Arquivos Mariana - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/mariana/ Poder Popular Minas Gerais Tue, 19 Feb 2019 13:40:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Para a Vale, vidas valem o mesmo que o rejeito https://www.poderpopularmg.org/para-a-vale-vidas-valem-o-mesmo-que-o-rejeito/ https://www.poderpopularmg.org/para-a-vale-vidas-valem-o-mesmo-que-o-rejeito/#respond Tue, 19 Feb 2019 13:40:44 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74182 O rompimento da barragem da Samarco no Fundão em 5/12/2015, para além dos 19 óbitos imediatos, atingiu várias comunidades nos […]

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O rompimento da barragem da Samarco no Fundão em 5/12/2015, para além dos 19 óbitos imediatos, atingiu várias comunidades nos entornos de Mariana, MG. Entre os afetados, pescadores e garimpeiros tradicionais lutam contra o esquecimento e por reparações. A mineradora responsável, por meio da Fundação Renova, responde à situação com muitas promessas e pouca ação; daí surge a necessidade da organização e luta popular. É somente através de negociações coletivas que os atingidos poderão ter suas condições de vida minimamente restabelecidas.

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PRIVATIZAÇÃO: MITO VS. REALIDADE https://www.poderpopularmg.org/privatizacao/ https://www.poderpopularmg.org/privatizacao/#comments Tue, 05 Feb 2019 18:47:22 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74112 PABLO LIMA

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Por Pablo Lima*

O rompimento da barragem de Brumadinho, apenas três anos após Mariana, revela o saldo de duas décadas de privatização da Vale: mortos, destruição e insegurança pública em nome do lucro privado.

O QUE É UM MITO?

Um mito é uma mentira que se faz passar por verdade. O Brasil, graças à justiça eleitoral, elegeu um mito para a presidência da república. A eleição de Bolsonaro é um bom exemplo de como a mitologia está presente na vida política atual. Bolsonaro é exatamente uma mentira travestida de verdade.

O QUE SUSTENTA UM MITO?

Um mito é sustentado por outros mitos, em uma trama mitológica criada e propagada por pessoas com interesses e objetivos concretos. Assim, um mito é útil como instrumento de marketing político. No caso brasileiro, o mito-presidente foi eleito com base em diversos mitos disseminados pelas mídias cotidianamente (as fake-news). 2018 foi um ano mitológico. Tivemos, por exemplo, o mito de um sistema eleitoral democrático, na realidade manipulado pelo poder judiciário para favorecer as candidaturas da direita. Somado a este, o mito de que a corrupção teria se generalizado durante os governos do PT e que seria a causa da crise econômica que o país enfrenta. A resposta para a crise, estampada o tempo todo nos jornais da grande imprensa e no programa político de muitos candidatos eleitos, seria o mito da privatização de estatais, acompanhado pelo mito da flexibilização da legislação e fiscalização tanto trabalhistas quanto ambientais, como exigências do deus mercado.

O MITO DA PRIVATIZAÇÃO

Bolsonaro foi eleito defendendo o mito da privatização. Nada de novo. Na década de 1990, os governos Collor, Itamar e FHC gastaram milhões em publicidade para convencer a população que privatizar as estatais e, assim, diminuir o tamanho do Estado seria algo benéfico para toda a sociedade. Era a propagação do neoliberalismo no Brasil, materializado no mito da privatização. Esse mito, hoje, dá o tom do projeto político do atual governo federal. O governo Bolsonaro afirma que seu objetivo é privatizar tudo. E que isso é um bom negócio.

A PRIVATIZAÇÃO DA CIA. VALE DO RIO DOCE

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), foi criada em 1942, durante o primeiro governo Vargas, quando o Brasil estava em plena guerra contra o nazi-fascismo, com o objetivo de assegurar a soberania minerária brasileira, fundamental para o processo de industrialização, bem como garantir que os lucros da mineração servissem para o benefício de toda a sociedade. Durante cinco décadas, o Estado brasileiro seguiu uma linha política nacional-desenvolvimentista, com uma forte presença de empresas estatais na economia, como a CVRD, a Petrobrás (criada em 1953), a Embraer (criada em 1969 e privatizada em janeiro de 2019), e muitas outras empresas. Os trabalhadores dessas estatais contavam com direitos trabalhistas, como estabilidade, salários dignos e condições de segurança no trabalho.

Em 1997, a CVRD, empresa superavitária, foi privatizada por pouco mais de 3 bilhões de reais, como parte do processo de privatizações promovido por FHC. A CVRD foi rebatizada pelos compradores, em 1997, como apenas Vale, provavelmente para facilitar a pronúncia dos gringos. A promessa mítica era que, uma vez privatizada, a Vale seria uma empresa com mais eficiência e competitividade e, portanto, contribuiria mais para o crescimento econômico e geraria mais empregos.

O MITO DAS TERCEIRIZAÇÕES

Com a privatização, o lucro gerado pela Vale passou a ser embolsado pelos seus diretores, como renda privada, e não mais direcionado a uma finalidade social. Mas, isso não era suficiente. Após a privatização, os donos da Vale não se satisfaziam com os lucros que a empresa já gerava. Precisavam de mais lucros, para realizar seus sonhos milionários, suas viagens inesquecíveis, seus castelos principescos. Assim, passaram a cortar o que consideravam como “despesas” e “custos do trabalho”, tornando as condições de trabalho mais precárias com as terceirizações.

