Arquivos PCB - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/pcb/ Poder Popular Minas Gerais Mon, 06 Apr 2026 13:22:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Um ataque ao movimento de luta pelo povo palestino no Brasil https://www.poderpopularmg.org/um-ataque-ao-movimento-de-luta-pelo-povo-palestino-no-brasil/ https://www.poderpopularmg.org/um-ataque-ao-movimento-de-luta-pelo-povo-palestino-no-brasil/#respond Mon, 06 Apr 2026 13:22:37 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77170 O post Um ataque ao movimento de luta pelo povo palestino no Brasil apareceu primeiro em PCB/MG.

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Diferentes faces, um mesmo projeto sionista contra o povo.

Autor: Thomás Carrieri

No dia 26 de março foi publicado o Projeto de lei (P.L.) n.1424/2026 de criação da deputada federal Tábata de Amaral (Partido Socialista Brasileiro – PSB) – aquela que votou a favor da reforma da previdência do governo de Bolsonaro e Mourão (para quem esqueceu). O projeto tem como objetivo classificar o antissemitismo, para embasar políticas públicas. Porém, a classificação proposta por Tábata busca equiparar o antissemitismo com o antissionismo, o que abre um forte precedente para que a luta contra o genocídio do povo palestino seja visto, como um ato de antissemitismo.

Em fevereiro de 2025 o Deputado Federal general Pazuelo (Partido Liberal – PL) – um dos principais responsáveis pelas mortes da pandemia no país, que estava à frente do ministério da saúde em 2020-21, apresentou o P.L. n.472/2025A com mesmo objetivo. Apesar do seu projeto de lei ser mais curto, menos da metade das páginas, ele é mais bruto e honesto que Tabata. Ambos os projetos buscam a mesma caracterização e fazem referência a mesma entidade sionista para definir os termos. 

Vamos primeiramente diferenciar antissemitismo de antissionismo, para entender os perigos deste projeto. Antissemistimo é o ato de racismo religioso voltado ao judaísmo. O antisemitismo tem origens históricas distantes e sua maior expressao culminou na perseguição aos judeus no holocausto. No discurso da extrema direita, com frequência o antisemitismo é explicitado. Recuperando eventos recentes, temos Jair Bolsonaro (PL) tirando foto com uma pessoa vestida como Hitler, e temos o Kim Kataguari (partido missão {fascista}) relativizando mais de uma vez o nazismo.

Antissionismo é a posição contrária ao Sionismo; o Sionismo é uma concepção político-ideológica que defende um estado etnico-racial, base da constituição do estado de israel. Para o Sionismo a terra palestina que israel ocupou é por direito do povo judeu, a legitimidade de seus atos é religiosa e genética. E essas politicas são responsáveis pelo genocidio do povo palestino.

O anti sionismo é uma expressão da luta antifascista na atualidade. Vale pontuar que muitos judeus e muitos israelitas – que é diferente pq existem israelitas não judeus e judeus que não nasceram em israel, hoje são antisionistas, vitimas do holocausto tem vindo a público manifestar indignação com o estado de israel, e ainda muitos israelenses tem sido presos hoje por se recusarem ao serviço militar e por expressarem oposição ao governo Sionista.

Equivaler antissionismo a antisemitismo é ato de má fé, é negar o estado sionista de israel como genocida. É reforçar a propaganda que tenta barrar as críticas a forma fascista do estado de israel como antissemitismo. Assim buscam classificar qualquer crítica contra israel como antissemitismo; o que permite que toda mobilização de denúncia contra os atos do estado israelense sejam rotuladas como antissemisitmo. Palavras de ordem contra o genocídio ou imagens com cores da bandeira da Palestina são classificados como antissemitismo.

Em outros lugares que assistimos governos fazendo tal equiparação assistimos com essa justificativa um aumento da repressão aos movimentos que denunciam o genocídio do povo palestino, como foi o caso de estados dos EUA e vários países da Europa.

Com a propaganda sionista que equipara ambos os termos, assistimos outro problema grave tambem que é não saber reconhecer os casos reais de antisemitismo, para poder denunciar e mobilizar, já que não podemos de forma alguma deixar passar qualquer forma de intolerância religiosa. Além de gerar eventos como a Lepen, dirigente do partido Neonazista francês e filha do fundador do partido Nazista francês, participando de atos contra o Antissemitismo em paris, já que esses atos não são contra o antissemitismo – o pai da Lepen já relativizou as câmaras de gás em discurso público, mas sim contra o povo palestino.

Isto posto, voltemos aos projetos de lei. O P.L. do assassino Pazuelo, apresenta em sua justificativa o seguinte:

“O combate à Discriminação e ao Antissemitismo, equiparando o antissionismo, a manifestação de ódio contra o Estado de israel e a negação do Holocausto à prática do antissemitismo, busca uniformizar e reforçar os mecanismos legais de proteção contra discursos e manifestações que incitam o preconceito. […] Essa equiparação torna explícito que qualquer atitude que, de forma direta ou velada, questione a legitimidade do Estado de israel ou minimiza a gravidade do Holocausto será tratada com rigor, coibindo práticas discriminatórias.”

Já no projeto de Tabata, temos um texto mais rebuscado, que para um desatento até podem parecer justos:

“§ 2º Manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de israel, encarado como uma coletividade judaica.
§ 3º Críticas a israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas.”

Porém existem brechas no projeto da Tabata do Amaral:

“Art. 3º. As políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida.
Art. 4º. O antissemitismo é uma forma de racismo, nos termos da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), com todos os seus efeitos.
§ 1º Os atos criminosos são antissemitas quando os alvos dos ataques, sejam pessoas ou bens, são selecionados porque são judaicos ou associados aos judeus.”

