Arquivos destaque - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/category/destaque/ Poder Popular Minas Gerais Mon, 06 Apr 2026 13:22:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Um ataque ao movimento de luta pelo povo palestino no Brasil https://www.poderpopularmg.org/um-ataque-ao-movimento-de-luta-pelo-povo-palestino-no-brasil/ https://www.poderpopularmg.org/um-ataque-ao-movimento-de-luta-pelo-povo-palestino-no-brasil/#respond Mon, 06 Apr 2026 13:22:37 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77170 O post Um ataque ao movimento de luta pelo povo palestino no Brasil apareceu primeiro em PCB/MG.

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Diferentes faces, um mesmo projeto sionista contra o povo.

Autor: Thomás Carrieri

No dia 26 de março foi publicado o Projeto de lei (P.L.) n.1424/2026 de criação da deputada federal Tábata de Amaral (Partido Socialista Brasileiro – PSB) – aquela que votou a favor da reforma da previdência do governo de Bolsonaro e Mourão (para quem esqueceu). O projeto tem como objetivo classificar o antissemitismo, para embasar políticas públicas. Porém, a classificação proposta por Tábata busca equiparar o antissemitismo com o antissionismo, o que abre um forte precedente para que a luta contra o genocídio do povo palestino seja visto, como um ato de antissemitismo.

Em fevereiro de 2025 o Deputado Federal general Pazuelo (Partido Liberal – PL) – um dos principais responsáveis pelas mortes da pandemia no país, que estava à frente do ministério da saúde em 2020-21, apresentou o P.L. n.472/2025A com mesmo objetivo. Apesar do seu projeto de lei ser mais curto, menos da metade das páginas, ele é mais bruto e honesto que Tabata. Ambos os projetos buscam a mesma caracterização e fazem referência a mesma entidade sionista para definir os termos. 

Vamos primeiramente diferenciar antissemitismo de antissionismo, para entender os perigos deste projeto. Antissemistimo é o ato de racismo religioso voltado ao judaísmo. O antisemitismo tem origens históricas distantes e sua maior expressao culminou na perseguição aos judeus no holocausto. No discurso da extrema direita, com frequência o antisemitismo é explicitado. Recuperando eventos recentes, temos Jair Bolsonaro (PL) tirando foto com uma pessoa vestida como Hitler, e temos o Kim Kataguari (partido missão {fascista}) relativizando mais de uma vez o nazismo.

Antissionismo é a posição contrária ao Sionismo; o Sionismo é uma concepção político-ideológica que defende um estado etnico-racial, base da constituição do estado de israel. Para o Sionismo a terra palestina que israel ocupou é por direito do povo judeu, a legitimidade de seus atos é religiosa e genética. E essas politicas são responsáveis pelo genocidio do povo palestino.

O anti sionismo é uma expressão da luta antifascista na atualidade. Vale pontuar que muitos judeus e muitos israelitas – que é diferente pq existem israelitas não judeus e judeus que não nasceram em israel, hoje são antisionistas, vitimas do holocausto tem vindo a público manifestar indignação com o estado de israel, e ainda muitos israelenses tem sido presos hoje por se recusarem ao serviço militar e por expressarem oposição ao governo Sionista.

Equivaler antissionismo a antisemitismo é ato de má fé, é negar o estado sionista de israel como genocida. É reforçar a propaganda que tenta barrar as críticas a forma fascista do estado de israel como antissemitismo. Assim buscam classificar qualquer crítica contra israel como antissemitismo; o que permite que toda mobilização de denúncia contra os atos do estado israelense sejam rotuladas como antissemisitmo. Palavras de ordem contra o genocídio ou imagens com cores da bandeira da Palestina são classificados como antissemitismo.

Em outros lugares que assistimos governos fazendo tal equiparação assistimos com essa justificativa um aumento da repressão aos movimentos que denunciam o genocídio do povo palestino, como foi o caso de estados dos EUA e vários países da Europa.

Com a propaganda sionista que equipara ambos os termos, assistimos outro problema grave tambem que é não saber reconhecer os casos reais de antisemitismo, para poder denunciar e mobilizar, já que não podemos de forma alguma deixar passar qualquer forma de intolerância religiosa. Além de gerar eventos como a Lepen, dirigente do partido Neonazista francês e filha do fundador do partido Nazista francês, participando de atos contra o Antissemitismo em paris, já que esses atos não são contra o antissemitismo – o pai da Lepen já relativizou as câmaras de gás em discurso público, mas sim contra o povo palestino.

Isto posto, voltemos aos projetos de lei. O P.L. do assassino Pazuelo, apresenta em sua justificativa o seguinte:

“O combate à Discriminação e ao Antissemitismo, equiparando o antissionismo, a manifestação de ódio contra o Estado de israel e a negação do Holocausto à prática do antissemitismo, busca uniformizar e reforçar os mecanismos legais de proteção contra discursos e manifestações que incitam o preconceito. […] Essa equiparação torna explícito que qualquer atitude que, de forma direta ou velada, questione a legitimidade do Estado de israel ou minimiza a gravidade do Holocausto será tratada com rigor, coibindo práticas discriminatórias.”

Já no projeto de Tabata, temos um texto mais rebuscado, que para um desatento até podem parecer justos:

“§ 2º Manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de israel, encarado como uma coletividade judaica.
§ 3º Críticas a israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas.”

Porém existem brechas no projeto da Tabata do Amaral:

“Art. 3º. As políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida.
Art. 4º. O antissemitismo é uma forma de racismo, nos termos da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), com todos os seus efeitos.
§ 1º Os atos criminosos são antissemitas quando os alvos dos ataques, sejam pessoas ou bens, são selecionados porque são judaicos ou associados aos judeus.”

A mesma entidade que o deputado do Partido Liberal colhe a sua classificação de Antissemistimo, é a entidade referência para deputado do Partido “Socialista” Brasileiro. A Aliança Internacional para Memória do Holocausto – International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), uma entidade sionista da qua o governol Bolsonaro integrou o país e o governo Lula nos retirou. Essa entidade, entre as suas classificações sobre Antissemistismo, define que comparar políticas do estado de israel com as políticas do regime nazista seria uma ação antissemita.

Equivaler antissionismo a antissemitismo é um ato de interesse e oportunista. O momento politico no qual este projeto de lei foi apresentado não poderia ser mais inoportuno pois reforça a propaganda do estado de israel que enquadra todas as críticas a sua forma fascista de existir como antissemitismo. Vale lembrar que mas últimas semanas o estado sionista intensificando a perseguição ao povo palestino aprovou a pena de morte para presos palestinos em israel, ou seja, se aprovado esse projeto, denunciar que essa política de israel é semelhante as políticas do nazismo seria considerado um ato antissemita que é um crime.

