Arquivos Conjuntura - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/conjuntura/ Poder Popular Minas Gerais Thu, 28 May 2020 13:24:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 A conjuntura política atual em Betim, MG https://www.poderpopularmg.org/a-conjuntura-politica-atual-em-betim-mg/ https://www.poderpopularmg.org/a-conjuntura-politica-atual-em-betim-mg/#respond Thu, 28 May 2020 13:24:16 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74586 PCB Betim

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Camaradas trabalhadores e trabalhadoras,

O Brasil está passando por um momento de crise aguda que se expressa nas dimensões sociais, políticas e econômicas. Ademais, no presente momento situação do povo trabalhador vem sendo fortemente agravada pela pandemia do COVID-19, e, por conseguinte, pela desastrosa política sanitária do Governo Federal, que tem deixado um rastro de morte afetando a população a nível nacional, estadual e municipal. Diante disso, o PCB – Partido Comunista Brasileiro – Betim, tem por obrigação com a sociedade e com os trabalhadores, trazer à tona um manifesto contendo sua análise da atual conjuntura política nacional e municipal. 

Com o golpe parlamentar de 2016, que pôs fim aos governos de conciliação de classe da era petista que combinavam políticas sociais focalizadas de redução da pobreza-extrema com ações  que destinavam vultuosas somas de recursos públicos para os empresários através das parcerias público-privada, a sociedade brasileira entrou numa era de incertezas onde crises institucionais permanentes que se somam a constantes ataques aos direitos dos trabalhadores materializados na contrarreforma trabalhista, na contrarreforma da previdência e na rapinagem operada sobre o fundo público para atender os interesses do grande capital.

Os resultados das eleições de 2018, foram catastróficos para a sociedade de uma forma geral, e para os trabalhadores em particular. O Governo de Bolsonaro representa uma alternativa autoritária, anti-popular, entreguista e reacionária, que pretende liquidar os direitos sociais para atender o lucro privado. Sobre tal ótica, o que se visa é um Estado policialesco, ou seja, uma ditadura aberta do grande capital contra os trabalhadores e suas organizações. 

Há de ressaltar que assim como a eleição presidencial, as eleições de João Doria em São Paulo, Wilson Witzel no Rio de Janeiro e Romeu Zema em Minas Gerais, representam um retrocesso social para o povo brasileiro. Pois, foram marcadas pela manipulação, pela leniência da “justiça” pelas Fake News financiadas por inescrupulosos esquemas de caixa e por empresários. 

Se a situação está muito ruim nacionalmente, em Betim não poderia ser diferente, principalmente com a eleição do atual prefeito Vittorio Medioli que tem conduzido os destinos do município, com a visão ultraliberal, que visa reduzir os investimentos, públicos em áreas como saúde, educação e assistência social onde a visão econômica em favor dos empresários locais prevalece em detrimento de políticas sociais.

O atual prefeito foi eleito sem apresentar um projeto bem elaborado, onde as receitas econômicas fossem destinadas em benefício dos moradores da cidade. O que se arrecada no município é mal e porcamente gasto em “arremedo” de obras que não produz ganhos financeiros ou ganhos sociais para a sociedade betinense.

Com um orçamento de mais de 2 bilhões para 2020, os gastos são praticamente em obras que não beneficiam em quase nada os moradores da periferia, onde reside a maior parte da população. Passou-se três anos de mandato sem apresentar obras para a cidade, e em 2020 que é o ano de novas eleições, corre-se contra o tempo para mostrar alguma coisa, tentando enganar a sociedade betinense.

O município está tão abandonado, que a vários anos a população vem sofrendo com a epidemia da Dengue – em 2019, segundo dados da Vigilância Epidemiológica, Betim confirmou 42.989 casos de dengue e registrou 18 óbitos – sem que a prefeitura apresentasse um projeto que pudesse ser implantado ao longo dos anos e reduzir drasticamente esse mal que assola o município. 