A mesma entidade que o deputado do Partido Liberal colhe a sua classificação de Antissemistimo, é a entidade referência para deputado do Partido “Socialista” Brasileiro. A Aliança Internacional para Memória do Holocausto – International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), uma entidade sionista da qua o governol Bolsonaro integrou o país e o governo Lula nos retirou. Essa entidade, entre as suas classificações sobre Antissemistismo, define que comparar políticas do estado de israel com as políticas do regime nazista seria uma ação antissemita.

Equivaler antissionismo a antissemitismo é um ato de interesse e oportunista. O momento politico no qual este projeto de lei foi apresentado não poderia ser mais inoportuno pois reforça a propaganda do estado de israel que enquadra todas as críticas a sua forma fascista de existir como antissemitismo. Vale lembrar que mas últimas semanas o estado sionista intensificando a perseguição ao povo palestino aprovou a pena de morte para presos palestinos em israel, ou seja, se aprovado esse projeto, denunciar que essa política de israel é semelhante as políticas do nazismo seria considerado um ato antissemita que é um crime.

Usando a caracterização do IHRA, o projeto de lei deixa aberto para que toda a mobilização de denúncia contra atos do estado israelense sejam vistas como antissemitismo. Até mesmo palavras de ordem contra o genocídio ou imagens com cores da bandeira da palestina podem, na caracterização deste projeto, serem vistas como antissemisitismo. E em alguns países da Europa e em alguns estados dos EUA onde foram criadas leis semelhantes a repressão contra o movimento em defesa do povo palestino foi e esta sendo absurda, e pouquíssimo midiatizada.

Nessa movimentação de aprovar o mesmo projeto do Partido liberal, Tabata conseguiu juntar mais 44 assinaturas, de partidos como PL, União, MDB, PSDB, e mais uma série de partidos bem a direita, mas também partidos como o PT, a Rede (partido da federação do PSOL), o PDT, o PV, que tem gente que ainda cisma dizer de esquerda.

1 Dep. Tabata Amaral (PSB/SP)
2 Dep. Gilberto Abramo (REPUBLIC/MG)
3 Dep. Geovania de Sá (PSDB/SC)
4 Dep. Kim Kataguiri (UNIÃO/SP)
5 Dep. Adriana Ventura (NOVO/SP)
6 Dep. Welter (PT/PR)
7 Dep. Heloísa Helena (REDE/RJ)
8 Dep. Amom Mandel (CIDADANIA/AM)
9 Dep. Lucio Mosquini (MDB/RO)
10 Dep. Alexandre Lindenmeyer (PT/RS)
11 Dep. Vander Loubet (PT/MS)
12 Dep. Hugo Leal (PSD/RJ)
13 Dep. Otoni de Paula (MDB/RJ)
14 Dep. Júnior Mano (PSB/CE)
15 Dep. Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE)
16 Dep. Carla Dickson (UNIÃO/RN)
17 Dep. Renata Abreu (PODE/SP)
18 Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV/DF)
19 Dep. Lucas Redecker (PSDB/RS)
20 Dep. Reginaldo Lopes (PT/MG)
21 Dep. Luiz Couto (PT/PB)
22 Dep. Ana Paula Lima (PT/SC)
23 Dep. Greyce Elias (AVANTE/MG)
24 Dep. Laura Carneiro (PSD/RJ)
25 Dep. Delegada Ione (AVANTE/MG)
26 Dep. Rogéria Santos (REPUBLIC/BA)
27 Dep. Luiz Philippe de Orleans e Bra (PL/SP)
28 Dep. Junio Amaral (PL/MG)
29 Dep. Julio Lopes (PP/RJ)
30 Dep. Aureo Ribeiro (SOLIDARI/RJ)
31 Dep. Pedro Paulo (PSD/RJ)
32 Dep. Toninho Wandscheer (PP/PR)
33 Dep. Messias Donato (REPUBLIC/ES)
34 Dep. Paulinho da Força (SOLIDARI/SP)
35 Dep. Gilvan da Federal (PL/ES)
36 Dep. Pedro Aihara (PRD/MG)
37 Dep. Coronel Meira (PL/PE)
38 Dep. Cabo Gilberto Silva (PL/PB)
39 Dep. Pastor Gil (PL/MA)
40 Dep. Luiz Gastão (PSD/CE)
41 Dep. General Pazuello (PL/RJ)
42 Dep. Eli Borges (PL/TO)
43 Dep. Pompeo de Mattos (PDT/RS)
44 Dep. Gilberto Nascimento (PSD/SP)
45 Dep. Gutemberg Reis (MDB/RJ)

Depois de uma certa repercussão, o PT e a Rede (somente esses dois partidos) retiraram suas assinaturas, mas traz aqui duas questões: que assessoria tem esses mandatos que não conseguem ler um projeto desses? E a segunda questão é como até hoje não temos nenhum mandato que paute, com a seriedade necessária, o genocídio em curso contra o povo palestino por parte do estado sionista de israel com suporte dos EUA?

OBS: Por mais que o PT tenha retirado a assinatura do projeto, não podemos nem pensar em passar pano ao partido ou ao governo, já que o projeto foi apresentado pela Tabata, que é do do PSB, partido também do Vice do Lula, Geraldo Alckmin. Ou seja, além de mal assessorados, o governo está de mãos dadas com quem tem representado o movimento sionista e por isso aparenta estar em disputa interna sobre essa questão.

 


 

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PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/#respond Tue, 31 Mar 2026 21:02:57 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77150 O post PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último domingo (29/3), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) comemorou seu aniversário de 104 anos com o lançamento de três pré-candidaturas a deputado estadual em Minas Gerais: Jéssica Carvalho, Thomas Carrieri e Mário Mariano. Eles se juntam à chapa encabeçada pelo professor Túlio Lopes, pré-candidato do PCB ao governo de Minas Gerais.

Realizada no Sindicato dos Trabalhadores Ativos e Aposentados em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Agentes Autônomos (Sintappi-MG), em Belo Horizonte, a atividade contou com militantes históricos do Partidão, como José Francisco Neres, Maria do Carmo Souza Dantas e Emanuel Bonfante; integrantes do Comitê Central e do Comitê Regional do Partido; representantes dos coletivos partidários, como União da Juventude Comunista (UJC), Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e Unidade Classista (UC); e diversos apoiadores e amigos do PCB.

