Arquivos Juventude - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/juventude/ Poder Popular Minas Gerais Wed, 14 Sep 2022 18:02:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Quem teve medo da Chapa 3 – Lutar e Mudar a PUC nestas eleições para o DCE da PUC Minas? https://www.poderpopularmg.org/quem-teve-medo-da-chapa-3-lutar-e-mudar-a-puc-nestas-eleicoes-para-o-dce-da-puc-minas/ https://www.poderpopularmg.org/quem-teve-medo-da-chapa-3-lutar-e-mudar-a-puc-nestas-eleicoes-para-o-dce-da-puc-minas/#respond Wed, 14 Sep 2022 18:02:06 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=76655 Entenda por que os comunistas foram impedidos de participar e qual é o nosso compromisso político A União da Juventude […]

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Entenda por que os comunistas foram impedidos de participar e qual é o nosso compromisso político

A União da Juventude Comunista e o conjunto de alunes que acreditam e constróem uma alternativa popular no Movimento Estudantil vêm por meio desta carta elucidar, a todo o corpo de estudantes, trabalhadores e professores, o processo burocrático e golpista que se configura nestas Eleições para o DCE da PUC Minas campus Coração Eucarístico. Com firmeza e honestidade, denunciamos aqui não só os problemas do Edital, mas principalmente a parcialidade da Comissão Eleitoral e das Chapas oficializadas.  Parcialidade confirmada nos dias que sucederam a Assembleia do Conselho de DA’s (31/8), na decisão de reinscrever a Chapa 1 – Construindo Todos os Dias, que não só herda a gestão cessante do DCE 一 que nada fez diante dos aumentos de matrícula e das várias medidas de precarização do nosso ensino, pesquisa e extensão, dentre várias irregularidades financeiras comprovadas por uma ação judicial no Ministério Público! 一 mas que também foi cassada por inúmeras irregularidades no processo, as quais listamos neste texto. 

E não foi o bastante para aqueles que dizem prezar pela democracia! Depois dessa decisão inexplicável, outra confirmou que a tragédia se repete sempre como farsa: o impedimento da inscrição da Chapa 3 – Lutar e Mudar a PUC, construída pela UJC e pelo Movimento Correnteza, reconhecida e respaldada pelo conjunto da Assembleia lotada. O conjunto de estudantes que não só aplaudiram as intervenções da Chapa 3 no espaço, mas que também reconheceram nossas bandeiras enquanto suas próprias quando vários se inscreveram para intervir na Assembleia em nossa defesa. Não há adversário nessa disputa que consiga argumentar contra a justeza da nossa luta, amplamente reconhecida por todes que testemunharam a discussão no Conselho. Vejam só, optaram “democraticamente” pela reinscrição da Chapa 1, que mal soube se defender, em detrimento da Chapa 3, que mobilizou independentes e adversários políticos em um espaço soberano de participação popular na nossa universidade! Fica a pergunta: por que a Comissão Eleitoral e a Chapa 2 – Todo Mundo no DCE 一 até então a chapa única e, por isso, também parte da Comissão 一 preferiram concorrer com a Chapa 1, da indefensável atual gestão do DCE? Por que tiveram medo da participação da Chapa 3 no processo eleitoral?

SOBRE O EDITAL E O PROCESSO DE INSCRIÇÃO

A menos que se soubesse de informações extra oficiais, o Edital destas Eleições já começa por impedir uma construção de Chapa justa, articulada com alunes interessades e convictos de um programa político para a universidade. O Edital é oficializado na quarta-feira (17/8), mas só “amplamente” divulgado e repassado aos Diretórios Acadêmicos na sexta-feira (19/8), já na metade do período de inscrição previsto, com prazo para terça-feira (23/8). Estudantes da PUC Minas Coreu que se propuseram a esse desafio tiveram um fim de semana e uma segunda-feira para realizar atividades de construção de Chapa para determinar suas bandeiras políticas e para reunir 42 nomes, contemplando metade dos cursos do campus.

