Nota política do PCB-MG sobre as chuvas no estado 

O Partido Comunista Brasileiro (PCB-MG), vem a público prestar toda solidariedade para com as inúmeras famílias mineiras que perderam suas casas e seus parentes em meio as fortes chuvas que vem acontecendo no estado de Minas Gerais. Somente nas ultimas 24 horas 10 pessoas foram mortas em consequência das chuvas em Minas Gerais, totalizando até o momento 19 mortes.  13.756 pessoas precisaram ser desalojadas por risco, e 3.481 pessoas encontram-se desabrigadas, segundo o balanço da Defesa Civil divulgado nesta terça-feira (11/01).

A grande mídia tem noticiado que uma catástrofe natural se abateu sobre o Estado de MG, como se a chuva por si só fosse capaz de produzir esse cenário desolador.

Ao contrário da narrativa midiática, nós do PCB- MG, entendemos que essa catástrofe é produzida pela omissão do governo estadual e federal que ano após ano sabe das intensas chuvas de janeiro e nada e segue sem criar políticas habitacionais e de planejamento urbano nos bairros populares, principalmente por que isso não favorece a especulação imobiliária.

No momento 7 barragens no estado estão sob risco de rompimento, importante ressaltar que esse risco não se da simplesmente em função das chuvas, esse risco é resultado da ação predatória da mineração que, com aval dos governos, tem interesses apenas em garantir seu lucro e não se importa se com isso pessoas vão morrer ou se a natureza será devastada. Estamos sobre constantes ameaças de rompimento de barragens, não bastasse os crimes ambientais da Vale e da Samarco que ceifaram diversas vidas e causaram diversos danos ao nosso estado mais uma vez sofremos com a atuação deletéria da mineração predatória que deixa um rastro de lama e devastação em nossas cidades e estradas.

Denunciamos a omissão e atuação criminosa dos governos de Bolsonaro e Zema diante dessa trágica situação. Estamos diante de uma situação catastrófica para os trabalhadores(as), estamos em meio a uma crise econômica que retirou direitos , reduziu pontos de emprego, impôs a carestia e a fome como modos de vida imposto para a maioria da população. Ademais, essa situação foi agravada pela pandemia mundial de COVID-19, que foi potencializada pela atuação negacionista do governo de extrema-direita de Bolsonaro, que por meio de práticas genocidas levou a morte mais de 600 mil brasileiros(as), além de elevar o empobrecimento da população trabalhadora de nosso país na exata medida em que se concentrou renda e riqueza aos mais ricos, enquanto deixou milhões de trabalhadores na miséria.

Em Minas Gerais o governo negacionista de Zema (NOVO) tem praticado e imposto a mesma política genocida do governo federal. Nesse sentido, Zema e Bolsonaro tem como finalidades de suas gestões: destruir os direitos da classe trabalhadora e transformar o fundo público em lucro para as grandes empresas através das famigeradas privatizações e das draconianas contra reformas.

Denunciamos também a relação promíscua do governo Zema (NOVO), com as mineradoras, pois em meios aos graves crimes cometidos pelas mineradoras, ele flexibilizou a legislação ambiental, reduziu a verba pública destinada a fiscalização da mineração, bem como concedeu licença para a atuação das mineradoras em novas e vastas áreas do Estado.

É fundamental retomar o controle público sobre o processo de produção minerária no Estado, exigir a punição das empresas envolvidas nos rompimentos de barragens, pressionar os órgãos de fiscalização a emitirem pareceres informando a população sobre a situação de segurança de todas as barragens no Estado e suspender as isenções tributárias sobre as mineradoras que tanto oneram os cofres públicos em investimentos necessários em saúde, moradia e educação por exemplo.

Fora Bolsonaro!

Fora Zema!

Pelo poder popular!

Comissão Política Regional do PCB-MG