Arquivos Thomas Carrieri - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/thomas-carrieri/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 11 Aug 2026 01:04:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, assina carta-compromisso das entidades representativas dos servidores públicos estaduais https://www.poderpopularmg.org/professor-tulio-lopes-candidato-do-pcb-ao-governo-de-minas-gerais-assina-carta-compromisso-das-entidades-representativas-dos-servidores-publicos-estaduais/ https://www.poderpopularmg.org/professor-tulio-lopes-candidato-do-pcb-ao-governo-de-minas-gerais-assina-carta-compromisso-das-entidades-representativas-dos-servidores-publicos-estaduais/#respond Thu, 30 Jul 2026 23:43:27 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77211 O post Professor Túlio Lopes, candidato do PCB ao governo de Minas Gerais, assina carta-compromisso das entidades representativas dos servidores públicos estaduais apareceu primeiro em PCB/MG.

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O candidato do PCB ao governo do Estado de Minas Gerais, Professor Túlio Lopes, participou na última terça-feira, 28/07, da sabatina realizada no Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais (Sindafa-MG) em conjunto com 23 associações e sindicatos do funcionalismo público estadual. Túlio esteve acompanhado do candidato a vice-governador, Warlen Nunes, que também participou do evento.

A “Conversa com o Candidato” foi uma ação promovida pelas entidades para pactuar com os concorrentes ao governo a valorização dos quadros estaduais, a realização de concursos, a garantia de direitos e a consolidação das instituições públicas. A participação do Professor Túlio Lopes e de Warlen Nunes pode ser conferida na íntegra no canal da AFFEMG no YouTube.

Confira a entrevista na íntegra:

Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público Mineiro

Na ocasião, representantes das 24 entidades entregaram aos candidatos a Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público Mineiro, que reúne as principais pautas e diretrizes das categorias. Construída de forma consensual entre os sindicatos e associações, a carta sintetiza as principais reivindicações do funcionalismo público estadual.

Os candidatos do PCB, Professor Túlio Lopes e Warlen Nunes, assinaram a Carta-Compromisso na íntegra. Túlio relembrou sua trajetória à frente da Associação dos e das Docentes da UEMG (ADUEMG) e reafirmou seu compromisso com a valorização dos servidores, com todos os pontos elencados no documento e as propostas apresentadas. 

Conheça os pilares fundamentais da Carta-Compromisso:

  • Política salarial e valorização: Respeito à data-base de 1º de outubro, recomposição das perdas inflacionárias acumuladas e atualização dos planos de carreiras.
  • Fortalecimento do Ipsemg: Aumento de aportes estaduais, realização de concursos públicos e expansão da rede de atendimento à saúde no interior.
  • Previdência e seguridade social: Fim da contribuição de aposentados e pensionistas, além da revisão das regras estaduais de pensão por morte.
  • Proteção do serviço público: Fim da terceirização em funções típicas de Estado, realização de seleções periódicas e interrupção de privatizações.
  • Justiça fiscal: Transparência e revisão da política de isenções fiscais a grandes empresas, com o objetivo de assegurar o equilíbrio das contas sem penalizar o funcionalismo.

Confira na íntegra o conteúdo da Carta-Compromisso:

“Carta-Compromisso em Defesa do Serviço Público do Estado de Minas Gerais – Manifestação unificada das entidades sindicais e representativas do serviço público estadual dirigida aos candidatos e candidatas ao Governo de Minas Gerais.

Ex.mo Sr. Túlio Lopes,

Com o intuito de contribuir com o debate democrático que se intensifica na atual conjuntura eleitoral, as entidades representativas dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais encaminham a presente Carta-Compromisso, construída a partir do consenso entre as mais diversas categorias do funcionalismo estadual.

O serviço público de Minas Gerais tem resistido, no decurso dos últimos anos, ao aprofundamento da desvalorização das carreiras públicas e ao sucateamento de órgãos e serviços essenciais, com a expansão irrestrita das terceirizações, inclusive para funções típicas de Estado, e crescente desequilíbrio na política fiscal, o que submeteu as políticas públicas de Minas Gerais a uma década de severas vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal, fragilizando os serviços imprescindíveis, sobretudo, às populações mais vulneráveis socioeconomicamente.

Diante do contexto, torna-se primordial estabelecer um novo pacto em defesa do Estado e dos serviços prestados à população mineira. Nesse sentido, as entidades signatárias apresentam as reivindicações conjuntas a seguir, com o intuito de robustecer as proposições necessárias frente aos desafios que a próxima administração enfrentará.