Usando a caracterização do IHRA, o projeto de lei deixa aberto para que toda a mobilização de denúncia contra atos do estado israelense sejam vistas como antissemitismo. Até mesmo palavras de ordem contra o genocídio ou imagens com cores da bandeira da palestina podem, na caracterização deste projeto, serem vistas como antissemisitismo. E em alguns países da Europa e em alguns estados dos EUA onde foram criadas leis semelhantes a repressão contra o movimento em defesa do povo palestino foi e esta sendo absurda, e pouquíssimo midiatizada.

Nessa movimentação de aprovar o mesmo projeto do Partido liberal, Tabata conseguiu juntar mais 44 assinaturas, de partidos como PL, União, MDB, PSDB, e mais uma série de partidos bem a direita, mas também partidos como o PT, a Rede (partido da federação do PSOL), o PDT, o PV, que tem gente que ainda cisma dizer de esquerda.

1 Dep. Tabata Amaral (PSB/SP)
2 Dep. Gilberto Abramo (REPUBLIC/MG)
3 Dep. Geovania de Sá (PSDB/SC)
4 Dep. Kim Kataguiri (UNIÃO/SP)
5 Dep. Adriana Ventura (NOVO/SP)
6 Dep. Welter (PT/PR)
7 Dep. Heloísa Helena (REDE/RJ)
8 Dep. Amom Mandel (CIDADANIA/AM)
9 Dep. Lucio Mosquini (MDB/RO)
10 Dep. Alexandre Lindenmeyer (PT/RS)
11 Dep. Vander Loubet (PT/MS)
12 Dep. Hugo Leal (PSD/RJ)
13 Dep. Otoni de Paula (MDB/RJ)
14 Dep. Júnior Mano (PSB/CE)
15 Dep. Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE)
16 Dep. Carla Dickson (UNIÃO/RN)
17 Dep. Renata Abreu (PODE/SP)
18 Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV/DF)
19 Dep. Lucas Redecker (PSDB/RS)
20 Dep. Reginaldo Lopes (PT/MG)
21 Dep. Luiz Couto (PT/PB)
22 Dep. Ana Paula Lima (PT/SC)
23 Dep. Greyce Elias (AVANTE/MG)
24 Dep. Laura Carneiro (PSD/RJ)
25 Dep. Delegada Ione (AVANTE/MG)
26 Dep. Rogéria Santos (REPUBLIC/BA)
27 Dep. Luiz Philippe de Orleans e Bra (PL/SP)
28 Dep. Junio Amaral (PL/MG)
29 Dep. Julio Lopes (PP/RJ)
30 Dep. Aureo Ribeiro (SOLIDARI/RJ)
31 Dep. Pedro Paulo (PSD/RJ)
32 Dep. Toninho Wandscheer (PP/PR)
33 Dep. Messias Donato (REPUBLIC/ES)
34 Dep. Paulinho da Força (SOLIDARI/SP)
35 Dep. Gilvan da Federal (PL/ES)
36 Dep. Pedro Aihara (PRD/MG)
37 Dep. Coronel Meira (PL/PE)
38 Dep. Cabo Gilberto Silva (PL/PB)
39 Dep. Pastor Gil (PL/MA)
40 Dep. Luiz Gastão (PSD/CE)
41 Dep. General Pazuello (PL/RJ)
42 Dep. Eli Borges (PL/TO)
43 Dep. Pompeo de Mattos (PDT/RS)
44 Dep. Gilberto Nascimento (PSD/SP)
45 Dep. Gutemberg Reis (MDB/RJ)

Depois de uma certa repercussão, o PT e a Rede (somente esses dois partidos) retiraram suas assinaturas, mas traz aqui duas questões: que assessoria tem esses mandatos que não conseguem ler um projeto desses? E a segunda questão é como até hoje não temos nenhum mandato que paute, com a seriedade necessária, o genocídio em curso contra o povo palestino por parte do estado sionista de israel com suporte dos EUA?

OBS: Por mais que o PT tenha retirado a assinatura do projeto, não podemos nem pensar em passar pano ao partido ou ao governo, já que o projeto foi apresentado pela Tabata, que é do do PSB, partido também do Vice do Lula, Geraldo Alckmin. Ou seja, além de mal assessorados, o governo está de mãos dadas com quem tem representado o movimento sionista e por isso aparenta estar em disputa interna sobre essa questão.

 


 

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PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/#respond Tue, 31 Mar 2026 21:02:57 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77150 O post PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último domingo (29/3), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) comemorou seu aniversário de 104 anos com o lançamento de três pré-candidaturas a deputado estadual em Minas Gerais: Jéssica Carvalho, Thomas Carrieri e Mário Mariano. Eles se juntam à chapa encabeçada pelo professor Túlio Lopes, pré-candidato do PCB ao governo de Minas Gerais.

Realizada no Sindicato dos Trabalhadores Ativos e Aposentados em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Agentes Autônomos (Sintappi-MG), em Belo Horizonte, a atividade contou com militantes históricos do Partidão, como José Francisco Neres, Maria do Carmo Souza Dantas e Emanuel Bonfante; integrantes do Comitê Central e do Comitê Regional do Partido; representantes dos coletivos partidários, como União da Juventude Comunista (UJC), Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e Unidade Classista (UC); e diversos apoiadores e amigos do PCB.

Com 104 anos de luta em defesa da classe trabalhadora, o Partidão apresenta uma chapa aguerrida de pré-candidatos à Assembleia Legislativa:

Jéssica Carvalho

Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei, atualmente mestranda em História na linha Poder e Cultura, também na UFSJ, pesquisa o movimento feminista internacional a partir da perspectiva do trabalho reprodutivo. Iniciou a militância na UJC e hoje constrói de forma coletiva o CFCAM e o coletivo de mães estudantes ‘Mães Resistem’, que luta por políticas públicas de acesso e permanência de mães no ensino superior.

Mário Mariano

Professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, educador popular, já foi presidente e vice presidente da Associação de Docentes da UFVJM e atualmente é tesoureiro da entidade. Foi primeiro vice presidente da Regional Leste do ANDES SN atuando na luta docente de universidades, institutos federais e CEFET de Minas Gerais.

Thomás Carrieri

Professor de matemática pela UFMG, foi coordenador geral do DCE UFMG, é estudante de artes plásticas na UEMG, Brigadista Florestal Voluntário e Membro da diretoria da Associação Cultural José Marti MG de solidariedade a Cuba.

Os três estarão junto ao pré-candidato do PCB ao governo de Minas, professor Túlio Lopes, em atividades pelo estado.

Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais(UEMG), Túlio Lopes atuou no movimento comunitário em BH, no Movimento Estudantil, e atua no Movimento Sindical. Atualmente, Túlio Lopes é presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) e Secretário Político (presidente) do PCB em Minas Gerais.