Com 104 anos de luta em defesa da classe trabalhadora, o Partidão apresenta uma chapa aguerrida de pré-candidatos à Assembleia Legislativa:

Jéssica Carvalho

Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei, atualmente mestranda em História na linha Poder e Cultura, também na UFSJ, pesquisa o movimento feminista internacional a partir da perspectiva do trabalho reprodutivo. Iniciou a militância na UJC e hoje constrói de forma coletiva o CFCAM e o coletivo de mães estudantes ‘Mães Resistem’, que luta por políticas públicas de acesso e permanência de mães no ensino superior.

Mário Mariano

Professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, educador popular, já foi presidente e vice presidente da Associação de Docentes da UFVJM e atualmente é tesoureiro da entidade. Foi primeiro vice presidente da Regional Leste do ANDES SN atuando na luta docente de universidades, institutos federais e CEFET de Minas Gerais.

Thomás Carrieri

Professor de matemática pela UFMG, foi coordenador geral do DCE UFMG, é estudante de artes plásticas na UEMG, Brigadista Florestal Voluntário e Membro da diretoria da Associação Cultural José Marti MG de solidariedade a Cuba.

Os três estarão junto ao pré-candidato do PCB ao governo de Minas, professor Túlio Lopes, em atividades pelo estado.

Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais(UEMG), Túlio Lopes atuou no movimento comunitário em BH, no Movimento Estudantil, e atua no Movimento Sindical. Atualmente, Túlio Lopes é presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) e Secretário Político (presidente) do PCB em Minas Gerais.

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Orelha e a “justiça” (da nossa democracia burguesa) https://www.poderpopularmg.org/orelha-e-a-justica-da-nossa-democracia-burguesa/ https://www.poderpopularmg.org/orelha-e-a-justica-da-nossa-democracia-burguesa/#respond Mon, 02 Mar 2026 15:25:05 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77135 O post Orelha e a “justiça” (da nossa democracia burguesa) apareceu primeiro em PCB/MG.

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Análise sobre a justiça burguesa e o caso do cachorro Orelha

Autor: Thomas Aguiar

‘As ideias dominantes de uma época são as ideias da classe dominante’ – Karl Marx

O Orelha era um cachorro comunitário, conhecido e cuidado por todos na região de seu bairro em Florianópolis. Porém, no começo deste ano, adolescentes brancos e ricos da zona sul da cidade acharam engraçado submetê-lo a tortura. Orelha sofreu com espancamento e até com a perfuração de seu crânio com um prego. O animal veio a falecer depois que terceiros o acudiram e o levaram até um veterinário. Também houveram diversos relatos de mais casos de violência contra animais na região. O porteiro que foi responsável por filmar e denunciar os jovens pela ação, foi demitido e ameaçado. Depois da repercussão online, os quatro adolescentes foram identificados na internet, começando um escracho virtual deles. Dois dos adolescentes tentaram fugir para os Estados Unidos com a desculpa de que já estavam com essa viagem marcada, porém devido a mobilização virtual, a denúncia do caso chegou até os estadunidenses, que somado ao ódio destes à imigrantes, fez que os locais se mobilizassem para expulsar os jovens que já retornaram ao Brasil. Agora, estamos esperando o desenrolar e os trâmites legais da justiça, que nunca tarda.. Será?

Estes adolescentes não são monstros ou desumanos, eles são adolescentes ricos. São privilegiados, formados por uma cultura que subjuga as minorias e alimenta um discurso de superioridade sobre outras pessoas e outras vidas. É precisamente essa cultura que os leva a acreditar na impunidade. E essa crença não é infundada: testemunhamos todos os dias casos análogos se repetirem, vemos as injustiças se multiplicarem sem que a tal ‘justiça’ prometida nas raízes da nossa democracia seja concretizada. Mas a democracia assim como a justiça, são burguesas e não servem a todos iguais. 

A ideia de justiça na democracia atual promete processos imparciais para que todos se submetam a ela e aceitem seus efeitos. Mas como vivemos uma democracia burguesa – quem define e rege é quem tem mais dinheiro e mais posses, a justiça representa então essa elite e seus interesses, mesmo penalizando um ou outro rico quando há comoção para fingir que há imparcialidade, estes conseguem privilégios e apoio que qualquer outra pessoa presa não tem – não é atoa que a cela do Bolsonaro hoje é maior que a maioria dos apartamentos de trabalhadores.

Foto do Orelha e comentário de algum defensor dos adolescentes.

É importante lembrar que há 30 anos assistimos um caso que teve uma grande repercussão, e semelhante perversidade e a mesma certeza de impunibilidade. Que foi o assasinato de  Galdino por um grupo de jovens ricos que achou engraçado colocar fogo em uma pessoa que estava dormindo na rua. Galdino Jesus dos Santos estava em Brasília junto a outro indígenas da etnia Pataxó Hã-Hã-Hãe para participar das comemorações do Dia do Indigena, e durante uma noite quando teve problemas com o hotel que estava ficando, decidiu dormir em um ponto de ônibus. Quando acordou, estava em chamas. Galdino foi acudido por terceiros que testemunharam o ocorrido e, com 95% do corpo queimado, faleceu no hospital. Esse caso teve repercussão nacional, e os jovens culpados foram identificados e presos. Quando os jovens ricos descobriram que se tratava de um indigena, alegaram que acreditavam se tratar de uma pessoa em situação de rua como justificativa (?). Um deles menor de idade passou por medidas socioeducativas e os outros quatro foram condenados por homicídio culposo do Galdino, com pena de 15 anos de prisão. Porém durante o comprimento de suas penas, tiveram todos os privilégios da justiça imparcial aos seus dispor, e saíram dos presídios após  somente quatro anos de pena. Hoje, todos os cinco são servidores concursados de diferentes órgãos públicos do nosso querido estado Brasileiro. Esse caso de 30 anos atrás reforça como a justiça funciona e para quem ela funciona, que mesmo um caso de homicídio, em que os jovens ricos mataram um ser humano, a justiça os protegeu, e mesmo depois de 3 décadas, um processo de redemocratização e mais ‘democratização’ dos meios de informação, a justiça continua defendendo os mesmos interesses, a mesma classe, indiferente dos crimes e de suas barbaridades.