Na terça-feira (23/8) ocorreram as inscrições para as Chapas, que deveriam ser feitas até as 22h. Prazo que não foi cumprido por nenhuma Chapa. Todas terminaram suas inscrições após o horário estipulado 一 e ainda há rumores de irregularidades nos documentos apresentados por elas até hoje, coisa que sequer poderíamos conferir pelo impedimento da nossa participação no processo. Com a restrição do direito dos alunos que contribuem mensalmente para o DCE de realizar as 100 impressões naquele dia, fomos obrigados a recorrer ao Xerox do Direito. Nesse processo, uma das impressoras emperrou, e por isso demoramos poucos minutos a mais que as outras duas Chapas para a entrega. Solidarizamos com o argumento da Comissão de que estava tarde e precisavam voltar às suas casa, assim, escrevemos um Recurso e o enviamos, junto à totalidade dos documentos necessários à inscrição via e-mail, pedindo para que a Comissão os aceitasse, tendo em vista que o Edital também não previa a necessidade da entrega fisicamente. O e-mail foi enviado ainda na terça-feira, derrubando qualquer argumento de que não tivéssemos os 42 nomes para a inscrição. 

No entanto, o Recurso foi acatado parcialmente às 20h e 12 minutos da quarta-feira (24/8), exigindo que fizéssemos a entrega dos documentos presencialmente até às 22h. Nenhum de nós estava na PUC ou preparade para um prazo tão curto de entrega. Ora, se está se prezando pela democracia do processo, que mal faria estender a entrega até a quinta-feira, nem que fosse pela parte da manhã para evitar que a Comissão precisasse ficar até tarde da noite no campus. Afinal, as Chapas não foram homologadas na quarta-feira conforme o Edital: foram só na quinta! E quando o fizeram não divulgaram o nome da nossa chapa nem o motivo de nosso indeferimento, o que fere o edital em seu artigo 10º, parágrafo único.

 Fizemos o máximo para nos deslocar até a PUC com esse contratempo, com o prazo de menos de duas horas para sairmos de casa, resgatar os documentos com um aluno que não morava perto da PUC e o transporte para o campus. Novamente, a Comissão não quis esperar a chegada dos documentos. Fica novamente uma pergunta: ao responder o recurso depois das 20h, não seriam beneficiados ambos, Comissão Eleitoral e Chapa 3 一 e mais, a democracia dessas Eleições 一, com um prazo de pelo menos um turno do dia? Nossos demais Recursos não foram aceitos. 

A ASSEMBLEIA DO CONSELHO DE DA’S

Uma Assembleia Geral, como indicado pela convocatória do Conselho de DA’s na quarta-feira (31/8), é um instrumento de democracia dos estudantes que sobrepõe até mesmo o DCE. A nossa participação no espaço pretendia explicar ao corpo de estudantes o processo, mas principalmente, para além dos problemas enfrentados anteriormente, demarcar o nosso compromisso com os estudantes trabalhadores da PUC Minas. Demarcar a necessidade de que nosso programa político radical participe do processo, porque nele nós, alunos, União da Juventude Comunista e Movimento Correnteza se reconhecem. Nele temos convicção não só em suas palavras, mas também nas condições concretas em que ele pode e deve se realizar para a construção de uma universidade verdadeiramente popular. Tirando uma única liderança da Chapa 2, que demonstrou abertamente o seu medo pela participação da Chapa 3, todas as falas na Assembleia fizeram coro com as nossas justas reivindicações. Desde representantes de DA’s e membros das Chapas, até a maioria de estudantes independentes que lotaram da porta ao corredor da sala Multimeios do ICH. 

No entanto, assim como foi a disputa eleitoral de 2015, a “democracia” do processo prioriza a burocracia em detrimento da validação popular do conjunto dos estudantes. A Assembleia, interrompida pelo horário, não abriu as pautas para a votação dos alunos. Se resguardou não no direito de voz e participação da plenária, mas nos acordos de cúpula entre Comissão e Chapas, que desenterraram linhas e linhas de burocracias para maquiar os absurdos cometidos pela Chapa 1. Foram quatro páginas de literatura para o reconhecimento de uma Chapa cassada por: “1. Tentativas de obstrução do processo eleitoral; 2. Tentativa de manipulação, pressão e assédio a membros da Comissão Eleitoral, em redes sociais e pessoalmente; 3. Descumprimento às normas da campanha eleitoral; 4. Utilização das redes institucionais para campanha eleitoral; 5. Fake News e 6. Reeleição fora dos parâmetros estabelecidos pelo Estatuto e Edital de Eleições”. Já para os estudantes que constroem e acreditam na mobilização da Chapa 3, não se deram ao esforço de nem cinco linhas, que demonstramos aqui na íntegra: “Prezados, A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições, decide pela não inscrição da chapa ‘Lutar para Mudar a PUC’ após análise minuciosa dos fatos. Ficou entendido que o processo de homologação atrasará a campanha eleitoral, e que os prazos estabelecidos foram extremamente ultrapassados. Portanto, a Comissão decide que não receberá mais documentações”. Como atrasaria a campanha eleitoral se a resposta a Chapa 3 foi dada na sexta-feira (2/9) e a resposta de reinscrição da Chapa 1 foi dada um dia depois (3/9)?