O trabalho que antes era feito diretamente pelos funcionários da própria empresa, então pública, passou a ser feito por trabalhadores de outras empresas subcontratadas. A grande diferença estava no fato de que estes trabalhadores terceirizados seriam mais baratos. Isso é possível com o pagamento de salários mais baixos e com a flexibilização de diversas normas de segurança no trabalho.

A REALIDADE

Já no primeiro mês de mandato, a realidade da privatização toma o lugar do mito: outra barragem se rompe, desta vez matando centenas de cidadãos brasileiros, além da fauna e flora da região de Brumadinho. A verdade, como gostam de dizer os bolsominions, prevaleceu. A privatização foi um péssimo negócio. E as terceirizações matam. A barragem que se rompeu havia sido vistoriada e considerada segura por uma empresa… terceirizada.

Em mais de 50 anos como empresa estatal, a CVRD foi orientada pelo interesse público, vistoriada por trabalhadores bem-remunerados, com estabilidade no emprego e condições de trabalho decentes. Neste período, nenhuma barragem se rompeu. Após apenas duas décadas de privatização e terceirizações, o resultado é a lama assassina.

SOLUÇÃO: REESTATIZAR A VALE E REVOGAR A REFORMA TRABALHISTA

Então, conhecendo a verdade, podemos nos libertar do mito da privatização. É preciso defender a reestatização da Vale, acabando com a terceirização e as condições precárias de trabalho. Para isso, é preciso que a reforma trabalhista seja revogada, com a restauração plena dos direitos trabalhistas e a garantia de condições seguras de trabalho. A cada dia, fica mais evidente que isso só ocorrerá com uma revolução socialista!

TODA SOLIDARIEDADE ÀS POPULAÇÕES ATINGIDAS POR BARRAGENS!

TODA SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DAS PRIVATIZAÇÕES E TERCEIRIZAÇÕES!

TODA SOLIDARIEDADE AO POVO DE MARIANA E VALE DO RIO DOCE!

TODA SOLIDARIEDADE AO POVO DE BRUMADINHO!

PELA REESTATIZAÇÃO DA CIA. VALE DO RIO DOCE!

PELA REVOLUÇÃO SOCIALISTA!

PELO PODER POPULAR!

*Pablo Lima é professor de história e membro do CC do PCB.

Crédito da imagem: Daniela Néspoli.

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Lançamento da Frente de Esquerda Minas Socialista em Mariana https://www.poderpopularmg.org/lancamento-da-frente-de-esquerda-minas-socialista-em-mariana/ https://www.poderpopularmg.org/lancamento-da-frente-de-esquerda-minas-socialista-em-mariana/#respond Tue, 21 Aug 2018 12:44:25 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=73717 O post Lançamento da Frente de Esquerda Minas Socialista em Mariana apareceu primeiro em PCB/MG.

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Outra Minas Gerais é possível

O ato oficial de lançamento da Frente Minas Socialista na Praça da Sé, em Mariana, primeira capital mineira, na chuvosa noite de sexta-feira, 17 de agosto, mostrou a força das lutas do povo negro, responsável pela construção dos belos monumentos na região dos Inconfidentes, todos encharcados no sangue dos escravos e da dor das vítimas do crime da Samarco, mas que não recuam de seus sonhos, lutas e da busca de outro mundo, outra Minas Gerais e outro Brasil.

A Frente Minas Socialista, formada pelo PSOL, PCB, movimentos populares e sociais realizou o ato na cidade pela importância simbólica, indicando que não abre mão da luta por liberdade, justiça e igualdade, que, ainda que tardia, serão conquistadas.

No ato foram apresentados os nomes para a disputa das eleições de outubro que integram a Frente Minas Socialista.
Participaram do evento lideranças estudantis, partidárias, de movimentos negros, LBTS e mulheres, a candidata a governadora, a professora Dirlene Marques, sua vice, a professora Sara Azevedo, os candidatos a senador, professor Túlio Lopes e a transexual, Duda Salabert, e candidatos à Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa.

Um senador pela unidade da classe trabalhadora e dos movimentos sociais e populares

O professor Túlio Lopes abriu o ato destacando a importância do lançamento oficial da Frente Minas Socialista na cidade de Mariana. “A cidade que foi a primeira capital mineira tem a marca do colonialismo e da escravidão em cada obra construída com o trabalho escravo, nas minas de onde tiraram o ouro, o ferro, a bauxita, por isso, o lançamento da Frente na região dos Inconfidentes simboliza a possibilidade de uma nova fase na história de Minas Gerais, da disposição de enfrentar a exploração dos capitalistas, que se enriquecem com a exploração cruel da classe trabalhadora e do meio ambiente”, disse o professor de história.

