Arquivos Vereadora - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/vereadora/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 03 Nov 2020 16:16:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Marianna Versiani 21.902, candidata a vereadora, debate sobre a fome em Belo Horizonte https://www.poderpopularmg.org/marianna-versiani-fome-em-bh/ https://www.poderpopularmg.org/marianna-versiani-fome-em-bh/#respond Tue, 03 Nov 2020 12:24:28 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75249 LEONARDO GODIM

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Por Leonardo Godim para O Poder Popular. Fotos por Ana Vieira.

Marianna Versiani é candidata pela primeira vez e concorre a vereadora pelo Partido Comunista Brasileiro. Seu número de candidata é 21.902. Criada no Complexo Mariquinhas, ocupação urbana de Belo Horizonte, Marianna afirma que seu foco são as famílias que, como a dela, nasceram e vivem nas periferias da cidade e sofrem todo tipo de ataque a seus direitos. Questionada sobre sua principal bandeira nessas eleições, ela foi rápida em responder que é o combate à fome, que tem crescido de forma assustadora durante a pandemia, agravando um cenário de brutal empobrecimento dos trabalhadores e descaso dos poderes públicos.

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE, em 2017 e 2018 (números mais recentes) somente 63,3% das famílias brasileiras estavam em condição de segurança alimentar. Ou seja, 36,7% dos brasileiros estão em insegurança alimentar – uma outra forma de dizer-se: passam fome. Há de se considerar que de 2018 até hoje o desemprego no Brasil aumentou drasticamente, em especial entre informais, moradores de bairros periféricos, famílias chefiadas por mulheres e entre pessoas negras ou pardas (segundo nomenclatura do IBGE). Enquanto isso, o debate político é infestado por oportunistas que acusam os programas de combate à fome de “populismo”.

“Kalil não garantiu uma segurança para os trabalhadores durante a pandemia. Muitos trabalhadores são informais, e isso é extremamente grave, pois atualmente os direitos trabalhistas são cada vez mais retirados e esses setores não possuem nem o mínimo. É assim que a fome começa a devastar essas famílias”, afirma Marianna. A candidata ainda destaca que o fim das creches em tempo integral levada a cabo pela prefeitura também afeta a alimentação de crianças, pois muitas delas dependem da merenda escolar para se alimentar.

Para Marianna, a crise da pandemia é apenas o agravamento de um projeto de crise que é o capitalismo. De acordo com estudo do IBGE, o número de famílias em situação de insegurança alimentar subiu entre 2004 e 2017-18. Ou seja, já antes da pandemia do coronavírus o número de pessoas no mapa da fome do Brasil vinha crescendo como consequência da crise estrutural do capitalismo. O aumento do desemprego e da informalidade e o ajuste fiscal praticado pelos governos federais, estaduais e municipais são elementos decisivos para esse aumento da fome, que deve crescer com o atual cenário político brasileiro.

A candidata, assim como todo o Bloco do Poder Popular, defende a abertura imediata de restaurantes populares em todas regiões da cidade, de forma a garantir uma alimentação digna para todas as famílias. Essa é uma medida emergencial necessária, mas Marianna destaca que só com a superação do capitalismo poderemos garantir uma condição de vida digna para todos os brasileiros. Os comunistas defendem o pleno emprego como política de Estado, mediante a estatização dos setores fundamentais da economia e a ampliação da estrutura produtiva do país. Auxílios emergenciais sempre serão apenas paliativos enquanto a classe trabalhadora brasileira não reorganizar a economia, voltando a produção para as necessidades de toda a população.

“Enquanto houverem trabalhadores de Belo Horizonte passando fome, sem ter como dar um prato de comida a seus filhos, nossa luta não vai ter fim”, afirma Marianna. Antifascista convicta, ela entende que são esses direitos básicos para garantia da vida que estão em jogo no atual cenário político, e afirma que os comunistas são os únicos dispostos a ir até as últimas consequências para reverter esse cenário e construir uma sociedade onde nenhum adulto nem nenhuma criança não tenham o que comer enquanto há abundância de comida.