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Orelha e a “justiça” (da nossa democracia burguesa) https://www.poderpopularmg.org/orelha-e-a-justica-da-nossa-democracia-burguesa/ https://www.poderpopularmg.org/orelha-e-a-justica-da-nossa-democracia-burguesa/#respond Mon, 02 Mar 2026 15:25:05 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77135 O post Orelha e a “justiça” (da nossa democracia burguesa) apareceu primeiro em PCB/MG.

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Análise sobre a justiça burguesa e o caso do cachorro Orelha

Autor: Thomas Aguiar

‘As ideias dominantes de uma época são as ideias da classe dominante’ – Karl Marx

O Orelha era um cachorro comunitário, conhecido e cuidado por todos na região de seu bairro em Florianópolis. Porém, no começo deste ano, adolescentes brancos e ricos da zona sul da cidade acharam engraçado submetê-lo a tortura. Orelha sofreu com espancamento e até com a perfuração de seu crânio com um prego. O animal veio a falecer depois que terceiros o acudiram e o levaram até um veterinário. Também houveram diversos relatos de mais casos de violência contra animais na região. O porteiro que foi responsável por filmar e denunciar os jovens pela ação, foi demitido e ameaçado. Depois da repercussão online, os quatro adolescentes foram identificados na internet, começando um escracho virtual deles. Dois dos adolescentes tentaram fugir para os Estados Unidos com a desculpa de que já estavam com essa viagem marcada, porém devido a mobilização virtual, a denúncia do caso chegou até os estadunidenses, que somado ao ódio destes à imigrantes, fez que os locais se mobilizassem para expulsar os jovens que já retornaram ao Brasil. Agora, estamos esperando o desenrolar e os trâmites legais da justiça, que nunca tarda.. Será?

Estes adolescentes não são monstros ou desumanos, eles são adolescentes ricos. São privilegiados, formados por uma cultura que subjuga as minorias e alimenta um discurso de superioridade sobre outras pessoas e outras vidas. É precisamente essa cultura que os leva a acreditar na impunidade. E essa crença não é infundada: testemunhamos todos os dias casos análogos se repetirem, vemos as injustiças se multiplicarem sem que a tal ‘justiça’ prometida nas raízes da nossa democracia seja concretizada. Mas a democracia assim como a justiça, são burguesas e não servem a todos iguais. 

A ideia de justiça na democracia atual promete processos imparciais para que todos se submetam a ela e aceitem seus efeitos. Mas como vivemos uma democracia burguesa – quem define e rege é quem tem mais dinheiro e mais posses, a justiça representa então essa elite e seus interesses, mesmo penalizando um ou outro rico quando há comoção para fingir que há imparcialidade, estes conseguem privilégios e apoio que qualquer outra pessoa presa não tem – não é atoa que a cela do Bolsonaro hoje é maior que a maioria dos apartamentos de trabalhadores.

Foto do Orelha e comentário de algum defensor dos adolescentes.

É importante lembrar que há 30 anos assistimos um caso que teve uma grande repercussão, e semelhante perversidade e a mesma certeza de impunibilidade. Que foi o assasinato de  Galdino por um grupo de jovens ricos que achou engraçado colocar fogo em uma pessoa que estava dormindo na rua. Galdino Jesus dos Santos estava em Brasília junto a outro indígenas da etnia Pataxó Hã-Hã-Hãe para participar das comemorações do Dia do Indigena, e durante uma noite quando teve problemas com o hotel que estava ficando, decidiu dormir em um ponto de ônibus. Quando acordou, estava em chamas. Galdino foi acudido por terceiros que testemunharam o ocorrido e, com 95% do corpo queimado, faleceu no hospital. Esse caso teve repercussão nacional, e os jovens culpados foram identificados e presos. Quando os jovens ricos descobriram que se tratava de um indigena, alegaram que acreditavam se tratar de uma pessoa em situação de rua como justificativa (?). Um deles menor de idade passou por medidas socioeducativas e os outros quatro foram condenados por homicídio culposo do Galdino, com pena de 15 anos de prisão. Porém durante o comprimento de suas penas, tiveram todos os privilégios da justiça imparcial aos seus dispor, e saíram dos presídios após  somente quatro anos de pena. Hoje, todos os cinco são servidores concursados de diferentes órgãos públicos do nosso querido estado Brasileiro. Esse caso de 30 anos atrás reforça como a justiça funciona e para quem ela funciona, que mesmo um caso de homicídio, em que os jovens ricos mataram um ser humano, a justiça os protegeu, e mesmo depois de 3 décadas, um processo de redemocratização e mais ‘democratização’ dos meios de informação, a justiça continua defendendo os mesmos interesses, a mesma classe, indiferente dos crimes e de suas barbaridades.

Se não fosse o porteiro filmando e a mobilização que houve neste caso, os quatro adolescentes iriam seguir suas vidas, impunes e repetindo as suas ações de barbárie com normalidade. E aqui se estende um problema, porque nem sempre teremos alguém filmando, e nem sempre terá esse alcance, então como assistimos esse caso há milhares que não serão filmados, e mais milhares que não terão tanta repercussão, isso porque esse problema vem também da educação que esses jovens receberam, que não é exclusiva das famílias ricas deles, mas é a regra da nossa sociedade capitalista. Se não conseguirmos mudar desde as bases essa forma de pensar em relação ao próximo e em relação à sociedade – mudar a educação que reforça esse individualismo e egoísmo, estaremos condenados a barbárie desses atos normalizados. 

Com a grande comoção, oportunistas ou/e desinformados começam a clamar pela redução da maioridade penal. Digo, estes até podem ser desinformados e não conseguiram entender até agora que nossa justiça é parcial, preconceituosa, principalmente racista, e que uma mudança na maioridade penal significaria mais jovens presos sem julgamento – hoje esse número é de mais de 200 mil pessoas presas que ainda não tiveram seu processo legal, mas me parece mais que estes sabem o que a mudança na maioridade significa. Além do mais, é necessário entender que a mudança na maioridade penal não mudaria que os jovens assassinos do Orelha consigam se utilizar da justiça para diminuir suas penas igual o fizeram os assassinos de Galdino, enquanto milhares de jovens pobres serão encarcerados sem justiça.

Deveríamos estar pensado na ressocialização desses adolescentes, porém sem confiança na justiça, sem confiança na educação e sem confiança no sistema, as pessoas começam a (e eu entendo, eu não imagino que criminosos fascistas como o nicolas ou esses jovens tenham ressocialização) defender a justiça com as próprias mãos. Entender que uma vingança contra 4 adolescentes não resolve o problema de vários Orelhas, e milhares de injustiças que passamos, e que a melhor arma que temos hoje é a nossa organização frente ao sistema, nos organizar para além do estado burguês, para que possamos fazer frente a este e lutar contra as injustiças, construir o poder popular.

