Arquivos Sindicatos - PCB/MG https://www.poderpopularmg.org/tag/sindicatos/ Poder Popular Minas Gerais Mon, 18 Mar 2024 15:18:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/ https://www.poderpopularmg.org/educacao-e-luta-sindical-os-trabalhadores-avancam-em-santa-luzia-mg/#respond Mon, 18 Mar 2024 15:10:36 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=77052 O post Educação e luta sindical: os trabalhadores avançam em Santa Luzia (MG) apareceu primeiro em PCB/MG.

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“Ninguém no mundo, ninguém na história, conseguiu sua liberdade apelando para o senso moral do seu opressor”
Assata Shakur

Na última quinta-feira, 14 de março de 2024, aconteceu a cerimônia de reinauguração da subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG. Após anos desativada, a categoria, com muita luta, conseguiu reativar um significativo aparelho dos trabalhadores. A reabertura no mês de março foi simbólica, março é o mês que marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Tratando-se de uma categoria majoritariamente feminina, faz-se sempre relevante a referência a uma data que traz à tona o movimento das socialistas comprometidas com a dignidade de todas as mulheres e que abriu caminhos para a Revolução Russa de 1917.

A direção que toma posse da subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG é composta por trabalhadoras e trabalhadores da educação com um histórico de lutas na cidade, destacamos a coordenadora Liliane Tibúrcio, professora da rede estadual de Minas Gerais e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da Unidade Classista (UC).

Nos últimos anos, entre as políticas de conciliação de classes e o avanço da extrema-direita neofascista, os sindicatos sofreram severos ataques. Muitos destes aparelhos, descaracterizados, acabaram moldando-se exclusivamente por uma atuação circunscrita a institucionalidade e, por vezes, se burocratizaram. Desse modo, abriu-se uma enorme lacuna entre as direções e suas bases.

Neste sentido, intentamos que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia -MG possa se reconectar com os trabalhadores da educação que atuam na cidade, fortalecendo a luta da categoria, priorizando o chão da escola e agitando o conjunto de trabalhadores. Vale destacar, nas quadras mais difíceis da história o que modifica a correlação de forças não são as agendas dos deputados, tampouco as liminares, mas sim as mobilizações populares.

É importante que a subsede Sind-UTE de Santa Luzia – MG seja independente, que possua autonomia de classe e que também tenha, entre os trabalhadores, tarefas pedagógicas. É dever do aparelho sindical proporcionar uma formação política que possa dar conta das complexas questões que se colocam na atualidade.

Num cenário de desalento da juventude, faz-se necessário incluí-la entre os embates, pois, pouco se consegue abandonando os filhos da classe trabalhadora que são os principais interessados nas lutas pela educação e que amanhã formarão a próxima geração de lutadores sociais. Face a atual conjuntura, compreende-se que a subsede Sind-UTE Santa Luzia -MG atue como um polo aglutinador na região que, através das disputas ligadas ao campo da educação, consiga buscar unidade entre trabalhadores de diferentes categorias, impulsionando, desta maneira, o avanço nas lutas e pautando a construção do Poder Popular.

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A ESQUERDA NÃO MORREU MAS PRECISA DE VOCÊ! https://www.poderpopularmg.org/a-esquerda-nao-morreu-mas-precisa-de-voce/ https://www.poderpopularmg.org/a-esquerda-nao-morreu-mas-precisa-de-voce/#respond Fri, 28 Feb 2020 02:21:05 +0000 https://www.poderpopularmg.org/?p=74375 PABLO LIMA

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À ESQUERDA não falta reflexão. E também não faltam ações. São milhares talvez milhões de militantes dos mais diferentes setores, do campo e da cidade, que dedicam seu trabalho a práticas de emancipação localizada, em comunidades quilombolas, aldeias indígenas, assentamentos de sem-terra, sindicatos, entidades dos mais diversos movimentos, estudantes, feministas, movimento negro. É preciso primeiro reconhecer isso para ver que a esquerda não morreu. Está viva e atuante.

O que falta é uma grande ação coordenada de toda esta esquerda, que encontra-se obviamente dividida entre inúmeros partidos e outras agremiações políticas. Uma esquerda grande mas dividida. Para abordar este problema, precisamos analisar até que ponto toda a reflexão teórica tem contribuído para essa divisão. Por isso às vezes ironizo: que saudade do marxismo vulgar, que fez revoluções e levou à independência de muitas ex-colônias européias!

Um equívoco nas críticas à esquerda é exigir que essa esquerda dividida consiga competir em pé de igualdade com o aparato de desinformação da direita e extrema-direita, que vai das grandes empresas de comunicação aos grupos de WhatsApp das famílias e amigos. E sabe porque não dá? Por uma questão de materialidade. Em outras palavras, a direita tem aquilo que a esquerda atualmente no Brasil não tem: capital.