Fica estranhamente óbvio: a Comissão Eleitoral ignorou o expressivo apoio da comunidade estudantil pela justeza da participação de nossa Chapa, ainda reconhecendo a Chapa do atual DCE e, por essas decisões, trai a democracia e o Movimento Estudantil efetivamente. 

NOSSO COMPROMISSO POLÍTICO

E por que, mesmo diante desse golpe burocrático, insistimos na participação da Chapa 3 – Lutar e Mudar a PUC? É bem verdade que a celebração 一 as festas, as calouradas, e por aí vão 一 são importantes para suavizar o peso de uma rotina guiada pela precarização do trabalho, transportes insalubres, aumento do custo de vida de nossa classe e permanente incerteza para com o futuro 一 tanto dentro como fora dos muros da PUC Minas 一, como também para promover maior integração, convívio e fraternidade entre alunes, trabalhadores e professores dos mais diversos espaços.

Mas um DCE comprometido, para além das festividades, precisa priorizar a saúde física e mental dos estudantes do campus, precisa priorizar as nossas condições de vida, estudo e trabalho. Precisa priorizar um tripé universitário 一 ensino, pesquisa e extensão 一 popular e de qualidade. Precisa pressionar para que a extensão universitária sirva primeiro para a permanência dos estudantes da universidade. Precisa estar presente, com radicalidade, nas quatorze (!) cadeiras do Conselho Universitário 一 hoje completamente abandonadas 一, que decidem o nosso futuro, como também o futuro dos trabalhadores vinculados à instituição. Precisa lutar ativamente pela regularização e mobilização dos Diretórios Acadêmicos, hoje fechados política e juridicamente. Precisa travar um enfrentamento radical pelo direito dos alunos ProUnistas e bolsistas na PUC. Precisa lutar contra o aumento injustificável das mensalidades e todas as formas de exploração dos estudantes, técnicos e professores. Precisa barrar a perseguição política daqueles que lutam por uma Universidade Popular e pelo Poder Popular. Precisa mobilizar os estudantes para dentro e para fora dos muros da universidade, seja na luta pelo passe livre estudantil, seja no combate direto ao fascimo e às opressões, como fizemos no Grito dos Excluídos e em todas as manifestações Fora Bolsonaro. 

E o entendimento do DCE como dirigente da luta dos estudantes, para além de promessas vazias, precisa se consolidar na mobilização permanente do Movimento Estudantil. O Restaurante Universitário, a Creche Universitária 一 para estudantes e trabalhadores responsáveis por crianças 一 não vão se construir com palavras de campanha, mas com a articulação dos projetos de extensão de diversos cursos. Com a constante formação de Assembleias que chamem a participação e a discussão de todes. Cabe a um DCE de luta pressionar, mobilizar e orientar essa mudança. O compromisso da nossa Chapa é a construção coletiva da PUC, da união de estudantes e funcionários juntos para decidir os rumos da universidade. Lutar pelas verdadeiras necessidades daqueles que fazem a universidade.

LUTAR E MUDAR A PUC!

CONTRA O AUMENTO ABUSIVO DAS MENSALIDADES!

PELA REABERTURA DOS DA’S E DOS ESPAÇOS DE DEMOCRACIA DOS ESTUDANTES!

POR UM RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO POPULAR!

POR UMA CRECHE UNIVERSITÁRIA POPULAR!

POR UMA EXTENSÃO QUE PRIORIZE A PERMANÊNCIA DE ESTUDANTES E TRABALHADORES DA PUC!

POR UM MOVIMENTO ESTUDANTIL ATIVO E PERMANENTE NO CAMPUS!

PELA TRANSPARÊNCIA COM A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO DCE!

EM DEFESA DOS DIREITOS DOS ALUNOS PROUNISTAS E BOLSISTAS!

POR ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO POPULARES!

CONTRA O FASCISMO E TODAS AS OPRESSÕES, DENTRO E FORA DA PUC!

PELO PASSE LIVRE ESTUDANTIL!