Como se não bastasse, o prefeito mostra que seu compromisso é somente com os empresários, deixando em segundo plano a saúde e o bem-estar dos betinenses. Em meio a pandemia, diversos trabalhadores viram-se obrigados a voltarem ao trabalho, principalmente os trabalhadores do comércio, transporte público e indústria, contrariando assim todas as recomendações das autoridades da área da saúde – manter o isolamento social como forma de evitar o contágio por coronavírus. Dessa forma, milhares de trabalhadores e trabalhadoras expõe suas vidas e de seus familiares, uma vez que havendo contágios desses trabalhadores e trabalhadoras, seus familiares sofrem diretamente as consequências.

Betim precisa de um projeto de crescimento sustentável, que priorize a periferia, que perceba a questão das políticas para mulheres como imprescindível, que tome a educação pública como investimento indispensável, que enxergue a saúde pública como vital e que tenha as políticas sociais como foco principal. Assim, a sociedade betinense tem de ter participação nas discussões de onde e de como melhor empregar os recursos públicos. 

O PCB – Partido Comunista Brasileiro vem afirmar que no atual momento devemos apoiar as iniciativas de auto-organização dos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da formação de brigadas de solidariedade, comitês populares de luta por direitos e de autodefesa contra o fascismo, além de fortalecer associações e movimentos populares, entidades estudantis e sindicatos classistas.

Fora Bolsonaro e Mourão!

Fora Zema!

Fora Medioli

O PCB CONVIDA A VOCÊ A SE ORGANIZAR EM TORNO DE UM PROJETO DE PODER POPULAR!

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PCB em defesa do Povo Trabalhador Mineiro! https://www.poderpopularmg.org/pcb-em-defesa-do-povo-trabalhador-mineiro/ https://www.poderpopularmg.org/pcb-em-defesa-do-povo-trabalhador-mineiro/#respond Wed, 06 May 2020 13:32:16 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74456 Os impactos sociais, econômicos e políticos da crise sistêmica do capital agravada pela pandemia global da COVID-19, são cada vez […]

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Os impactos sociais, econômicos e políticos da crise sistêmica do capital agravada pela pandemia global da COVID-19, são cada vez mais sentidos pelo povo trabalhador. Estados e governos seguem com seu plano de sacrificar a vida dos trabalhadores em prol da defesa do lucro dos capitalistas. No Brasil, o governo de ultradireita do protofascista Jair Bolsonaro se coloca na contramão das medidas sanitárias recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao afrouxar a quarentena e expor milhões de trabalhadores e trabalhadoras ao risco de contagio em massa.

Em Minas Gerais, o neófito governador Romeu Zema (Partido Novo) segue aliado e alinhado às políticas ultraliberais e autoritárias do governo Bolsonaro. Ademais, não bastasse o despreparo, o desrespeito para com os trabalhadores mineiros, o governo radicaliza o plano de austeridade, eufemisticamente chamado de recuperação fiscal, que na prática significa intensificar os ataques contra os servidores públicos em geral e a rede estadual de educação pública em particular. Por conseguinte, os profissionais da educação foram eleitos por Zema como inimigo públicos número um e são submetidos diariamente a todo tipo de assedio e chantagem, sem contar com a política deliberada de desmonte das universidades estaduais mineiras (UEMG e UNIMONTES).

Os casos de contaminação crescem no Brasil de forma exponencial e em Minas o quadro não é diferente. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Governo de Minas Gerais, cerca de 90 mil pessoas seguem como casos suspeitos de doença pela COVID-19 e cerca de 100 pessoas já morreram (além das subnotificações). Faltam leitos, EPIs, testes e principalmente investimento na saúde pública em Minas Gerais. Diversos prefeitos e prefeitas de forma irresponsável seguem descumprindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) principalmente o isolamento social, contribuindo para o agravamento da crise sanitária. Torna-se necessário cobrar das autoridades estaduais e municipais medidas e ações efetivas no combate a COVID-19 e ações emergenciais em defesa das condições de vida do povo trabalhador mineiro.

