Arquivos notícias - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/category/noticias/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 11 Aug 2026 01:04:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, assina carta-compromisso das entidades representativas dos servidores públicos estaduais https://www.poderpopularmg.org/professor-tulio-lopes-candidato-do-pcb-ao-governo-de-minas-gerais-assina-carta-compromisso-das-entidades-representativas-dos-servidores-publicos-estaduais/ https://www.poderpopularmg.org/professor-tulio-lopes-candidato-do-pcb-ao-governo-de-minas-gerais-assina-carta-compromisso-das-entidades-representativas-dos-servidores-publicos-estaduais/#respond Thu, 30 Jul 2026 23:43:27 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77211 O post Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, assina carta-compromisso das entidades representativas dos servidores públicos estaduais apareceu primeiro em PCB/MG.

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O candidato do PCB ao governo do Estado de Minas Gerais, Professor Túlio Lopes, participou na última terça-feira, 28/07, da sabatina realizada no Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais (Sindafa-MG) em conjunto com 23 associações e sindicatos do funcionalismo público estadual. Túlio esteve acompanhado do candidato a vice-governador, Warlen Nunes, que também participou do evento.

A “Conversa com o Candidato” foi uma ação promovida pelas entidades para pactuar com os concorrentes ao governo a valorização dos quadros estaduais, a realização de concursos, a garantia de direitos e a consolidação das instituições públicas. A participação do Professor Túlio Lopes e de Warlen Nunes pode ser conferida na íntegra no canal da AFFEMG no YouTube.

Confira a entrevista na íntegra:

Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público Mineiro

Na ocasião, representantes das 24 entidades entregaram aos candidatos a Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público Mineiro, que reúne as principais pautas e diretrizes das categorias. Construída de forma consensual entre os sindicatos e associações, a carta sintetiza as principais reivindicações do funcionalismo público estadual.

Os candidatos do PCB, Professor Túlio Lopes e Warlen Nunes, assinaram a Carta-Compromisso na íntegra. Túlio relembrou sua trajetória à frente da Associação dos e das Docentes da UEMG (ADUEMG) e reafirmou seu compromisso com a valorização dos servidores, com todos os pontos elencados no documento e as propostas apresentadas. 

Conheça os pilares fundamentais da Carta-Compromisso:

  • Política salarial e valorização: Respeito à data-base de 1º de outubro, recomposição das perdas inflacionárias acumuladas e atualização dos planos de carreiras.
  • Fortalecimento do Ipsemg: Aumento de aportes estaduais, realização de concursos públicos e expansão da rede de atendimento à saúde no interior.
  • Previdência e seguridade social: Fim da contribuição de aposentados e pensionistas, além da revisão das regras estaduais de pensão por morte.
  • Proteção do serviço público: Fim da terceirização em funções típicas de Estado, realização de seleções periódicas e interrupção de privatizações.
  • Justiça fiscal: Transparência e revisão da política de isenções fiscais a grandes empresas, com o objetivo de assegurar o equilíbrio das contas sem penalizar o funcionalismo.

Confira na íntegra o conteúdo da Carta-Compromisso:

“Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público do Estado de Minas Gerais – Manifestação unificada das entidades sindicais e representativas do serviço público estadual dirigida aos candidatos e candidatas ao Governo de Minas Gerais.

Ex.mo Sr. Túlio Lopes,

Com o intuito de contribuir com o debate democrático que se intensifica na atual conjuntura eleitoral, as entidades representativas dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais encaminham a presente Carta-Compromisso, construída a partir do consenso entre as mais diversas categorias do funcionalismo estadual.

O serviço público de Minas Gerais tem resistido, no decurso dos últimos anos, ao aprofundamento da desvalorização das carreiras públicas e ao sucateamento de órgãos e serviços essenciais, com a expansão irrestrita das terceirizações, inclusive para funções típicas de Estado, e crescente desequilíbrio na política fiscal, o que submeteu as políticas públicas de Minas Gerais a uma década de severas vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal, fragilizando os serviços imprescindíveis, sobretudo, às populações mais vulneráveis socioeconomicamente.

Diante do contexto, torna-se primordial estabelecer um novo pacto em defesa do Estado e dos serviços prestados à população mineira. Nesse sentido, as entidades signatárias apresentam as reivindicações conjuntas a seguir, com o intuito de robustecer as proposições necessárias frente aos desafios que a próxima administração enfrentará.

  1. Política salarial e valorização das carreiras — A revisão geral anual da remuneração dos servidores constitui obrigação prevista no art. 37, X, da Constituição Federal e na Lei Estadual nº 19.973/2011, que instituiu a política remuneratória dos servidores públicos estaduais e fixou a data-base em 1º de outubro. O descumprimento dessa obrigação produziu perdas salariais históricas e ampliou desigualdades entre as carreiras. Reivindicamos: (I) assegurar a revisão geral anual na data-base de 1º de outubro, conforme determina a norma; (II) elaborar um plano estadual de recomposição das perdas inflacionárias acumuladas desde a instituição da política remuneratória estadual; (III) atualizar os planos de carreira vigentes, reduzindo distorções e promovendo maior isonomia entre as categorias; (IV) cumprir integralmente os acordos coletivos firmados entre o Estado e as entidades representativas das categorias, inclusive aqueles homologados judicialmente e ainda pendentes de implementação; (V) fortalecer a negociação coletiva por meio da instituição de Mesa Permanente de Negociação com as entidades representativas; (VI) garantir vencimento básico nunca inferior ao salário mínimo nacional.
  2. Fortalecimento do IPSEMG — A preservação do IPSEMG é condição essencial para assegurar assistência à saúde aos servidores públicos estaduais. Reivindicamos: (I) ampliar os investimentos e a participação do Estado no IPSEMG; (II) realizar concurso público para recomposição dos quadros do Instituto; (III) fortalecer o Hospital Governador Israel Pinheiro e as unidades em funcionamento; (IV) criar novas unidades regionais e ampliar as unidades da rede própria; (V) expandir a rede credenciada em todo o estado, contemplando mais especialidades, exames e procedimentos; (VI) reestruturar as unidades regionais do IPSEMG para atendimento aos servidores.
  3. Previdência e Seguridade Social — essenciais para garantir segurança financeira e dignidade humana após décadas de dedicação e contribuição ao serviço público. Reivindicamos: (I) revogar a contribuição previdenciária incidente sobre aposentados e pensionistas, com imediata suspensão de sua cobrança; (II) constituir grupo de trabalho destinado à elaboração de propostas de aperfeiçoamento das regras previdenciárias, abrangendo, entre outros temas, a revisão das tabelas progressivas, a ampliação do teto de isenção da contribuição previdenciária, o aperfeiçoamento das regras de aposentadoria decorrente de acidente de trabalho, o reconhecimento da conversão do tempo de serviço prestado em condições de insalubridade e a revisão das regras aplicáveis à pensão por morte.
  4. Defesa do serviço público e do patrimônio público — O fortalecimento da Administração Pública exige a valorização dos seus servidores e a preservação das instituições públicas que prestam serviços estratégicos. Reivindicamos: (I) interromper imediatamente a política de terceirização no serviço público e a substituição de servidores efetivos por contratos precários em atividades permanentes; (II) realizar concursos públicos para recomposição da força de trabalho; (III) fortalecer as carreiras públicas como garantia de continuidade, eficiência e impessoalidade administrativa; (IV) proteger as empresas estatais mineiras e interromper os processos de privatização em curso, considerando seus impactos sociais, econômicos e estratégicos.
  5. Justiça fiscal e fortalecimento das finanças públicas — O equilíbrio fiscal não pode ser alcançado exclusivamente mediante restrições aos serviços públicos e aos direitos dos servidores, enquanto cresce o volume de benefícios fiscais concedidos sem adequada transparência na avaliação de seus resultados. Reivindicamos: (I) rever a política estadual de benefícios fiscais, com ampla transparência e avaliação periódica do cumprimento das contrapartidas, e de seus impactos econômicos e sociais, como geração de emprego, renda e desenvolvimento regional; (II) suspender imediatamente a concessão de benefícios fiscais que comprometam a arrecadação estadual ou perpetuem as restrições decorrentes da Lei de Responsabilidade Fiscal, com prejuízo à qualidade dos serviços públicos; (III) construir um modelo de equilíbrio fiscal que distribua de forma justa os esforços entre despesas e receitas públicas, preservando a capacidade do Estado de investir em seus servidores e na ampliação da prestação de serviços à população.