Saudações Comunistas,

Núcleo da União da Juventude Comunista da PUC Minas campus Coreu

 

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NOTA POLÍTICA DA UJC-MG: FORA ZEMA E BOLSONARO/ MOURÃO, CONSTRUIR ALTERNATIVA POPULAR! https://www.poderpopularmg.org/nota-politica-ujc-minas-gerais/ https://www.poderpopularmg.org/nota-politica-ujc-minas-gerais/#respond Sun, 17 May 2020 14:42:08 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74541 União da Juventude Comunista de Minas Gerais - UJC/MG

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NOTA POLÍTICA DA COORDENAÇÃO ESTADUAL DA UJC DE MINAS GERAIS

FORA ZEMA E BOLSONARO/MOURÃO, CONSTRUIR ALTERNATIVA POPULAR!

A Coordenação Estadual da União da Juventude Comunista em Minas Gerais, em nome do conjunto de sua militância vem, por meio dessa nota, expressar seu profundo repúdio à total negligência e descaso com a população trabalhadora que o Governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema, tem demonstrado em meio à crise sanitária, gerada pela COVID19. Se no âmbito nacional assistimos os dramáticos desdobramentos de uma política que nitidamente coloca os lucros das grandes empresas acima da vida dos trabalhadores, podemos perceber o total alinhamento de nosso Governador, que deixa claro suas intenções de aprofundar o ataque aos serviços e, consequentemente, servidores públicos, demonstrando uma política muito semelhante à do fascista Jair Bolsonaro.

Entendemos que a forma tomada pela atual crise do capitalismo se apresenta com contornos didáticos do ponto de vista da natureza do sistema capitalista, que despreza a vida e têm como objetivo único a acumulação privada de riquezas pelas classes dominantes. Isto é, para que os capitalistas mantenham suas altas taxas de lucro, torna-se necessário a retirada de direitos da classe trabalhadora, as demissões em massa, os cortes de salários e aumento da exploração do trabalho, reorganizando inclusive algumas profissões sob a forma do “teletrabalho”, que aumenta as jornadas de trabalho e coloca sobre os ombros dos trabalhadores e trabalhadoras os custos da execução do trabalho. Além disso, a venda dos recursos nacionais para empresas transnacionais, como a entrega de importantes refinarias da Petrobrás, demonstrando o caráter estritamente ufanista do “nacionalismo” de Bolsonaro. Esse processo intensifica o cenário que tínhamos antes da pandemia, de aumento do desemprego e da miséria, abrindo novamente a possibilidade de que o Brasil volte a ter seu nome vicejando nas linhas do Mapa da Fome da ONU.

Já alertamos anteriormente que o empresário Zema e seu partido não representam nada de “Novo”, mas seguem a já velha cartilha neoliberal que se pauta pela política dos superávits primários, da desregulamentação financeira, do ajuste fiscal, venda de empresas e companhias estatais, entrega de riquezas naturais para a iniciativa privada e a constante repressão e sufocamento dos sindicatos e movimentos populares. Assim, rejeitamos profundamente o constante assédio do Governador às empresas estatais como a CEMIG e a CODEMIG, sendo esta última a responsável pela exploração das maiores reservas de nióbio do mundo, localizadas em nosso estado. Sabemos que a privatização dessas empresas não significaria nenhuma melhoria nos seus serviços ou na qualidade de vida da população trabalhadora de Minas Gerais, mas que na prática fragilizaria e excluiria a maior parte dos mineiros e mineiras do acesso a esses serviços e aumentaria consideravelmente os valores das contas dos trabalhadores e das trabalhadoras de Minas Gerais no final do mês, como é típico de toda e qualquer privatização. Por esses e outros motivos levantamos as bandeiras do “Fora Zema, Bolsonaro e Mourão”.

Destacamos novamente o profundo descaso do governo estadual com a educação, representado pelo completo abandono da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e a Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), além da completa falta de diálogo e truculência no trato com os trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual, que constroem uma forte greve desde o início do ano, reivindicando o piso salarial e o pagamento de 13º salários atrasados. Destacam-se, ainda, as tentativas da Secretaria Estadual de Educação de forçar o retorno das ASB (Auxiliar de Serviços da Educação) ao trabalho presencial nas escolas, colocando em risco a vida dessas trabalhadoras e de suas famílias.

A respeito das Universidades Federais, convocamos todas e todos estudantes a resistirem e construírem mobilizações contra a substituição do ensino presencial, com a imposição do regime de ensino a distância.