É marcante ver a repercussão de um caso desses, é impossível não perceber que a injustiça  ainda incomoda a maioria das pessoas, mas também é sintomático ver que há sim uma preocupação maior sobre um cachorro do que muitos outros casos de barbárie que parte da população já normalizou ou prefere ignorar. É essencial que a gente entenda que toda vida perdida é trágica, e que a gente consiga se mobilizar assim frente todas as injustiças dessa sociedade. Se organizem. E não deixem que a justiça lhes entristeça, mas nos radicalize.

Justiça para o Orellha.

Justiça ao Galdino.

Contra todas as formas de injustiças.

Pelo Poder Popular!

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Nota de solidariedade à população atingida pelos efeitos da Crise Climática na Zona da Mata Mineira https://www.poderpopularmg.org/nota-de-solidariedade-a-populacao-atingida-pelos-efeitos-da-crise-climatica-na-zona-da-mata-mineira/ https://www.poderpopularmg.org/nota-de-solidariedade-a-populacao-atingida-pelos-efeitos-da-crise-climatica-na-zona-da-mata-mineira/#respond Thu, 26 Feb 2026 20:14:38 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77131 O post Nota de solidariedade à população atingida pelos efeitos da Crise Climática na Zona da Mata Mineira apareceu primeiro em PCB/MG.

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A manhã de 24 de fevereiro foi de intensa dor e apreensão na Zona da Mata Mineira, principalmente nos municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá. Uma intensa concentração de chuvas desde o dia anterior, e parte da madrugada, provocou deslizamentos, alagamentos e transbordamento de rios, provocando destruição, dezenas de vítimas fatais, desaparecidos e milhares de desabrigados. Mesmo após intenso trabalho de limpeza e remoção, ainda existem pontos com grande quantidade de dejetos acumulados, resultando na interdição de vias e prolongando o sofrimento de famílias que tiveram seu cotidiano inviabilizado.

Chamamos de crise climática, pois o fator imediatamente causador dos desastres foi a intensa chuva concentrada, mas é importante identificar responsabilidades humanas nas causas da tragédia. São abundantes as pesquisas que apontam como os eventos climáticos cada vez mais catastróficos têm ligação com o modo de produção que esgota os recursos, produz poluição e lixo, comprometendo irreversivelmente o equilíbrio ecológico. De forma imediatamente relacionada à deterioração dos locais de moradia, a ocupação urbana atende interesses da renda imobiliária, e não as necessidades do povo. Além da especulação, o inchaço de determinadas áreas sobrecarrega a rede de água e esgoto, impermeabiliza o solo, concentra veículos e poluentes; ao mesmo tempo, expulsa parcelas da classe trabalhadora para áreas de risco, sofrendo de forma potencializada as consequências desse processo. Encostas de morros, matas ciliares, nascentes, a fauna e a flora, ficam impedidas de cumprir seu papel de restauradores naturais das condições ambientais.

Às consequências climáticas de um sistema economicamente predatório e socialmente explorador, somam-se as decisões e práticas dos representantes políticos das frações burguesas. A extrema direita favorece o avanço da exploração destrutiva, ao mesmo tempo em que inviabiliza os instrumentos para lidar com a degradação ambiental. Nos últimos dois anos, o governo privatista de Romeu Zema cortou 96% dos recursos destinados à prevenção do impacto de chuvas, com o trabalho dedicado de sua base na ALMG e a comemoração de seus apoiadores neofascistas.

Nós do Partido Comunista Brasileiro – PCB de Juiz de Fora estamos prestando nosso apoio junto às brigadas voluntárias no auxílio dos trabalhos de recepção, triagem e distribuição de doações que a população têm encaminhado, demonstrando a sensibilidade popular às exigências do momento. Nossa militância se solidariza com o povo da Zona da Mata, colocando-se à disposição para todas as tarefas que a situação apresentar. O capitalismo coloca a existência humana em risco; a política da direita é uma ameaça à vida. A cooperação da classe trabalhadora organizada salva. Venceremos!

Partido Comunista Brasileiro – Juiz de Fora/MG

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Vote 21 e lute com o PCB contra o Governo Zema e seus aliados https://www.poderpopularmg.org/vote-21-e-lute-com-o-pcb-contra-o-governo-zema-e-seus-aliados/ https://www.poderpopularmg.org/vote-21-e-lute-com-o-pcb-contra-o-governo-zema-e-seus-aliados/#respond Fri, 25 Oct 2024 21:53:58 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77118 O post Vote 21 e lute com o PCB contra o Governo Zema e seus aliados apareceu primeiro em PCB/MG.

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O Comitê Estadual do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – Minas Gerais, em consonância com as deliberações do Comitê Central do PCB sobre o segundo turno das eleições municipais de 2024, indica o voto nulo em Belo Horizonte e Uberaba. Saudamos o trabalho de nossa militância, que garantiu a realização de mais uma campanha popular do PCB, com candidaturas próprias, em Belo Horizonte (Almeidão e Renata Regina) e Betim (Zulu e Amaury), e apoio a candidaturas de partidos de esquerda e centro-esquerda em outras dezesseis cidades-polo de Minas Gerais.

Em Belo Horizonte, o atual prefeito Fuad Noman (PSD) fez uma gestão neoliberal na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), sucateando os serviços públicos e as empresas públicas municipais, não atendendo às principais reivindicações dos servidores públicos e dos movimentos populares de BH. O PSD é um partido de direita que faz parte da base de apoio ao Governo Zema (‘Novo’). O candidato a vice na chapa de Fuad é Álvaro Damião, do União Brasil (ex-PFL), e sua coligação ainda envolve o PSDB de Aécio Neves e João Leite. Fuad não representa nenhuma alternativa popular à candidatura de extrema-direita de Bruno Engler (PL). O deputado estadual bolsonarista tem como vice a coronel Claudia e conta com o apoio do governador Zema (‘Novo’). PSD e PL fazem parte da base de apoio ao governo ultraliberal e autoritário de Romeu Zema.

Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a disputa se dá entre duas forças da direita: Tony Carlos (MDB) e Elisa Araújo (PSD). A candidatura de Elisa Araújo (PSD) conta com o apoio do partido ‘Novo’, do governador Zema, além de outros partidos de direita (União Brasil, Republicanos, PRTB, Mobiliza e DC) e também não representa nenhuma alternativa popular para o povo trabalhador.

Precisamos fortalecer as lutas do movimento sindical, popular e da juventude para lutar contra as políticas ultraliberais e autoritárias do Governo Zema. Votar em partidos e candidatos da base de Zema não traz avanços na luta contra as políticas neoliberais que impulsionam e estão em consonância com o programa do neofascismo e da extrema-direita.

