Arquivos Uberaba - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/uberaba/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 01 Dec 2020 13:22:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Comunistas saem das eleições com a cabeça erguida. Destaque é Ipatinga https://www.poderpopularmg.org/comunistas-saem-das-eleicoes-com-a-cabeca-erguida/ https://www.poderpopularmg.org/comunistas-saem-das-eleicoes-com-a-cabeca-erguida/#respond Tue, 01 Dec 2020 13:22:52 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75333 LEONARDO GODIM

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Daniel Cristiano, na porta da Usiminas, em Ipatinga, agradece os votos ao PCB

De Leonardo Godim para o Poder Popular MG.

Ontem, dia 29 de novembro, deu-se fim ao segundo turno das eleições municipais de 2020. O PCB, que participou das eleições com candidaturas em Belo Horizonte, Betim, Sabará, Ipatinga, Uberaba e Juiz de fora, aglutinou 5794 votos em chapas próprias do PCB em todo o estado. O destaque é Ipatinga, onde a chapa dos comunistas alcançou 3521 votos. Em Juiz de Fora, o partido declarou, no segundo turno, apoio à candidatura de Margarida Salomão (PT), que saiu vitoriosa contra o empresário Wilson Rezato (PSB).

O resultado eleitoral no estado de Minas Gerais confirma a tendência nacional de fortalecimento dos partidos de direita e centro-direita. A composição das Câmaras Municipais segue a mesma direção, acentuada pela nova legislação que impede coligações nas eleições para o parlamento, diminuindo a força dos pequenos partidos no legislativo. Os trabalhadores mineiros, dessa forma, deverão se preparar para anos de duras lutas contra a investida da burguesia em sua contrarreforma do Estado, projeto que vê grande espaço nos partidos burgueses fisiológicos, comumente chamados de “centrão”.

O bolsonarismo, apesar de não ter arrastado nessas eleições tantos votos quanto em 2018, também não deve ser subestimado. Cidades estratégicas, como Ipatinga e Betim, ficaram na órbita do presidente, a primeira com um candidato projetado por Bolsonaro e o segundo com um candidato cujo partido, o PSD, faz parte do compromisso entre o governo federal e o “centrão”, cujo preço foi a concessão de cargos no governo.

Apesar da derrota de um projeto alternativo à reacionária contrarreforma do Estado, as eleições também sinalizam um amadurecimento da esquerda socialista no terreno eleitoral. Em Ipatinga, cidade onde o PCB tem seu melhor desempenho nas eleições em nível nacional, o grande mérito do partido foi apresentar novos nomes e aglutinar uma base mais ampla para a construção do Bloco do Poder Popular. Em Belo Horizonte, a chapa composta por PCB, UP e PSOL alcançou 103.115 votos na eleição para prefeitura, ficando na quarta posição, com uma votação expressiva dos respectivos partidos também nas eleições proporcionais.

Daniel Cristiano, candidato a vereador de Ipatinga, afirma que

“o PCB avaliou a grandeza da militância de Ipatinga, que se colocou a disposição tanto na chapa majoritária, com Diego Arthur e Bruno Anastácio, quanto a importância das mulheres, aposentados, trabalhadores informais, professores e professoras que se colocaram à disposição [de construir] a chapa proporcional”.

Segundo Daniel, que foi o segundo vereador mais votado da cidade mas não foi eleito, o partido avalia que uma chapa completa, com militantes convictos, poderá construir os votos necessários para atingir o quociente eleitoral e eleger legítimos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras para o parlamento municipal de Ipatinga em um próximo momento.

“Para o próximo período – afirmou o secretário político do PCB Ipatinga, Daniel Cristiano –, [nossa tarefa] é continuar a inserção nos movimentos populares, sindicais, esportivos e culturais, para que o partido cresça cada vez mais e para que possamos amplificar a ressonância das pautas do conjunto da classe trabalhadora”.

Com esse direcionamento, o partido buscará atravessar a conjuntura sombria que assola o país e fortalecer a luta da classe trabalhadora rumo ao poder popular e o socialismo.

As eleições do dia 15 de novembro em Ipatinga foram conturbadas. Diversas denúncias de boca de urna foram feitas por fiscais que trabalharam nas eleições. Esse ano, segundo um dos fiscais presentes, esse tipo de atividade ilegal não foi em nada combatida, seja pelo poder judiciário, seja pela polícia. Em diversos momentos os agentes públicos que poderiam ter intervido – visto que a boca de urna é crime – foram alertados, mas a resposta foi nula, levantando questionamentos sobre a conivência destes agentes públicos com o crime eleitoral.

Em Belo Horizonte, a chapa do Partido Comunista Brasileiro recebeu 1052 votos, com destaque para Diego Miranda e Marianna Versiani, jovens comunistas que participaram das eleições pela primeira vez e receberam juntos 675 votos. Mesmo sem eleger um tribuno popular para o parlamento, o PCB  fortaleceu seu diálogo com diferentes setores da cidade através de suas 10 candidaturas, como estudantes, professores, aposentados, trabalhadores do transportes, torcidas antifascistas, mulheres operárias e a classe trabalhadora como um todo.