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Conheça Bruna Thariny 21211 candidata a vereadora pelo PCB em Ipatinga https://www.poderpopularmg.org/conheca-bruna-thariny-21211-candidata-a-vereadora-pelo-pcb-em-ipatinga/ https://www.poderpopularmg.org/conheca-bruna-thariny-21211-candidata-a-vereadora-pelo-pcb-em-ipatinga/#comments Thu, 15 Oct 2020 13:20:01 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75170 LEONARDO GODIM

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Leonardo Godim para O Poder Popular. Fotos por Ana Vieira.

Aos 26 anos, Bruna Thariny compõe a chapa do Partido Comunista Brasileiro para as eleições em Ipatinga, concorrendo à cadeira de vereadora. Jovem comunista, fundadora da Intervenção Poética Popular Revolucionária – IPPR, dona de um estúdio de tatuagem e formada em matemática, Bruna é uma das melhores representantes da nova geração de comunistas que querem construir uma cidade radicalmente democrática, onde o povo trabalhador discuta e decida sobre os rumos das políticas que os afetam diretamente.

Sua participação na política começou pela cultura, com o IPPR se reunindo no Teatro de Arena e organizando apresentações artísticas e culturais abertas. Essa forma de discutir a política na rua forjou muito do que Bruna hoje defende para Ipatinga. Para ela, o mais importante não é eleger uma ou outra candidatura, mas criar espaços democráticos onde o povo trabalhador de Ipatinga possa discutir e deliberar sobre as iniciativas do poder público, assumindo o comando da cidade.

Seguindo todas recomendações dos órgãos de saúde, Bruna Thariny (21211) e os demais candidatos estão firmes na campanha nas redes sociais e nas ruas.

Para isso, Bruna propõe a reformulação dos Conselhos Municipais. Atualmente, estes conselhos, que deveriam ser espaços para sociedade civil orientar e fiscalizar o poder público, têm metade de suas cadeiras ocupadas por indicados da prefeitura, e não possuem poder deliberativo. A candidata propõe que todos os membros do Conselho sejam eleitos por bairro, representando os trabalhadores de sua região, sem intervenções da prefeitura. Também defende que os Conselhos se tornem espaços deliberativos, obrigando a prefeitura a acatar decisões dos Conselhos. Hoje, a prefeitura pode acatar as decisões dos Conselhos ou não, tirando deles todo potencial democrático.

Esse conjunto de propostas, que institui eleições para conselheiros por bairro, com Conselhos 100% autônomos em relação à prefeitura e com plenos poderes deliberativos, busca transformar os atuais Conselhos Municipais em Conselhos Populares, que sejam expressão do Poder Popular na cidade. Para isso, é fundamental resgatar as Associações Comunitárias em todos os bairros da região, de forma que os conselheiros eleitos representem verdadeiramente o interesse dos trabalhadores dos bairros.

Além disso, ela se compromete a tornar seu mandato, caso eleita, em um espaço para os movimentos sociais de Ipatinga na Câmara dos Vereadores, abrindo o plenário para intervenções e posicionamentos de organizações dos trabalhadores. Nas principais decisões a serem tomadas pelos parlamentares, a candidata defende que sejam realizados plebiscitos e referendos, ampliando a voz dos trabalhadores nas tomadas de decisão do poder público.

Outro eixo de sua candidatura é a desmercantilização da vida. Direitos básicos para uma vida digna, como saúde, educação, transporte público, alimentação, luz e saneamento básico, não podem ser mercadorias. Por isso, Bruna se posiciona contrária à privatização do sanamento básico – processo que acontece em todo país, após lei do Congresso Nacional – por ser uma forma de transformar uma necessidade básica da população em uma enorme fonte de lucros para poucos empresários.

Bruna defende uma educação 100% pública e de qualidade, do ensino básico ao ensino superior. A candidata afirma que é fundamental um maior investimento em escolas e creches, que hoje são poucas em Ipatinga e não atendem nem 1/3 das crianças da cidade. Para melhoria da qualidade do serviço e ampliação das vagas, ela defende a municipalização das creches, que hoje são conveniadas. Para o ensino superior, propõe a instalação de um campus de alguma das universidades estaduais na cidade. “A inserção da iniciativa privada é um sintoma da falência do serviço público”, afirma Bruna.