Nos próximos meses, o PCB seguirá nas lutas contra o Governo Zema e em oposição a políticas neoliberais do Governo Lula e do congresso nacional. Na atual conjuntura é fundamental construirmos uma alternativa revolucionária, na perspectiva da construção do poder popular e do socialismo. Vote 21 e lute com o PCB!

Comissão Política Regional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – Minas Gerais.

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PCB LANÇA RENATA REGINA PRÉ-CANDIDATA A VEREADORA EM BELO HORIZONTE ! https://www.poderpopularmg.org/pcb-lanca-renata-regina-pre-candidata-a-vereadora-em-belo-horizonte/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-lanca-renata-regina-pre-candidata-a-vereadora-em-belo-horizonte/#respond Wed, 10 Jul 2024 23:45:23 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77102 No dia 06 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizou o lançamento da pré-candidatura de Renata Regina para a […]

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No dia 06 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) realizou o lançamento da pré-candidatura de Renata Regina para a Câmara Municipal de Belo Horizonte. O evento aconteceu na Casa de Jornalista, sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais , e contou com a participação de militantes, familiares e amigos do partido apoiadores da pré-candidatura. Renata começou sua atuação política muito jovem. Sua  trajetória teve início na organização do grêmio estudantil em sua escola e hoje já são 25 anos de militância, sempre no PCB. Ela é secretária política (presidenta) do PCB em Belo Horizonte e compõe os comitês Estadual e  Central do Partido. Mulher negra mãe solo, jornalista, fotógrafa e doula, Renata atua pela humanização do parto e do nascimento e tem longa trajetória nas lutas da juventude, do movimento feminista e dos movimentos populares. É fundadora e atual Secretária Política Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e uma das organizadoras do 8 de Março Unificado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Foi diretora de mulheres da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), presidenta da União Colegial de Minas Gerais (UCMG) e integrou a Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista (UJC).

Alessandra Mello – diretora do Sindicato dos Jornalistas

  O lançamento político contou com  mediação de Ingrid Reis e Gabriela Marreco, dirigentes do  PCB-MG. Foram realizadas diversas saudações à pré-candidatura de Renata Regina. Alessandra Mello, diretora do Sindicato dos Jornalistas, marcou presença e afirmou seu apoio, destacando a importância de termos mulheres negras e feministas na Câmara Municipal. Dirlene Marques, que é uma das organizadoras do 8M Unificado RMBH, destacou o papel da pré-candidata na construção do 8 de Março e de uma agenda feminista na cidade. O professor Thiago Camargos ressaltou a longa trajetória política de Renata Regina, desde o movimento estudantil secundarista.

  Em sua fala, Renata destacou a importância e a necessidade de uma candidatura comunista ante ao desafio do próximo processo eleitoral, em que enfrentamos o risco de a extrema-direita assumir a prefeitura e conseguir novamente maioria entre os vereadores. Ela também salientou que, mesmo com tantos desafios – como recursos financeiros reduzidos, falta de espaço no horário eleitoral e constante boicote da mídia burguesa –, é possível realizar um bom trabalho coletivamente, apresentando nossas propostas e conquistando muitos votos, com o objetivo de alcançar uma cadeira na câmara. Renata também informou que o PCB não lançará candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte neste pleito e que segue em processo de diálogo com partidos do seu campo de aliados para chegar a uma definição sobre apoiar formal ou informalmente alguma candidatura. Ela também pontuou que o cenário que vem se consolidando, de uma candidatura que unifique partidos de esquerda e progressistas, pode ser um caminho. Depois da fala da pré-candidata, o espaço foi aberto para declarações de apoio. Após várias manifestações, o lançamento foi encerrado com fotos e um café com quitutes juninos.

Em Belo Horizonte, o PCB se coloca na oposição ao governo do atual prefeito Fuad, que é candidato à reeleição. Kalil, que foi o prefeito reeleito em 2020, e seu vice, que assumiu em 2022, desenvolvem uma política neoliberal e promovem privatizações e retirada de direitos. A classe trabalhadora e a juventude da nossa cidade  necessitam de uma alternativa comprometida com os interesses da imensa maioria da população. Precisamos derrotar o neoliberalismo e a extrema-direita e avançar na construção de uma BH Popular!

  É neste sentido que o PCB apresenta a pré-candidatura de Renata Regina. Através da atuação e do diálogo com o povo trabalhador da nossa cidade, em especial com os diversos movimentos populares, serão discutidas e apresentadas as propostas dos comunistas para Belo Horizonte.

A pré-candidatura da camarada Renata Regina se posiciona em defesa dos serviços públicos (saúde, educação, assistência social) e dos servidores públicos; contra a privatização das empresas e autarquias públicas, pela tarifa zero no transporte público e por mais ciclovias em nossa cidade, em defesa em defesa direitos das mulheres, população negra, LGBTQIA +, quilombolas e povos originários.

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Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/ https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/#respond Mon, 18 Mar 2024 15:10:36 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77052 O post Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) apareceu primeiro em PCB/MG.

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“Ninguém no mundo, ninguém na história, conseguiu sua liberdade apelando para o senso moral do seu opressor”
Assata Shakur

Na última quinta-feira, 14 de março de 2024, aconteceu a cerimônia de reinauguração da subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG. Após anos desativada, a categoria, com muita luta, conseguiu reativar um significativo aparelho dos trabalhadores. A reabertura no mês de março foi simbólica, março é o mês que marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Tratando-se de uma categoria majoritariamente feminina, faz-se sempre relevante a referência a uma data que traz à tona o movimento das socialistas comprometidas com a dignidade de todas as mulheres e que abriu caminhos para a Revolução Russa de 1917.

A direção que toma posse da subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG é composta por trabalhadoras e trabalhadores da educação com um histórico de lutas na cidade, destacamos a coordenadora Liliane Tibúrcio, professora da rede estadual de Minas Gerais e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Unidade Classista (UC).

Nos últimos anos, entre as políticas de conciliação de classes e o avanço da extrema-direita neofascista, os sindicatos sofreram severos ataques. Muitos destes aparelhos, descaracterizados, acabaram moldando-se exclusivamente por uma atuação circunscrita a institucionalidade e, por vezes, se burocratizaram. Desse modo, abriu-se uma enorme lacuna entre as direções e suas bases.

Neste sentido, intentamos que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG possa se reconectar com os trabalhadores da educação que atuam na cidade, fortalecendo a luta da categoria, priorizando o chão da escola e agitando o conjunto de trabalhadores. Vale destacar, nas quadras mais difíceis da história o que modifica a correlação de forças não são as agendas dos deputados, tampouco as liminares, mas sim as mobilizações populares.