Se não fosse o porteiro filmando e a mobilização que houve neste caso, os quatro adolescentes iriam seguir suas vidas, impunes e repetindo as suas ações de barbárie com normalidade. E aqui se estende um problema, porque nem sempre teremos alguém filmando, e nem sempre terá esse alcance, então como assistimos esse caso há milhares que não serão filmados, e mais milhares que não terão tanta repercussão, isso porque esse problema vem também da educação que esses jovens receberam, que não é exclusiva das famílias ricas deles, mas é a regra da nossa sociedade capitalista. Se não conseguirmos mudar desde as bases essa forma de pensar em relação ao próximo e em relação à sociedade – mudar a educação que reforça esse individualismo e egoísmo, estaremos condenados a barbárie desses atos normalizados. 

Com a grande comoção, oportunistas ou/e desinformados começam a clamar pela redução da maioridade penal. Digo, estes até podem ser desinformados e não conseguiram entender até agora que nossa justiça é parcial, preconceituosa, principalmente racista, e que uma mudança na maioridade penal significaria mais jovens presos sem julgamento – hoje esse número é de mais de 200 mil pessoas presas que ainda não tiveram seu processo legal, mas me parece mais que estes sabem o que a mudança na maioridade significa. Além do mais, é necessário entender que a mudança na maioridade penal não mudaria que os jovens assassinos do Orelha consigam se utilizar da justiça para diminuir suas penas igual o fizeram os assassinos de Galdino, enquanto milhares de jovens pobres serão encarcerados sem justiça.

Deveríamos estar pensado na ressocialização desses adolescentes, porém sem confiança na justiça, sem confiança na educação e sem confiança no sistema, as pessoas começam a (e eu entendo, eu não imagino que criminosos fascistas como o nicolas ou esses jovens tenham ressocialização) defender a justiça com as próprias mãos. Entender que uma vingança contra 4 adolescentes não resolve o problema de vários Orelhas, e milhares de injustiças que passamos, e que a melhor arma que temos hoje é a nossa organização frente ao sistema, nos organizar para além do estado burguês, para que possamos fazer frente a este e lutar contra as injustiças, construir o poder popular.

É marcante ver a repercussão de um caso desses, é impossível não perceber que a injustiça  ainda incomoda a maioria das pessoas, mas também é sintomático ver que há sim uma preocupação maior sobre um cachorro do que muitos outros casos de barbárie que parte da população já normalizou ou prefere ignorar. É essencial que a gente entenda que toda vida perdida é trágica, e que a gente consiga se mobilizar assim frente todas as injustiças dessa sociedade. Se organizem. E não deixem que a justiça lhes entristeça, mas nos radicalize.

Justiça para o Orellha.

Justiça ao Galdino.

Contra todas as formas de injustiças.

Pelo Poder Popular!

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Nota de solidariedade à população atingida pelos efeitos da Crise Climática na Zona da Mata Mineira https://www.poderpopularmg.org/nota-de-solidariedade-a-populacao-atingida-pelos-efeitos-da-crise-climatica-na-zona-da-mata-mineira/ https://www.poderpopularmg.org/nota-de-solidariedade-a-populacao-atingida-pelos-efeitos-da-crise-climatica-na-zona-da-mata-mineira/#respond Thu, 26 Feb 2026 20:14:38 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77131 O post Nota de solidariedade à população atingida pelos efeitos da Crise Climática na Zona da Mata Mineira apareceu primeiro em PCB/MG.

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A manhã de 24 de fevereiro foi de intensa dor e apreensão na Zona da Mata Mineira, principalmente nos municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá. Uma intensa concentração de chuvas desde o dia anterior, e parte da madrugada, provocou deslizamentos, alagamentos e transbordamento de rios, provocando destruição, dezenas de vítimas fatais, desaparecidos e milhares de desabrigados. Mesmo após intenso trabalho de limpeza e remoção, ainda existem pontos com grande quantidade de dejetos acumulados, resultando na interdição de vias e prolongando o sofrimento de famílias que tiveram seu cotidiano inviabilizado.

Chamamos de crise climática, pois o fator imediatamente causador dos desastres foi a intensa chuva concentrada, mas é importante identificar responsabilidades humanas nas causas da tragédia. São abundantes as pesquisas que apontam como os eventos climáticos cada vez mais catastróficos têm ligação com o modo de produção que esgota os recursos, produz poluição e lixo, comprometendo irreversivelmente o equilíbrio ecológico. De forma imediatamente relacionada à deterioração dos locais de moradia, a ocupação urbana atende interesses da renda imobiliária, e não as necessidades do povo. Além da especulação, o inchaço de determinadas áreas sobrecarrega a rede de água e esgoto, impermeabiliza o solo, concentra veículos e poluentes; ao mesmo tempo, expulsa parcelas da classe trabalhadora para áreas de risco, sofrendo de forma potencializada as consequências desse processo. Encostas de morros, matas ciliares, nascentes, a fauna e a flora, ficam impedidas de cumprir seu papel de restauradores naturais das condições ambientais.

Às consequências climáticas de um sistema economicamente predatório e socialmente explorador, somam-se as decisões e práticas dos representantes políticos das frações burguesas. A extrema direita favorece o avanço da exploração destrutiva, ao mesmo tempo em que inviabiliza os instrumentos para lidar com a degradação ambiental. Nos últimos dois anos, o governo privatista de Romeu Zema cortou 96% dos recursos destinados à prevenção do impacto de chuvas, com o trabalho dedicado de sua base na ALMG e a comemoração de seus apoiadores neofascistas.