  1. Política salarial e valorização das carreiras — A revisão geral anual da remuneração dos servidores constitui obrigação prevista no art. 37, X, da Constituição Federal e na Lei Estadual nº 19.973/2011, que instituiu a política remuneratória dos servidores públicos estaduais e fixou a data-base em 1º de outubro. O descumprimento dessa obrigação produziu perdas salariais históricas e ampliou desigualdades entre as carreiras. Reivindicamos: (I) assegurar a revisão geral anual na data-base de 1º de outubro, conforme determina a norma; (II) elaborar um plano estadual de recomposição das perdas inflacionárias acumuladas desde a instituição da política remuneratória estadual; (III) atualizar os planos de carreira vigentes, reduzindo distorções e promovendo maior isonomia entre as categorias; (IV) cumprir integralmente os acordos coletivos firmados entre o Estado e as entidades representativas das categorias, inclusive aqueles homologados judicialmente e ainda pendentes de implementação; (V) fortalecer a negociação coletiva por meio da instituição de Mesa Permanente de Negociação com as entidades representativas; (VI) garantir vencimento básico nunca inferior ao salário mínimo nacional.
  2. Fortalecimento do IPSEMG — A preservação do IPSEMG é condição essencial para assegurar assistência à saúde aos servidores públicos estaduais. Reivindicamos: (I) ampliar os investimentos e a participação do Estado no IPSEMG; (II) realizar concurso público para recomposição dos quadros do Instituto; (III) fortalecer o Hospital Governador Israel Pinheiro e as unidades em funcionamento; (IV) criar novas unidades regionais e ampliar as unidades da rede própria; (V) expandir a rede credenciada em todo o estado, contemplando mais especialidades, exames e procedimentos; (VI) reestruturar as unidades regionais do IPSEMG para atendimento aos servidores.
  3. Previdência e Seguridade Social — essenciais para garantir segurança financeira e dignidade humana após décadas de dedicação e contribuição ao serviço público. Reivindicamos: (I) revogar a contribuição previdenciária incidente sobre aposentados e pensionistas, com imediata suspensão de sua cobrança; (II) constituir grupo de trabalho destinado à elaboração de propostas de aperfeiçoamento das regras previdenciárias, abrangendo, entre outros temas, a revisão das tabelas progressivas, a ampliação do teto de isenção da contribuição previdenciária, o aperfeiçoamento das regras de aposentadoria decorrente de acidente de trabalho, o reconhecimento da conversão do tempo de serviço prestado em condições de insalubridade e a revisão das regras aplicáveis à pensão por morte.
  4. Defesa do serviço público e do patrimônio público — O fortalecimento da Administração Pública exige a valorização dos seus servidores e a preservação das instituições públicas que prestam serviços estratégicos. Reivindicamos: (I) interromper imediatamente a política de terceirização no serviço público e a substituição de servidores efetivos por contratos precários em atividades permanentes; (II) realizar concursos públicos para recomposição da força de trabalho; (III) fortalecer as carreiras públicas como garantia de continuidade, eficiência e impessoalidade administrativa; (IV) proteger as empresas estatais mineiras e interromper os processos de privatização em curso, considerando seus impactos sociais, econômicos e estratégicos.
  5. Justiça fiscal e fortalecimento das finanças públicas — O equilíbrio fiscal não pode ser alcançado exclusivamente mediante restrições aos serviços públicos e aos direitos dos servidores, enquanto cresce o volume de benefícios fiscais concedidos sem adequada transparência na avaliação de seus resultados. Reivindicamos: (I) rever a política estadual de benefícios fiscais, com ampla transparência e avaliação periódica do cumprimento das contrapartidas, e de seus impactos econômicos e sociais, como geração de emprego, renda e desenvolvimento regional; (II) suspender imediatamente a concessão de benefícios fiscais que comprometam a arrecadação estadual ou perpetuem as restrições decorrentes da Lei de Responsabilidade Fiscal, com prejuízo à qualidade dos serviços públicos; (III) construir um modelo de equilíbrio fiscal que distribua de forma justa os esforços entre despesas e receitas públicas, preservando a capacidade do Estado de investir em seus servidores e na ampliação da prestação de serviços à população.

As entidades signatárias apresentam esta pauta como expressão dos interesses permanentes do Estado Democrático e da sociedade mineira. Esperamos dos candidatos e candidatas o compromisso público com sua incorporação aos respectivos programas de governo, reafirmando que a valorização dos servidores públicos, o fortalecimento das instituições estatais e a responsabilidade fiscal socialmente equilibrada são condições indispensáveis para um projeto de desenvolvimento sustentável, democrático e comprometido com os direitos da população de Minas Gerais.

Nós, representantes das trabalhadoras e trabalhadores do serviço público mineiro, permaneceremos unidos, mobilizados e à disposição para construção conjunta das soluções aqui propostas. Assinam, respeitosamente, as seguintes entidades sindicais: 

ADUEMG – Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais.
AFFEMG – Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas.
APPMG – Associação de Professores Públicos de Minas Gerais.
ASCON-IPSEMG – Associação de Contribuintes do Regime Próprio de Previdência e Assistência Social dos Servidores Públicos do Estado de Minas Gerais e Pensionistas.
ASIVERDE – Associação Integrada dos Servidores Públicos do Meio Ambiente e Correlatos de Minas Gerais.
ASSEMINAS – Associação dos Exatores do Estado de Minas Gerais.
ASSIMA – Associação dos Servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária.
ASTHEMG – Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais.
SINDAFA – Sindicato dos Fiscais Agropecuários e Fiscais Assistentes Agropecuários de Minas Gerais.
SINDEPOMINAS – Sindicato dos Delegados de Polícia Civil no Estado de Minas Gerais.
SINDIFISCO – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, Fiscais e Agentes Fiscais de Tributos do Estado de Minas Gerais.
SINDPOL – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais.
SINDPÚBLICOS – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público no Estado de Minas Gerais.
SINDPROS – Sindicato do Profissional de Enfermagem, Auxiliar de Apoio da Saúde, Técnico Operacional da Saúde, Analista de Gestão e Assistência à Saúde. 
SIND-SAÚDE – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais.
SINDSEMA – Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente no Estado de Minas Gerais.
SINFAZFISCO – Sindicato dos Gestores e Auditores Fiscais do Estado de Minas Gerais.
SINDSISEMG – Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado de Minas Gerais.
SINTDER/ SINTTOP – Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Transporte e Obras Públicas do Estado de Minas Gerais.
SISIPSEMG – Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais.