As entidades signatárias apresentam esta pauta como expressão dos interesses permanentes do Estado Democrático e da sociedade mineira. Esperamos dos candidatos e candidatas o compromisso público com sua incorporação aos respectivos programas de governo, reafirmando que a valorização dos servidores públicos, o fortalecimento das instituições estatais e a responsabilidade fiscal socialmente equilibrada são condições indispensáveis para um projeto de desenvolvimento sustentável, democrático e comprometido com os direitos da população de Minas Gerais.

Nós, representantes das trabalhadoras e trabalhadores do serviço público mineiro, permaneceremos unidos, mobilizados e à disposição para construção conjunta das soluções aqui propostas. Assinam, respeitosamente, as seguintes entidades sindicais: 

ADUEMG – Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais.
AFFEMG – Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas.
APPMG – Associação de Professores Públicos de Minas Gerais.
ASCON-IPSEMG – Associação de Contribuintes do Regime Próprio de Previdência e Assistência Social dos Servidores Públicos do Estado de Minas Gerais e Pensionistas.
ASIVERDE – Associação Integrada dos Servidores Públicos do Meio Ambiente e Correlatos de Minas Gerais.
ASSEMINAS – Associação dos Exatores do Estado de Minas Gerais.
ASSIMA – Associação dos Servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária.
ASTHEMG – Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais.
SINDAFA – Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.
SINDEPOMINAS – Sindicato dos Delegados de Polícia Civil no Estado de Minas Gerais.
SINDIFISCO – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, Fiscais e Agentes Fiscais de Tributos do Estado de Minas Gerais.
SINDPOL – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais.
SINDPÚBLICOS – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público no Estado de Minas Gerais.
SINDPROS – Sindicato do Profissional de Enfermagem, Auxiliar de Apoio da Saúde, Técnico Operacional da Saúde, Analista de Gestão e Assistência à Saúde. 
SIND-SAÚDE – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais.
SINDSEMA – Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente no Estado de Minas Gerais.
SINFAZFISCO – Sindicato dos Gestores e Auditores Fiscais do Estado de Minas Gerais.
SINDSISEMG – Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado de Minas Gerais.
SINTDER/ SINTTOP – Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Transporte e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais.
SISIPSEMG – Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais.

Belo Horizonte, 28 de julho de 2026.”

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Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Minas Gerais oficializa chapa para eleições de 2026 em Convenção Partidária na ALMG https://www.poderpopularmg.org/partido-comunista-brasileiro-pcb-de-minas-gerais-oficializa-chapa-para-eleicoes-de-2026-em-convencao-partidaria-na-almg/ https://www.poderpopularmg.org/partido-comunista-brasileiro-pcb-de-minas-gerais-oficializa-chapa-para-eleicoes-de-2026-em-convencao-partidaria-na-almg/#respond Sun, 26 Jul 2026 23:31:46 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77200 O post Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Minas Gerais oficializa chapa para eleições de 2026 em Convenção Partidária na ALMG apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último sábado, dia 25 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou a chapa que disputará as eleições de 2026 em Minas Gerais em sua Convenção Partidária. A chapa própria dos comunistas é encabeçada pelo ex-presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG), Professor Túlio Lopes, como candidato a governador e conta com Warlen Nunes como candidato a vice-governador. A chapa conta também com três candidaturas próprias para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais: Jéssica Carvalho, José Augusto Bernardes (Zulu) e Mário Mariano.

A Convenção Partidária foi realizada no período da tarde, no Auditório José de Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento contou com saudações de representantes do Comitê Central do PCB, da corrente sindical do partido, a Unidade Classista, da juventude do PCB, a União da Juventude Comunista (UJC), do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM), da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL).

Militantes históricos do movimento comunista também estiveram presentes, como Arutana Cobério Terena, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte pelo PCB, José Francisco Neres, ex-vereador de Sabará e último preso político da ditadura a ser libertado em Minas Gerais, Antônio Almeida, líder histórico do Movimento Comunitário Ecológico, e Diva Moreira, cientista política e ativista do movimento negro. Por fim, foi feita uma homenagem à camarada Maria Emília, falecida no último mês. Maria Emília foi militante histórica do movimento comunista, participando da Resistência Armada contra a Ditadura Empresarial-militar brasileira e chilena, que ingressou posteriormente no PCB contribuindo decisivamente na reorganização do Partido nos anos noventa. 

Quem é Túlio Lopes

A pré-candidatura do professor Túlio Lopes é uma alternativa de esquerda e popular que surge da luta dos docentes da UEMG e dos servidores públicos estaduais em construção conjunta com lideranças de movimentos sindicais, populares, estudantis, ambientais e culturais. Túlio é professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e ex-presidente da Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG) – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional. Atualmente, é secretário político (Presidente) do PCB em Minas Gerais e integrante do Comitê Central do Partido.

Túlio já foi o candidato do PCB a governador de Minas Gerais nas eleições de 2014 tendo como vice o advogado Roberto Auad. Em 2018 candidatou-se a senador tendo como suplentes a advogada Eloísa Aquino e o sindicalista Emanuel Bonfante.

Quem é Warlen Nunes

O pré-candidato a vice-governador de Minas Gerais, Warlen Nunes, é integrante do Comitê Central e do Comitê Estadual do PCB. Warlen é graduado em Filosofia pela PUC-Minas, mestre e doutorando em Filosofia pela UFMG. Também integra o Núcleo de Educação Popular 13 de maio e o Conselho Estadual do Instituto Caio Prado Junior (ICP-MG).

Warlen Nunes já foi presidente do Diretório Acadêmico de Filosofia da PUC-Minas e membro da coordenação nacional da União da Juventude Comunista (UJC), juventude do PCB, além de atuar na base do SindUTE-MG e no movimento dos pós-graduandos. 

Eleições proporcionais

Jéssica Carvalho é graduada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei e mestre em História. Atua no movimento estudantil, na construção do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e na luta das mulheres mães estudantes pela garantia da permanência materna nas instituições de ensino superior, defendendo condições concretas para que a maternidade não seja um obstáculo ao acesso e à permanência na educação. 