Nós do Partido Comunista Brasileiro – PCB de Juiz de Fora estamos prestando nosso apoio junto às brigadas voluntárias no auxílio dos trabalhos de recepção, triagem e distribuição de doações que a população têm encaminhado, demonstrando a sensibilidade popular às exigências do momento. Nossa militância se solidariza com o povo da Zona da Mata, colocando-se à disposição para todas as tarefas que a situação apresentar. O capitalismo coloca a existência humana em risco; a política da direita é uma ameaça à vida. A cooperação da classe trabalhadora organizada salva. Venceremos!

Partido Comunista Brasileiro – Juiz de Fora/MG

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Vote 21 e lute com o PCB contra o Governo Zema e seus aliados https://www.poderpopularmg.org/vote-21-e-lute-com-o-pcb-contra-o-governo-zema-e-seus-aliados/ https://www.poderpopularmg.org/vote-21-e-lute-com-o-pcb-contra-o-governo-zema-e-seus-aliados/#respond Fri, 25 Oct 2024 21:53:58 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77118 O post Vote 21 e lute com o PCB contra o Governo Zema e seus aliados apareceu primeiro em PCB/MG.

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O Comitê Estadual do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – Minas Gerais, em consonância com as deliberações do Comitê Central do PCB sobre o segundo turno das eleições municipais de 2024, indica o voto nulo em Belo Horizonte e Uberaba. Saudamos o trabalho de nossa militância, que garantiu a realização de mais uma campanha popular do PCB, com candidaturas próprias, em Belo Horizonte (Almeidão e Renata Regina) e Betim (Zulu e Amaury), e apoio a candidaturas de partidos de esquerda e centro-esquerda em outras dezesseis cidades-polo de Minas Gerais.

Em Belo Horizonte, o atual prefeito Fuad Noman (PSD) fez uma gestão neoliberal na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), sucateando os serviços públicos e as empresas públicas municipais, não atendendo às principais reivindicações dos servidores públicos e dos movimentos populares de BH. O PSD é um partido de direita que faz parte da base de apoio ao Governo Zema (‘Novo’). O candidato a vice na chapa de Fuad é Álvaro Damião, do União Brasil (ex-PFL), e sua coligação ainda envolve o PSDB de Aécio Neves e João Leite. Fuad não representa nenhuma alternativa popular à candidatura de extrema-direita de Bruno Engler (PL). O deputado estadual bolsonarista tem como vice a coronel Claudia e conta com o apoio do governador Zema (‘Novo’). PSD e PL fazem parte da base de apoio ao governo ultraliberal e autoritário de Romeu Zema.

Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a disputa se dá entre duas forças da direita: Tony Carlos (MDB) e Elisa Araújo (PSD). A candidatura de Elisa Araújo (PSD) conta com o apoio do partido ‘Novo’, do governador Zema, além de outros partidos de direita (União Brasil, Republicanos, PRTB, Mobiliza e DC) e também não representa nenhuma alternativa popular para o povo trabalhador.

Precisamos fortalecer as lutas do movimento sindical, popular e da juventude para lutar contra as políticas ultraliberais e autoritárias do Governo Zema. Votar em partidos e candidatos da base de Zema não traz avanços na luta contra as políticas neoliberais que impulsionam e estão em consonância com o programa do neofascismo e da extrema-direita.

Nos próximos meses, o PCB seguirá nas lutas contra o Governo Zema e em oposição a políticas neoliberais do Governo Lula e do congresso nacional. Na atual conjuntura é fundamental construirmos uma alternativa revolucionária, na perspectiva da construção do poder popular e do socialismo. Vote 21 e lute com o PCB!

Comissão Política Regional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – Minas Gerais.

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Dia Nacional da Liberdade de Imprensa – A luta urgente por uma imprensa livre e independente https://www.poderpopularmg.org/dia-nacional-da-liberdade-de-imprensa-a-luta-urgente-por-uma-imprensa-livre-e-independente/ https://www.poderpopularmg.org/dia-nacional-da-liberdade-de-imprensa-a-luta-urgente-por-uma-imprensa-livre-e-independente/#respond Fri, 07 Jun 2024 22:06:15 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77074 O post Dia Nacional da Liberdade de Imprensa – A luta urgente por uma imprensa livre e independente apareceu primeiro em PCB/MG.

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Matheus Queiroz, jornalista e militante da Unidade Classista em Minas Gerais

Em 1977, um grupo de 3 mil jornalistas assinou um manifesto em defesa da liberdade de imprensa durante a Ditadura Militar, que havia assassinado o também jornalista Vladimir Herzog cerca de um ano e meio antes. Naquela época, o trabalho da imprensa era rigorosamente controlado, com censores dentro das redações apagando qualquer conteúdo crítico à ditadura. Esse corajoso ato de protesto deu origem ao Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, que celebramos hoje.

Ainda hoje, quase 50 anos depois, as instituições brasileiras continuam sua cruzada contra a liberdade de imprensa, com seus persecutores togados e fardados atacando jornalistas no exercício da profissão. Dois casos recentes ilustram bem essa situação: as perseguições sofridas pelos jornalistas Schirlei Alves e Luan Araújo.

Alves, que cobriu o julgamento do empresário acusado pelo estupro de Mariana Ferrer, foi condenada a um ano de detenção em regime aberto e ao pagamento de uma indenização de R$ 400 mil, valor totalmente discrepante da remuneração da profissão em uma clara tentativa de intimidação da categoria. O crime? Expor a crueldade do julgamento, que envolveu a humilhação e tortura psicológica da vítima.

Já Araújo passou de vítima a réu em um processo movido pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que pede sua condenação por injúria e difamação devido a um artigo de opinião publicado no DCM após ser perseguido pela deputada Carla Zambelli às vésperas das eleições de 2022.