Belo Horizonte, 28 de julho de 2026.”

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Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Minas Gerais oficializa chapa para eleições de 2026 em Convenção Partidária na ALMG https://www.poderpopularmg.org/partido-comunista-brasileiro-pcb-de-minas-gerais-oficializa-chapa-para-eleicoes-de-2026-em-convencao-partidaria-na-almg/ https://www.poderpopularmg.org/partido-comunista-brasileiro-pcb-de-minas-gerais-oficializa-chapa-para-eleicoes-de-2026-em-convencao-partidaria-na-almg/#respond Sun, 26 Jul 2026 23:31:46 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77200 O post Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Minas Gerais oficializa chapa para eleições de 2026 em Convenção Partidária na ALMG apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último sábado, dia 25 de julho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou a chapa que disputará as eleições de 2026 em Minas Gerais em sua Convenção Partidária. A chapa própria dos comunistas é encabeçada pelo ex-presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG), Professor Túlio Lopes, como candidato a governador e conta com Warlen Nunes como candidato a vice-governador. A chapa conta também com três candidaturas próprias para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais: Jéssica Carvalho, José Augusto Bernardes (Zulu) e Mário Mariano.

A Convenção Partidária foi realizada no período da tarde, no Auditório José de Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento contou com saudações de representantes do Comitê Central do PCB, da corrente sindical do partido, a Unidade Classista, da juventude do PCB, a União da Juventude Comunista (UJC), do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM), da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL).

Militantes históricos do movimento comunista também estiveram presentes, como Arutana Cobério Terena, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte pelo PCB, José Francisco Neres, ex-vereador de Sabará e último preso político da ditadura a ser libertado em Minas Gerais, Antônio Almeida, líder histórico do Movimento Comunitário Ecológico, e Diva Moreira, cientista política e ativista do movimento negro. Por fim, foi feita uma homenagem à camarada Maria Emília, falecida no último mês. Maria Emília foi militante histórica do movimento comunista, participando da Resistência Armada contra a Ditadura Empresarial-militar brasileira e chilena, que ingressou posteriormente no PCB contribuindo decisivamente na reorganização do Partido nos anos noventa. 

Quem é Túlio Lopes

A pré-candidatura do professor Túlio Lopes é uma alternativa de esquerda e popular que surge da luta dos docentes da UEMG e dos servidores públicos estaduais em construção conjunta com lideranças de movimentos sindicais, populares, estudantis, ambientais e culturais. Túlio é professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e ex-presidente da Associação dos Docentes da UEMG (ADUEMG) – Seção Sindical do ANDES – Sindicato Nacional. Atualmente, é secretário político (Presidente) do PCB em Minas Gerais e integrante do Comitê Central do Partido.

Túlio já foi o candidato do PCB a governador de Minas Gerais nas eleições de 2014 tendo como vice o advogado Roberto Auad. Em 2018 candidatou-se a senador tendo como suplentes a advogada Eloísa Aquino e o sindicalista Emanuel Bonfante.

Quem é Warlen Nunes

O pré-candidato a vice-governador de Minas Gerais, Warlen Nunes, é integrante do Comitê Central e do Comitê Estadual do PCB. Warlen é graduado em Filosofia pela PUC-Minas, mestre e doutorando em Filosofia pela UFMG. Também integra o Núcleo de Educação Popular 13 de maio e o Conselho Estadual do Instituto Caio Prado Junior (ICP-MG).

Warlen Nunes já foi presidente do Diretório Acadêmico de Filosofia da PUC-Minas e membro da coordenação nacional da União da Juventude Comunista (UJC), juventude do PCB, além de atuar na base do SindUTE-MG e no movimento dos pós-graduandos. 

Eleições proporcionais

Jéssica Carvalho é graduada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei e mestre em História. Atua no movimento estudantil, na construção do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e na luta das mulheres mães estudantes pela garantia da permanência materna nas instituições de ensino superior, defendendo condições concretas para que a maternidade não seja um obstáculo ao acesso e à permanência na educação. 

José Augusto Bernardes, conhecido popularmente como Zulu, é natural de Itaúna e vive em Betim desde 1976. Zulu foi um dos fundadores do sindicato dos metalúrgicos de Betim e participa ativamente da vida política e cultural da cidade desde a década de 1980. Foi diretor da Casa da Cultura do município entre 1989 e 1996 e assumiu a defesa da cultura e dos trabalhadores betinenses como projeto de vida. 

Mário Mariano é professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri em Diamantina. Nos últimos anos, Mário se dedicou à formação de professores e ao fortalecimento da luta sindical e popular. Esteve ao lado de mobilizações por moradia popular na cidade de Diamantina e dos movimentos de defesa do meio ambiente e dos parques mineiros contra a sanha da privatização.