O que sustenta a esquerda? Cada tecla que eu digito aqui no Facebook ajuda a sustentar uma empresa chamada Facebook. Cada mensagem enviada pelo WhatsApp ajuda a sustentar uma empresa chamada WhatsApp. Mas, e a esquerda? Quando e como a sustentamos? Contriibuindo com o sindicato? Contribuições a partidos políticos de esquerda? Comprando rifas?

Em meio a tudo isso, alguns sindicatos tem, sim, capital… por enquanto. Tanto é que em Belo Horizonte foi o trio elétrico da CUT que possibilitou a realização de vários blocos de carnaval em 2020. Mas, quem sustenta a CUT? Os foliões? A classe trabalhadora? Os sindicalizados em dia com suas contribuições financeiras?

Então, o trabalhador e a trabalhadora assalariada, que suam a camisa, e por algum motivo são filiados a um sindicato, e que contribuem para este sindicato com desconto de seus parcos salários é que sustenta a esquerda?

Bom, tem o famoso fundo partidário. E aí, a esquerda também tem capital, principalmente o PT, maior partido de esquerda no país, com a maior bancada eleita para a Câmara de Deputados na atual legislatura. Mas o PT é viciado em alianças com o chamado centro, que é um eufemismo para direita e extrema-direta, setores evangélicos e do agro-negócio. Assim boa parte do fundo eleitoral se perde em alianças que poderiam ser com partidos de esquerda e, pasmem, de extrema-esquerda! Esses partidos de extrema-esquerda (que nunca ou quase nunca aliam-se com a direita, como o PCB, PSTU e, em alguns casos, o PSOL) também tem o acesso a esta verba mas, sem uma aliança tática com o PT, contam com um potencial eleitoral ainda muito limitado.

Além disso, como este fundo partidário pode ser usado? Nas campanhas eleitorais, as regras de utilização são bastante rígidas – para os partidos de esquerda. Mas o pior é pensar em como estas campanhas funcionam: com a lógica midiática e comunicacional da direita. Marketing. São empresas de video, de santinho, gráficas, pessoas segurando bandeirinha, espalhando fake-news… Então a esquerda pega toda esta grana do fundo eleitoral e tenta se comunicar com a população usando as mesmas formas da direita. E o dinheiro vai todo para o ralo e a extrema-direita elege o presidente. E a esquerda continua ainda mais dividida!

Na época da URSS e do seu socialismo real, havia o Comintern, que financiava partidos e organizações de esquerda pelo mundo. Em muitos lugares o apoio soviético foi essencial para o sucesso de revoluções e processos de independência. Era também a época da hegemonia do marxismo vulgar. No Brasil, esse apoio ao PCB não teve o mesmo êxito. Perdemos a batalha por aqui, e aí temos que criticar o ouro de Moscou e também fazer auto-crítica da nossa incapacidade de evitar alguns golpes de Estado, muito menos pensar em revolução.

Na época do PT na presidência, a esquerda, ou pelo menos um setor dela, teve acesso ao Orçamento Federal, à máquina e a grandes empresas como a Petrobras. Vocês se lembram daquela crise de 2008, da qual o Brasil saiu com um crescimento recorde do PIB nos últimos 40 anos? O que foi feito com essa grana toda? Além do Bolsa Família, inúmeras obras dos PAC, universidades… uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. E para esses grandes eventos, o dinheiro foi canalizado para um super incremento das nossas forças de segurança pública. Afinal, se teve uma coisa do padrão FIFA que permanece no país é o aparato de policiamento, câmeras, viaturas, helicópteros! Um fortalecimento impressionante dos setores militares. E deu no que deu!

O que falta à esquerda brasileira na atual conjuntura é capital. Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical, os sindicatos sofreram um duro golpe. Com o fim do monopólio da carteirinha estudantil, é a UNE que fica sem grana. Com o fim do financiamento de pesquisas em universidades, são projetos progressistas de emancipação humana, militâncias dentro do sistema, que ficam prejudicadas.

Então, camaradas, para contribuir com a esquerda, coloquemos a mão no bolso! Procure um sindicato, entidade estudantil, associação de lutadores por alguma causa de esquerda, associação de pais, partidos de esquerda e faça uma contribuição financeira, de preferência, com regularidade. Isso ajuda muito mais do que qualquer textão.

PS: Eu contribuo há 10 anos com meu sindicato, APUBH, descontado em meu contra-cheque, e há 24 anos com meu partido, o PCB, mas sei que ainda é pouco.

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