Vitórias da luta organizada

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e organizações parceiras levaram a luta pela liberdade de imprensa ao STF, conquistando recentemente importantes vitórias. Em 22 de maio, a Corte concluiu o julgamento de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que abordavam o assédio judicial contra jornalistas. A decisão reconhece que essa prática atenta contra a liberdade de expressão e de imprensa, além de estabelecer medidas para combatê-la.

Na ADI 7055, proposta pela Abraji, o STF definiu o assédio judicial como o ajuizamento de várias ações sobre os mesmos fatos, em diferentes localidades, para constranger jornalistas ou órgãos de imprensa, dificultando ou tornando excessivamente onerosa sua defesa. Na ADI 6792, proposta pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o STF determinou que um jornalista ou veículo de comunicação só pode ser responsabilizado civilmente se for comprovado dolo ou culpa grave no exercício do jornalismo.

Tais vitórias representam um avanço significativo contra a violência estrutural dirigida à imprensa. O relatório anual da ONG Repórteres Sem Fronteiras, inclusive, aponta um aumento na liberdade de imprensa durante o governo Lula. O governo anterior foi marcado por uma hostilidade crescente ao jornalismo, manifestada através de agressões verbais, campanhas organizadas de linchamento virtual e agressões físicas, como no caso dos jornalistas agredidos durante a ação de desmonte dos acampamentos golpistas em Belo Horizonte, no início do ano.

Embora o atual Executivo trate a mídia de maneira mais respeitosa e democrática, uma imprensa “mais livre” não equivale necessariamente a uma imprensa livre. A alta concentração de mídia privada ainda representa um desafio expressivo para o progresso da liberdade de imprensa no país. Cada vez mais, os grandes veículos manifestam sua lealdade aos interesses de acionistas e lobistas, muitas vezes em detrimento do compromisso com a verdade, agindo como uma assessoria que representa os interesses da elite. A discussão, então, deve passar pela regulamentação da mídia contra os monopólios, e as relações mutualísticas entre a grande mídia e o capital financeiro.

A liberdade de imprensa não é, como defende a extrema-direita, uma permissão para difundir mentiras, ódio e preconceitos, mas uma luta contra o domínio do capital financeiro e das entidades privadas que subjugam o jornalismo.

Conclamamos todos os colegas de profissão a se unirem à luta por uma imprensa verdadeiramente livre. É essencial que nos posicionemos!

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Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/ https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/#respond Mon, 18 Mar 2024 15:10:36 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77052 O post Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) apareceu primeiro em PCB/MG.

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“Ninguém no mundo, ninguém na história, conseguiu sua liberdade apelando para o senso moral do seu opressor”
Assata Shakur

Na última quinta-feira, 14 de março de 2024, aconteceu a cerimônia de reinauguração da subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG. Após anos desativada, a categoria, com muita luta, conseguiu reativar um significativo aparelho dos trabalhadores. A reabertura no mês de março foi simbólica, março é o mês que marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Tratando-se de uma categoria majoritariamente feminina, faz-se sempre relevante a referência a uma data que traz à tona o movimento das socialistas comprometidas com a dignidade de todas as mulheres e que abriu caminhos para a Revolução Russa de 1917.

A direção que toma posse da subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG é composta por trabalhadoras e trabalhadores da educação com um histórico de lutas na cidade, destacamos a coordenadora Liliane Tibúrcio, professora da rede estadual de Minas Gerais e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Unidade Classista (UC).

Nos últimos anos, entre as políticas de conciliação de classes e o avanço da extrema-direita neofascista, os sindicatos sofreram severos ataques. Muitos destes aparelhos, descaracterizados, acabaram moldando-se exclusivamente por uma atuação circunscrita a institucionalidade e, por vezes, se burocratizaram. Desse modo, abriu-se uma enorme lacuna entre as direções e suas bases.

Neste sentido, intentamos que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG possa se reconectar com os trabalhadores da educação que atuam na cidade, fortalecendo a luta da categoria, priorizando o chão da escola e agitando o conjunto de trabalhadores. Vale destacar, nas quadras mais difíceis da história o que modifica a correlação de forças não são as agendas dos deputados, tampouco as liminares, mas sim as mobilizações populares.

É importante que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG seja independente, que possua autonomia de classe e que também tenha, entre os trabalhadores, tarefas pedagógicas. É dever do aparelho sindical proporcionar uma formação política que possa dar conta das complexas questões que se colocam na atualidade.

Num cenário de desalento da juventude, faz-se necessário incluí-la entre os embates, pois, pouco se consegue abandonando os filhos da classe trabalhadora que são os principais interessados nas lutas pela educação e que amanhã formarão a próxima geração de lutadores sociais. Face a atual conjuntura, compreende-se que a subsede Sind-UTE Santa Luzia -MG atue como um polo aglutinador na região que, através das disputas ligadas ao campo da educação, consiga buscar unidade entre trabalhadores de diferentes categorias, impulsionando, desta maneira, o avanço nas lutas e pautando a construção do Poder Popular.

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Todo apoio e solidariedade à ocupação Maria do Arraial https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-e-solidariedade-a-ocupacao-maria-do-arraial/ https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-e-solidariedade-a-ocupacao-maria-do-arraial/#respond Tue, 01 Aug 2023 19:04:26 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76992 O post Todo apoio e solidariedade à ocupação Maria do Arraial apareceu primeiro em PCB/MG.

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O Comitê Regional do PCB em Minas Gerais vem manifestar seu apoio e solidariedade aos trabalhadores(as) que no último dia 28 de Julho, ocuparam um imóvel abandonado na região central de Belo Horizonte com o objetivo de transformar o espaço em um local destinado a moradias populares.

A crise social agravada com os efeitos da pandemia de Covid-19, ampliaram as condições de pobreza e desigualdade na sociedade brasileira, aumentando consideravelmente a quantidade de famílias que vivem em condições precárias nas ruas das grandes cidades devido ao aumento do desemprego e do custo de vida. Esse processo impactou as condições de existência das famílias mais pobres, principalmente nas grandes cidades, que sentem ainda mais essa contradição pela falta de políticas públicas para habitação, geração de emprego e renda, entre outros.