O PCB segue intransigente na defesa do Povo Trabalhador Mineiro pela manutenção e ampliação de direitos e conquistas. Assim, acreditamos na construção de iniciativas autônomas de auto-organização dos trabalhadores que apontem para uma alternativa real de poder do povo trabalhador, isto é, o poder popular. Só assim sairemos fortalecidos desta grave crise econômica, sanitária e política no qual nos encontramos. Nesse sentido, não apoiamos e nem participaremos da formação de frentes de salvação do capitalismo [1]. Entretanto, buscaremos a unidade de ação com as organizações e setores que se colocam na linha de frente contra as medidas antipopulares e assassinas de Bolsonaro e Zema.  Portanto, apoiamos a formação de Comitês Populares nas cidades mineiras, pois, estes são um importante exemplo de organização e luta para a classe trabalhadora, a juventude e movimentos populares em tempos de crise, pandemia e acirramento da luta de classes.

Também apoiamos as iniciativas propostas pelo Fórum Social, Popular e da Juventude de Minas Gerais, espaço de articulação de lutas unitárias em Minas Gerais. Seguiremos participando do Fórum dos Partidos de Esquerda e Centro-esquerda enquanto estes se posicionarem na defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores e no campo de oposição aos Governos Zema e Bolsonaro. Saudamos as iniciativas do Fórum Sindical, Popular e da Juventude e da Unidade Classista neste primeiro de maio, como o Primeiro de Maio Vermelho, que expressaram a independência política da classe trabalhadora e rejeitaram a política de conciliação de classes protagonizada pelas centrais sindicais. São tarefas urgentes colocadas pelo momento histórico, a reorganização da classe trabalhadora, a intensificação da agitação e propaganda contra as políticas neoliberais e as ameaças golpistas, a retomada do trabalho de base e formação política marxista-leninista, o fortalecimento das entidades estudantis e do movimento popular e sua unidade de ação contra os Governos e as políticas neoliberais. É assim que derrotaremos as políticas ultraliberais e autoritárias desses governos!

A VIDA ACIMA DOS LUCROS!

PELO PODER POPULAR E PELO SOCIALISMO!

FORA BOLSONARO E MOURÃO! FORA ZEMA!

PELA SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS PÚBLICAS E A PRIORIZAÇÃO DO COMBATE AO COVID-19 E SEUS EFEITOS SOCIAIS.

Comissão Política Estadual do Comitê Estadual do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – Belo Horizonte, 05 de maio de 2020.

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A ESQUERDA NÃO MORREU MAS PRECISA DE VOCÊ! https://www.poderpopularmg.org/a-esquerda-nao-morreu-mas-precisa-de-voce/ https://www.poderpopularmg.org/a-esquerda-nao-morreu-mas-precisa-de-voce/#respond Fri, 28 Feb 2020 02:21:05 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74375 PABLO LIMA

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À ESQUERDA não falta reflexão. E também não faltam ações. São milhares talvez milhões de militantes dos mais diferentes setores, do campo e da cidade, que dedicam seu trabalho a práticas de emancipação localizada, em comunidades quilombolas, aldeias indígenas, assentamentos de sem-terra, sindicatos, entidades dos mais diversos movimentos, estudantes, feministas, movimento negro. É preciso primeiro reconhecer isso para ver que a esquerda não morreu. Está viva e atuante.

O que falta é uma grande ação coordenada de toda esta esquerda, que encontra-se obviamente dividida entre inúmeros partidos e outras agremiações políticas. Uma esquerda grande mas dividida. Para abordar este problema, precisamos analisar até que ponto toda a reflexão teórica tem contribuído para essa divisão. Por isso às vezes ironizo: que saudade do marxismo vulgar, que fez revoluções e levou à independência de muitas ex-colônias européias!

Um equívoco nas críticas à esquerda é exigir que essa esquerda dividida consiga competir em pé de igualdade com o aparato de desinformação da direita e extrema-direita, que vai das grandes empresas de comunicação aos grupos de WhatsApp das famílias e amigos. E sabe porque não dá? Por uma questão de materialidade. Em outras palavras, a direita tem aquilo que a esquerda atualmente no Brasil não tem: capital.

O que sustenta a esquerda? Cada tecla que eu digito aqui no Facebook ajuda a sustentar uma empresa chamada Facebook. Cada mensagem enviada pelo WhatsApp ajuda a sustentar uma empresa chamada WhatsApp. Mas, e a esquerda? Quando e como a sustentamos? Contriibuindo com o sindicato? Contribuições a partidos políticos de esquerda? Comprando rifas?