O partido definirá posteriormente sobre eventuais apoios a candidaturas ao Senado e à Câmara Federal.

Confira na íntegra o discurso do Professor Túlio Lopes que encerrou o evento:

“Boa tarde camaradas do PCB, companheiros, companheiras, amigos(as), apoiadores(as) e familiares! Hoje, 25 de julho de 2026, é um dia histórico para os comunistas de Minas Gerais. Pela quarta vez em nossa história centenária iremos homologar uma chapa própria do PCB para o Governo de Minas Gerais. Nós, comunistas, não somos uma seita e nem um pequeno agrupamento de conspiradores. Apresentamos e defendemos nossas posições políticas, tendo como objetivo estratégico a luta pela revolução social e pela emancipação humana. O presente é de lutas e o futuro nos pertence!

Somos dezenas, centenas, milhares e milhões de pessoas em todos os países do mundo. Somos internacionalistas e nossa pátria é a humanidade! Lutamos contra o militarismo, as guerras imperialistas, pelo socialismo e pela paz mundial. O Governo fascista de Trump ameaça a humanidade com uma nova guerra mundial. Repudiamos com veemência as agressões imperialistas contra todos os povos do Mundo e o genocídio praticado pelo Governo Sionista de Israel contra o povo palestino. Defendemos Cuba Socialista e manifestamos, sem nenhuma moderação, nosso apoio incondicional ao povo, ao Governo e ao Partido Comunista Cubano (PCC).

O atual governo brasileiro liderado pelo Presidente Lula acerta quando combate a extrema-direita e defende o fim da escala 6 x 1. Mas, erra quando apresenta um novo arcabouço fiscal, cede aos interesses do agronegócio e concilia com as forças políticas da direita brasileira. Derrotamos a extrema-direita nas eleições gerais de 2022 e mantivemos nossa independência política em relação ao Governo Lula. No primeiro turno das eleições gerais de 2026, o PCB apresenta sua chapa própria nas eleições presidenciais com o economista Edmilson Costa e a professora Cleusa Santos.

Em Minas Gerais, protagonizamos diversas lutas contra os sucessivos governos que mantiveram políticas neoliberais de austeridade fiscal privilegiando os interesses dos grandes empresários, industriais, banqueiros e latifundiários. Esta minoria social é a maioria política nas prefeituras, câmaras municipais, na Assembleia Legislativa e no Governo do Estado de Minas Gerais. Precisamos derrotar o projeto ultraliberal e autoritário e construir uma alternativa de esquerda e popular na perspectiva de um Governo dos(as) Trabalhadores(as). 

Precisamos fortalecer a nossa resistência e garantir a eleição de parlamentares comprometidos com as lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares. Por isso, apresentamos nossa bancada comunista composta por três pré-candidaturas ao legislativo estadual, que representam lutas fundamentais desenvolvidas em diversas frentes de trabalho como cultura, juventude, educação, mulheres e universidades públicas: Jéssica Lopes, Mário Mariano e Zulu são pessoas imprescindíveis e revolucionárias. 

Nossa pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais surge de quatro pontos que convergem. Primeiro – da luta dos docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) protagonizada pela ADUEMG, em que eu tive a tarefa de estar na presidência nos últimos quatro anos e que teve a participação de toda comunidade universitária. Segundo – da luta dos servidores públicos estaduais contra as políticas do Governo Zema-Simões. Lutamos contra as privatizações da CEMIG, CODEMIG, GASMIG e da COPASA, em defesa das empresas públicas, das autarquias, dos serviços públicos e dos servidores. Terceiro – da luta dos movimentos populares e da juventude. Desde minha adolescência nos anos noventa participo das lutas da juventude e dos movimentos populares, e é do povo trabalhador que tiramos nossa força. Quarto – do Partidão, o único partido centenário do Brasil e de Minas Gerais. O PCB sempre esteve ao lado do povo trabalhador mineiro e nos últimos anos acertou na análise política identificando Zema e seus aliados como inimigo político que deveria e foi combatido desde seu primeiro dia de governo. Por isso e outros motivos não apoiamos e não fazemos alianças com partidos da base de apoio ao Governo Zema-Simões.

O PCB foi fundado em 25 de março de 1922 e, em Minas Gerais, no ano de 1925. Ao longo destes cem anos o PCB esteve presente em diversas lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos populares. As forças da repressão assassinaram diversos militantes e cassaram diversos mandatos parlamentares e sindicais de nossos filiados e militantes. Grupelhos esquerdistas e oportunistas tentaram dividir e liquidar o Partido. Mas é impossível acabar com o Partidão e conseguimos sempre superar dialeticamente diversas crises em diferentes momentos históricos. Na atualidade é cada vez mais necessário fortalecer o partido de novo tipo, o príncipe moderno, o partido revolucionário, o Partido Comunista. Precisamos crescer com qualidade. Aumentar a quantidade de elementos qualitativos. Estamos construindo um partido forte, vivo e atuante nas principais lutas de nossa classe em Minas Gerais.  