Os imóveis abandonados nos grandes centros urbanos só servem para a especulação imobiliária e muitos desses imóveis além de não cumprirem o seu sentido social, ainda possuem débitos tributários milionários que vão se acumulando ad infinito ou são o resultado da massa falida de empresas inadimplentes com suas obrigações com o INSS e a Justiça do trabalho.

O direito a moradia digna é um direito constitucional que deveria ser garantido a toda a população brasileira, em um país aonde há mais imóveis fechados do que gente nas ruas e que na prática alimenta cada vez mais a segregação com a população de rua, intensificando a violência e a discriminação social.

As ocupações são legítimas e necessárias para evidenciar esse descalabro social e a cumplicidade de governos locais com a especulação imobiliária e seus beneficiados.

O PCB manifesta seu apoio ao Movimento de Vilas, Bairros e Favelas e as demais organizações que estão resistindo na ocupação Maria do Arraial e soma-se em defesa da luta pela reforma urbana necessária para pôr fim ao déficit habitacional, em especial com as famílias mais pobres.

PCB-MG

Julho de 2023

Ocupação Maria do Arraial, no Centro de Belo Horizonte | Foto: Comunicação MLB

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Todo apoio à greve das trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da construção civil e das portarias da UFMG https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-a-greve-das-trabalhadoras-e-trabalhadores-terceirizadas-os-da-construcao-civil-e-das-portarias-da-ufmg/ https://www.poderpopularmg.org/todo-apoio-a-greve-das-trabalhadoras-e-trabalhadores-terceirizadas-os-da-construcao-civil-e-das-portarias-da-ufmg/#respond Wed, 04 Jan 2023 15:56:35 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76881 O Partido Comunista Brasileiro, a União da Juventude Comunista, a Unidade Classista e o Movimento por uma Universidade Popular manifestam […]

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O Partido Comunista Brasileiro, a União da Juventude Comunista, a Unidade Classista e o Movimento por uma Universidade Popular manifestam apoio à organização e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras da construção civil e das portarias da UFMG – trabalhadores terceirizados da Conservo – pela garantia dos seus direitos: recebimento de salário e melhores condições de trabalho na UFMG.

Desde o dia 13 de dezembro, os trabalhadores estão em greve pelo não recebimento de salários e benefícios garantidos em contrato entre a Reitoria e a empresa terceirizada. A categoria tem se mobilizado em atos diários conduzidos pelo sindicato da Construção Civil nas portarias do campus Pampulha e nas unidades da Universidade pressionando os responsáveis pela Conservo por respostas sobre a situação da empresa e pelo imediato pagamento dos salários e benefícios atrasados.

As lutas das trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da construção civil e das portarias da UFMG é um movimento de resistência e enfrentamento da classe trabalhadora ante os recentes cortes e contingenciamentos dos repasses financeiros assumidos pelo governo neoliberal de Bolsonaro e Mourão às universidades públicas; das decisões da Reitoria da UFMG em burocratizar o pagamento dos contratos de sua força de trabalho; e ainda da empresa Conservo em surrupiar os salários e benefícios trabalhistas das categorias.

Durante os últimos anos, as universidades brasileiras sofreram diversos cortes e contingenciamentos, sendo o mais recente de montante aproximado de 1,6 bilhão de reais (R$ 1.600.000.000) do MEC. Além disso, ano a ano, o nefasto Teto de Gastos vem impondo cada vez mais limites à educação superior e aos direitos sociais da classe trabalhadora. Ambos os ataques são responsáveis pelo sucateamento da educação pública e representam, em última instância, um projeto privatizante de Universidade. Estes problemas se tornam ainda maiores quando as próprias Administrações das Universidades se subsumem às engrenagens que dão movimento ideológico e material para o capital se reproduzir nas suas estruturas.

Os desdobramentos das políticas neoliberais de precarização do trabalho e da vida, como o teto de gastos, a Reforma Trabalhista e a Reforma Previdenciária, são evidentes na realidade da Universidade. As mobilizações simultâneas dos terceirizados, exigindo seus salários, e de estudantes trabalhadores, exigindo o pagamento das bolsas após o contingenciamento de verbas do MEC, sinalizam que é momento de lutar com unidade, tendo como reivindicação central a revogação das políticas neoliberais de precarização do trabalho nos serviços públicos.

Hoje, a UFMG tem diversos contratos com empresas terceirizadas que são responsáveis pela manutenção e organização da nossa Universidade. Da limpeza à segurança; das reformas à construção; da pintura e iluminação ao paisagismo, trabalhadoras e trabalhadores são contratados sob o tacão de ferro da precarização. Elas/Eles não têm voz nos espaços de deliberação da Universidade ou reconhecimento enquanto parte da comunidade interna acadêmica. As trabalhadoras e os trabalhadores terceirizados, além de direitos suprimidos, sofrem violências e abusos diários de seus empregadores, quase sempre, invisibilizados pela Universidade. Isso se evidencia na relação recente da empresa Conservo com o pessoal da construção civil e portaria. Além das denúncias de assédio moral no trabalho por supervisores também terceirizados, esta empresa não pagou salários e fugiu das negociações com o Sindicato da categoria. Ousadia maior foi a Conservo ameaçar decretar situação de falência no limite das necessidades das trabalhadoras e trabalhadores.

Defendemos uma Universidade que seja voltada verdadeiramente às necessidades da classe trabalhadora: pública, gratuita, inclusiva, de qualidade e de reconhecimento de classe; livre das terceirizações ou de quaisquer outras formas de exploração da força de trabalho das frações estudantis, de professores e de técnicos.