Engrossamos também as denúncias contra a imposição de tal regime na Universidade Federal de Lavras, que vem sendo precursora na aplicação da cartilha do MEC. Alertamos as movimentações da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri e a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que atualmente possuem reitores que não foram diretamente eleitos pelos pleitos das universidades e também corroboram com o processo de precarização e preparação do terreno para futuras privatizações na área do Ensino Superior.

Defendemos, em conjunto com diversas entidades, movimentos sociais e populares o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que está programado para ocorrer em novembro desse ano. A desigualdade educacional existente no Brasil, motivada pelo avanço dos oligopólios da educação sobre nossas políticas educacionais, desnudam as evidentes divisões de classe da educação no Brasil. Enquanto os filhos e filhas da classe trabalhadora estudam em escolas públicas precárias, sem infraestrutura, sofrendo com a ausência de materiais (como livros didáticos e boas bibliotecas) e condições básicas de ensino que possam proporcionar o acesso ao conhecimento científico produzido pela humanidade e, além disso, muitas das vezes abandonando os estudos por conta das exigências da vida material; os filhos e filhas da burguesia e de setores da pequena-burguesia acessam as melhores instituições de ensino (privadas e públicas, como as instituições federais de ensino), que contam com instrumentos de pesquisa, laboratórios, aulas complementares, reforços, acesso a bibliotecas e acervos científicos, enfim, todas as condições necessárias para que consigam ser aprovados nas Universidades Federais brasileiras. Esse quadro, já profundamente desigual, se acentua com a pandemia, relegando à juventude trabalhadora danos em sua formação intelectual que serão sentidos a longo prazo e que, certamente, caso o ENEM não seja adiado, se tornarão ainda mais profundos e desiguais.

Não bastasse esse catastrófico cenário, a política das classes dominantes no país e no estado ignoram a delicadeza do momento e a possibilidade de um efetivo esfacelamento do tecido social, que cada vez mais se concretiza. No caso de Minas Gerais, vemos nossos hospitais cada vez mais lotados e a falta de equipamentos básicos para a segurança da população e dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde, que estão na linha de frente no combate a COVID19. Entendemos que esse momento exige uma mobilização massiva pressionando as instituições legislativas (estaduais e nacionais) a fim de um combate efetivo a pandemia, que se alastra a cada dia. É fundamental fortalecer as mobilizações e organizações unitárias que expressem a defesa dos direitos e da saúde do povo trabalhador, como a Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, buscando aprofundar os espaços de auto-organização da classe trabalhadora numa perspectiva radical e consequente, como as diversas iniciativas locais de comitês, fóruns ou brigadas de enfrentamento à COVID19.

Ainda observamos a vacilação de setores ditos de esquerda, que mesmo com a experiência histórica do equívoco da política de colaboração de classes, ainda aposta em tal conciliação, inclusive convidando inimigos do povo e representantes da direita para as manifestações do 1° de maio. Para nós, a superação da atual crise perpassa pelo fortalecimento das organizações e entidades que tenham em vista a imprescindibilidade da independência e autonomia da classe trabalhadora, apontando a necessidade de reorganização da classe no sentido da consolidação de um projeto que busque construir o Poder Popular e o socialismo.

Por isso conclamamos a juventude mineira a massificar a mobilização nas redes sociais, a participarem dos atos virtuais, bem como as manifestações puxadas pelas entidades de luta. Nesse sentido apontamos também a necessidade de reerguermos e fortalecermos as entidades estudantis, entendendo o papel dessas na construção de uma forte resistência, pautando um projeto estratégico de educação popular.

Convocamos e destacamos a importância do fortalecimento e a construção do Fórum Sindical, Popular e das Juventudes pelos Direitos e Liberdades Democráticas, que entendemos ser uma importante iniciativa, representando a unidade e coerência dos setores classistas no sentido da reorganização da classe trabalhadora, bem como consolidação de um projeto que supere a atual crise, a partir dos interesses populares.

DERROTAR ZEMA É DERROTAR BOLSONARO/MOURÃO!

FORA ZEMA E FORA BOLSONARO!

PELO IMPEDIMENTO DE BOLSONARO/MOURÃO!

PELA REVOGAÇÃO DA EC 95!

NOSSAS VIDAS ANTES DOS LUCROS!

CONSTRUIR E FORTALECER O FÓRUM SINDICAL, POPULAR E DAS JUVENTUDES PELOS DIREITOS E LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!

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