GUILHERME BOULOS (PSOL)
PRESIDENTE
SÔNIA GUAJAJARA (PSOL)
VICE
Sobre o Boulos
Guilherme Boulos é o pré-candidato à Presidência da República, com a liderança indígena Sônia Guajajara como pré-candidata a copresidenta, numa aliança do partido com diversos movimentos sociais brasileiros.
Boulos é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o MTST, e da Povo Sem Medo, frente de movimentos que vem empenhando enfrentamento fundamental nos últimos anos nas lutas contra o golpe e a retirada de direitos.
O pré-candidato do PSOL é o postulante mais novo da história brasileira: com apenas 35 anos, representa a necessária renovação da política e da esquerda.
Na aliança, construída ao longo de meses de conversas e anos de luta, o PSOL se junta ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a movimentos como o próprio MTST, a Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib), de comunicação e cultura, como a Mídia Ninja e o Fora do Eixo, militantes sindicais e de juventude na frente Povo Sem Medo, além de dezenas de coletivos feministas, antirracistas e da população LGBT.
A aliança se consolidou com a realização da Conferência Cidadã, no início de março, evento dos movimentos sociais que ofereceu os nomes de Boulos e Guajajara como pré-candidatos, seguida da filiação do agora pré-candidato à Presidência ao PSOL e, claro, a Conferência Eleitoral do partido, que oficializou os nomes que compõem a chapa.
Mas quem é Guilherme Boulos? Conheça abaixo um pouco de sua história de luta
Nascido em 1982, Boulos é natural de São Paulo, filho de dois médicos e professores da Universidade de São Paulo (USP). É filósofo, psicanalista, professor e escritor.
Desde a juventude, se interessou pelas lutas democráticas e, em 1997, aos 15 anos, ingressou no movimento estudantil, quando militou na União da Juventude Comunista (UJC). Depois, conheceu o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) – em que permanece militando até hoje.
Aos 18 anos, em 2000, ingressou na USP, onde se formou em Filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Após isso, Boulos deu aulas na rede pública de ensino do Estado de São Paulo.
Dois anos depois de se formar, tomou a decisão de deixar a casa dos pais e mudou-se para a Ocupação Carlos Lamarca, do MTST, em Osasco, grande São Paulo.
Uma frase de Frei Beto define o pré-candidato do PSOL: “Guilherme Boulos é uma das mais jovens e promissoras lideranças de movimentos sociais brasileiros. Dotado de boa formação ética e intelectual, fez uma opção radical, evangélica, pelos mais pobres, concentrando sua atividade no segmento da população sem acesso ao direito de moradia. Modesto, despojado, inteligente, Boulos pôs a sua vida a serviço dos direitos humanos fundamentais”.
A luta de Guilherme Boulos, junto aos milhares de integrantes do MTST, já rendeu frutos com a conquista e entrega de moradias. Hoje o MTST está presente em 14 estados do Brasil e já realizou mais de 60 ocupações.
Desde as jornadas de junho de 2013, Boulos tem se destacado como uma das maiores lideranças políticas brasileiras e esteve na linha de frente da resistência ao golpe parlamentar de 2016 e na campanha pelo Fora Temer e Diretas Já.
Boulos foi um dos fundadores da frente Povo Sem Medo, que se desdobrou no “Vamos! Sem medo de mudar o Brasil”, iniciativa inovadora de construção de programa que realizou mais de 50 reuniões pelo país e envolveu militantes e lideranças de movimentos sociais, partidos, artistas, intelectuais, religiosos e pessoas comuns na discussão sobre o novo Brasil que queremos.
Esse processo, construído nas lutas mais importantes do país nos últimos anos, pavimentou o caminho da aliança que possibilitou a pré-candidatura pelo PSOL.
A consolidação não poderia ser mais forte e simbólica: a Conferência Cidadã reuniu milhares de pessoas, com grande diversidade de diversos movimentos, militantes do PSOL e artistas como Caetano Veloso e Maria Gadú, além de muitos outros.
Sobre a a Sônia
Mulher, nordestina e indígena, Sônia Guajajara é o nome que vai compor, junto com Guilherme Boulos, a chapa do PSOL para a Presidência da República nas eleições de 2018. À frente da coordenadoria executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ela é uma das maiores lideranças ambientais do país, unificando mais de 305 povos em torno de pautas que combatem os interesses dos setores mais poderosos da sociedade brasileira.
É primeira vez na história do país que uma indígena compõe uma chapa para disputar a Presidência da República. A pré-candidatura do PSOL é uma aliança com diversos movimentos sociais e simboliza os mais de 500 anos de luta dos povos oprimidos do Brasil, em defesa de um programa de justiça, igualdade e defesa de direitos.
Sônia é do povo Guajajara/Tentehar, que habita nas matas da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. Filha de pais analfabetos, deixou suas origens pela primeira vez aos 15 anos, quando recebeu ajuda da Funai para cursar o ensino médio em Minas Gerais. Depois, voltou para o Maranhão, onde se formou em Letras e Enfermagem e fez pós-graduação em Educação Especial.
Sua militância indígena e ambiental começou ainda na juventude, nos movimentos de base, e logo chegou ao Congresso Nacional – onde Guajajara foi linha de frente contra uma série de projetos que retiravam direitos e ameaçavam o meio ambiente. Em poucos anos, ela ganhou projeção internacional pela luta travada em nome dos direitos dos povos originários.
Em 2010, ela entregou o prêmio Motosserra de Ouro para Kátia Abreu, à época ministra da Agricultura, em protesto contra as alterações do Código Florestal. Tem voz no Conselho de Direitos Humanos da ONU e já levou denúncias às Conferências Mundiais do Clima (COP) de 2009 à 2017, além do Parlamento Europeu, entre outros órgãos e instâncias internacionais. No ano passado, discursou contra o governo Temer e pela demarcação de terras indígenas durante o Rock in Rio, convidada pela cantora Alicia Keys.
Sônia Guajajara já recebeu vários prêmios e honrarias, como o Prêmio Ordem do Mérito Cultural 2015 do Ministério da Cultura, entregue pela então presidenta Dilma Rousseff. Também foi agraciada com a Medalha 18 de Janeiro pelo Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Padre Josimo, em 2015, e com a Medalha Honra ao Mérito do Governo do Estado do Maranhão, pela grande articulação com os órgãos governamentais no período das queimadas na Terra Indígena Arariboia.
Membro do Setorial Ecossocialista do PSOL desde 2011, Guajajara lançou-se pré-candidata à Presidência da República no 6º Congresso Nacional do partido, em dezembro do ano passado. Com o manifesto “518 anos depois“, propôs uma candidatura indígena, anticapitalista e ecossocialista.
Na Conferência Cidadã, evento de movimentos sociais e artistas que aconteceu em São Paulo no dia 3 de março, entretanto, ela se colocou à disposição para compor a chapa com Guilherme Boulos. Na mesma semana, durante debate entre os pré-candidatos no Rio de Janeiro, retirou oficialmente sua pré-candidatura em favor da aliança.
No dia 10 de março, os 126 delegados da Conferência Eleitoral do PSOL decidiram, sem votos contrários, seu nome para pré-candidata à Vice-Presidência. Agora, segue para fazer construir uma campanha histórica!
“A luta que o MTST faz aqui na cidade é a luta que nós fazemos em nossas aldeias pra garantir nosso território, que é nossa morada, nossa casa. As ocupações da cidade são as nossas retomadas lá no campo. É uma luta só. O que diferencia a gente é o lugar que travamos essa luta. Não podemos mais aceitar as imposições de uma minoria que não representa ninguém, só a si mesma”.