José Augusto Bernardes, conhecido popularmente como Zulu, é natural de Itaúna e vive em Betim desde 1976. Zulu foi um dos fundadores do sindicato dos metalúrgicos de Betim e participa ativamente da vida política e cultural da cidade desde a década de 1980. Foi diretor da Casa da Cultura do município entre 1989 e 1996 e assumiu a defesa da cultura e dos trabalhadores betinenses como projeto de vida. 

Mário Mariano é professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri em Diamantina. Nos últimos anos, Mário se dedicou à formação de professores e ao fortalecimento da luta sindical e popular. Esteve ao lado de mobilizações por moradia popular na cidade de Diamantina e dos movimentos de defesa do meio ambiente e dos parques mineiros contra a sanha da privatização.

O partido definirá posteriormente sobre eventuais apoios a candidaturas ao Senado e à Câmara Federal.

Confira na íntegra o discurso do Professor Túlio Lopes que encerrou o evento:

“Boa tarde camaradas do PCB, companheiros, companheiras, amigos(as), apoiadores(as) e familiares! Hoje, 25 de julho de 2026, é um dia histórico para os comunistas de Minas Gerais. Pela quarta vez em nossa história centenária iremos homologar uma chapa própria do PCB para o Governo de Minas Gerais. Nós, comunistas, não somos uma seita e nem um pequeno agrupamento de conspiradores. Apresentamos e defendemos nossas posições políticas, tendo como objetivo estratégico a luta pela revolução social e pela emancipação humana. O presente é de lutas e o futuro nos pertence!

Somos dezenas, centenas, milhares e milhões de pessoas em todos os países do mundo. Somos internacionalistas e nossa pátria é a humanidade! Lutamos contra o militarismo, as guerras imperialistas, pelo socialismo e pela paz mundial. O Governo fascista de Trump ameaça a humanidade com uma nova guerra mundial. Repudiamos com veemência as agressões imperialistas contra todos os povos do Mundo e o genocídio praticado pelo Governo Sionista de Israel contra o povo palestino. Defendemos Cuba Socialista e manifestamos, sem nenhuma moderação, nosso apoio incondicional ao povo, ao Governo e ao Partido Comunista Cubano (PCC).

O atual governo brasileiro liderado pelo Presidente Lula acerta quando combate a extrema-direita e defende o fim da escala 6 x 1. Mas, erra quando apresenta um novo arcabouço fiscal, cede aos interesses do agronegócio e concilia com as forças políticas da direita brasileira. Derrotamos a extrema-direita nas eleições gerais de 2022 e mantivemos nossa independência política em relação ao Governo Lula. No primeiro turno das eleições gerais de 2026, o PCB apresenta sua chapa própria nas eleições presidenciais com o economista Edmilson Costa e a professora Cleusa Santos.

Em Minas Gerais, protagonizamos diversas lutas contra os sucessivos governos que mantiveram políticas neoliberais de austeridade fiscal privilegiando os interesses dos grandes empresários, industriais, banqueiros e latifundiários. Esta minoria social é a maioria política nas prefeituras, câmaras municipais, na Assembleia Legislativa e no Governo do Estado de Minas Gerais. Precisamos derrotar o projeto ultraliberal e autoritário e construir uma alternativa de esquerda e popular na perspectiva de um Governo dos(as) Trabalhadores(as). 

Precisamos fortalecer a nossa resistência e garantir a eleição de parlamentares comprometidos com as lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares. Por isso, apresentamos nossa bancada comunista composta por três pré-candidaturas ao legislativo estadual, que representam lutas fundamentais desenvolvidas em diversas frentes de trabalho como cultura, juventude, educação, mulheres e universidades públicas: Jéssica Lopes, Mário Mariano e Zulu são pessoas imprescindíveis e revolucionárias. 

Nossa pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais surge de quatro pontos que convergem. Primeiro – da luta dos docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) protagonizada pela ADUEMG, em que eu tive a tarefa de estar na presidência nos últimos quatro anos e que teve a participação de toda comunidade universitária. Segundo – da luta dos servidores públicos estaduais contra as políticas do Governo Zema-Simões. Lutamos contra as privatizações da CEMIG, CODEMIG, GASMIG e da COPASA, em defesa das empresas públicas, das autarquias, dos serviços públicos e dos servidores. Terceiro – da luta dos movimentos populares e da juventude. Desde minha adolescência nos anos noventa participo das lutas da juventude e dos movimentos populares, e é do povo trabalhador que tiramos nossa força. Quarto – do Partidão, o único partido centenário do Brasil e de Minas Gerais. O PCB sempre esteve ao lado do povo trabalhador mineiro e nos últimos anos acertou na análise política identificando Zema e seus aliados como inimigo político que deveria e foi combatido desde seu primeiro dia de governo. Por isso e outros motivos não apoiamos e não fazemos alianças com partidos da base de apoio ao Governo Zema-Simões.

O PCB foi fundado em 25 de março de 1922 e, em Minas Gerais, no ano de 1925. Ao longo destes cem anos o PCB esteve presente em diversas lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares. As forças da repressão assassinaram diversos militantes e cassaram diversos mandatos parlamentares e sindicais de nossos filiados e militantes. Grupelhos esquerdistas e oportunistas tentaram dividir e liquidar o Partido. Mas é impossível acabar com o Partidão e conseguimos sempre superar dialeticamente diversas crises em diferentes momentos históricos. Na atualidade é cada vez mais necessário fortalecer o partido de novo tipo, o príncipe moderno, o partido revolucionário, o Partido Comunista. Precisamos crescer com qualidade. Aumentar a quantidade de elementos qualitativos. Estamos construindo um partido forte, vivo e atuante nas principais lutas de nossa classe em Minas Gerais.  

Nasci em Belo Horizonte, morei em Mariana, Diamantina e Sete Lagoas. Atualmente, moro em Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais. Sou apaixonado por Minas Gerais. Sou professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Compartilho minha vida com minha camarada Jéssica Carvalho e tenho dois filhos maravilhosos. Sou americano de coração e meu time de direção é o Proletários Futebol Popular. Minha juventude começou no Grêmio Estudantil, passou pela UMES-BH, CAHIS-UFOP, DCE-UFOP, UEE-MG, APG, UJC e FMJD. Muitas lutas, vitórias, derrotas, empates, resistências e conquistas. Atuei na base e nos conselhos do SindUTE e na ADUEMG desde sua fundação. 

Aprendi que a luta coletiva é necessária, que possibilidades existem e que temos que trabalhar para ampliarmos as probabilidades. Me diziam que era impossível ter o passe livre para os estudantes em BH, conquistamos este direito. Me diziam que era impossível urbanizar a favela São José, foi urbanizada. Me diziam que tinham que aumentar o valor da refeição na UFOP, não aumentaram. Me diziam que a UEMG iria ser descredenciada, não foi. Me diziam que iriam privatizar a UEMG, não privatizaram. Me diziam que iriam vender mais de 350 imóveis das empresas públicas e das autarquias de Minas Gerais, não venderam. Fazemos história de acordo com as circunstâncias, que podem e devem ser alteradas. 