Em Sabará e Juiz de Fora, o partido lançou duas candidaturas para o legislativo, as do Professor Luis Fernando e a de Patrick, e compôs a chapa majoritária com o PSOL. Em Betim, além do candidato a vereador Amaury Alonso, apresentou a candidatura de Zulu para prefeitura da cidade. Já em Uberaba, foram duas candidaturas nas eleições proporcionais, com Brenda e Beto. Expandir a participação do PCB na vida política das cidades para todas as regiões de Minas Gerais é um dos objetivos do partido neste momento.

Com esse resultado, cabe aos comunistas manter a cabeça erguida e a firmeza nas fileiras do partido e se prepararem para as próximas lutas, partindo de todo acumulo histórico dos comunistas de luta e de defesa do socialismo. Com a inserção nos movimentos operário, popular e cultural, fortalecendo os instrumentos de luta da classe trabalhadora e se preparando para as batalhas decisivas, o PCB poderá contribuir para as mudanças revolucionárias que o Brasil exige e para o desenvolvimento histórico da humanidade até o socialismo.

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Em Uberaba, Brenda 21021 e Beto 21000 são candidatos a vereadores pelo PCB https://www.poderpopularmg.org/uberaba-brenda-21021-e-beto-21000-candidatos-vereadores-pcb/ https://www.poderpopularmg.org/uberaba-brenda-21021-e-beto-21000-candidatos-vereadores-pcb/#respond Tue, 03 Nov 2020 13:33:07 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75257 Brenda é natural de Uberaba (MG), tem 24 anos, é filha de mãe empregada doméstica e de pai motorista, e […]

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Brenda é natural de Uberaba (MG), tem 24 anos, é filha de mãe empregada doméstica e de pai motorista, e tem dois irmãos. Nasceu, cresceu e vive na Vila Arquelau, bairro periférico da cidade. Sente na pele o descaso das elites regionais e do poder público municipal. Ainda que a sua vivência seja na periferia do interior mineiro, a qual não se assemelha às das grandes cidades, a realidade periférica brasileira sempre revela os seus graves problemas socioeconômicos.

É graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), experiência que a possibilitou vislumbrar as múltiplas necessidades do uberabense e do brasileiro. Inseriu-se nas discussões políticas desde muito cedo, participando ativamente do movimento estudantil. Mulher preta, jovem e trabalhadora, Brenda integra e é secretária política do Coletivo Negro Minervino de Oliveira (CNMO), espaço em que atua cotidianamente denunciando o racismo estrutural.

Devido a sua trajetória pessoal e política, Brenda deseja pautar ações que contemplem o povo trabalhador de Uberaba que não tem acesso a direitos básicos. Na saúde, por exemplo, os trabalhadores do município lidam cotidianamente com o descaso e o desrespeito da iniciativa privada e de seus gestores que querem acabar com a saúde pública.

Além disso, quer discutir políticas voltadas para as mulheres que são oprimidas diariamente em uma cidade tão conservadora como Uberaba. E, sobretudo, Brenda se coloca na linha de frente da luta cotidiana por uma sociedade mais justa, igualitária, antirracista e antimachista.

Beto nasceu em São Borja (RS), tem 50 anos, é casado e tem dois filhos. Seu pai trabalhava como bancário no Banco do Brasil, e a mãe era dona de casa. Trabalhou 22 anos no campo, mas também foi churrasqueiro, assessor sindical e trabalhador autônomo. Essa trajetória o pôs em contato desde muito cedo com a dura realidade do interior do Brasil, onde o esforço de muitos trabalhadores garante a riqueza de poucos patrões. É licenciado em História pela também Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e já atuou como professor na rede pública e privada.

Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) desde a sua reorganização em Uberaba, no ano de 2010, Beto conhece a dura realidade dos trabalhadores e das trabalhadoras do campo e da cidade.  Além disso, experiencia os problemas enfrentados pela classe trabalhadora local, que sobrevive do seu baixíssimo salário. Entende o que é o descaso de um sistema capitalista injusto e desigual, cuja dinâmica é a de  favorecimento dos ricos, “em troca”, da  exploração do trabalho dos pobres.

Os trabalhadores de Uberaba, principalmente os que moram nas periferias e no campo, sabem muito bem das dificuldades: é o transporte público caro e de má qualidade; a educação sucateada com professores mal pagos; é a saúde sem recursos, com desperdício de material e constantes queixas da população; os bairros sem a infraestrutura mínima para uma vida  digna e decente, dentre outros problemas.

É por isso que Beto convida todos e todas a construírem, de maneira coletiva, o  Poder Popular. Pois só o povo organizado é que vai resolver os seus próprios problemas e transformar essa sociedade injusta numa outra que venha a acolher a todos, com justiça e dignidade.

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