Túlio estudou na Universidade Federal de Ouro Preto,
integrou a direção do Centro Acadêmico de História e do DCE da UFOP, período que esteve junto nas lutas dos trabalhadores e da população da região dos Inconfidentes.
O candidato ao senado reafirmou que “a Frente Minas Socialista já é vitoriosa por aglutinar o conjunto dos movimentos sociais e populares, junto com o PSOL e PCB de Minas Gerais”, que não repetirá os erros da conciliação de classes, nem o sectarismo, que leva a classe trabalhadora ao isolamento em suas lutas pela construção do Poder Popular e do Socialismo. Ressaltou a importância de fortalecer a unidade contra os crimes do capitalismo, como o rompimento da barragem do Fundão, quando a Samarco sabia desse risco e nada fez para impedir que a comunidade de São Bento fosse destruída, deixando 19 mortos, e soterrando a história e os sonhos de centenas de moradores, que seguem sem uma solução que permita a retomada de suas vidas, com dignidade e respeito.

“A Frente Minas Socialista quer uma aliança com trabalhadores do campo e da cidade, com a juventude, as mulheres, os movimentos negros e LGBT’s, não com o PMDB ou os grandes empresários. Precisamos unir às lutas específicas com a lutas políticas gerais da classe trabalhadora”, concluiu Túlio.

Em seguida fizeram uso da palavra Duda Salabert, candidata ao senado, que destacou ser a primeira candidata transexual ao senado da América Latina, o que somente o PSOL e a Frente Minas Socialista possibilitarão, por seu caráter transformador e de respeito à vida e a dignidade humana.

Um governo de professoras

“Eu sempre estive nas lutas do povo”, lembrou a professora Dirlene Marques, resgatando as histórias das lutas do povo negro, que sofreu todos as violências da escravidão que enriqueceu uma minoria, a qual segue, agora com seus herdeiros, defendendo os mesmos valores do preconceito, do racismo e da exploração da classe trabalhadora.

“Com orgulho estou na disputa pelo governo de Minas Gerais, sendo a única candidata, professora e com uma tradição de lutas ao lado da classe trabalhadora”. “Vamos governar para colocar o estado a serviço da maioria, dos mais necessitados, dos marginalizados e explorados, da classe trabalhadora. Vamos investir em uma economia para fortalecer a agricultura familiar, a agroecologia e o consumo interno. Não vamos sustentar as grandes empresas e deixar a maioria da população sem as condições mínima, que devem ser garantidas pelo Estado”, disse Dirlene.

A participação da professora Dirlene Marques no primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado, mostrou que há possibilidade concreta de se ir ao segundo turno, pois não há mais como permitir o mais do mesmo, com governos que servem aos grandes empresários, deixando a classe trabalhadora e o povo sem ter seus direitos assegurados, enquanto os grandes empresários seguem aumentando seus patrimônios às custas do sofrimento da população que mais necessita.

A candidata a vice-governadora, Sara Azevedo, mostrou que Minas Gerais terá um governo de professoras, que conhecem as históricas lutas do povo mineiro, que precisa ser respeito, o que será feito pelo governo da Frente Minas Socialista.
Parlamentares de luta e comprometidos com a classe trabalhadora

Renata Regina, candidata a deputada federal pelo PCB, animou a militância e os populares presentes, destacando a necessidade da defesa do SUS, que sofre uma forte campanha contrária para que seja entregue aos setor da saúde privada. “São muitos desafios para defender o Estado Democrático de Direito e as liberdades individuais que enfrentam os ataques neoliberais”, afirmou Renata. “Precisamos ter parlamentares que estejam ao lado dos interesses nacionais, anti-imperialistas e anticapitalistas”.

O professor Luís Fernando destacou a importância do significado do lançamento da Frente Minas Socialista em Mariana. “Foi aqui que a Samarco tirou 19 vidas. Inaceitável.” Luís Fernando é candidato pelo PCB.

Para a presidente do PSOL, Maria da Consolação, candidata a deputada federal, “as urnas são pequenas para os sonhos dos socialistas e comunistas, queremos outro mundo, conquistaremos outro mundo,” lembrando que as organizações e militantes que integram a Frente Minas Socialista estão juntos nas ruas, nas lutas, nos sindicatos, nas praças e em todas as formas de resistência ao sistema que explora e oprime a classe trabalhadora, as mulheres, os LGBTs e o povo negro.

Muitos candidatos e candidatas a deputadas estaduais se manifestaram, todos e todas ressaltaram a disposição de fazer uma campanha para derrotar os que controlam o poder em Minas Gerais e no Brasil, a disposição em fazer outro mundo.

Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para a mudar o Brasil
A Frente Minas Socialista reforçou a campanha de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara para a Presidência da República, a candidatura que uniu o PSOL, PCB, movimentos sociais e populares para enfrentar os retrocessos aplicados pelo ilegítimo governo Temer e seguir construindo a unidade na luta para avançar na luta.

O lançamento mostrou que, apesar da aparente apatia, desânimo ou do avanço de forças reacionárias, ainda há muita disposição para construir a unidade, organizar a classe trabalhadora, os setores populares e explorados para avançar na luta. O ato foi encerrado com a palavra de ordem “aqui está o povo sem medo, sem medo de lutar”.

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