Nasci em Belo Horizonte, morei em Mariana, Diamantina e Sete Lagoas. Atualmente, moro em Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais. Sou apaixonado por Minas Gerais. Sou professor efetivo da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Compartilho minha vida com minha camarada Jéssica Carvalho e tenho dois filhos maravilhosos. Sou americano de coração e meu time de direção é o Proletários Futebol Popular. Minha juventude começou no Grêmio Estudantil, passou pela UMES-BH, CAHIS-UFOP, DCE-UFOP, UEE-MG, APG, UJC e FMJD. Muitas lutas, vitórias, derrotas, empates, resistências e conquistas. Atuei na base e nos conselhos do SindUTE e na ADUEMG desde sua fundação. 

Aprendi que a luta coletiva é necessária, que possibilidades existem e que temos que trabalhar para ampliarmos as probabilidades. Me diziam que era impossível ter o passe livre para os estudantes em BH, conquistamos este direito. Me diziam que era impossível urbanizar a favela São José, foi urbanizada. Me diziam que tinham que aumentar o valor da refeição na UFOP, não aumentaram. Me diziam que a UEMG iria ser descredenciada, não foi. Me diziam que iriam privatizar a UEMG, não privatizaram. Me diziam que iriam vender mais de 350 imóveis das empresas públicas e das autarquias de Minas Gerais, não venderam. Fazemos história de acordo com as circunstâncias, que podem e devem ser alteradas. 

Em 2014, participamos pela primeira vez da disputa pelo Governo de Minas Gerais e em 2018, disputamos o Senado Federal. Já tivemos 1% dos votos em Minas Gerais e iremos batalhar para apresentamos nosso programa comunista e fazer a disputa política necessária e irmos para o segundo turno. 

Aos camaradas da velha guarda comunista de Minas Gerais, afirmo: Sonhos não envelhecem! Reafirmo meu compromisso com nossa luta: jamais iremos abandonar a luta pelo fim da exploração, das opressões, em defesa da vida e do meio ambiente. 

Aos camaradas sindicalistas e à juventude comunista: vale a pena lutar! Enquanto houver miséria e exploração, ser comunista é a solução. 

Aos apoiadores e apoiadoras: lutamos pelo bem comum, por uma sociedade sem classes sociais, sem injustiças, exploração e opressões. Uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Pelo socialismo na perspectiva do comunismo.

Aos familiares, agradeço imensamente o apoio dado nos últimos anos e a paciência em lidar com nossos erros e limitações. Seguimos superando dialeticamente nossas insuficiências. 

Por fim agradeço a confiança e a camaradagem da militância do PCB. Como sempre foi nas últimas duas décadas e meia: tarefa dada é tarefa cumprida. A hora é essa! Vamos à luta! Venceremos!”

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Um ataque ao movimento de luta pelo povo palestino no Brasil https://www.poderpopularmg.org/um-ataque-ao-movimento-de-luta-pelo-povo-palestino-no-brasil/ https://www.poderpopularmg.org/um-ataque-ao-movimento-de-luta-pelo-povo-palestino-no-brasil/#respond Mon, 06 Apr 2026 13:22:37 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77170 O post Um ataque ao movimento de luta pelo povo palestino no Brasil apareceu primeiro em PCB/MG.

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Diferentes faces, um mesmo projeto sionista contra o povo.

Autor: Thomás Carrieri

No dia 26 de março foi publicado o Projeto de lei (P.L.) n.1424/2026 de criação da deputada federal Tábata de Amaral (Partido Socialista Brasileiro – PSB) – aquela que votou a favor da reforma da previdência do governo de Bolsonaro e Mourão (para quem esqueceu). O projeto tem como objetivo classificar o antissemitismo, para embasar políticas públicas. Porém, a classificação proposta por Tábata busca equiparar o antissemitismo com o antissionismo, o que abre um forte precedente para que a luta contra o genocídio do povo palestino seja visto, como um ato de antissemitismo.

Em fevereiro de 2025 o Deputado Federal general Pazuelo (Partido Liberal – PL) – um dos principais responsáveis pelas mortes da pandemia no país, que estava à frente do ministério da saúde em 2020-21, apresentou o P.L. n.472/2025A com mesmo objetivo. Apesar do seu projeto de lei ser mais curto, menos da metade das páginas, ele é mais bruto e honesto que Tabata. Ambos os projetos buscam a mesma caracterização e fazem referência a mesma entidade sionista para definir os termos. 

Vamos primeiramente diferenciar antissemitismo de antissionismo, para entender os perigos deste projeto. Antissemistimo é o ato de racismo religioso voltado ao judaísmo. O antisemitismo tem origens históricas distantes e sua maior expressao culminou na perseguição aos judeus no holocausto. No discurso da extrema direita, com frequência o antisemitismo é explicitado. Recuperando eventos recentes, temos Jair Bolsonaro (PL) tirando foto com uma pessoa vestida como Hitler, e temos o Kim Kataguari (partido missão {fascista}) relativizando mais de uma vez o nazismo.

Antissionismo é a posição contrária ao Sionismo; o Sionismo é uma concepção político-ideológica que defende um estado etnico-racial, base da constituição do estado de israel. Para o Sionismo a terra palestina que israel ocupou é por direito do povo judeu, a legitimidade de seus atos é religiosa e genética. E essas politicas são responsáveis pelo genocidio do povo palestino.