Em 2014, participamos pela primeira vez da disputa pelo Governo de Minas Gerais e em 2018, disputamos o Senado Federal. Já tivemos 1% dos votos em Minas Gerais e iremos batalhar para apresentamos nosso programa comunista e fazer a disputa política necessária e irmos para o segundo turno. 

Aos camaradas da velha guarda comunista de Minas Gerais, afirmo: Sonhos não envelhecem! Reafirmo meu compromisso com nossa luta: jamais iremos abandonar a luta pelo fim da exploração, das opressões, em defesa da vida e do meio ambiente. 

Aos camaradas sindicalistas e à juventude comunista: vale a pena lutar! Enquanto houver miséria e exploração, ser comunista é a solução. 

Aos apoiadores e apoiadoras: lutamos pelo bem comum, por uma sociedade sem classes sociais, sem injustiças, exploração e opressões. Uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Pelo socialismo na perspectiva do comunismo.

Aos familiares, agradeço imensamente o apoio dado nos últimos anos e a paciência em lidar com nossos erros e limitações. Seguimos superando dialeticamente nossas insuficiências. 

Por fim agradeço a confiança e a camaradagem da militância do PCB. Como sempre foi nas últimas duas décadas e meia: tarefa dada é tarefa cumprida. A hora é essa! Vamos à luta! Venceremos!”

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Edital de convocação para convenção para eleições gerais 2026 https://www.poderpopularmg.org/edital-de-convocacao-para-convencao-para-eleicoes-gerais-2026/ https://www.poderpopularmg.org/edital-de-convocacao-para-convencao-para-eleicoes-gerais-2026/#respond Wed, 22 Jul 2026 02:40:44 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77184 O post Edital de convocação para convenção para eleições gerais 2026 apareceu primeiro em PCB/MG.

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O Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro – PCB em Minas Gerais, por intermédio de seu Secretário Político, na forma do Estatuto Partidário e da Lei nº 9.504/1997, da Resolução TSE nº 23.609/2019, e demais normas eleitorais vigentes, convoca os seus filiados e convencionais para comparecerem à Convenção Partidária que será realizada no dia 25 de julho de 2026, às 14h horas, tendo por local o Auditório José de Alencar, no andar térreo do Palácio da Inconfidência, sede Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com endereço na Rua Rodrigues Caldas, nº 30, Bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte/MG, com a seguinte ORDEM DO DIA:
  1. Deliberação sobre formação de chapa própria a eleição majoritária, definição de sua composição, caso aprovada, e demais deliberações correlatas.;
  2. Escolha dos candidatos ao cargo de Deputado Estadual.;
  3. Deliberação sobre os números de urna dos candidatos às eleições proporcionais;
  4. Deliberação sobre outras matérias relacionadas ao processo eleitoral de 2026, inclusive substituição de candidaturas, preenchimento de vagas remanescentes, complementação das chapas, indicação de representantes e delegados, ajustes necessários ao registro de candidaturas perante a Justiça Eleitoral e demais providências decorrentes das deliberações da Convenção, observada a legislação eleitoral vigente.

 
Poderão participar da Convenção todos os militantes filiados ao Partido Comunista Brasileiro – PCB regularmente inscritos, observado que terão direito a voto os convencionais definidos pelo Estatuto Partidário, atualmente representados pelos membros do Comitê Regional.

Belo Horizonte/MG, 21 de julho de 2026

Confira o edital original em PDF.

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PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/#respond Tue, 31 Mar 2026 21:02:57 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77150 O post PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último domingo (29/3), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) comemorou seu aniversário de 104 anos com o lançamento de três pré-candidaturas a deputado estadual em Minas Gerais: Jéssica Carvalho, Thomas Carrieri e Mário Mariano. Eles se juntam à chapa encabeçada pelo professor Túlio Lopes, pré-candidato do PCB ao governo de Minas Gerais.

Realizada no Sindicato dos Trabalhadores Ativos e Aposentados em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Agentes Autônomos (Sintappi-MG), em Belo Horizonte, a atividade contou com militantes históricos do Partidão, como José Francisco Neres, Maria do Carmo Souza Dantas e Emanuel Bonfante; integrantes do Comitê Central e do Comitê Regional do Partido; representantes dos coletivos partidários, como União da Juventude Comunista (UJC), Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e Unidade Classista (UC); e diversos apoiadores e amigos do PCB.

Com 104 anos de luta em defesa da classe trabalhadora, o Partidão apresenta uma chapa aguerrida de pré-candidatos à Assembleia Legislativa:

Jéssica Carvalho

Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei, atualmente mestranda em História na linha Poder e Cultura, também na UFSJ, pesquisa o movimento feminista internacional a partir da perspectiva do trabalho reprodutivo. Iniciou a militância na UJC e hoje constrói de forma coletiva o CFCAM e o coletivo de mães estudantes ‘Mães Resistem’, que luta por políticas públicas de acesso e permanência de mães no ensino superior.

Mário Mariano

Professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, educador popular, já foi presidente e vice presidente da Associação de Docentes da UFVJM e atualmente é tesoureiro da entidade. Foi primeiro vice presidente da Regional Leste do ANDES SN atuando na luta docente de universidades, institutos federais e CEFET de Minas Gerais.

Thomás Carrieri

Professor de matemática pela UFMG, foi coordenador geral do DCE UFMG, é estudante de artes plásticas na UEMG, Brigadista Florestal Voluntário e Membro da diretoria da Associação Cultural José Marti MG de solidariedade a Cuba.

Os três estarão junto ao pré-candidato do PCB ao governo de Minas, professor Túlio Lopes, em atividades pelo estado.

Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais(UEMG), Túlio Lopes atuou no movimento comunitário em BH, no Movimento Estudantil, e atua no Movimento Sindical. Atualmente, Túlio Lopes é presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) e Secretário Político (presidente) do PCB em Minas Gerais.

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PCB LANÇA RENATA REGINA PRÉ-CANDIDATA A VEREADORA EM BELO HORIZONTE ! https://www.poderpopularmg.org/pcb-lanca-renata-regina-pre-candidata-a-vereadora-em-belo-horizonte/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-lanca-renata-regina-pre-candidata-a-vereadora-em-belo-horizonte/#respond Wed, 10 Jul 2024 23:45:23 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77102 No dia 06 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizou o lançamento da pré-candidatura de Renata Regina para a […]

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No dia 06 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizou o lançamento da pré-candidatura de Renata Regina para a Câmara Municipal de Belo Horizonte. O evento aconteceu na Casa de Jornalista, sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais , e contou com a participação de militantes, familiares e amigos do partido apoiadores da pré-candidatura. Renata começou sua atuação política muito jovem. Sua  trajetória teve início na organização do grêmio estudantil em sua escola e hoje já são 25 anos de militância, sempre no PCB. Ela é secretária política (presidenta) do PCB em Belo Horizonte e compõe os comitês Estadual e  Central do Partido. Mulher negra mãe solo, jornalista, fotógrafa e doula, Renata atua pela humanização do parto e do nascimento e tem longa trajetória nas lutas da juventude, do movimento feminista e dos movimentos populares. É fundadora e atual Secretária Política Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e uma das organizadoras do 8 de Março Unificado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Foi diretora de mulheres da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), presidenta da União Colegial de Minas Gerais (UCMG) e integrou a Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista (UJC).

