Por DANIEL CRISTIANO*

Síntese de indicadores sociais (SIS) revelou que em Minas Gerais 21% da população esta na linha da pobreza. Analise das condições de trabalho e moradia, rendimento, pobreza e educação da população brasileira leva em consideração a PNAD Continua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Continua).

O parâmetro utilizado para identificar a pobreza é a do Banco Mundial para países da America Latina que são 5,5 dólares dia, o equivalente a R$21,00 dia. E 21% da população mineira registraram em 2017 apenas R$398,00 por mês para sobreviver, ou seja, na linha da pobreza.
Em 2017, mais da metade das pessoas mineiras, 57% recebiam até um salário mínimo per capita por domicilio, por outro lado apenas 3,3% das pessoas no estado recebiam mais de cinco salários mínimos.

A distribuição de renda é desigual, basta verificar o índice de Gini (instrumento para medir o grau de concentração de renda) que em Minas Gerais em 2017 era de 0,506, ou seja, quanto mais próximo de 1, pior a distribuição de renda. Já o índice de Palma (10% dos mineiros mais ricos receberam 2,89 vezes o que 40% mais pobres receberam em 2017).
Quando analisamos indicadores não monetários, percebemos a falta de acesso a educação, proteção social, a comunicação (internet), moradia digna e aos serviços de saneamento básico. Em Minas Gerais mais de 51% das pessoas viveram em domicílios com uma destas restrições e mais de 37% ficaram restritos aos serviços de saneamento básico e ainda em Minas, mais de 30% tiveram a restrição à educação.

A educação em Minas Gerais anda muito mal, pois mais de 54% da população tem o ensino fundamental completo e no ensino superior é o pior resultado do Brasil, apenas 13,7%. Os mineiros de 25 anos ou mais, tem nível de instrução mais baixo que a media nacional.

As pessoas precisam do poder de compra, aumentos reais nos salários, aumentar a formalização, já que o percentual de desempregados aumentou, a intermitência e a informalidade crescem absurdamente, na medida em que as condições do mercado de trabalho ficam cada vez mais precárias e incertas. Precisamos massificar os investimentos em indicadores sociais, já que os econômicos nos mostram a cada período, o aumento da desigualdade e da concentração de renda e riqueza.

Fonte: IBGE, PNAD Continua, Jornal Edição do Brasil… Adaptado por Daniel Cristiano, pós graduado em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ipatinga 01 de Janeiro de 2019.

* Daniel Cristiano é administrador de empresas e membro da Unidade Classista e do PCB.