É importante que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG seja independente, que possua autonomia de classe e que também tenha, entre os trabalhadores, tarefas pedagógicas. É dever do aparelho sindical proporcionar uma formação política que possa dar conta das complexas questões que se colocam na atualidade.

Num cenário de desalento da juventude, faz-se necessário incluí-la entre os embates, pois, pouco se consegue abandonando os filhos da classe trabalhadora que são os principais interessados nas lutas pela educação e que amanhã formarão a próxima geração de lutadores sociais. Face a atual conjuntura, compreende-se que a subsede Sind-UTE Santa Luzia -MG atue como um polo aglutinador na região que, através das disputas ligadas ao campo da educação, consiga buscar unidade entre trabalhadores de diferentes categorias, impulsionando, desta maneira, o avanço nas lutas e pautando a construção do Poder Popular.

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Luta de classes e os trabalhadores da educação básica de Minas Gerais: o dilema das forças que hegemonizam o aparelho sindical https://www.poderpopularmg.org/luta-de-classes-educacao-basica-minas-gerais/ https://www.poderpopularmg.org/luta-de-classes-educacao-basica-minas-gerais/#comments Thu, 01 Feb 2024 20:16:28 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77040 O post Luta de classes e os trabalhadores da educação básica de Minas Gerais: o dilema das forças que hegemonizam o aparelho sindical apareceu primeiro em PCB/MG.

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Osvaldo Teodoro
Mestre em Educação, Professor efetivo de História da Rede Estadual de Minas Gerais, Militante da Unidade Classista e do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

 

“O que se vê habitualmente é a luta das pequenas ambições (do próprio [interesse] particular) contra a grande ambição (que é inseparável do bem coletivo)”.
Antonio Gramsci

Nos primeiros dias de fevereiro, milhares de trabalhadores da rede básica estadual de educação retornarão às escolas para o início do ano letivo. Em 2023, infelizmente, a categoria colecionou derrotas. Não conseguimos, mais uma vez, avançar para que o estado de Minas Gerais cumpra a legislação vigente e garanta o pagamento do piso salarial, as designações de trabalhadores da educação – expressão da atual precarização das relações de trabalho – seguem naturalizadas (cada ano de forma mais selvagem), o reajuste salarial, efetivado apenas no segundo semestre, estabeleceu-se abaixo do indicado e a categoria ainda sofreu com o pagamento do retroativo em muitíssimas parcelas. Não bastasse, nos últimos dias do ano, os trabalhadores da educação receberam a notícia da negação do rateio do FUNDEB[1]. Na esteira das grandes ameaças, anexa-se o projeto Somar[2], a municipalização das escolas e a inserção de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Vale ressaltar, esta última, asfixiaria direitos vitais para toda a população mineira.

Ora, mas o que estaria obstaculizando, de forma frequente, os avanços mais imediatos da categoria? É verdade que passamos, nos primeiros anos do século XXI, um período de apassivamento da classe ou se preferirmos, para utilizar uma expressão do genial Florestan Fernandes, experimentamos uma “democracia de cooptação[3] forjada na esfera federal, porém, não afastando-se das contradições, reverberando nas relações entre estados e munícipios. O tortuoso desenvolvimento desta via que priorizava a governabilidade como estratégia e, para tanto, na medida em que cedia para setores, entre outros, monopolistas, do agronegócio e do capital financeiro, era obrigado a restringir as demandas populares. O limite deste caminho deu-se em 2016, quando os próprios setores do capital, tão bem tratados neste período, decidiram romper o pacto estabelecido, evidenciando assim os limites da estratégia adotada na última quadra.

A partir de 2016, setores dominantes no Brasil não conseguem manter seus padrões de acumulação, intensifica-se ascensão de uma agenda ultraliberal, assim, pútridas criaturas que habitavam os esgotos emergem à superfície, ganham protagonismo e assumem o poder político. No estado de Minas Gerais o roteiro é muito similar e, nesta toada, eleva-se à condição de governador um personagem caricato e infame, Romeu Zema, eleito através do partido NOVO que possui como bandeira, entre outras atrocidades, a defesa da anarquia do mercado, a gestão empresarial do Estado, as privatizações, a precarização das leis trabalhistas e a supressão dos direitos sociais. Pois bem, seria então a atual conjuntura e as pautas ultraliberais do atual governo mineiro que arrefeceram os avanços das demandas dos trabalhadores da educação de Minas Gerais?

Parece-nos que a resposta desta questão não pode ser construída de forma superficial; é inegável que um governo ultraliberal vai de encontro, ainda de forma mais descarada, aos interesses dos trabalhadores. Entretanto, trabalhadores da educação, muitos deles, ligados ao movimento sindical, insistem na aligeirada ideia de que a culpa da ascensão do atual governo mineiro é de determinados setores da população, inclusive seus companheiros(as) de trabalho, que por “ignorância ou insensatez” elegeram o então mandatário. Essa ladainha, fomentada por setores da atual direção do sindicato da categoria, nos mantém reféns das fracassadas políticas de conciliação do último período.

Essa posição se afirma por uma profunda incompreensão do que é o Estado, assim, não se apanha este aparelho como a expressão das relações sociais de produção, bastaria, desse modo, que a grande maioria da população apoiasse um governo, à primeira vista, mais alinhado com as demandas populares e assim seria possível resolver as assimetrias entre governo e a população. Para além de não se buscar uma compreensão que abarque o contexto histórico, de passar longe do entendimento de uma categoria fundamental, ou seja, a ideologia, nega-se o movimento da formação da consciência de classe que avança e/ou recua de acordo com o grau de desenvolvimento da luta de classes. Assim, não se reflete porque trabalhadores apoiaram determinados projetos, amoldando-se em ideias contrárias aos seus próprios interesses e, muito menos, faz-se possível distinguir os trabalhadores desiludidos com últimos governos de conciliação dos reais inimigos de classe. Verificamos, nesta concepção, um posicionamento antipedagógico (diga-se de passagem, algo alarmante, sobretudo, tratando-se de trabalhadores da educação).

Neste sentido, é necessário mudar o ângulo da análise e nos perguntarmos: qual é a nossa responsabilidade neste conjunto de derrotas? Nesta trama, destacamos o aparelho sindical como essencial. Sabemos dos limites da luta sindical, expostos tão bem por Lenin[4], mas, ao mesmo tempo, não é possível negligenciar a sua importância histórica no desenvolvimento da luta de classes. Nas palavras de Lenin (1977, p. 294):

Os sindicatos representam um progresso gigantesco da classe operária nos primeiros tempos de desenvolvimento do capitalismo, uma vez que significavam a passagem da dispersão e da impotência dos operários aos rudimentos da união de classe. Quando a forma superior de união de classe dos proletários começou-se a desenvolver-se, o partido revolucionário do proletariado (que não merecerá este nome enquanto não souber ligar os líderes à classe e às massas em um todo único e indissolúvel), os sindicatos começaram a manifestar fatalmente certos traços reacionários, certa estreiteza gremial, certa tendência ao apoliticismo, certo espírito rotineiro, etc. Mas o desenvolvimento do proletariado não se realizou e nem podia realizar-se em nenhum país de outra maneira senão por meio dos sindicatos e por sua ação conjunta com o partido da classe operária.