Alessandra Mello – diretora do Sindicato dos Jornalistas

  O lançamento político contou com  mediação de Ingrid Reis e Gabriela Marreco, dirigentes do  PCB-MG. Foram realizadas diversas saudações à pré-candidatura de Renata Regina. Alessandra Mello, diretora do Sindicato dos Jornalistas, marcou presença e afirmou seu apoio, destacando a importância de termos mulheres negras e feministas na Câmara Municipal. Dirlene Marques, que é uma das organizadoras do 8M Unificado RMBH, destacou o papel da pré-candidata na construção do 8 de Março e de uma agenda feminista na cidade. O professor Thiago Camargos ressaltou a longa trajetória política de Renata Regina, desde o movimento estudantil secundarista.

  Em sua fala, Renata destacou a importância e a necessidade de uma candidatura comunista ante ao desafio do próximo processo eleitoral, em que enfrentamos o risco de a extrema-direita assumir a prefeitura e conseguir novamente maioria entre os vereadores. Ela também salientou que, mesmo com tantos desafios – como recursos financeiros reduzidos, falta de espaço no horário eleitoral e constante boicote da mídia burguesa –, é possível realizar um bom trabalho coletivamente, apresentando nossas propostas e conquistando muitos votos, com o objetivo de alcançar uma cadeira na câmara. Renata também informou que o PCB não lançará candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte neste pleito e que segue em processo de diálogo com partidos do seu campo de aliados para chegar a uma definição sobre apoiar formal ou informalmente alguma candidatura. Ela também pontuou que o cenário que vem se consolidando, de uma candidatura que unifique partidos de esquerda e progressistas, pode ser um caminho. Depois da fala da pré-candidata, o espaço foi aberto para declarações de apoio. Após várias manifestações, o lançamento foi encerrado com fotos e um café com quitutes juninos.

Em Belo Horizonte, o PCB se coloca na oposição ao governo do atual prefeito Fuad, que é candidato à reeleição. Kalil, que foi o prefeito reeleito em 2020, e seu vice, que assumiu em 2022, desenvolvem uma política neoliberal e promovem privatizações e retirada de direitos. A classe trabalhadora e a juventude da nossa cidade  necessitam de uma alternativa comprometida com os interesses da imensa maioria da população. Precisamos derrotar o neoliberalismo e a extrema-direita e avançar na construção de uma BH Popular!

  É neste sentido que o PCB apresenta a pré-candidatura de Renata Regina. Através da atuação e do diálogo com o povo trabalhador da nossa cidade, em especial com os diversos movimentos populares, serão discutidas e apresentadas as propostas dos comunistas para Belo Horizonte.

A pré-candidatura da camarada Renata Regina se posiciona em defesa dos serviços públicos (saúde, educação, assistência social) e dos servidores públicos; contra a privatização das empresas e autarquias públicas, pela tarifa zero no transporte público e por mais ciclovias em nossa cidade, em defesa em defesa direitos das mulheres, população negra, LGBTQIA +, quilombolas e povos originários.

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Dia Nacional da Liberdade de Imprensa – A luta urgente por uma imprensa livre e independente https://www.poderpopularmg.org/dia-nacional-da-liberdade-de-imprensa-a-luta-urgente-por-uma-imprensa-livre-e-independente/ https://www.poderpopularmg.org/dia-nacional-da-liberdade-de-imprensa-a-luta-urgente-por-uma-imprensa-livre-e-independente/#respond Fri, 07 Jun 2024 22:06:15 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77074 O post Dia Nacional da Liberdade de Imprensa – A luta urgente por uma imprensa livre e independente apareceu primeiro em PCB/MG.

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Matheus Queiroz, jornalista e militante da Unidade Classista em Minas Gerais

Em 1977, um grupo de 3 mil jornalistas assinou um manifesto em defesa da liberdade de imprensa durante a Ditadura Militar, que havia assassinado o também jornalista Vladimir Herzog cerca de um ano e meio antes. Naquela época, o trabalho da imprensa era rigorosamente controlado, com censores dentro das redações apagando qualquer conteúdo crítico à ditadura. Esse corajoso ato de protesto deu origem ao Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, que celebramos hoje.

Ainda hoje, quase 50 anos depois, as instituições brasileiras continuam sua cruzada contra a liberdade de imprensa, com seus persecutores togados e fardados atacando jornalistas no exercício da profissão. Dois casos recentes ilustram bem essa situação: as perseguições sofridas pelos jornalistas Schirlei Alves e Luan Araújo.

Alves, que cobriu o julgamento do empresário acusado pelo estupro de Mariana Ferrer, foi condenada a um ano de detenção em regime aberto e ao pagamento de uma indenização de R$ 400 mil, valor totalmente discrepante da remuneração da profissão em uma clara tentativa de intimidação da categoria. O crime? Expor a crueldade do julgamento, que envolveu a humilhação e tortura psicológica da vítima.

Já Araújo passou de vítima a réu em um processo movido pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que pede sua condenação por injúria e difamação devido a um artigo de opinião publicado no DCM após ser perseguido pela deputada Carla Zambelli às vésperas das eleições de 2022.

Vitórias da luta organizada

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e organizações parceiras levaram a luta pela liberdade de imprensa ao STF, conquistando recentemente importantes vitórias. Em 22 de maio, a Corte concluiu o julgamento de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que abordavam o assédio judicial contra jornalistas. A decisão reconhece que essa prática atenta contra a liberdade de expressão e de imprensa, além de estabelecer medidas para combatê-la.

Na ADI 7055, proposta pela Abraji, o STF definiu o assédio judicial como o ajuizamento de várias ações sobre os mesmos fatos, em diferentes localidades, para constranger jornalistas ou órgãos de imprensa, dificultando ou tornando excessivamente onerosa sua defesa. Na ADI 6792, proposta pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o STF determinou que um jornalista ou veículo de comunicação só pode ser responsabilizado civilmente se for comprovado dolo ou culpa grave no exercício do jornalismo.

Tais vitórias representam um avanço significativo contra a violência estrutural dirigida à imprensa. O relatório anual da ONG Repórteres Sem Fronteiras, inclusive, aponta um aumento na liberdade de imprensa durante o governo Lula. O governo anterior foi marcado por uma hostilidade crescente ao jornalismo, manifestada através de agressões verbais, campanhas organizadas de linchamento virtual e agressões físicas, como no caso dos jornalistas agredidos durante a ação de desmonte dos acampamentos golpistas em Belo Horizonte, no início do ano.

Embora o atual Executivo trate a mídia de maneira mais respeitosa e democrática, uma imprensa “mais livre” não equivale necessariamente a uma imprensa livre. A alta concentração de mídia privada ainda representa um desafio expressivo para o progresso da liberdade de imprensa no país. Cada vez mais, os grandes veículos manifestam sua lealdade aos interesses de acionistas e lobistas, muitas vezes em detrimento do compromisso com a verdade, agindo como uma assessoria que representa os interesses da elite. A discussão, então, deve passar pela regulamentação da mídia contra os monopólios, e as relações mutualísticas entre a grande mídia e o capital financeiro.