O anti sionismo é uma expressão da luta antifascista na atualidade. Vale pontuar que muitos judeus e muitos israelitas – que é diferente pq existem israelitas não judeus e judeus que não nasceram em israel, hoje são antisionistas, vitimas do holocausto tem vindo a público manifestar indignação com o estado de israel, e ainda muitos israelenses tem sido presos hoje por se recusarem ao serviço militar e por expressarem oposição ao governo Sionista.

Equivaler antissionismo a antisemitismo é ato de má fé, é negar o estado sionista de israel como genocida. É reforçar a propaganda que tenta barrar as críticas a forma fascista do estado de israel como antissemitismo. Assim buscam classificar qualquer crítica contra israel como antissemitismo; o que permite que toda mobilização de denúncia contra os atos do estado israelense sejam rotuladas como antissemisitmo. Palavras de ordem contra o genocídio ou imagens com cores da bandeira da Palestina são classificados como antissemitismo.

Em outros lugares que assistimos governos fazendo tal equiparação assistimos com essa justificativa um aumento da repressão aos movimentos que denunciam o genocídio do povo palestino, como foi o caso de estados dos EUA e vários países da Europa.

Com a propaganda sionista que equipara ambos os termos, assistimos outro problema grave tambem que é não saber reconhecer os casos reais de antisemitismo, para poder denunciar e mobilizar, já que não podemos de forma alguma deixar passar qualquer forma de intolerância religiosa. Além de gerar eventos como a Lepen, dirigente do partido Neonazista francês e filha do fundador do partido Nazista francês, participando de atos contra o Antissemitismo em paris, já que esses atos não são contra o antissemitismo – o pai da Lepen já relativizou as câmaras de gás em discurso público, mas sim contra o povo palestino.

Isto posto, voltemos aos projetos de lei. O P.L. do assassino Pazuelo, apresenta em sua justificativa o seguinte:

“O combate à Discriminação e ao Antissemitismo, equiparando o antissionismo, a manifestação de ódio contra o Estado de israel e a negação do Holocausto à prática do antissemitismo, busca uniformizar e reforçar os mecanismos legais de proteção contra discursos e manifestações que incitam o preconceito. […] Essa equiparação torna explícito que qualquer atitude que, de forma direta ou velada, questione a legitimidade do Estado de israel ou minimiza a gravidade do Holocausto será tratada com rigor, coibindo práticas discriminatórias.”

Já no projeto de Tabata, temos um texto mais rebuscado, que para um desatento até podem parecer justos:

“§ 2º Manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de israel, encarado como uma coletividade judaica.
§ 3º Críticas a israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas.”

Porém existem brechas no projeto da Tabata do Amaral:

“Art. 3º. As políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida.
Art. 4º. O antissemitismo é uma forma de racismo, nos termos da Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo), com todos os seus efeitos.
§ 1º Os atos criminosos são antissemitas quando os alvos dos ataques, sejam pessoas ou bens, são selecionados porque são judaicos ou associados aos judeus.”

A mesma entidade que o deputado do Partido Liberal colhe a sua classificação de Antissemistimo, é a entidade referência para deputado do Partido “Socialista” Brasileiro. A Aliança Internacional para Memória do Holocausto – International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), uma entidade sionista da qua o governol Bolsonaro integrou o país e o governo Lula nos retirou. Essa entidade, entre as suas classificações sobre Antissemistismo, define que comparar políticas do estado de israel com as políticas do regime nazista seria uma ação antissemita.

Equivaler antissionismo a antissemitismo é um ato de interesse e oportunista. O momento politico no qual este projeto de lei foi apresentado não poderia ser mais inoportuno pois reforça a propaganda do estado de israel que enquadra todas as críticas a sua forma fascista de existir como antissemitismo. Vale lembrar que mas últimas semanas o estado sionista intensificando a perseguição ao povo palestino aprovou a pena de morte para presos palestinos em israel, ou seja, se aprovado esse projeto, denunciar que essa política de israel é semelhante as políticas do nazismo seria considerado um ato antissemita que é um crime.

Usando a caracterização do IHRA, o projeto de lei deixa aberto para que toda a mobilização de denúncia contra atos do estado israelense sejam vistas como antissemitismo. Até mesmo palavras de ordem contra o genocídio ou imagens com cores da bandeira da palestina podem, na caracterização deste projeto, serem vistas como antissemisitismo. E em alguns países da Europa e em alguns estados dos EUA onde foram criadas leis semelhantes a repressão contra o movimento em defesa do povo palestino foi e esta sendo absurda, e pouquíssimo midiatizada.

Nessa movimentação de aprovar o mesmo projeto do Partido liberal, Tabata conseguiu juntar mais 44 assinaturas, de partidos como PL, União, MDB, PSDB, e mais uma série de partidos bem a direita, mas também partidos como o PT, a Rede (partido da federação do PSOL), o PDT, o PV, que tem gente que ainda cisma dizer de esquerda.