Outra de suas propostas é a criação de linhas de crédito para cooperativas e iniciativas de economia solidária. Segundo Bruna, a zona rural de Ipatinga é extensa e cumpre um papel fundamental na produção de alimentos para todo o município. Cabe ao poder público estimular essa produção agrícola local, com estímulos de crédito e assessoria técnica para melhoria da produtividade e desenvolvimento de técnicas agroecológicas de plantio. Existem muitas terras ociosas que são propriedade do município, segundo Bruna, e que poderiam ser utilizadas como terras coletiva de produção agrícola – sem que essas terras sejam apropriadas privadamente –, ampliando a oferta de alimentos na cidade e criando empregos.

Bruna se diz confiante na campanha que os comunistas estão fazendo em Ipatinga. Com força e inserção popular, mas sem perder o conteúdo revolucionário de suas propostas, os comunistas querem eleger tribunos populares para defender o interesse dos trabalhadores no parlamento municipal. Bruna é um dos nomes fortes para essa disputa e demonstra ter todo o preparo para assumir essa responsabilidade. Será uma oportunidade histórica para os comunistas de Ipatinga de colocar à frente suas bandeiras e mostrar ao povo trabalhador da cidade que não recuaremos, até a vitória.

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Duda das Cadeiras 21244, candidata a vereadora de Ipatinga, apresenta suas propostas https://www.poderpopularmg.org/duda-das-cadeiras-candidata-a-vereadora-de-ipatinga-apresenta-suas-propostas/ https://www.poderpopularmg.org/duda-das-cadeiras-candidata-a-vereadora-de-ipatinga-apresenta-suas-propostas/#respond Fri, 09 Oct 2020 21:13:14 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75157 LEONARDO GODIM

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Leonardo Godim para O Poder Popular.

Fotos por Ana Vieira.

“Tudo que eu tenho eu devo ao meu trabalho e à força da população de Ipatinga, e me senti na obrigação de retribuir para a cidade nesse momento”. Assim Edelzuita Ferreira, mais conhecida como Duda das Cadeiras, descreve sua candidatura para vereadora. Criada desde os 6 anos de idade em Ipatinga, Duda quer lutar para que a juventude tenha oportunidades de emprego, esporte, cultura, saúde e, acima de tudo, de uma perspectiva de futuro.

Sua história de vida é uma prova de sua luta e perseverança. Mora no bairro Canaã desde 1972, quando o bairro ainda era uma zona rural, segundo ela. Seu pai era pedreiro e sua mãe, dona de casa, até seu pai adoecer e a mãe ter que garantir a renda da família. Mesmo com a infância difícil, como a da maioria das trabalhadoras brasileiras, Duda foi incentivada pela família a estudar. Assim, superando barreiras, se formou atleta, professora do magistério e técnica em mecânica e processamento de dados, o que a levou a trabalhar como metalúrgica na Usiminas. Mas seu gosto era a arte, e foi para São Paulo tentar ser artista cênica. Após três anos na capital paulista, voltou para Ipatinga e abriu seu próprio negócio, um bar. Trabalhando e usando esse espaço para impulsionar a cultura local, ficou por 10 anos no ramo, até começar a empresa que a consagrou em Ipatinga como “Duda das Cadeiras”. Com a locação de cadeiras para eventos, fez sua carreira profissional e vive até hoje dessa atividade.

Duda diz que sempre foi militante, defendendo os trabalhadores, as mulheres, a população negra e a juventude. Entrou no PCB pela confiança que tinha na construção do Poder Popular e num novo horizonte para os trabalhadores e trabalhadoras. E unindo sua personalidade combativa com o compromisso dos comunistas com a classe trabalhadora, Duda apresenta propostas para uma Ipatinga que valorize o que é fundamental: dar todo suporte aos profissionais que estão na ponta do serviço público – como na saúde, educação e assistência social –, que trabalham para que os direitos básicos de cada cidadão sejam garantidos, e ações de estímulo ao emprego, ao esporte e à cultura, que abram os horizontes da juventude de Ipatinga e estimulem a formação humana, social e cultural.

