A Corrente Sindical Unidade Classista (UC) e o Movimento por uma Universidade Popular (MUP) manifestam seu total apoio à greve dos (as) docentes das universidades estaduais mineiras. Desde o dia 08 de março, docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e a partir do dia 18 de março, docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) deflagraram greve por tempo indeterminado.

A principal pauta de reivindicação é o cumprimento do acordo da histórica greve de 2016, firmado na Justiça. O governo de Fernando Pimentel (PT) não cumpriu o acordo e o atual governador Romeu Zema (NOVO) além de reafirmar sua recusa em cumprir as determinações judiciais referentes ao acordo firmado como condição para o fim da greve de 2016, não tem se mostrado disposto a negociar, desconsiderando todas as pautas reivindicativas da categoria. Diante dessas circunstâncias, A GREVE foi aprovada em assembleia geral de docentes das duas universidades estaduais e conta com apoio de representantes dos (as) técnicos-administrativos (as) e dos (as) estudantes.

O governo ultraliberal e autoritário de Romeu Zema (NOVO) vem aplicando uma desastrosa política de austeridade fiscal tendo como eixo central a justificativa de cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), criada há mais de vinte anos com o objetivo de “equilibrar” às contas públicas. Mas, que na prática vem destruindo os serviços públicos e retirando direito dos (as) servidores públicos. Precisamos como afirma nossa pré-candidata à presidência da República professora Sofia Manzano de uma Lei de Responsabilidade Social para garantir os serviços públicos e a valorização dos servidores. Zema (NOVO) em sintonia com o governo genocida de Bolsonaro (PL) propôs ainda a adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto pelo Governo Federal. O RRF prevê a privatização das empresas públicas Mineiras (COPASA, CEMIG e da CODEMIG) e nove anos sem reajuste e concursos públicos. A nossa pré-candidata ao Governo de Minas Gerais, Renata Regina, manifestou total apoio à luta dos servidores públicos estaduais e assumiu compromisso com todas as categorias em luta, em defesa dos serviços e servidores públicos, contra as privatizações e o Regime de Recuperação Fiscal.

Desde fevereiro deste ano, outras categorias estão mobilizadas na luta por seus direitos. Os(as) trabalhadores(as) da Rede Minas paralisaram suas atividades em protesto contra os baixos salários e a falta de definição e clareza sobre o destino de todos na Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Os(as) trabalhadores(as) da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (FHEMIG) também realizaram paralisações e greves. Assim como os servidores do Instituto da Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) e do Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Geras (IPEM). Os(as) trabalhadores da segurança pública também paralisaram suas atividades, promoveram grandes manifestações e pressionam pelo atendimento de suas reivindicações. E, os(as) trabalhadores(as) em Educação da Rede Pública Estadual estão em Greve desde o dia 08 de março lutando pelo Piso Salarial da categoria. Os próximos dias serão decisivos para a luta dos servidores públicos de Minas Gerais. O projeto de lei que aplica os reajustes será votado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALEMG) e a mobilização será intensa.

Os docentes das universidades estaduais mineiras (UEMG e UNIMONTES) recebem os piores salários de professores universitários de universidades públicas do Brasil. Boa parte das estruturas das unidades acadêmicas são precárias, faltam técnicos-administrativos e às políticas de assistência estudantil são bastante limitadas. Em 2016, após mais de cem dias de Greve foi celebrado na justiça um acordo de Greve assinado pela Associação dos Docentes da UNIMONTES (ADUNIMONTES) e pela Associação dos docentes da UEMG (ADUEMG), seções sindicais do ANDES-Sindicato Nacional. A greve atual é pelo cumprimento do acordo de Greve e apresenta outras reivindicações incluindo a abertura de novos concursos públicos para docentes e técnicos administrativos e assistência estudantil.

A Unidade Classista(UC) e o Movimento por uma Universidade Popular(MUP) se posicionam contra o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), apoiam à pauta de reinvindicações dos servidores públicos estaduais e lutam por uma UEMG e uma UNIMONTES pública, popular e de qualidade. A hora é agora!