1 Dep. Tabata Amaral (PSB/SP)
2 Dep. Gilberto Abramo (REPUBLIC/MG)
3 Dep. Geovania de Sá (PSDB/SC)
4 Dep. Kim Kataguiri (UNIÃO/SP)
5 Dep. Adriana Ventura (NOVO/SP)
6 Dep. Welter (PT/PR)
7 Dep. Heloísa Helena (REDE/RJ)
8 Dep. Amom Mandel (CIDADANIA/AM)
9 Dep. Lucio Mosquini (MDB/RO)
10 Dep. Alexandre Lindenmeyer (PT/RS)
11 Dep. Vander Loubet (PT/MS)
12 Dep. Hugo Leal (PSD/RJ)
13 Dep. Otoni de Paula (MDB/RJ)
14 Dep. Júnior Mano (PSB/CE)
15 Dep. Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE)
16 Dep. Carla Dickson (UNIÃO/RN)
17 Dep. Renata Abreu (PODE/SP)
18 Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV/DF)
19 Dep. Lucas Redecker (PSDB/RS)
20 Dep. Reginaldo Lopes (PT/MG)
21 Dep. Luiz Couto (PT/PB)
22 Dep. Ana Paula Lima (PT/SC)
23 Dep. Greyce Elias (AVANTE/MG)
24 Dep. Laura Carneiro (PSD/RJ)
25 Dep. Delegada Ione (AVANTE/MG)
26 Dep. Rogéria Santos (REPUBLIC/BA)
27 Dep. Luiz Philippe de Orleans e Bra (PL/SP)
28 Dep. Junio Amaral (PL/MG)
29 Dep. Julio Lopes (PP/RJ)
30 Dep. Aureo Ribeiro (SOLIDARI/RJ)
31 Dep. Pedro Paulo (PSD/RJ)
32 Dep. Toninho Wandscheer (PP/PR)
33 Dep. Messias Donato (REPUBLIC/ES)
34 Dep. Paulinho da Força (SOLIDARI/SP)
35 Dep. Gilvan da Federal (PL/ES)
36 Dep. Pedro Aihara (PRD/MG)
37 Dep. Coronel Meira (PL/PE)
38 Dep. Cabo Gilberto Silva (PL/PB)
39 Dep. Pastor Gil (PL/MA)
40 Dep. Luiz Gastão (PSD/CE)
41 Dep. General Pazuello (PL/RJ)
42 Dep. Eli Borges (PL/TO)
43 Dep. Pompeo de Mattos (PDT/RS)
44 Dep. Gilberto Nascimento (PSD/SP)
45 Dep. Gutemberg Reis (MDB/RJ)

Depois de uma certa repercussão, o PT e a Rede (somente esses dois partidos) retiraram suas assinaturas, mas traz aqui duas questões: que assessoria tem esses mandatos que não conseguem ler um projeto desses? E a segunda questão é como até hoje não temos nenhum mandato que paute, com a seriedade necessária, o genocídio em curso contra o povo palestino por parte do estado sionista de israel com suporte dos EUA?

OBS: Por mais que o PT tenha retirado a assinatura do projeto, não podemos nem pensar em passar pano ao partido ou ao governo, já que o projeto foi apresentado pela Tabata, que é do do PSB, partido também do Vice do Lula, Geraldo Alckmin. Ou seja, além de mal assessorados, o governo está de mãos dadas com quem tem representado o movimento sionista e por isso aparenta estar em disputa interna sobre essa questão.

 


 

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PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-comemora-104-anos-com-lancamento-de-pre-candidaturas-a-assembleia-legislativa/#respond Tue, 31 Mar 2026 21:02:57 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77150 O post PCB comemora 104 anos com lançamento de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa apareceu primeiro em PCB/MG.

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No último domingo (29/3), o Partido Comunista Brasileiro (PCB) comemorou seu aniversário de 104 anos com o lançamento de três pré-candidaturas a deputado estadual em Minas Gerais: Jéssica Carvalho, Thomas Carrieri e Mário Mariano. Eles se juntam à chapa encabeçada pelo professor Túlio Lopes, pré-candidato do PCB ao governo de Minas Gerais.

Realizada no Sindicato dos Trabalhadores Ativos e Aposentados em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Agentes Autônomos (Sintappi-MG), em Belo Horizonte, a atividade contou com militantes históricos do Partidão, como José Francisco Neres, Maria do Carmo Souza Dantas e Emanuel Bonfante; integrantes do Comitê Central e do Comitê Regional do Partido; representantes dos coletivos partidários, como União da Juventude Comunista (UJC), Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e Unidade Classista (UC); e diversos apoiadores e amigos do PCB.

Com 104 anos de luta em defesa da classe trabalhadora, o Partidão apresenta uma chapa aguerrida de pré-candidatos à Assembleia Legislativa:

Jéssica Carvalho

Formada em Filosofia pela Universidade Federal de São João del-Rei, atualmente mestranda em História na linha Poder e Cultura, também na UFSJ, pesquisa o movimento feminista internacional a partir da perspectiva do trabalho reprodutivo. Iniciou a militância na UJC e hoje constrói de forma coletiva o CFCAM e o coletivo de mães estudantes ‘Mães Resistem’, que luta por políticas públicas de acesso e permanência de mães no ensino superior.

Mário Mariano

Professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, educador popular, já foi presidente e vice presidente da Associação de Docentes da UFVJM e atualmente é tesoureiro da entidade. Foi primeiro vice presidente da Regional Leste do ANDES SN atuando na luta docente de universidades, institutos federais e CEFET de Minas Gerais.

Thomás Carrieri

Professor de matemática pela UFMG, foi coordenador geral do DCE UFMG, é estudante de artes plásticas na UEMG, Brigadista Florestal Voluntário e Membro da diretoria da Associação Cultural José Marti MG de solidariedade a Cuba.