A liberdade de imprensa não é, como defende a extrema-direita, uma permissão para difundir mentiras, ódio e preconceitos, mas uma luta contra o domínio do capital financeiro e das entidades privadas que subjugam o jornalismo.

Conclamamos todos os colegas de profissão a se unirem à luta por uma imprensa verdadeiramente livre. É essencial que nos posicionemos!

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Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/ https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/#respond Mon, 18 Mar 2024 15:10:36 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77052 O post Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) apareceu primeiro em PCB/MG.

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“Ninguém no mundo, ninguém na história, conseguiu sua liberdade apelando para o senso moral do seu opressor”
Assata Shakur

Na última quinta-feira, 14 de março de 2024, aconteceu a cerimônia de reinauguração da subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG. Após anos desativada, a categoria, com muita luta, conseguiu reativar um significativo aparelho dos trabalhadores. A reabertura no mês de março foi simbólica, março é o mês que marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Tratando-se de uma categoria majoritariamente feminina, faz-se sempre relevante a referência a uma data que traz à tona o movimento das socialistas comprometidas com a dignidade de todas as mulheres e que abriu caminhos para a Revolução Russa de 1917.

A direção que toma posse da subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG é composta por trabalhadoras e trabalhadores da educação com um histórico de lutas na cidade, destacamos a coordenadora Liliane Tibúrcio, professora da rede estadual de Minas Gerais e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Unidade Classista (UC).

Nos últimos anos, entre as políticas de conciliação de classes e o avanço da extrema-direita neofascista, os sindicatos sofreram severos ataques. Muitos destes aparelhos, descaracterizados, acabaram moldando-se exclusivamente por uma atuação circunscrita a institucionalidade e, por vezes, se burocratizaram. Desse modo, abriu-se uma enorme lacuna entre as direções e suas bases.

Neste sentido, intentamos que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG possa se reconectar com os trabalhadores da educação que atuam na cidade, fortalecendo a luta da categoria, priorizando o chão da escola e agitando o conjunto de trabalhadores. Vale destacar, nas quadras mais difíceis da história o que modifica a correlação de forças não são as agendas dos deputados, tampouco as liminares, mas sim as mobilizações populares.

É importante que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG seja independente, que possua autonomia de classe e que também tenha, entre os trabalhadores, tarefas pedagógicas. É dever do aparelho sindical proporcionar uma formação política que possa dar conta das complexas questões que se colocam na atualidade.

Num cenário de desalento da juventude, faz-se necessário incluí-la entre os embates, pois, pouco se consegue abandonando os filhos da classe trabalhadora que são os principais interessados nas lutas pela educação e que amanhã formarão a próxima geração de lutadores sociais. Face a atual conjuntura, compreende-se que a subsede Sind-UTE Santa Luzia -MG atue como um polo aglutinador na região que, através das disputas ligadas ao campo da educação, consiga buscar unidade entre trabalhadores de diferentes categorias, impulsionando, desta maneira, o avanço nas lutas e pautando a construção do Poder Popular.

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PRIVATIZAÇÃO DÁ FRUTOS: GOVERNO ZEMA AUTORIZA PASSAGEM DE R$ 5,30 NO METRÔ DE BELO HORIZONTE https://www.poderpopularmg.org/privatizacao-da-frutos-governo-zema-autoriza-passagem-de-r-530-no-metro-de-belo-horizonte/ https://www.poderpopularmg.org/privatizacao-da-frutos-governo-zema-autoriza-passagem-de-r-530-no-metro-de-belo-horizonte/#respond Tue, 27 Jun 2023 20:10:26 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76964 PRIVATIZAÇÃO DÁ FRUTOS: GOVERNO ZEMA AUTORIZA PASSAGEM DE R$ 5,30 NO METRÔ DE BELO HORIZONTE Por Felipe Ferraz, militante da […]

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PRIVATIZAÇÃO DÁ FRUTOS: GOVERNO ZEMA AUTORIZA PASSAGEM DE R$ 5,30 NO METRÔ DE BELO HORIZONTE
Por Felipe Ferraz, militante da UJC e do PCB em Belo Horizonte
Foto: SINDIMETRO

Romeu Zema autorizou mais um ataque à classe trabalhadora da Região Metropolitana de Belo Horizonte aprovando o aumento de R$ 0,80 na tarifa do metrô, que sobe de R$ 4,50 para R$ 5,30 a partir do dia 01 de julho. O reajuste visa o crescimento dos lucros da empresa que comprou a CBTU-MG 6 meses atrás, o Grupo Comporte. O que a medida ignora são as condições de vida da maioria da população, que já sofre com o alto índice de desemprego e o custo elevado dos alimentos e serviços básicos.

Até maio de 2019, quando o metrô ainda era estatal, a passagem custava R$ 1,80. Atendendo aos desejos do empresariado, Zema e Bolsonaro iniciaram uma jornada de ataques ao serviço de transporte, com 7 aumentos sucessivos da tarifa até atingir R$ 4,50 em 2021. Isso equiparou o preço ao que era cobrado pelo serviço de ônibus em Belo Horizonte e significou um aumento total de 150% no bolso de quem precisa se locomover para trabalhar, estudar, ter acesso à saúde, cultura e lazer, etc.

Garantindo a desmoralização do serviço público, o governo do estado avançou no processo de privatização em conluio com Bolsonaro e Paulo Guedes. A sanha neoliberal do governo, apoiada e propagandeada pelos grandes jornais, visou instrumentalizar uma pauta histórica da população trabalhadora da RMBH que é a expansão do metrô para o Barreiro, parada há décadas. O projeto privatista atrelou a expansão à concessão do serviço ao empresariado, sem que este tenha que desembolsar o custo das obras, que serão pagas com R$ 3,2 bilhões de dinheiro público.

Enquanto isso, o Grupo Comporte pagou apenas R$ 25,7 milhões no leilão do metrô, quando só os trens adquiridos em 2012 pela

Trens adquiridos em 2012 pela CBTU

CBTU custaram R$ 171,9 milhões. Uma transferência bilionária da renda dos mais pobres para o bolso dos mais ricos. Mesmo assim, os novos donos do metrô da RMBH já anunciaram que não pretendem garantir a linha do Barreiro antes de 2029!

O estelionato eleitoral que vem sendo cometido pelo governo Lula, evidenciado pelo Novo Teto de Gastos proposto pelo governo e aprovado na Câmara e no Senado, além do atraso no aumento do salário mínimo que poderia ter ocorrido logo em janeiro e o anúncio de ataque aos mínimos constitucionais para a saúde e educação, já é conhecido pela população de Minas Gerais desde o período de transição. Lula, que declarou durante a campanha que seu governo daria fim às privatizações, autorizou Alckmin a dar anuência ao leilão do serviço de metrô a preço de banana em dezembro, traindo a categoria de metroviários que o apoiaram em 2022 e toda a classe trabalhadora da RMBH.

Foto: SINDIMETRO

Trabalhadores continuam em luta. Os novos donos do metrô se apoiam no acordo de privatização para defender o aumento mas descumprem as garantias feitas para metroviários, cortando o adicional de periculosidade, alterando o horário da jornada de trabalho e se recusando a negociar com a categoria. O Sindimetro-MG também vem denunciando a deterioração da saúde física e mental de trabalhadores decorrente da gestão privada.