Mobilizar as nossas forças para a composição das lutas, neste momento, em aliança com sindicatos e organizações independentes das categorias terceirizadas, para a garantia do pagamento dos salários e benefícios confiscados dos trabalhadores e trabalhadoras da UFMG, é tarefa imediata e fundamental para avançarmos nas lutas gerais da classe trabalhadora.

Enquanto houver terceirização na UFMG, haverá organização e resistência de estudantes, técnicos administrativos e professores com a classe trabalhadora organizada contra os ataques aos seus direitos.

Pela responsabilidade direta da UFMG e da Conservo no pagamento imediato dos salários e benefícios das trabalhadoras e trabalhadores!

Pelo fim das terceirizações!

Todo o Poder à classe trabalhadora!

Unidade Classista, futuro socialista!

Por uma Universidade Popular! Pelo Poder Popular!

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Expandir sem privatizar: contra a privatização do metrô de BH https://www.poderpopularmg.org/expandir-sem-privatizar-contra-a-privatizacao-do-metro-de-bh/ https://www.poderpopularmg.org/expandir-sem-privatizar-contra-a-privatizacao-do-metro-de-bh/#respond Fri, 23 Dec 2022 19:44:06 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76893 Ignorando as reivindicações e a mobilização da classe, o governo Zema efetuou, no dia 22 de dezembro, o leilão do […]

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Ignorando as reivindicações e a mobilização da classe, o governo Zema efetuou, no dia 22 de dezembro, o leilão do metrô de Belo Horizonte, concedendo-o à iniciativa privada. Pelo valor irrisório de R$ 25,7 milhões, o Grupo Comporte adquiriu a concessão do governo estadual para gerir o transporte público da região metropolitana pelos próximos 30 anos.

Para resistir a este ataque, durante todo o ano de 2022 os metroviários mineiros se mobilizaram contra a privatização, entendendo que esta significa o enfraquecimento dos direitos trabalhistas, o encarecimento do transporte e a priorização dos lucros, em detrimento da mobilidade. Apesar disso, a vitória do projeto privatista se deu com a anuência de Geraldo Alckmin, líder da equipe de transição do governo federal.

A questão da mobilidade urbana está diretamente ligada ao direito à cidade, bandeira central para os comunistas e para toda a classe. De forma imediata, é fundamental garantir a todas as trabalhadoras e os trabalhadores o acesso ao trabalho, aos serviços públicos e ao lazer. Um jovem trabalhador da região metropolitana deve ter o direito de acessar, por exemplo, o parque municipal no centro da cidade, sem grandes dificuldades. Assim como deve ser capaz de acessar o campus da UFMG, maior universidade federal do estado, na região da Pampulha.

Compreendemos o direito à cidade, para muito além do mero acesso, como a participação e a transformação do espaço público sem limites mercadológicos, com o trabalhador agindo sob sua autonomia em uma sociedade sem a divisão por classes.

A periferização e a exclusão dos sujeitos das cidades é um movimento concreto do capitalismo, principalmente em sua forma neoliberal de acumulação. O transporte sequer deveria ser mercantilizado e muito menos os trabalhadores subtraídos dos seus direitos de transitar e de intervir.

Isto posto, sabemos que não basta uma gestão pública para que as contradições desapareçam. Sendo a segregação do espaço urbano um fenômeno próprio do capitalismo, independente do processo de privatização, a classe trabalhadora das periferias belorizontinas tem sido apartada da cidade. Atualmente, o metrô de Belo Horizonte é inacessível para a maior parte da população, tendo em vista a existência de uma única linha, que corre a distância entre algumas poucas estações. A expansão e ampliação das linhas do metrô é uma demanda urgente.

Os defensores da concessão alegam que a expansão das linhas de forma a ampliar o acesso de trabalhadores ao transporte seria impossível sem a entrega do metrô para a iniciativa privada. Esta defesa, porém, não se sustenta quando confrontada pela própria realidade. Para as obras de ampliação, está previsto o investimento público de R$ 3,6 bilhões, enquanto apenas R$ 240 milhões serão investidos pela empresa vencedora do leilão. Deste modo, a privatização não desonera o estado, mas retira a possibilidade de participação pública dos espaços decisórios.

É também mentiroso afirmar que o setor privado possui melhor capacidade de administração dos recursos. Fosse esta uma preocupação real, a responsabilidade não estaria sendo entregue ao Grupo Comporte, que em seus 20 anos de existência, nunca geriu quaisquer serviços de transporte metroviário. O metrô do Rio de Janeiro nos dá um exemplo de como tal argumento está falido: após duas décadas de privatização, a classe trabalhadora carioca enfrenta as consequências do sucateamento, do isolamento das regiões periféricas e do aumento de mais de 1.000% dos preços das tarifas.

A não-expansão do metrô de Belo Horizonte pela administração pública não é consequência de uma suposta incapacidade ou ineficiência do estado, mas representa a escolha política de sucatear os serviços públicos para posterior entrega destes à iniciativa privada. O patrimônio do metrô, com custo estimado em R$ 2 bilhões, foi entregue por apenas 1% do seu valor, cerca de R$ 25,7 milhões. O condicionamento da expansão do metrô à privatização não passa de uma desculpa covarde para o roubo a céu aberto efetuado nesse leilão.

A privatização não traz para a classe trabalhadora quaisquer avanços na sua luta pelo acesso e pelo direito à cidade. Pelo contrário, ela aprofunda o cenário de segregação e periferização, piorando as condições do transporte para os setores mais pauperizados e precarizando o trabalho dos metroviários.

Os comunistas repudiam este ataque do governo Zema, em conluio com o governo Bolsonaro e a burguesia nacional, e a concordância tácita do governo eleito. A UJC seguirá lutando junto às trabalhadoras e trabalhadores do metrô contra toda forma de privatização e pela estatização de todo o transporte público!

EXPANSÃO SEM PRIVATIZAÇÃO!

TODO APOIO À LUTA DOS METROVIÁRIOS!

EM DEFESA DO DIREITO À CIDADE!

Coordenação Estadual da União da Juventude Comunista – Minas Gerais

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