Os três estarão junto ao pré-candidato do PCB ao governo de Minas, professor Túlio Lopes, em atividades pelo estado.

Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais(UEMG), Túlio Lopes atuou no movimento comunitário em BH, no Movimento Estudantil, e atua no Movimento Sindical. Atualmente, Túlio Lopes é presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) e Secretário Político (presidente) do PCB em Minas Gerais.

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União da Juventude Comunista lança candidaturas de Thomás Carrieri e Pedro Gabriel em BH https://www.poderpopularmg.org/uniao-da-juventude-comunista-lanca-candidaturas-de-thomas-carrieri-e-pedro-gabriel-em-bh/ https://www.poderpopularmg.org/uniao-da-juventude-comunista-lanca-candidaturas-de-thomas-carrieri-e-pedro-gabriel-em-bh/#respond Wed, 04 Nov 2020 20:26:56 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=75264 LEONARDO GODIM

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Por Leonardo Godim para O Poder Popular. Fotos por Richardson Pontone.

Assim como em outras cidades do país, em Belo Horizonte, entre as candidaturas do Partido Comunista Brasileiro para as eleições municipais deste ano, estão dois nomes vinculados organicamente à União da Juventude Comunista. Thomás Carrieri (21.888), 22 anos, e Pedro Gabriel (21.614), 24 anos, são candidatos pela primeira vez, concorrendo para vereadores no município. Ambos são estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais nos cursos de matemática e cinema de animação, respectivamente, e participam do movimento estudantil da universidade, onde constroem o Movimento por uma Universidade Popular.

A participação de jovens nas chapas do Partido Comunista Brasileiro por todo o país é uma expressão do amadurecimento da União da Juventude Comunista, que tem formado quadros em diversas cidades. Segundo Gustavo Bechara, atual dirigente da UJC em Minas Gerais, as candidaturas de jovens comunistas são uma forma de apresentar nosso projeto como uma alternativa aos velhos grupos que controlam a política nacional há anos. Para a organização, as eleições são apenas um dos momentos, ainda que importante, da luta por uma nova sociedade onde seja abolida a exploração de seres humanos por seres humanos.

Para Thomás Carrieri, a conjuntura que vivemos é de uma profunda precarização das condições de vida da juventude e dos trabalhadores, resultado de anos de crise capitalista que apenas se agravou com a pandemia do coronavírus. Para o candidato, é um dever de todo comunista intensificar a agitação e a propaganda revolucionária em torno de bandeiras que transformem a indignação com o atual estado de coisas em combustível para as lutas em todo o país. Nas eleições, essa tarefa é ainda mais importante, não cabendo aos comunistas reduzir suas propostas ao possível. Ao contrário, Thomás entende que todas as propostas devem ir à raiz dos problemas e apontar soluções que, se não forem atendidas pelo Estado, surgirão como reivindicações do movimento de massas e da luta revolucionária.

Pedro Gabriel avalia que a campanha eleitoral tem sido desafiadora na medida em que o PCB participa das eleições com autonomia financeira enfrentando grandes máquinas partidárias financiadas pela burguesia. Ainda sim, Pedro considera que as candidaturas têm sido bem recebidas nas atividades de campanha, mesmo com o anticomunismo que existe na sociedade. O saldo tem sido positivo, avalia, reafirmando que os comunistas  não têm ilusões com a democracia burguesa mas que usarão todos os espaços possíveis para disputar um programa revolucionário para o Brasil. “Nesse momento em que parcela da classe trabalhadora se dispõe ao debate político e à escutar as propostas dos partidos, é nossa tarefa ampliar a influência dos comunistas e nos preparar para as lutas futuras”, afirma o candidato.

Thomás e Pedro Gabriel avaliam que as principais bandeiras nessa eleição são a defesa da educação pública e dos direitos da juventude trabalhadora. “Na Câmara Municipal, é urgente a defesa de uma escola sem censura, frente aos ataques que os profissionais da educação e o ensino laico têm sofrido”, afirmam. O passe-livre para todos os estudantes também é uma bandeira central, resgatando todo o histórico de lutas pelo transporte público e pelo direito à cidade que já ocorreram em Belo Horizonte. Frente à precarização das condições de vida e trabalho da juventude proletária, os comunistas defendem a criação de Frentes de Trabalho voltadas para garantia do emprego formal e do salário digno.

Com o crescimento da uberização das relações de trabalho, obrigando a juventude a jornadas de mais de 10 horas de trabalho diário, com salários de fome e completa ausência de direitos trabalhistas, os comunistas defendem a criação de um aplicativo de entregas municipalizado, sob controle dos trabalhadores. Criando parcerias com o comércio local, o aplicativo autônomo é uma forma de garantir empregos dignos e de diminuir a dependência aos grandes monopólios estrangeiros, que apenas visam a exploração do trabalho.

Thiago Camargos (21.420) compõe, junto com Thomás e Pedro, o Bloco da Juventude dentro das fileiras do PCB. Além de Belo Horizonte, a União da Juventude Comunista lança candidatos em Uberaba, Sabará, Juiz de Fora e Ipatinga. Em Ipatinga, a chapa para prefeitura é composta por dois militantes da juventude comunista, Diego Arthur e Bruno Anastácio.

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