 

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EM DEFESA DO PLANO DIRETOR DE BELO HORIZONTE E PARA ALÉM DELE! Perspectivas sobre o direito à moradia e rumo à construção da Reforma Urbana popular. https://www.poderpopularmg.org/76939-2/ https://www.poderpopularmg.org/76939-2/#respond Thu, 20 Apr 2023 20:46:44 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76939 EM DEFESA DO PLANO DIRETOR DE BELO HORIZONTE E PARA ALÉM DELE! Perspectivas sobre o direito à moradia e rumo […]

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EM DEFESA DO PLANO DIRETOR DE BELO HORIZONTE E PARA ALÉM DELE!

Perspectivas sobre o direito à moradia e rumo à construção da Reforma Urbana popular.

Ana Vieira, militante do PCB em Minas Gerais
Isabel Zerbinato, militante da UJC/UFMG e coordenadora do Diretório Acadêmico da Escola de Arquitetura e Design (DA.EAD)
Belo Horizonte, 20 de abril de 2023

Nos últimos meses, o empresariado dos setores imobiliário e da construção civil, junto a seus aliados parlamentares na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), têm orquestrado diversos ataques ao Plano Diretor de BH com o objetivo de cercear os espaços de debate popular sobre o desenvolvimento da cidade e flexibilizar a Lei em benefício do capital privado e em detrimento dos verdadeiros interesses da população belorizontina, que pouco encontram respaldo no âmbito do poder público e da institucionalidade burguesa.

As primeiras movimentações nesse sentido, ministradas pelo presidente da CMBH, Gabriel Azevedo (sem partido), junto à Federação de Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), podem ser acompanhadas na matéria Contra a intervenção do empresariado no novo Plano Diretor de BH! d’O Poder Popular MG. O texto apresentado à Câmara propõe revisões do funcionamento dos instrumentos urbanísticos de justiça social, historicamente conquistados por movimentos sociais urbanos, que disfarçadamente se inserem no chamado “pacote de medidas para o desenvolvimento” para a cidade, sob falsas alegações de “facilitar a construção de habitações de interesse social”. As consequências concretas dessas medidas, na realidade, apontam para o sentido oposto, uma vez que os seus propositores se aproveitam da fragilidade dos mecanismos previstos em lei para diminuir os custos da construção de moradias de alto padrão e para elevar os lucros imobiliários enquanto enfraquecem o Plano Diretor, legislação aprovada em 2019 após intensa mobilização popular.

Nos últimos três meses, uma série de mobilizações populares pressionou pela manutenção do texto original do Plano Diretor apontando a inconstitucionalidade da proposta, que atropela os espaços de debate participativos exigidos ante qualquer alteração nos planos diretores municipais, direito garantido pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257 de 2001). Em resposta, às ofensivas se intensificaram e, desta vez, assumem como estratégia outra manobra institucional: o Projeto de Lei apresentado pelo prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), em 06 de março (PL 508/2023), visa legitimar alterações no Plano, em favor dos interesses empresariais, não somente antes do prazo de 8 anos previsto pelo Estatuto da Cidade, bem como exclui a obrigatoriedade de discussão em espaço de Conferência Popular Urbana.

O PL 508 também prevê descontos (inclusive retroativos) de até 65% no valor cobrado das construtoras para edificações localizadas dentro da Av. do Contorno que excedam o máximo de área construída permitida pelo Coeficiente de Aproveitamento. O coeficiente é hoje igual para todos os terrenos em Belo Horizonte, sendo esse um outro avanço do Plano Diretor com relação às legislações anteriores que, ao serem menos restritivas com relação à construção em determinados bairros da cidade, eram determinantes para a valorização de algumas regiões em detrimento de outras. Historicamente, o Estado e o capital privado, enquanto agentes privilegiados na produção do espaço urbano, constroem uma cidade que é marcada pela segregação socioespacial em que as áreas centrais são duplamente valorizadas e, por consequência, inacessíveis para a classe trabalhadora enquanto local de moradia: de um lado, pela maior permissividade construtiva e, de outro, em razão de terem redes consolidadas de infraestrutura e serviços urbanos públicos. Para a maioria da população, restam as periferias da cidade e da Região Metropolitana, onde são acometidas por um violento processo de espoliação urbana, marcado por exaustivos e extensos deslocamentos entre casa e trabalho em redes de transporte coletivo cada vez mais deterioradas e com passagens mais caras, falta de acesso a equipamentos de saúde, educação, cultura, lazer e áreas verdes, tendo sua condição de vida extremamente precarizada.

Para além de transferir aos empresários a renda da terra valorizada através de investimentos públicos com essa isenção fiscal, a alteração tem como consequência que os fundos arrecadados pela Outorga — direcionados à realização de melhorias urbanas como a instalação de infraestrutura pública, ampliação das áreas verdes e, especialmente, a construção de habitação de interesse social — reduzam em até R$65 milhões de reais. É evidente que a flexibilização do potencial construtivo em sentido a um maior adensamento na região central de Belo Horizonte de forma alguma “facilita a construção de habitação de interesse social”, como falsamente alegam o prefeito e seus apoiadores no parlamento. Pelo contrário, privilegia as classes sociais mais abastadas e os grandes empresários e reduz drasticamente a verba pública voltada para moradia popular num cenário em que existe um déficit habitacional de mais de 70 mil moradias na capital mineira.1

A proposta de isenção fiscal a ser concedida ao empresariado apresenta um grave retrocesso no desenvolvimento urbano de Belo Horizonte, revelando ser uma tática do setor privado de intervenção direta no direcionamento da verba pública em benefício próprio. A instrumentalização da Outorga se dá na medida em que seu propósito original, conforme defendido e arduamente conquistado pelas organizações populares em defesa da Reforma Urbana no Brasil — de retornar aos fundos públicos parte do investimento em infraestrutura urbana que valoriza terrenos privados e enriquece o grande capital, é invertido de forma a diminuir os custos de investimento das empresas e ampliar seus lucros através da valorização desses mesmos empreendimentos imobiliários.

A luta histórica e de caráter popular em torno da agenda da Reforma Urbana no Brasil travada desde a década de 1960, ainda que tenha tido conquistas no âmbito institucional no último período — a saber, a garantia da função social da propriedade e o caráter participativo das políticas urbanas à nível municipal contidas na Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Cidade e nos planos diretores — se restringiu a elas. O assalto ao caráter de justiça social dos instrumentos urbanísticos e aos espaços populares de deliberação acometido por setores da burguesia na Câmara Municipal de Belo Horizonte expõe a fragilidade da institucionalidade quando da defesa dos interesses da classe trabalhadora no que diz respeito à política urbana e às suas condições de vida nas grandes cidades brasileiras.