Decerto, é possível notar, quando direções sindicais defendem determinadas posições empobrecidas, destaca-se, como citado acima, traços reacionários, estreiteza gremial, e uma certa tendência ao apoliticismo. Ao passo que não se pode atribuir exclusivamente o conjunto de derrotas da categoria as incipientes ações sindicais, ao mesmo tempo, não podemos deixar de estabelecer conexões. No último período, para além de ouvir que “a culpa é do Zema[5] ou “a culpa é de quem votou no Zema” (refletindo a posição simplificada de que bastaria ter votado em outro), obtivemos adesões insatisfatórias às paralisações, constatamos a incondicional aposta no poder judiciário – ignorando o seu conteúdo de classe –, observamos a tutela das demandas dos trabalhadores para determinados deputados, ou seja, o confinamento da luta de classes à via institucional.

Ora, não há como lutar apenas com as armas concedidas pelos inimigos, não se pode circunscrever o movimento ao burocratismo, pode-se, menos ainda, afastar as bases da direção. O que modifica a correlação de forças nas quadras mais difíceis da história é a pressão popular, é o movimento de massas, é a ação organizada dos trabalhadores e um sindicato legitimamente classista tem um papel preponderante nesta articulação. Neste sentido, a partir do verificado, é possível apanhar um dilema; por um lado, ou as forças políticas que hegemonizam a luta sindical dos trabalhadores da educação básica de Minas Gerais se fundamentam na ausência de táticas que estejam articuladas com qualquer estratégia concreta ou, por outro lado, se estabelece, entre esses companheiros(as), a crença otimista nas possibilidades da pequena política.[6].

No rol das ameaças já citadas, em boa medida, só foi possível frear, ainda que de forma momentânea”, o RRF pelo protagonismo da Frente Mineira em Defesa do Serviço Público, um agrupamento de várias entidades e movimentos sociais no qual estão inseridas organizações que não se pautam apenas pelas articulações palacianas, tampouco apostam todas as suas cartas em ações judiciais e, algumas delas, não costumam rifar a sorte dos trabalhadores entre os interesses dos deputados. A prática social deve ser encarada como artífice para a elaboração das nossas lutas, ou fazemos e refazemos autocrítica de forma constante das nossas ações, dando um giro no nosso aparelho sindical, radicalizando nossas ações, inserindo-se na batalha das ideias, conectando-se com outras categorias na busca por unidade, envolvendo a juventude, mediando o avanço da consciência de nossos companheiros(as) a partir de ações que devem ser construídas de baixo para cima, isto é, num total intercâmbio entre a base e a direção, ou, neste ano que começa, a categoria dos trabalhadores da educação básica de Minas Gerais estará fadada a colecionar mais derrotas.

 

Referências:

  1. I. LÉNINE. Obras Escolhidas de V. I. Lénine. Edição em Português da Editorial Avante, 1977, t3, pp 275-349. Traduzido das Obras Completas de V. I. Lénine; 5ª Ed. russo t.41 pp 1-104

 

[1] Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

[2] O Projeto Somar tem como objetivo transferir a administração de escolas estaduais para a iniciativa privada. É um claro movimento de drenar recursos públicos para iniciativa privada, além de intensificar a formação dos filhos da classe trabalhadora a partir de ideologias ultraliberais.

[3] Para Fernandes […] a democracia de cooptação tem como função a integração esterilizante das pressões dos de baixo, permitindo a articulação política “entre os mais iguais” em nova forma; promove, ao mesmo tempo, o consentimento das classes; pressupõe interesses-valores variados em conflito na cena política, a institucionalização do poder político excedente, abertura para os “de baixo”, para os movimentos de protestos, promovendo a manutenção de um capitalismo dependente bem como um sistema democrático restrito. Ver: FERNANDES, Florestan. A revolução Burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

[4] Ver: LENIN. Que fazer? Problemas candentes de nosso tempo. Expressão Popular, 2015.

[5] Vale lembrar o destaque que Marx fez no livro I d’O Capital: “De modo algum retrato com cores róseas as figuras do capitalista e do proprietário fundiário. Mas aqui só se trata de pessoas na medida em que elas constituem a personificação de categorias econômicas, as portadoras de determinadas relações e interesses de classes. Meu ponto de vista, que apreende o desenvolvimento da formação econômica da sociedade como um processo histórico-natural, pode menos do que qualquer outro responsabilizar o indivíduo por relações das quais ele continua a ser socialmente uma criatura, por mais que, subjetivamente, ele possa se colocar acima delas (2017, p. 115-116).

[6] A pequena política está relacionada a manutenção e/ou a legitimação das conexões de poder entre dirigentes e dirigidos, está prática estaria ligada a política cotidiana, das intrigas, dos jogos que se dão no interior dos palácios, apresentando-se sempre de forma parcial e por dentro de uma estrutura determinada. Ver: GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Vol. 3. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2013.

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NOTA POLÍTICA DO PCB UBERLÂNDIA-MG

A célula de Uberlândia do Partido Comunista Brasileiro reafirma seu compromisso com a defesa do Partido, de suas instâncias organizativas e das resoluções do XVI Congresso de 2021, bem como rechaça qualquer atitude fracionista fomentada no interior de nossas fileiras. Trata-se não apenas de um ataque a nivel nacional direcionado contra um Partido cuja história está inscrita na formação social do Brasil, mas também de uma atitude irresponsável que tem consequências na atuação do PCB enquanto operador local da revolução brasileira.

Não é de hoje que as tentativas de liquidar o partido repercutem localmente. A atuação do PCB em Uberlândia, através das lutas de figuras históricas como Elson Costa e Olivia Calábria, entre outros e outras camaradas, existe desde os anos 1940, resistindo inclusive aos períodos em que o Partido foi colocado na ilegalidade. A tentativa de liquidação dos anos 1990 teve como consequência um recuo nacional e local do PCB, de modo que somente a partir de 2014 a célula do Partido volta a se reorganizar em Uberlândia. Isso indica que o Partido tem história e memória, que tem uma estrutura organizacional capaz de perdurar no tempo, de se adaptar à conjuntura persistindo em seus princípios.