Em meio a tudo isso, alguns sindicatos tem, sim, capital… por enquanto. Tanto é que em Belo Horizonte foi o trio elétrico da CUT que possibilitou a realização de vários blocos de carnaval em 2020. Mas, quem sustenta a CUT? Os foliões? A classe trabalhadora? Os sindicalizados em dia com suas contribuições financeiras?

Então, o trabalhador e a trabalhadora assalariada, que suam a camisa, e por algum motivo são filiados a um sindicato, e que contribuem para este sindicato com desconto de seus parcos salários é que sustenta a esquerda?

Bom, tem o famoso fundo partidário. E aí, a esquerda também tem capital, principalmente o PT, maior partido de esquerda no país, com a maior bancada eleita para a Câmara de Deputados na atual legislatura. Mas o PT é viciado em alianças com o chamado centro, que é um eufemismo para direita e extrema-direta, setores evangélicos e do agro-negócio. Assim boa parte do fundo eleitoral se perde em alianças que poderiam ser com partidos de esquerda e, pasmem, de extrema-esquerda! Esses partidos de extrema-esquerda (que nunca ou quase nunca aliam-se com a direita, como o PCB, PSTU e, em alguns casos, o PSOL) também tem o acesso a esta verba mas, sem uma aliança tática com o PT, contam com um potencial eleitoral ainda muito limitado.

Além disso, como este fundo partidário pode ser usado? Nas campanhas eleitorais, as regras de utilização são bastante rígidas – para os partidos de esquerda. Mas o pior é pensar em como estas campanhas funcionam: com a lógica midiática e comunicacional da direita. Marketing. São empresas de video, de santinho, gráficas, pessoas segurando bandeirinha, espalhando fake-news… Então a esquerda pega toda esta grana do fundo eleitoral e tenta se comunicar com a população usando as mesmas formas da direita. E o dinheiro vai todo para o ralo e a extrema-direita elege o presidente. E a esquerda continua ainda mais dividida!

Na época da URSS e do seu socialismo real, havia o Comintern, que financiava partidos e organizações de esquerda pelo mundo. Em muitos lugares o apoio soviético foi essencial para o sucesso de revoluções e processos de independência. Era também a época da hegemonia do marxismo vulgar. No Brasil, esse apoio ao PCB não teve o mesmo êxito. Perdemos a batalha por aqui, e aí temos que criticar o ouro de Moscou e também fazer auto-crítica da nossa incapacidade de evitar alguns golpes de Estado, muito menos pensar em revolução.

Na época do PT na presidência, a esquerda, ou pelo menos um setor dela, teve acesso ao Orçamento Federal, à máquina e a grandes empresas como a Petrobras. Vocês se lembram daquela crise de 2008, da qual o Brasil saiu com um crescimento recorde do PIB nos últimos 40 anos? O que foi feito com essa grana toda? Além do Bolsa Família, inúmeras obras dos PAC, universidades… uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. E para esses grandes eventos, o dinheiro foi canalizado para um super incremento das nossas forças de segurança pública. Afinal, se teve uma coisa do padrão FIFA que permanece no país é o aparato de policiamento, câmeras, viaturas, helicópteros! Um fortalecimento impressionante dos setores militares. E deu no que deu!

O que falta à esquerda brasileira na atual conjuntura é capital. Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical, os sindicatos sofreram um duro golpe. Com o fim do monopólio da carteirinha estudantil, é a UNE que fica sem grana. Com o fim do financiamento de pesquisas em universidades, são projetos progressistas de emancipação humana, militâncias dentro do sistema, que ficam prejudicadas.

Então, camaradas, para contribuir com a esquerda, coloquemos a mão no bolso! Procure um sindicato, entidade estudantil, associação de lutadores por alguma causa de esquerda, associação de pais, partidos de esquerda e faça uma contribuição financeira, de preferência, com regularidade. Isso ajuda muito mais do que qualquer textão.

PS: Eu contribuo há 10 anos com meu sindicato, APUBH, descontado em meu contra-cheque, e há 24 anos com meu partido, o PCB, mas sei que ainda é pouco.

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