A pauta da Reforma Urbana pode e deve retomar seus horizontes de luta a partir do conhecimento e apropriação da política de desenvolvimento urbano pela população, que é propositalmente excluída dos debates que se apresentam em roupagens tecnicistas e burocráticas. As mobilizações populares de defesa do Plano Diretor de Belo Horizonte continuam, inclusive realizando pressão popular na Câmara dos Vereadores de BH nesta segunda-feira (24) em que o PL 508/2023 estará em pauta em Audiência Pública, às 13h30. Mas é fundamental que nenhuma mobilização e organização popular se restrinja ao pouco que resguarda o Plano. É preciso que se aliem às demais lutas nas cidades, como contra o aumento do valor das passagens de ônibus aprovada nesta última quarta-feira (19) e as privatizações de serviços públicos como o Metrô de BH — que disputem os rumos das cidades assumindo a postura de intransigente defesa dos interesses da classe trabalhadora, rumo à construção do Poder Popular e ao Socialismo!


Por direito à moradia e vida digna nas cidades!

Pelo direito à cidade e rumo à construção da Reforma Urbana popular!


1 Dados numéricos extraídos da “NOTA TÉCNICA PLANO DIRETOR DE BH Estudo realizado por pesquisadores da temática urbana sobre o projeto de Lei 508 / 2023, que realiza alterações na Outorga Onerosa do Direito de Construir e afeta o Plano Diretor de Belo Horizonte.”

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Contra a intervenção do empresariado no novo Plano Diretor de BH! https://www.poderpopularmg.org/contra-a-intervencao-do-empresariado-no-novo-plano-diretor-de-bh/ https://www.poderpopularmg.org/contra-a-intervencao-do-empresariado-no-novo-plano-diretor-de-bh/#comments Sun, 05 Feb 2023 21:50:56 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76912 Contra a intervenção do empresariado no novo Plano Diretor de BH! Por Gustavo Damião, militante do PCB em Belo Horizonte […]

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Contra a intervenção do empresariado no novo Plano Diretor de BH!

Por Gustavo Damião, militante do PCB em Belo Horizonte

No último dia 17, o presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (sem partido), juntamente com a Federação de Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), propuseram um pacote de medidas que altera debates fundamentais feitos para o Novo Plano Diretor da cidade. 

Este documento, amplamente discutido durante a Conferência Municipal de Política Urbana de 2014 (CMPU), possui os clássicos entraves que a democracia burguesa impõe aos trabalhadores no que tange ao direito à cidade. Apesar de pequenos avanços, como destinação de recursos públicos para saneamento, incentivo à regulamentação das ocupações e modernização no transporte público urbano, ainda é evidente que ele serve à classe dominante justamente por não organizar a cidade a partir das demandas da maioria da população. E, mesmo assim, para que ele fosse aprovado, em 2019, foi necessária uma grande movimentação popular, pressionando o poder público através de manifestações de técnicos e profissionais na área.

Nesse contexto, o empresariado de Belo Horizonte, através da Câmara Municipal, tenta alterar o Plano Diretor de forma ilegal, para que seus interesses se sobreponham ao que foi estabelecido na Conferência Municipal de Política Urbana (CMPU) realizada anos atrás. A nova proposta, entregue em um documento no dia 17 de janeiro, visa alterar a execução da “Outorga Onerosa do Direito de Construir” (OOCD), que é, a grosso modo, um instrumento de planejamento e de financiamento da cidade. É preciso lembrar que a OOCD é uma concessão da prefeitura para empreendimentos privados que irão construir além do que foi estabelecido. Ou seja, o proprietário que deseja edificar uma área maior do que a área estabelecida pelo coeficiente de aproveitamento básico determinado pela prefeitura deve oferecer uma “contrapartida” ao poder público – que é, na prática, quem vai prover com serviços e infraestrutura esse novo empreendimento. Portanto, esse instrumento urbanístico é elaborado a partir da perspectiva de que é o Estado quem valoriza a terra urbana (graças a essa provisão de serviços). O que o poder público tenta fazer, na verdade, é recuperar parte desse investimento que foi realizado,  determinando que o dinheiro arrecadado seja destinado à garantia de moradias populares e de infraestrutura em áreas da cidade com menor índice de desenvolvimento urbano.

A manobra do empresariado se configura como ilegal, já que tenta alterar o PD de Belo Horizonte mesmo após a sua aprovação através da Lei 11.181/2019. De acordo com o Estatuto da Cidade, que prevê a elaboração de Planos Diretores municipais, a revisão no texto só pode ser feita 8 anos depois de sua promulgação, e todo debate em torno desta revisão deve ser construído a partir das Conferências Municipais de Política Urbana, visando a participação popular nos debates sobre o rumo do desenvolvimento urbano. 

Neste sentido, o que a FIEMG e seus representantes na câmara tentam fazer é estender, novamente, o prazo para adequação às regras estabelecidas pelo novo PD que restringem muito o potencial construtivo com relação à legislação urbana anterior e execução das diretrizes, flexibilizando o instrumento. Esta tentativa de imposição dos interesses burgueses sobre o interesse democrático popular, mesmo que com suas limitações na CMPU de 2014, também se materializa após o setor imobiliário da cidade destituir Maria Caldas, a ex-secretária da Secretaria Municipal de Política Urbana (SMPU). Sai uma arquiteta e urbanista, minimamente dedicada aos interesses populares, e entra um administrador de empresas, representante do setor imobiliário, João Antônio Fleury Teixeira, ex-secretário adjunto da Fazenda.

Fato é que para manterem seus interesses, a FIEMG e o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais), intervém diretamente na política urbana da cidade, com uma manobra esdrúxula que prorroga o prazo para adequação às diretrizes do novo PD e atrasando ainda mais os investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana, que são tão caros à população trabalhadora. A crise habitacional em Belo Horizonte, o alto custo de vida e a péssima qualidade no transporte afetam diuturnamente aqueles que produzem a riqueza na cidade, expondo-os à péssimas condições de trabalho por conta do trânsito e da baixa infraestrutura, mas sobretudo negligenciam o direito ao lazer e as condições mínimas de habitação e mobilidade. 

É necessário que os movimentos sociais e populares sigam se mobilizando para manter o Plano Diretor outorgado em 2019, sem alterações em relação à OOCD e pelo cumprimento dos prazos estabelecidos para a efetiva aplicação do Plano e seus instrumentos urbanísticos, fazendo com que os interesses dos empresários se submetam aos interesses populares. Além disso, é preciso ampliar a construção da Conferência Municipal de Política Urbana, avançando cada vez mais para que o PD se transforme em um instrumento de luta da classe trabalhadora contra os interesses privados dos empresários, destinando recursos para a reforma urbana, habitação popular, saneamento básico e transporte público gratuito para toda a população. 

A luta pelo acesso à cidade deve ser conectada, sobretudo, com a luta contra a privatização do transporte público, pela reversão da entrega do metrô de BH aos interesses da burguesia e pela gratuidade do transporte na cidade. Além disso, a taxação de grandes fortunas, o aumento do imposto para as grandes empresas e a reestatização dos setores estratégicos como mineração e transporte em Minas Gerais deve ser pauta fundamental no movimento popular para a conquista e expansão dos direitos da classe trabalhadora, fazendo avançar a organização da nossa classe e a construção do Poder Popular, no rumo do Socialismo.

Avançar rumo à Reforma Urbana!

Contra a privatização dos transportes públicos! 

Por moradia digna para a classe trabalhadora!

Pelo Poder Popular e pelo Socialismo!

 

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