Nos últimos meses, uma corrente, cujas teses na sua grande maioria foram derrotadas no XVI Congresso, tem tentado criar uma tendência interna no Partido, valendo-se das redes sociais, que são empresas privadas, para realizar um debate externo dessa disputa interna. O PCB é um partido marxista-leninista, regido pelo centralismo democrático, o que significa liberdade interna de discussão com unidade de ação. Tal unidade implica a inexistência de tendencias internas. A liberdade interna de discussão, por sua vez, deve se pautar pela camaradagem, pois nossas divergências devem nos fortalecer para avançarmos na construção de uma sociedade comunista, isto é, que se organiza de cada qual segundo suas capacidades e a cada qual segundo suas necessidades.

Nunca desistiremos do diálogo. Mas aqueles que militam por outras organizações não são militantes do PCB, nem falam em nome do Partido nem dos coletivos. Rechaçamos toda tentativa de sequestro de nossos símbolos, de nossas estruturas materiais e financeiras, assim como de nossas redes sociais.

FOMOS, SOMOS E SEREMOS COMUNISTAS.

Uberlândia, 20 de agosto de 2023.

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EM DEFESA DO PCB NA LUTA CONTRA O FRACIONISMO E O LIQUIDACIONISMO! https://www.poderpopularmg.org/em-defesa-do-pcb-na-luta-contra-o-fracionismo-e-o-liquidacionismo/ https://www.poderpopularmg.org/em-defesa-do-pcb-na-luta-contra-o-fracionismo-e-o-liquidacionismo/#respond Tue, 15 Aug 2023 20:29:13 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77008 EM DEFESA DO PCB NA LUTA CONTRA O FRACIONISMO E O LIQUIDACIONISMO! Nos últimos meses integrantes de um grupo fracionista, […]

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EM DEFESA DO PCB NA LUTA CONTRA O FRACIONISMO E O LIQUIDACIONISMO!

Nos últimos meses integrantes de um grupo fracionista, oportunista e liquidacionista autoproclamado Reconstrução Revolucionária (PCB-RR) vem atacando abertamente o Partido Comunista Brasileiro (PCB), suas instâncias e suas direções. Não se trata de um “movimento” e sim de uma outra organização política que não faz parte da estrutura política-organizativa do PCB e de seus coletivos. Os ataques deste grupo chegam ao ponto de apresentar nas redes sociais informações sobre nossa atuação, questões pessoais e profissionais. Utilizam-se da mesma prática de grupos da extrema-direita e das forças repressivas para buscar atingir seus objetivos, ou seja, acabar com o PCB e seus coletivos.  Apresentam falsas narrativas com palavras repetidas pelas redes sociais, calúnias e recorrentes tentativas de difamação contra o PCB e sua direção coletiva. O Comitê Regional do PCB manifesta seu total repúdio frente às ameaças e aos ataques pessoais contra nossos/as dirigentes comunistas.  Os integrantes “anônimos” deste grupo utilizam da tática diversionista da pequena política para esconder suas reais intenções e contradições. Repetem as práticas bolsonaristas nas redes sociais para atacar as direções do Partido e tentar liquidar o PCB. Estão fazendo o jogo da extrema-direita e contribuindo com nossos inimigos e adversários na luta de classes. 

Afirmam categoricamente, sem nenhum fundamento, que o PCB deu um giro à direita em sua política e que abandonamos o marxismo-leninismo e o centralismo-democrático. Este grupo vem apresentando suas posições ultra-esquerdistas típicas do revolucionarismo pequeno-burguês e não contribuirá na construção da unidade dos comunistas e muito menos na luta para avançar na construção do Poder Popular, na perspectiva da revolução socialista brasileira e do socialismo-comunismo. Menosprezam nossa legalidade fruto da luta e sangue de diversos/as camaradas que construíram o PCB em diferentes momentos de nossa história. O PCB não recebe recursos do fundo partidário, nem dispõe de tempo de propaganda no rádio e na TV. A propaganda anticomunista cresceu nos últimos anos e mesmo assim querem que o PCB abandone a luta política em prol do abstencionismo ou do apoio a candidaturas de outros partidos. O PCB em Minas Gerais segue em oposição ao Governo ultra-liberal e autoritário de Romeu Zema (NOVO) mantendo sua independência de classe e defendendo sua linha política revolucionária.

Romperam com o centralismo-democrático ao atuarem como uma tendência organizada, disfarçada e agora ostensiva, dentro do PCB, da juventude comunista e dos nossos coletivos. Rasgaram nosso estatuto e resoluções e tentam utilizar e instrumentalizar nossos coletivos em torno de debates corporativistas e autonomistas para promover uma cisão em nossas fileiras. Nossa história centenária de lutas não lhes pertencem. Somos integrantes de um Partido Comunista, marxista-leninista, revolucionário, internacionalista, um partido centenário e inserido na luta de classes em Minas e no Brasil. 

Rejeitamos a tentativa de usurpar e sequestrar nossa história, símbolos, estrutura material e redes sociais. Vamos superar dialeticamente esta “crise” provocada por integrantes deste grupo que já tinham outros objetivos antes de toda a exposição forçada de questões internas nas redes sociais e na imprensa comercial burguesa. Reafirmamos nosso compromisso com o PCB, seu estatuto, suas resoluções e instâncias e com nossa luta incansável e ininterrupta contra a exploração capitalista e todas formas de opressão.  Seguimos construindo o PCB, a juventude comunista, nossa corrente sindical e nossos coletivos partidários. Respaldamos as coordenações estaduais da corrente sindical Unidade Classista (UC), da União da Juventude Comunista (UJC) e do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) que mantêm conforme seus estatutos e resoluções, sua estrutura política-organizativa e seus vínculos políticos, ideológicos e estruturais com o PCB.  

Nossa história não começou há pouco tempo, nem está reduzida a apenas um indivíduo. Reconstruímos o PCB em Minas Gerais com camaradas que constroem o PCB há décadas e novos militantes que através de sua militância em suas células, núcleos e comitês de base participaram ativamente deste trabalho coletivo. O PCB enfrentou e derrotou duas ditaduras militares em Minas e no Brasil, lutou e derrotou o liquidacionismo em nossas fileiras em 1992 e irá derrotar este  liquidacionismo que se apresenta com forma e conteúdo diferenciado, mas que comunga dos mesmos métodos e convergem no objetivo de acabar com esta história de lutas. 

Nas praças, nas ruas, nas lutas o primeiro! E viva o Partido Comunista Brasileiro!

Dos vales de Minas ao triângulo mineiro e viva o Partido Comunista Brasileiro!

Não é mole não, não é mole não, é impossível acabar com o Partidão!

Viva o Partido Comunista Brasileiro (PCB)! Fundado em 25 de março de 1922. 

Até a vitória sempre!

Saudações comunistas e pecebistas!

Minas Gerais – 15 de agosto de 2023.

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