira foi percebida, com estudantes, militantes de movimentos sociais, do movimento sindical, partidos políticos de esquerda, movimento feminista classista e movimento negro.

Em Belo Horizonte, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) participou de forma organizada, com sua militância usando máscaras e mantendo o distanciamento entre militantes. Destacou-se a participação da União da Juventude Comunista (UJC), Unidade Classista (UC) e Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM). A militância do partido e de seus coletivos marcou presença fundamental em meio a uma multidão de aproximadamente 50 mil pessoas. Uma charanga do PCB/UJC, com bateria e trompete, agitou a manifestação, puxando palavras de ordem como “FORA BOLSONARO e MOURÃO”, entoando “Bella Ciao“, a “Internacional” e outros hinos comunistas.

MILITÂNCIA COMUNISTA EM MINAS GERAIS EXIGINDO “FORA BOLSONARO”

De acordo com o Secretário Geral do PCB, Edmilson Costa:

Ao longo da história, nenhuma sociedade deixou de lutar quando a crise chegou a um limite insuportável. E a crise brasileira está chegando ao limite do insuportável. Os mais de 20 milhões de desempregados, os mais de 30 milhões na informalidade e os 19 milhões nas filas da fome não suportarão calados por muito tempo, mesmo com as restrições da pandemia. Não se trata de um exercício de futurologia, mas de uma situação em que está faltando apenas a gota d’água para a indignação contra essa tragédia se expressar de maneira mais efetiva.

Por isso, não faz mais sentido neste momento lutar apenas nas redes sociais ou fazer atos simbólicos. Essas formas de luta foram importantes num determinado período, cumpriram um papel de manter a chama acesa, mas a conjuntura atual requer uma mudança de tática, pois as classes dominantes e esse governo genocida continuam com seus ataques exatamente porque não têm ainda uma resposta popular que contribua para o início da mudança na correlação de forças. E isso só pode acontecer com as manifestações populares e a entrada em cena da trabalhadora, mediante paralisações em defesa da vida.

Importante ainda constatar o fato de que muitos companheiros, diante do resgate dos direitos políticos do ex-presidente Lula, estão deixando em segundo plano a luta social e jogando todas as fichas nas eleições de 2022, inclusive a maioria das centrais sindicais, que abandonaram o terreno da luta concreta para realizar ações, como no Primeiro de Maio, com os próprios inimigos de classe. Não compreendem que priorizar o processo eleitoral agora é abandonar os milhões de brasileiros que enfrentam o desemprego, a fome e a miséria e se iludir em relação aos verdadeiros objetivos dos nossos inimigos.

FONTE: https://pcb.org.br/portal2/27317/so-a-luta-popular-derrota-o-governo-genocida/

FORA BOLSONARO!!!

PELO PODER POPULAR!!