A educação está no topo do seu programa político. Para Duda, a educação pública deve ser de excelência e para todos, e não um serviço de má qualidade voltado somente para os pobres. Ela defende a valorização dos professores, com aumento salarial acima da inflação, buscando igualar o piso dessa categoria ao de profissionais valorizados na sociedade, como engenheiros e médicos. E junto à valorização dos profissionais de educação, defende a criação de escolas técnicas e programas de estágio remunerado que incentivem a juventude da cidade a continuar seus estudos. Ela ainda defende a retomada das feiras de ciências e de tecnologia que já existiram em Ipatinga mas foram descontinuadas.

Como ex-atleta, Duda destaca a importancia do esporte como espaço de inclusão, de formação pessoal e de fomento à saúde. Buscando retomar iniciativas desportivas na cidade, Duda propõe a reedição dos torneiros e campeonatos locais, incentivando nas escolas a formação de equipes. Olimpíadas desportivas são, para Duda, importantes instrumentos de fomento ao esporte, abrindo oportunidades para profissionalização de atletas, além de envolver escolas, município, comércios locais e o conjunto da população. Para isso, é fundamental um melhor uso das estruturas e aparelhos que existem na cidade, usando ao máximo a estrutura do município para oferecer políticas públicas para a população.

No âmbito da cultura, Duda vê a necessidade de criação de um Teatro Municipal em Ipatinga. O único teatro público existente hoje é um Teatro de Arena, sem estrutura para receber apresentações mais complexas, como apresentações musicais. Duda quer com essa proposta recuperar o protagonismo cultural da cidade, com festivais de teatro, música e poesia que coloquem Ipatinga no mapa da produção cultural de Minas Gerais. Para isso, leis municipais de incentivo à cultura irão cumprir um papel importante, valorizando os profissionais da cultura e abrindo oportunidades para artistas locais.

Duda também quer impulsionar políticas públicas de inclusão da comunidade LGBT e de pessoas com deficiência, questões que assume que Ipatinga ainda tem muito a avançar. São urgentes políticas que dialoguem com as demandas da comunidade LGBT, fortalecendo o SUS e o combate à discriminação de gênero. A comunidade LGBT possui um dos maiores índices de suicídio, e políticas voltadas à saúde mental são muito importantes para enfrentar esse problema.

Por fim, Duda também apresenta um projeto de criação de um Hospital Veterinário público, com cursos profissionalizantes que cubram a demanda por profissionais nessa área. Segundo ela, é cada vez mais comum animais de estimação fazerem parte das famílias de Ipatinga, e isso cria uma demanda de controle de zoonozes e oferta de serviços de castração e de saúde animal públicos. O acolhimento de animais abandonados também é uma demanda importante que poderia ser suprida com um Hospital Veterinário.

São muitas propostas, e Duda quer com elas combater o discurso dominante que tem comparado o orçamento público com a renda de uma família, que tem que contar as moedas para chegar ao fim do mês. Duda diz que Ipatinga é uma cidade rica, com um orçamento anual de mais de um bilhão de reais. Um orçamento dessa proporção tem que ser direcionado para melhorar a qualidade de vida da população da cidade, e suas propostas vão todas nesse sentido.

Em todas as propostas, há um pouco da sua história de vida. Talvez seja por isso que, para todas elas, Duda fala com segurança e argumenta firmemente. A candidata conhece a cidade, e diz que já visitou cada canto do Vale do Aço na sua atividade profissional. Suas reivindicações não são ideias tiradas da cabeça, mas necessidades que viu aparecerem na vida dos trabalhadores de Ipatinga durante décadas. Com essas demandas na ponta da língua, a candidata de primeira viagem surge como uma real voz dos trabalhadores de Ipatinga para ocupar a Câmara dos Vereadores.

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